domingo, 1 de julho de 2007

Meu 1º festival

Não foi o meu.
Foi o do pirralho.
De pequenino...
Maratona de brincadeira e novos ídolos: as Bratz.
Não perguntem!?

sábado, 30 de junho de 2007

Leituras

Aceitando o convite da Rita Maria, aqui ficam as minhas leituras mais recentes. No caso deste blog, nem era preciso um post específico. É que uma das funções desta chafarica é mesmo lembrar-me daquilo que tenho lido. Basta irem ali aos separadores e clicar em A ler, mas mesmo assim, aqui ficam:

A Trilogia de Nova Iorque, de Paul Auster
A Lista de Schindler, de Thomas Kenealley
Fahrenheit 451, de Ray Bradbury
Os Jardins de Luz, de Amin Maalouf
As Valquírias, de Paulo Coelho

E ando a ler o Os indiferentes, de Alberto Moravia.

Já agora, aproveitava a deixa, não para estender o convite a outros blogs, mas sim aos leitores deste post.

Sim você que está a ler estas linhas!

Diga-me lá qual foi o último livro que leu e/ou o que anda a ler.

É só clicar ali nos comentários. Vá lá! Não custa nada!


PS - Rita: No final o micro-ondas fica com quem?


Metallica @ SBSR (Lisboa)

O primeiro dia do festival Super Bock Super Rock seria o dia de Men Eater, More Than A Thousand, Blood Brothers, Mastodon, Stone Sour, Joe Satriani e Metallica. Para mim, foi o dia de Metallica com abertura de Satriani. Poderia ter sido também de Stone Sour, mas a organização tratou de montar uns acessos que me fizeram perder toda a sua actuação. Uma epopeia, que teve como ponto alto ter de estar duas vezes na fila para entrar, depois de um elemento do staff me mandar para lá, com o bilhete de 4 dias. É sempre bom, chegar ao fim de uma fila onde se esteve meia hora, e depois ouvir dizer que temos de ir para outra, arranjar uma treta qualquer para depois voltar ao mesmo local para mais meia hora de espera.
Quando entrei, Joe Satriani tinha iniciado a sua actuação, a qual não mexeu muito comigo. Sim senhor, o gajo toca muito bem, e o som é muito porreiro, mas falta a voz. Não é querer ser fundamentalista, mas rock para mim tem quatro axiomas: guitarra, baixo, bateria e voz. Depois podem-lhe juntar o que quiserem: teclas como Doors, violinos e orgãos como Arcade Fire, enfim o que quiserem, mas sem voz, fica-me sempre a soar a som de documentário televisivo.
Depois do Joe, e quando já estariam cerca de 40.000 no recinto, entraram os Srs. James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammet e Robert Trujillo para nos tratarem da saúde com o seu martelo compressor. Meu Deus, que tratamento! Aliás queria aproveitar a metáfora para deixar aqui um pedido: se devido a alguma desgraça qualquer, eu algum dia fique em coma prolongado, peço que arranjem maneira de pôr Metallica a tocar o One em full power, no quarto de hospital. Se eu não reagir àquele duplo bombo, podem desligar as máquinas.
Voltando então ao concerto, o primeiro da tornée Sick of the Studio Tour, foram duas horas e meia de alto impacto, sendo a set list a seguinte:
Main set:
Creeping Death
For Whom The Bell Tolls
Rid The Lightning
Disposable Heroes
The Unforgiven
...And Justice For All
The Memory Remians
The Four Horsemen
Orion
Fade To Black
Master of Puppets
Battery
Encore 1
Sad But True
Nothing
Else Matters
One
Enter Sandman
Encore 2
Am I Evil?
Seek and Destroy
Fica um video caseiro de fraca qualidade da One

E aqui, mais um video, desta vez do outro grupo que animou (ainda mais) a minha noite. Se assistir a um concerto de Metallica será sempre algo memorável, então quando se aproveita para rever amigos de infância e juventude torna-se mesmo inesquecível.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Adeus Ti Zé Valente

Hoje, estou um amigo mais velho.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Há que começar a treinar...

Os Chemical Brothers, Air e Tiga actuam em Lisboa a 12 de Julho, não no "Nokia Live", mas no "Dance Station", um evento que decorrerá, em simultâneo, no Coliseu dos Recreios e na Estação do Rossio.
Os dois espaços míticos da capital vão receber também outros grandes nomes ligados à música electrónica, como os Fischerspooner, Erol Alkan, Simian Mobile Disco e Digitalism, entre outros.
Os bilhetes que dão acesso às duas salas custam 39 euros e terão uma edição limitada de 2000 exemplares, permitindo a entrada e saída dos recintos a qualquer momento. Para o Rossio o ingresso custa 35 euros e o do Coliseu fica em 30 euros.
O cartaz completo do "Dance Station" é o seguinte:

Estacão do Rossio
Tiga (DJ Set)
The Chemical Brothers
Justin Robertson (DJ Set)
Erol Alkan (DJ Set)
D.I.M.
Proxy
Jori Hulkonnen (DJ Set)

Coliseu dos Recreios
Simian Mobile Disco
Fischerspooner
Junior Boys
Air
Digitalism

terça-feira, 26 de junho de 2007

Pearl Jam @ ISS Dome (Dusseldorf)

Este concerto nem estava previsto na agenda, mas o flop de Modest Mouse deixou-me ougado. Vai daí, toca a comprar um dos últimos bilhetinhos disponíveis. Infelizmente só já havia lugares numa zona que, pronunciada em alemão não cheguei a conseguir perceber, mas que em português se convencionou chamar de bardalhais-de-cima. Para piorar a situação, o bilhete indicava 20:00 horas e o primeiro grupo começou a a actuar por volta das 19:00 horas, o que conjugado com um enorme engarrafamento e umas filas intermináveis para entrar no recinto, fizeram-me perder toda a actuação de The Futureheads e ver apenas o encore de Interpol. A organização pode portanto limpar as mãos à parede. Felizmente os Pearl Jam vieram inspirados e o público desde logo mostrou que não iria regatear apoio e comunhão com a banda. O arranque foi fortíssimo pondo a plateia num "headbanging mode" impressionante, a contrastar com o pessoal das bancadas sentadinhos nas suas cadeiras. Junto ao palco, as pessoas moviam-se para a frente e para trás, da esquerda para a direita, como se uma seara de trigo ao vento se tratasse. Isto tudo ao ritmo de um som que se revelou aceitável sem ser perfeito. A partir da meia hora o Eddie começou a falar e interargir com público. Como curiosidade, mencionou que esta era a primeira actuação em Dusseldorf, apesar de ser a 21ª (!) na Alemanha. Pediu desculpa por não saber falar alemão, justificando-se que enquanto jovem andou mais ocupado a cantar e tocar do que a na escola a aprender. Já no primeiro encore, chamou um dos fãs das filas da frente para vir cantar com ele, no palco, a I believe in miracles. O rapaz (com uma t-shirt dos Ramones) apesar de ter dado o grito "Hey, ho, lets go", sentou-se atrás a curtir e só no fim da música se levantou para vir dançar com o Eddie. Bonito.
Apesar de uma set list que, em cerca duas horas e meia, satisfez os fãs mais fanáticos, ficou a saber a pouco. Fica sempre, com bandas do calibre de Pearl Jam. De entre o que ficou por tocar, gostaria de ter ouvido a Even Flow. E já agora a Better Man e... Mesmo assim, valeu bem a pena!
Main Set:
Sometimes
Whipping
Brain Of J
Do The Evolution
Insignificance
In Hiding
Severed Hand
Sad
I Am Mine
Inside Job
Why Go
Daughter
Breath
State Of Love And Trust
I'm Open
Come Back
Once
Life Wasted
Encore 1:
I Believe In Miracles
Not For You/Modern Girl(with Sleater Kinney)
Black
Alive
Encore 2:
Small Town
Given To Fly
Rats
Comatose
Baba O'Riley
Yellow Ledbetter

Modest Mouse @ Live Music Hall (Colónia)

O pior concerto do ano, porque simplesmente não se realizou. Parece que o Xor Isaac Brock - vocalista e guitarrista dos Modest Mouse - quando não está a infligir dor a ele próprio, alguém, ou algo, se encarrega de fazer isso por ele. Desta vez, segundo informação disponível parece que ia a passear muito descansadinho, em Nottingham, quando uma garrafa decidiu ir colidir com a face do pobre desgraçado, obrigando à realização de uma intervenção cirúrgica, que inviabilizou alguns espectáculos em Junho, incluindo este em Colónia. Foi marcada uma nova data - 03/07/2007 - para a qual serviriam os bilhetes entretanto adquiridos, mas dado o fim das férias, tive de pedir a devolução do dinheiro. Paciência...
PS - Já repararam no preço do bilhete? Pois é! Não basta os alemães ganharem muito mais que os portugas, ainda têm estas "estupidezes" de terem bilhetes de concertos mais baratos.

As Valquírias, de Paulo Coelho

Dado que me esqueci do livro que andava a ler (nem podia ser de outra maneira), comecei a ler este do Paulo Coelho.

Esta passagem:

"Isso era a paixão: criar a imagem de alguém e não avisar.
Um dia, porém, quando a convivência revelasse a verdadeira identidade de ambos, descobririam que atrás do Mago e da Valquíria vivam um homem e uma mulher. Com agonia, o êxtase, a força e a fraqueza de todoss os outros seres humanos.
E quando um deles se mostrasse como realmente era, o outro afastar-se-ia - porque isto significava destruir o mundo que tinha criado. (...)
«Acho que me apaixonarei muitas outras vezes», disse para si mesmo. Não se sentia culpado por isso. A paixão era algo bom, divertido, e que podia enriquecer muito a vida.
Mas era diferente do amor. E o amor vale qualquer preço, não merecia ser trocado por nada."

assim como grande parte do livro, foi lida aqui:

(Margem do Reno)

Brussel

O trânsito muito mais "latino". Será que pus Marrocos no GPS? Banda desenhada. O mijinhas. A praça mais bonita da Europa? Talvez. Mercado de flores. Cerveja... tão boa... e tão cara. A catedral. Arte Nova. O atomium. Galeria de St. Hubert. Os parques e jardins. Mules et frites. Chocolates. Calor, muito calor. Já disse cerveja?

Amsterdam

Bicicletas. O estacionamento quase tão caro como o hotel, e o estádio olímpico a safar a onça. A simpatia dos condutores de tram. A simpatia dos restantes. Os canais. A arquitectura. Ruas onde sabe bem andar a pé. O Museu Van Gogh. O Vondelpark. O Rijksmuseum. A casa de Anne Frank. Sonja e a mais pequena galeria do mundo. As flores. As tamancas. Os moinhos. As esplanadas. Bitterballen e cerveja. O Red Light District. As coffee shops. A certeza de lá voltar...

Köln

O Reno... sim, o Reno, outra vez. A Dome. O relicário de Carlos Magno. Ruínas romanas. A Rathaus. A Groß St. Martin. O Fischmarkt. Cervejarias. Esplanadas. Kolsch bier + 35º... humm! 2º escaldão. Um grupo de alemães saudavelmente bêbados e que não cantavam nada mal. Pequenas bandas a tocar nas ruas. O Museu do Chocolate. A casa do Quebra-Nozes. Água de Colónia. A380's de turistas. Modest Mouse a estragarem o final do dia.

Düsseldorf

O Reno. A Altstadt. A noite de Düsseldorf - que movida! Esplanadas. Cervejarias. Altbier. O Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen - K20. Temporária de Picasso + Paul Klee, Wassily Kandinsky, René Magritte,... O Medienhafen e os edifícios "do" Gehry e Cia. Lda. A Königsallee. Descapotáveis e mais descapotáveis e outras grandes bombas. Trânsito exemplar. Organização. Limpeza. Civismo. Simpatia. E como despedida: os Pearl Jam na ISS Dome.

Eurodisney

Foi no dia 5.
Um belo dia de sol.
O primeiro escaldão do ano (quem me manda ir para estas andanças com cabelo à pente 1 e sem boné).
Gente era mais que muita. Donde saiu tanto inglês!?
O Mickey & Friends.
O show do Pirralho vestida de Cinderela.

First we take Manhattan, then we take Berlin...

Assim que parei em frente a casa, consultei o computador. Indicava 6568km, feitos em 83 horas e 23 minutos, consumindo uma média de 5,7l/100km de combustível.
A minha maior digressão terrestre levou-me a pensar em como evoluiram as viagens feitas de carro, desde os meus tempos de miúdo. As mais longas, feitas no Verão, começavam normalmente de madrugada, muitas vezes antes do sol nascer. Era para aproveitar o fresquinho, dizia-se. Cantava-se para passar o tempo, e no lugar do pendura seguia alguém com a cabeça enterrada num mapa, tentando não enjoar por ter de conjugar a consulta com os buracos e as curvas da estrada. Mesmo assim, perguntava-se o caminho nas terrinhas, porque auto-estrada só havia até à ponte de Vila Franca, onde se pagava 25 tostões de portagem.
Parava-se para beber a água de todas as fontes e comer sandes de carne assada em Ponte de Sor, bifanas em Vendas Novas e leitão na Mealhada.
Hoje em dia, com mordomias como o GPS, ar-condicionado, radio-leitor de CD, telemóvel com ligação à internet, frigobar e DVD, para além da evolução do estado das estradas, viajar de carro está anos-luz do que era há três décadas, e vai-se a Barcelona como se ia a Almeida há 30 anos. No caminho, reserva-se o hotel, e quando dá a fome consulta-se os restaurantes disponíveis nas redondezas. Dado o conforto aproveita-se para por a leitura em dia, ver um filme, ou ouvir música como se estivéssemos em casa.
É certo que no tempo das low-costs, fazer viagens internacionais de carro sai normalmente mais dispendioso, mas a liberdade de movimentos proporcionada é uma mais valia importante para quem não gosta de programas pré-definidos, nem de estar quieto muito tempo.
Por falar nisso, deixa-me cá começar a preparar a próxima...

domingo, 24 de junho de 2007

Parabéns Marta


"O meu melhor amigo é o meu amor"

Voltei

Pois é! Aqui estou eu de volta, outra vez, depois de três semanas de digressão.
Agora que as férias acabaram, já posso pedir desculpa por ter levado o bom tempo portuga, na bagagem, para o norte da Europa, mas como devem compreender, é uma coisa que parecendo que não, dá jeito.
Sei que vos custou um bocadito, mas pronto, aqui está ele de volta "safe and sound".

domingo, 3 de junho de 2007

Inté...

Não é uma despedida... É um "até um dia destes".
Um abraço a todos.

A brincar, a brincar...

- Pai, põe lá músicas para eu adivinhar!
- Adivinha esta (Standing in the way of control)
- É o Gossio!
- Gossip, filha.
- Gossip.
- E esta (Rebellion Lies)
- Arcade Fire
- Boa!!! E esta? (Magic position)
- Patrick Wolf!
- E esta? (Hotel song)
- Regina!!!
- Boa! E agora esta, mais difícil, e que tu nunca ouviste? (Intervention live acoustic version)
- Arcade Fire!!! Oh Pai, como eu acertei, podemos brincar com o globo?
- Está bem. Deixa que eu ligo a luz. Vá, diz-me lá onde é Portugal?
- Aqui!
- Muito bem!
- E se eu escavar, escavar, escavar, vou ter aqui à Nova Zelândia!
- Pois é!
- Olha, e esta aqui ao lado da Nova Zelândia?
- É... a... Austrália!!!
- Boa!!!
- Olha, e sabes como se chama este aqui, verde, e muito grande?
- Não.
- É o Brasil!
- Ah! Onde a avó vai buscar coisas para mim e para a Matilde!!!
- Pois é!
- E este aqui?
- São os Estados Unidos!
- E o estado do Sporting é onde?

sábado, 2 de junho de 2007

Antevisão

Amanhã, mais ou menos por esta hora, estarei no 1810 a tomar um café.

O bom filho...

É verdade! O sacana do cágado regressou, para alegria do pirralho. Afinal não serviu para sopa, nem andou nas tertúlias (por acaso até veio bem desidratado), apenas se escondeu numa toca quase inacessível no jardim das traseiras.

And another

Pearl Jam
Interpol
The Futureheads
ISS Dome, Theodorstraße 281, Düsseldorf
21.06.2007 20:00


Another thought

Modest Mouse
Live Music Hall, Lichtstraße 30 , Köln
11.06.2007 20:00

sexta-feira, 1 de junho de 2007

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Fisioterapia

Em solidariedade com a Rita, e visto que o meu joelhinho também teima em não se pôr fino, fica aqui um treino mais levezinho, mas não menos prazenteiro.
E dia 3, às 21:05, lá estarei...

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Ah pois é!

"A arte do amor... é em grande parte a arte da persistência."
- Albert Ellis

Parabéns Raquel


terça-feira, 29 de maio de 2007

Procura-se

Desapareceu de casa de sua família, na passada sexta-feira, o cágado da fotografia.
O indivíduo tem cerca de 12cm, envergava uma carapaça esverdeada, sofre de perturbações mentais e responde pelo nome de fofinha – quando pronunciado pela voz de uma criança de três anos.
Qualquer informação deve ser comunicada para o endereço electrónico deste blog.

A ter presente

"Não remoa o passado, não sonhe com o futuro, concentre a mente no presente momento."
- Buda

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Os indiferentes, de Alberto Moravia

O primeiro romance de Alberto Moravia, publicado em 1929, quando este tinha apenas 22 anos.
"Trata-se de uma reflexão sobre o medo, ou pelo menos sobre a insegurança, que leva as pessoas a deixar-se arrastar pelos outros quando estes demonstram poder.
Acima de tudo, é uma obra sobre a inacção. Indiferença e cobardia resultam em infelicidade."

domingo, 27 de maio de 2007

Melhor é impossível

DMB
Receber amigos
Churrascos muito bem regados
A Feira de Maio na Azambuja
The Gift
Armazém do Sal com os Declínios
E para terminar em beleza…

Declinios @ Armazém do Sal

Ao regressar a casa, de manhã, com o sol a nascer, a opinião era consensual. Tinha sido uma noite das antigas, e os Declínios contribuíram de sobremaneira para tal. De Incubus a System of a Down, de Rage Against the Machine a Nirvana, uma selecção de covers muito bem tratadas e bastante competente na tarefa de animar um bar completamente apinhado.

The Gift @ Azambuja (Feira de Maio 2007)

Foto gentilmente cedida por Carrapato

Em menos de 24 horas, assisti ao concerto de Dave Matthews Band, e depois ao de The Gift.
Em menos de 24 horas, vi uma banda que esgota espectáculos em qualquer parte do mundo, e depois uma outra que se esforça para se impor fora de Portugal.
Em menos de 24 horas, expus-me ao som e luz produzidos por equipamentos state-of-the art, e depois a outros state-of-the-money-that-can’t-buy-state-of-the-art.
Em menos de 24 horas, estive no “luxo” do Pavilhão Atlântico, e depois no campo da feira de Azambuja.
Agora, 24 horas depois, apetece-me dar os parabéns à Sónia Tavares e aos The Gift.

sábado, 26 de maio de 2007

Dave Matthews Band @ Pavilhão Atlântico

Antes de começar, vamos deixar uma coisa clara: eu não era fã de Dave Matthews Band. Ouvia algumas das suas músicas de tempos a tempos, gostava, até bastante, mas não me podia dizer fã. E continuo a não ser. O Dave continua a não ser meu ídolo. Aconteceu no entanto ter dado um salto por cima desta condição e estar neste momento equiparado sensivelmente a um semi-deus. E o engraçado é que eu estive quase para não ir a este concerto, por falta de companhia. Uns desertaram para a Alemanha, outros tinham compromissos inadiáveis, outros ainda, pura e simplesmente baldaram-se. Havia no entanto algo que me impelia a ir, mesmo sozinho. Uma vozinha cá dentro que me dizia: “Compra a porra do bilhetinho e vai que não te arrependerás!”. E fui, sozinho, mas fui. Podia ter arrastado duas pessoas comigo, mas nem isso. Por uma regozijo-me, pois com apenas três anos, não teria aguentado, pela outra penitencio-me, pois do fundo da minha ignorância disse-lhe: “Ah e tal! Se calhar não vais gostar muito e para estar a gastar dinheiro, não apreciando, não vale a pena”. E ela não foi. Burro, estúpido, camelo,…
Mas vamos ao concerto. 19:45 e lá estava eu a entrar no escaravelho. O recinto estaria apenas cerca de 20% completo. Pensei: “Mau…”.
Dada a pouca assistência, fui-me abeirando do palco. A cerca de 8 metros estaquei. Mais ou menos a meio. Ligeiramente para a esquerda, como o coração.
Às 20:00 em ponto, Mr. Dave himself aparece timidamente em palco. O pavilhão continuava desoladamente descomposto, mesmo assim, fez-se a primeira ovação da noite. Mas o Dave estava ali apenas para apresentar o Tom Morello. Que senhor, o Dave! Bastou esta atitude, conjugada com a simpatia e a humildade do gesto, para ficar logo claro o quão porreiraço deve ser. E ainda por cima pontual.
Ex-guitarrista dos Rage Against the Machine e Audioslave, o Tom foi um one-man show. Munido apenas de uma guitarra acústica, e por vezes de harmónica, deu bastante bem conta de si, apesar de alguma indiferença do público. Por acaso gostava de saber qual é a parte disfuncional do cérebro das pessoas, que as faz encarar a actuação dos artistas responsáveis pelas aberturas de espectáculos de bandas consagradas, como um castigo que têm de penar antes de ver as suas estrelas. Será que não dá para os encarar - e apoiar - como um género de bónus que podem desfrutar, pelo mesmo dinheiro que pagaram pelo main event? Adiante. Bastante comunicativo, balbuciou algumas frases em português com a ajuda de uma cábula. Criticou Bush, a guerra no Iraque e no Afeganistão e dedicou uma música aos trabalhadores de Lisboa. Outro porreiraço portanto. Esteve meia hora em palco. Suficiente para me despertar a curiosidade para o conhecer melhor.
Aos poucos o pavilhão lá se foi enchendo. Na zona onde me encontrava, as pessoas comprimiam-se agora umas contra as outras, na ânsia de não cederem lugares entre si e o palco, aos energúmenos que teimavam em querer arranjar os melhores lugares apesar de terem chegado atrasados. Por volta das 21:00, já um pouco impaciente face a algumas passagens à má fila, ouço atrás de mim: “Excuse me!”. Volto-me para trás e esbarro com um peito masculino. Olho para cima, e entre a minha cabeça e o tecto do pavilhão, mas muito perto deste, vejo uma cabeça de um inglês, com sensivelmente três metros e oitenta de altura (acho até que seriam quatro metros). Digo-lhe com os olhos: “No fucking way!”. Ele pareceu ter percebido, tendo-se definido então o meu mapa cor-de-rosa. Atrás a Inglaterra (com o gigante como guarda-costas), à frente o protectorado de Cascais (um casal de pitinhos, baixinhos como convém), à esquerda a Escandinávia (acho que eram três noruegueses), à direita, um país incerto, apesar de lusófono, mas com excelentes relações comerciais com Marrocos. Pensei: “Fixe, venha o David!”. E veio. Com a sua banda. Eram 21:15. A partir daqui, e com os primeiros acordes, o relógio parou. O tempo ficou suspenso, e aqueles que embarcaram naquela nave fizeram uma viagem que nunca mais esquecerão.
O impacto à descolagem deixou logo claro que aquela não iria ser uma viagem calma e tranquila. Rapidamente se ganhou altitude, tendo-se entrando então em trajectória parabólica que deixou a todos sob gravidade zero, suspensos em música de alta qualidade e com um som muito, muito decente (isto é um elogio). Só havia um problema: fruto da “compressão” pré-actuação, toda aquela plateia em frente ao palco estava impedida de exteriorizar os impulsos que estava a receber em catadupa. Felizmente, aos poucos, os espaços foram-se ajustando, pelo menos onde eu estava, e lá para a quarta música já se podia converter em exteriorizações os impulsos recebidos na tal catadupa. Entretanto fez-se luz sobre algo que me intrigava há já bastante tempo. Muitas vezes acontecia ler apaixonadas descrições sobre DMB, principalmente sobre as suas actuações ao vivo, e não compreender a razão de tal euforia. Ouvia os seus principais sucessos e pensava: “Sim, é porreiro. Muito porreiro mesmo, mas também não é razão para tanto exagero.” Puro engano. Uma actuação de DMB, pelo menos como a que eu estava a presenciar, não se capta em CD, nem em vinil, nem em DVD, nem em nada. Pelo menos até serem inventadas colunas com desfibriladores incorporados. Não acreditam? Façam o seguinte teste. Ponha este soundclip a tocar.

Acha que é DMB? Engano seu. O que você está a “ver” é uma fotografia (neste caso reles) de DMB.
Faça agora outra experiência. Arranje uma extensão eléctrica de modo a disponibilizar uma tomada junto ao local onde está o PC onde lê estas linhas. Ponha o soundclip novamente a tocar. Agora coloque um dedo em cada um dos orifícios da tomada. Já está? Então neste momento, você, enquanto estrebucha, está a ter uma aproximação do que é assistir a um concerto de DMB. Não acredita? Eu também não acreditaria se não tivesse lá estado hoje. A música de DMB, ao vivo, não se ouve, sente-se. Podia ter assistido a este concerto com as orelhas barradas a chumbo, e mesmo assim não falharia um pormenor. Eu não ouvi. Eu fui perfurado. Eu, e os milhares que encheram o Pavilhão Atlântico e que agora formavam um autêntico espelho reflector que devolvia ao palco e aos músicos a energia que estes emanavam. Cada canção foi ovacionada efusivamente até ao ponto de o Dave ter de admitir: “You are the livest audience we’ve ever saw!”. Já antes tinha pedido desculpas por terem demorado tanto tempo a visitar-nos. Depois prometeu que o regresso seria para breve, o que me descansou um pouco, pois por esta altura já eu tinha jurado a mim mesmo voltar a vê-los, nem que fosse na Nova Zelândia.
Entretanto as músicas sucediam-se e o início de cada uma era como uma gigantesca onda que, sendo impossível de transpor por cima, nos obriga a mergulhar para não sermos arrastados e esmagados contra o chão. Uma após outra, até o fôlego começar a faltar para pular e dançar. Para aplaudir guardou-se sempre uma réstia de energia.
À primeira saída dos músicos, um dos ingleses “vizinhos” virou-se para o gigantão e sentenciou, com ar de entendido: “Two more songs”. Coitado! A mania que os ingleses têm de subestimar os portugas! Perante uma ovação estrondosa Dave e os músicos regressaram e tocaram três músicas, nesse encore. Mas houve mais outro encore! Ah! Pois foi! No total foram três horas (sim leram bem, três horas) de espectáculo. Es-pec-tá-cu-lo. Aqui a palavra é para ser lida no seu sentido literal. No final o tal inglês, visivelmente estourado, dizia para o grandalhão: “Fucking awesome! Unbelievable.” Aproveitando a deixa, e em jeito de tréguas, meti conversa.
- Is this your first DMB gig?
- No, tenth.
- What!?
- It´s the tenth time I see Dave.
- Tenth? You lucky bastard! - Depois perguntei: Did any of the gigs you saw ever lasted for three hours?
- Not even close. Two hours at the most. This was truly unbelievable!

Pois, a mim também me pareceu.

Artistas

Dave Matthews - voz, guitarra
Carter Beauford - bateria
Stefan Lessard - viola baixo
LeRoi Moore - saxofone
Boyd Tinsley - violino
Butch Taylor - teclas

Rashawn Ross - trompete
Tom Morello - guitarra

Set list:

Everyday *
Dream Girl *
Crash Into Me *
Hunger For The Great Light *
Louisiana Bayou *
When The World Ends *
Grey Street *
The Idea Of You *
So Much To Say *
Anyone Seen The Bridge *
Too Much *
Sister +
Lie In Our Graves *
#41 *~
American Baby Intro *~
Two Step *
Ants Marching *

__________________

Gravedigger +
Jimi Thing *
Stay (Wasting Time) *
__________________

Don’t Drink the Water *
Pantala Naga Pampa *
Rapunzel *

Show Notes:
* Rashawn Ross
+ Dave Solo
~ Tom Morello
indicates a segue into next song

Enquanto não há videos do concerto, fica aqui como amostra

sexta-feira, 25 de maio de 2007

OIDIA - Bilhete de DMB

Azambuja, 25-05-07, 03:00AM.
- Puseste o bilhete para amanhã na carteira?
- Ahh! Onde é que está!?
- Deve estar onde o deixaste!
- Eu deixei-o de cima do móvel! Tu é que o encafiaste nalgum buraco!
- Está naquela bolsinha na gaveta!
- Sei lá eu que bolsinha! Vá, vai lá...
- Só eu para a esta hora ainda ter que me estar a preocupar com o teu concerto!
Carregado, 08:00AM. Trimm.
- Sim, o que foi?
- Tu não deves querer ir ao concerto!
- Então não puseste o bilhete na carteira!!??
- ESTAVA EM CIMA DA CARTEIRA! Conseguiste desviar o bilhete, guardar a carteira e deixá-lo aqui!
- Xii!!! Agora que acabei de entrar na auto-estrada! (a expressão exclamativa não foi bem xiii)

PS - Apesar de tudo, estou a 300m do Pavilhão Atlântico, com o bilhete, e tudo o que se meta entre mim e aquele escaravelho gigante provará o amargo sabor da minha biqueira.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Fez-me sorrir

"A amizade nasce no momento em que uma pessoa diz à outra: "O quê! Tu também? Pensei que era só eu."
- C. S. Lewis

Diz que foi uma espécie de grande concerto

E parece que começou assim

Tal e qual a minha neura.

Cutty Sark

Ardeu o lendário clipper da rota da China, cuja imagem me acompanhou em vários momentos marcantes da minha juventude.
Só me resta ir consolar a família.

terça-feira, 22 de maio de 2007

A pedido de várias famílias

- Estás a ouvir o Patrick Golf?
- Wolf, filha. Patrick Wolf.
- Deixa-me ver também.
- Vá, senta.
- Oh pai, isto é mesmo giro!... Ele tem o cabelo vermelho!
- Pois é!
- Tens de lhe dizer para pintar o cabelo de cor-de-rosa... como a Barbie!
- Está bem filha. Nem sei como é que ele não se lembrou disso!

É mesmo!

"A música é capaz de reproduzir em sua forma real, a dor que dilacera a alma e o sorriso que inebria."
- Ludwig van Beethoven

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Victor Wooten

Enquanto "treinava" para o próximo concerto de Dave Matthews Band, lembrei-me de um clip do Victor Wooten que vi aqui há uns tempos. É que o Xor David, para além de ser um excelente músico e compositor, ainda tem o terrrível hábito de se fazer rodear de gente talentosa. Neste caso, trata-se de um homem que é considerado por muitos como um dos mais virtuosos baixistas do mundo e que já colaborou várias vezes com o Dave.

domingo, 20 de maio de 2007

Mesmo antes de ir para a cama

Hoje, vai ser dose dupla. O princípio activo é o mesmo. O laboratório é que varia.


Durmam bem... ou não durmam melhor.

Feira de Maio, 2007

Toiros, cavalos, música, tertúlias, petiscos, sardinhas...
As festas que param a Azambuja durante quase uma semana.
A Tertúlia Crama abrirá as portas no sábado à tarde.
No final da noite há The Gift à borlix.
Apareçam.

sábado, 19 de maio de 2007

Depois de uma sexta-feira complicada...

- Já acordei!
- Catarina, são 6 da manhã, volta para a cama!
- Não!
- Preciso de um gurosan!
- O quê!?
- Esquece... Olha, queres jogar a um jogo?
- Sim!!!
- Então deita-te aqui.
- Pronto, e agora?
- Agora vamos ver quem é que consegue estar mais tempo de olhos fechados, sem se mexer e sem falar! Boa?
- Não, vou jogar a outro jogo... MOSH AO PAI!!!

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Pesadelo

Ontem, acordei sobressaltado a meio da noite. Num pesadelo horrível, rebuscava em vão a minha carteira até o pânico da constatação me ter despertado. Tinha utilizado o bilhete do espectáculo de Dave Matthews Band como acendalha para acender carvão, para assar umas sardinhas.
Freud com certeza terá uma explicação melhor, mas para mim este sonho reflecte a minha indecisão sobre se gosto mais de DMB ou de SA (leia-se sardinhas assadas). Como é uma decisão que não quero ter de assumir, assim como nunca respondi àquelas perguntas parvas que fazem às criancinhas pequenas: “gostas mais do pai ou da mãe?”, ontem, assim que me levantei, fui confirmar que não tinha perdido o bilhetezinho, e ao almoço vinguei-me com uma brutal sardinhada.

PS – Mas por que é que eu não sonhei que era a Julia Roberts a assar as sardinhas?

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Antevisão

Decorrerão no próximo Domingo, os jogos de futebol que sagrarão o Sporting como campeão nacional da época 2006/2007. Um pouco por toda a blogosfera fazem-se previsões, mais ou menos estapafúrdias, sobre os resultados dos jogos que envolvem o grandioso Sporting, e os outros dois clubecos. Aqui ficam, não os prognósticos - pois esses só no final dos jogos - mas as antevisões daquilo que se irá passar:

- O Sporting ganha ao Belenenses por 5-0, apesar de acabar o jogo reduzido a 7 jogadores. O quinto golo do Sporting e terceiro de Liedson é marcado de cabeça enquanto um defesa adversário lhe amputa uma perna.

- O Porto perde com o Aves por 3-0. O Aves tem 3 golos perfeitamente legais anulados, e acaba o jogo com 7 jogadores. Ao intervalo a baliza do Porto é substituída por uma de hóquei patins e a quinze minutos do fim, entram em campo algumas alternadeiras para fazerem marcação "homem"-a-homem aos jogadores do Aves.

- O Benfica empata 1-1 com a Académica. Os “estudantes” acabam reduzidos a 7 jogadores, contra 18 do Benfica. A equipa de arbitragem é substituída ao intervalo pelo trio: Barbas, Fernando Seara e Pedro Ribeiro. O golo do Benfica é marcado pelo Eusébio, ao minuto 114, numa assistência de Carolina Salgado.

Agora já podem ir preencher os vossos totobolas.

Bruninho

Hoje, à tarde, já estava esgotado até quinta-feira. Quem quiser ver o Bruninho que se despache.

Ainda não deu certo?

"No fim tudo dá certo, se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim."
- Fernando Sabino

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Mesmo antes de ir para a cama


Durmam bem... ou não durmam melhor.

Coisas que se ouvem no comboio

- É tudo o que tens para me dizer? É que se é, desligo imediatamente o telefone e nunca mais ouves a minha voz!
Cinco segundos passam e ela desliga o telefone.

Fim?

Ai estes gauleses...

Foi empossado, hoje, Nicolas Sarkozy, como presidente francês. Temem-se a ocorrência de manifestações e confrontos violentos, como reacção à tomada de posse do meia-leca.
Da outra vez, todos aqueles distúrbios, ocorridos na França, foram uma parvoíce pegada, mas desta feita, compreendo-os perfeitamente.
Se por cá, nas últimas presidenciais, tivesse concorrido a Joana Amaral Dias, e no final, fosse eleito o Cavaco, também eu andava a incendiar carros.
Enfim, nunca hei-de compreender a política…

terça-feira, 15 de maio de 2007

Mesmo antes de ir para a cama


Durmam bem... ou não durmam melhor.

Endiel 07

É a feira do sector eléctrico e electrónico. De 15 a 19 de Maio, das 10:00 às 20:00 horas.
Não costuma ter tantos stands com balcão de imperial como a Tektónica, mas mesmo assim, penso que irá valer a pena uma visita.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Parabéns Vitória

Este post é dedicado ao Rasputine, que andou um ano a sofrer como um cão.

Ai as saudades que eu tinha... not

domingo, 13 de maio de 2007

Campo de papoilas

Campo de papoilas, Conceição Rosa, 2000

Campo de papoilas, Peter Crama, 2007

Mais um para a lista negra

- Estou. Olá filhota!
- Olá!
- O que estás a fazer?
- Estou aqui com os avós velhinhos!
(…)
- Olha, sabes quem está aqui comigo?
- Quem?
- O Juca.
- Quero falar com ele!

- Olá Catarina!
(…)
- Estamos aqui a lanchar.
(…)
- Tens uns sapatos novos? Muito bem!
(…)
- Fazem barulho?... Ah! São para dançar como as espanholas!
(…)
- Vá, beijinhos. Vou passar ao teu pai.

- Estou cheia de saudades tuas!
- Eu também tenho saudades tuas. Amanhã, já cá estás. Beijinhos!
- Beijinhos.

Entretanto no Alentejo:
- Oh mãe, o Juca tem namorada?
- Não filha, acho que não.
- Talvez vou ser eu!

Os Jardins de Luz de Amin Maalouf

No início da era cristã, e perto das margens do Tigre, começa a história de um homem que, baptizado com o nome de Mani, viria a fundar uma doutrina universal conciliadora de três religiões e reveladora de uma nova visão do mundo, profundamente humana e tão audaz que terminaria por ser inexoravelmente perseguida por todos os impérios dos tempos. Da sua apaixonada demanda da beleza, da sua mensagem de harmonia entre os homens, da sua subtil religião claro-escuro, não perdurou até hoje senão uma única palavra, "maniqueísmo", utilizada a maior das vezes com sentido pejorativo.

Maniqueísta - s. m., doutrina do persa Manes (215-275), segundo a qual o Universo foi criado e é dominado por dois princípios opostos e inconciliáveis, o do bem e o do mal; seita criada em torno desta doutrina; por ext. doutrina fundada em princípios antagónicos.

A rã

Hoje, durante o passeio matinal de bicicleta, seguia eu abstraído nos meus pensamentos, quando de repente vejo uma pequena protuberância no asfalto. Guinada violenta, travões a fundo e toca a voltar para trás. Seria pouco maior que meia noz, mas deu logo para perceber que era algo que não devia estar ali. Coloquei a bicicleta no meio da faixa de rodagem, de modo a obrigar os carros a desviarem-se, e aproximei-me para examinar melhor. Não havia dúvidas, era uma pequena rã. Apesar da minha proximidade mantinha-se quieta. Reparei então nalgumas formigas que se juntavam em seu redor. Temi que já estivesse morta, mas não, ainda estava viva. Fui então à procura de algo com que a pudesse recolher sem a magoar. Nestas alturas, o lixo que invariavelmente se acumula nas bermas da estrada, pode revelar-se de grande utilidade, como foi o caso. Dois copos de cerveja de plástico serviram perfeitamente para recolher a pobre rã. Assim que se viu dentro do copo começou a debater-se. Bom sinal pensei eu. Já em casa constatei que tinha uma pata ferida, com os “dedos” decepados, mas de resto estava cheia de vitalidade. Ainda a pus num alguidar no exterior, mas com os seus saltos, rapidamente se evadiu. Agora está no aquário de 60, juntamente com as pomaceas, e alguns guppies, que eventualmente lhe poderão servir de alimento. Segundo pesquisei, parece-me tratar-se de um exemplar da espécie Xenopus laevis, mas uma risca verde clara ao longo do dorso está a baralhar-me a identificação. Também poderá ser uma Pipa pipa, ou uma Pipa parva. De resto é bem maior do que as rãs anãs aquáticas africanas (Hymenochirus boettgeri) que já tive, mas em princípio não será muito diferente de manter, pelo menos até estar completamente recuperada.
Fica aqui uma foto. Se entre aqueles que por aqui passam houver alguém que me possa dar alguma informação sobre este animal agradecia.

Domingo

Porque hoje é domingo.
Porque estou hungover.
Porque gosto de Bloc Party e porque vou ter muita pena de não os ir ver ao Coliseu.

sábado, 12 de maio de 2007

Dave Matthews Band

Prenuncia-se como um dos grandes concertos de 2007. É já no próximo dia 25/05.

300

Realização: Zack Znyder
Produção:
Frank Miller, Deborah Snyder, Craig J. Flores

Elenco:
Gerard Butler, Lena Heady, David Wenham, Dominic West, Vicent Regan, Michael Fassbender, Tom Wisdom, Andrew Pleavin, Andrew Tiernan, Rodrigo Santoro

Nacionalidade:
EUA
Ano:
2006
Título em português:
300

Classificação cramalheirística:
* * *

(mín: * - máx: * * * * *)

Uma receita insuperável

Sardinhas
Açorda
Tinto
Alguns amigos para dois dedos de conversa

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Sugestões aceites

Hoje, a manutenção aos aquários foi feita ao som de álbuns de
Marlango...

...e The Knife...

...sugestões recentes da Ana e da Rita.
Assim até dá gosto...

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Treinos

- Vá Catarina, cama!
- Não pai, só uma música!
- Está bem. Só uma! Qual queres ver?
- Aquela da senhora maluca da cabeça. (ndr: The Gossip)
- Não essa o pai já tem no blog, hoje tem de ser uma nova. Vê lá se gostas desta...
- Oh pai, isto é Arcade Fire?
- Não, é Maximo Park!
- Oh pai, estes senhores pulam como nós!
- Pois é filha, são uns porreiraços, não são?
- Pois são!

Rita: Não é para te assustar, mas acho que até a Catarina te vai bater!

A evolução continua

Aquariofilia

O dia de hoje foi dedicado à aquariofilia, hobbie que andava de certa forma descurado. O resultado foi um dos aquários – o das pomaceas – completamente desequilibrado e cuja recuperação era já impossível. Nem medi os níveis de nitratos, nitritos e amónia por vergonha. Foi desmontar e começar a pensar num novo projecto. Em princípio será de Neocaridinas “Red Cherry”. Entretanto as quatro pomaceas sobreviventes foram para o tanque de 60, para ver se consigo algumas posturas. Decidi também que chegou a altura de converter o aquário maior num biótipo amazónico, pelo que está na altura de me desfazer dos guppies que o infestam actualmente. Se alguém estiver interessado em guppies de borla é só dizer. O mail está ali ao lado. Tenho adultos, jovens e alevins.
O aquário principal
Pomacea BridgesiiCaridina Japónica
Corydoras Aenus

Mesmo antes de ir para a cama


Durmam bem... ou não durmam melhor.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Catarina, a Fotógrafa

Como prémio por ter sido uma linda menina, Ms. Crama recebeu de presente uma máquina fotográfica. Assim que lhe pôs as mãos em cima, correu a fotografar tudo o que mexe, e o que não mexe. Parece que toda a vida tirou fotografias. Já me estou a ver daqui por uns anos a fazer umas expedições fotográficas com o pirralho. Bem falta me faz, alguém que me ajude a carregar o saco do equipamento.
É espantosa a evolução!

A Hora do Chili

Para aliviar do stress da clausura, e aproveitando não estar mais ninguém em casa, lembrei-me de pôr a tocar um CD com uma compilação da minha autoria. Dei-lhe o nome de “Raging Screams” e foi inspirada nas noites do saudoso Rookie. Já tem uns aninhos valentes, mas ainda continua a ouvir-se muito bem, principalmente se lhe são dados os watts (e os decibéis) adequados. O alinhamento é:

The Beautiful People - MARILYN MANSON
Breathe - PRODIGY
Song 2 - BLUR
Cannonball - THE BREEDERS
Swallowed - BUSH
Zombie - CRANBERRIES
We Care a Lot - FAITH NO MORE
I Think I'm Paranoid - GARBAGE
Been Caught Stealing - JANE'S ADDICTION
Slide - L7
Smells Like Teen Spirit - NIRVANA
Killing In The Name - RAGE AGAINST THE MACHINE
Bullet With Butterfly Wings - SMASHING PUMPKINS
Ty Cobb - SOUNDGARDEN
Sex Type Thing - STONE
TEMPLE PILOTS
Helpless - METALLICA
Irresponsible Hate Anthem - MARILYN MANSON


PS – Só faltou a Catarina para a moshada.

Tom amigo...

"No, I don't have a drinking problem except when I can't get a drink."
- Tom Waits

La tortura

30º C.
A bela da sombra na esplanada caseira.
O frigorífico com 5 tipos de cerveja.

Se mal pergunte: A tortura não foi proibida pelas Convenções de Genébra, em 1949?

Parabéns Ana

Os votos de um dia feliz, e um grande beijinho de toda a família Crama.
PS - Desculpa a usurpação da foto, mas é o que dá ter um blog.

Mesmo antes de ir para a cama


Durmam bem... ou não durmam melhor.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Dia D

Hoje, perante o impasse que se verificava no combate entre os estreptococos e aqui o corpinho do je, decidi que a guerra que se está a travar deveria ser elevada para outro tipo de patamar. Dado que as doses cavalares de medicamentos, apesar de terem anulado as dores de cabeça e a febre, continuavam a marcar passo na zona da garganta, resolvi que estava na hora de utilizar armas mais poderosas, sabendo de antemão que essas armas trariam efeitos colaterais que me iriam afectar a mim mesmo.
O princípio é basicamente o mesmo ao de qualquer tratamento químico. Todos sabemos que a maior parte dos medicamentos que tomamos são potencialmente perigosos para os nossos organismos. O segredo está em administrar doses suficientes fortes para matar a bicharada, mas não tão fortes que dêem cabo do bicho grande.
A ideia para a introdução deste novo tipo de armamento assomou-se quando estava a tomar o pequeno-almoço. Desprevenidamente liguei a televisão e quase sem dar por isso, arrepios percorriam todo o meu corpo em ondas de dor e suplício. Só então percebi que a televisão estava sintonizada na SIC, e que dos altifalantes emanavam os sons de uma conversa entre Fátima Lopes, Ana Malhoa e Cláudio Lopes. A reacção instintiva foi desligar o aparelho originador de tanta dor, mas após me recompor, verifiquei uma ligeira efervescência na garganta, indiciadora de que as colónias dos estreptococos também não tinham gostado nada da exposição a tal tipo de ambiente. Pensei: nem é tarde nem é cedo, chegou a altura do dia D desta guerra! A meio da manhã, depois de me ter enchido de coragem, sentei-me em frente à maior televisão que existe aqui em casa, coloquei o som bem alto, e desencadeei um zapping intensivo de modo a maximizar a exposição aos já citados Fátima Lopes, Cláudio Ramos e Ana Malhoa, mas também a Cinha Jardim, Maya, Lili Caneças, Goucha, Mickael Carreira entre outros. O resultado não poderia ter sido mais positivo. É certo que estou aqui todo abaladinho dos sentidos, mas sinto que abri brechas fundas nas hordas dos estreptococos. Penso que se deu o ponto de inversão na guerra que estou a travar, e a partir de agora resta-me manter a pressão sobre o inimigo debilitado para atingir a vitória final.

Parabéns Rita

Os votos de um dia feliz, e um grande beijinho de toda a família Crama.

Mesmo antes de ir para a cama


Durmam bem... ou não durmam melhor.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Mistérios

Acid House Kings, Aimee Mann, Alicia Keys, Ana Carolina & Seu Jorge, Andrew Bird, Ana DiFranco, Antony and the Johnsons, Arcade Fire, Artic Monkeys, Asaka, Audioslave, Basia Bulat, Beck, Belle & Sebastian, Ben Folds Five, Beth Orton, Bjork, Bloc Party, Bonnie Prince Billie, Camera Obscura, Cansei de Ser Sexy, Cat Power, Charlotte Gainsbourg, Clã, Clap Your Hands and Say Yeah, Coco Rosie, Colours Run, Damien Rice, David Byrne, Death Cab For Cutie, Ed Harcourt, Editors, Erma Franklin, Essie Jain, Fecund Stench, Feist, Finn Daniel, Fiona Apple, Franz Ferdinand, Fujiya & Miyagi, Gnarls Barkley, Go Betweens, Guillemots, Humanos, I'm From Barcelona, Interpol, Jamie Cullum, Janis Joplin, Jarvis Cocker, Jay Jay Johnson, Jeff Buckley, Jesus and Mary Chain, John Butler Trio, Josh Rouse, Joss Stone, Joy Division, Klaxons, Kings of Convenience, Ladytron, Lily Allen, Lisa Germano, Lisa Hannigan, Los Campesinos, Lou Reed, Magnetic Fields, Marching Band, Math & Physics Club, Maximo Park, Mika, Ney Matogrosso, Nick Cave & The Bad Seeds, Nina Simone, Nine Inch Nails, Nouvelle Vague, Old Jerusalem, Ornatos Violeta, Paola, Patrick Wolf, Peter Bjorn & John, Placebo, Postal Service, Rachael Yamagata, Radiohead, Regina Spektor, Rhythm Devils, Rodrigo Leão, Rufus Wainright, Ryan Adams, Sambassadeur, Scissor Sisters, She Wants Revenge, Smoosh, Snow Patrol, Sufjan Stevens, The Ballet, The Charade, The Dears, The Divine Comedy, The Dresden Dolls, The Happy Couple, The Hidden Cameras, The Killers, The Kooks, The New Pornographers, The Pixies, The Positions, The Shins, The Spinto Band, The Strokes, The Subways, The White Stripes, The Arrogants, This Perfect Day, Tom Petty, Tori Amos, Travis, TV On The Radio, Victor Scott, Violent Femmes, Voxtrot, Yo La Tengo, Zero 7, Zutons.

Os senhores aqui de cima comprimem-se actualmente na limitada capacidade do meu mp3. Este facto não limita, nem define os meus gostos musicais, mas dá, por assim dizer, uma ideia do tipo de coisas que gosto que me acariciem os ouvidos.
Posto isto, alguém que me explique por que razão é que eu não consigo mudar de canal quando dá isto na televisão.

1ª baixa

Em mais de 10 anos de vida activa, eis o meu primeiro dia de ausência por baixa médica. A culpa foi de uns estreptococos que me foram apresentados pela Mrs. Crama. Segundo o ser da bata branca, nada que doses cavalares de amoxicilina, nimesulina e paracetamol, para além de uma semana de choco, não resolvam.
Não fosse a cabeça a latejar, as dores de garganta, os arrepios de frio motivados pela febre e a impossibilidade de sair de casa, até não estava mal. Mal estaria se isto me desse na semana do SBSR. Aí é que me dava uma coisinha má!

Papoila

Papoila, por São Pinto, em 2007

domingo, 6 de maio de 2007

Mesmo antes de ir para a cama


Durmam bem... ou não durmam melhor.

Azambuja 40º

Mães

Quanto é doce quanto é bom
No mundo encontrar alguém
Que nos junte contra o peito
E a quem nós chamemos mãe
Vai-se a tristeza o desgosto
Põe-se a um ponto na tormenta
Quando a mãe nos dá um beijo
Quando a mãe nos acalenta
E embora seja ladrão
Aquele que tenha mãe
Lá tem no meio da luta
Ternos afagos de alguém.

Popular/José Afonso

Mesmo antes de ir para a cama


Durmam bem... ou não durmam melhor.

sábado, 5 de maio de 2007

Camarões especiais

Uma receita para dias que se querem especiais.

Ingredientes
4 camarões tigre (300gr)
3 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de vinagre
2 colheres de sopa de mostarda
2 colheres de sopa de mel
Sal q.b.

Preparação
Coza os camarões e deixe arrefecer. Descasque os lombos mas mantenha a cabeça e a cauda. Prepare um molho misturando o azeite, o vinagre, a mostarda e o mel. Mexa bem até ficar homogéneo. Mergulhe os camarões no molho e leve-os ao frigorífico durante 3 horas.
Grelhe os camarões num grelhador bem quente, pincelando-os com a marinada.
Sirva-os acompanhados de limão e tostas barradas com manteiga de alho e salsa.

Manteiga de alho e salsa

100 gr de manteiga com sal
1 dente de alho triturado
1 raminho de salsa triturado

Camané @ Teatro Municipal São Luiz

Voz: Camané
Trompete: João Moreira
Piano: Filipe Melo
Guitarra: Mário Delgado
Contrabaixo: Bernardo Moreira
Bateria: Alexandre Frazão
Direcção da Orquestra Sinfónica Portuguesa: Pedro Moreira

Pronuncias à parte, um concerto a roçar a perfeição.
A voz, a orquestra, o quinteto… tudo a concorrer para 2 horas de puro prazer.

Mesmo a calhar

A três horas do concerto de Camané:
- Fui operada. Anda buscar-me.
- E tu deves-me ter pegado a maleita. Também estou cheio de febre, dói-me a garganta e a cabeça.
Felizmente nada que um jantar à base de antiinflamatórios e antipiréticos, seguido de um Häagen-Dazs, mesmo antes de entrar no São Luiz, não resolvesse.
Ah! O poder profiláctico dos Häagen-Dazs!

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Isto é que são treinos

Calma! Calma! Aviso já que não sou eu neste vídeo. A minha versão é musicalmente mais rica. A Ms. Crama Jr. faz os coros e toca pandeireta. É por assim dizer o chamado domínio!

PS - Rita: Beat this!

quinta-feira, 3 de maio de 2007

O retrato do chinês

Hoje, enquanto arrumava a papelada no gabinete, revi a documentação entregue na formação da passada segunda-feira, a tal, onde quase toda a gente chegou atrasada. Relembrei-me então do jogo que nós, os formandos, tivemos que fazer, como forma de nos apresentarmos, uns aos outros. Outro objectivo era o de contribuir para um ambiente mais descontraído e informal. Mariquices de psicólogos, por assim dizer.
O jogo – o retrato do chinês – consistia em associar um parceiro a um animal, uma flor, um carro, um objecto, um desporto e uma paisagem, justificando devidamente cada escolha.
Até admito que se trate de um jogo que seja engraçado para fazer com pessoas que conhecemos minimamente, o problema, naquele dia, é que me calhou como parceira, uma colega que eu nunca tinha visto e com quem nunca tinha falado. Uma perfeita estranha portanto. Comecei por olhá-la discretamente tentando obter alguma ideia. Nada. Zero. Rien. Depois de algum stress, e numa altura em que todos os meus colegas já rabiscavam alegremente os formulários, tive uma ideia. Estúpida, como é hábito, mas uma ideia. E toca a passar para o papel. Quando chegou a minha vez de descrever a Isabel, saiu-me assim:
Se fosse um animal, seria uma ave-do-paraíso, porque nunca ouvi cantar.
Se fosse uma flor, seria uma flor-de-lótus, porque nunca cheirei.
Se fosse um carro, seria um Aston Martin, porque só vi de passagem.
Se fosse um objecto, seria um sino, porque nunca toquei.
Se fosse um desporto, seria a petanca, porque desconheço totalmente as regras.
Se fosse uma paisagem, seria o Grand Canyon, porque não conheço, mas gostava de conhecer.
Pelo olhar embevecido da formadora, acho que tive a melhor nota, a Isabel coitada estava um bocado corada, já os meus colegas olhavam para mim com cara de: “Mas este gajo bebe xixi!?”
É… tenho mesmo de reduzir a medicação. Com estas quantidades de Xanaxs e Prozacs acho que tenho o amendoim intra-craniano irremediavelmente torrado.

Mesmo antes de ir para a cama


Durmam bem... ou não durmam melhor.

Fahrenheit 451 de Ray Bradbury

A temperatura a que um livro se inflama e consome...

quarta-feira, 2 de maio de 2007

A cobra

Ontem, durante a corridinha matinal, cruzei-me com uma cobra. Não! Não estou a falar dessas! Era mesmo uma daquelas desprovidas de membros e de língua bífida. Salvo o erro era uma cobra-rateira. Teria cerca de 80 cm de comprimento, um diâmetro máximo de 5 cm e era esverdeada. Não é um facto tão extraordinário assim. É apenas uma consequência de se morar a 20 metros de uma zona que é classificada como reserva agrícola nacional. Este facto fez-me pensar sobre a carrada de bicharada que tenho a oportunidade de contemplar nestas situações. É o mal de correr. Como as pernas fazem todo o trabalho, o resto do corpo, incluindo o amendoim que tenho dentro do crânio, tem que se entreter com qualquer porcaria. Ontem por exemplo, para além da referida cobra, e não contando com insectos, vi: um gato, várias cegonhas, um peneireiro, pombos, rolas, pardais, patos, vacas, touros bravos, cavalos, ovelhas, perus, galinhas, lagostins, rãs e claro os inevitáveis cães. Pensei também, no tempo em que isto se verificará, ou seja, tentei imaginar quanto faltará para que um obscuro negócio imobiliário, converta o que agora são os melhores terrenos agrícolas nacionais, servidos por uns caminhos rurais que fazem umas excelentes pistas de atletismo, em áreas de alto valor estratégico para a região e para o país – leia-se local mesmo porreirinho para atascar de betão. Nessa altura, o que é que eu, e muitos que têm opinião idêntica, iremos fazer? Nada. Quanto muito teremos umas conversas de indignação na tasca. Ou será que não?
Acho que ando a pensar de mais…

Camané canta “Outras canções II”, no São Luiz

Depois do espectáculo de 2004, levado a palco no Jardim de Inverno do São Luiz, Camané regressa desta vez ao palco principal deste teatro, para apresentar 24 canções que, segundo o próprio, fazem parte da sua vida, entre as quais: «My Funny Valentine», «Perfect Lovesong», dos Divine Comedy e «Ne Me Quitte Pas», de Jacques Brel.
Outras Canções II conta com a participação da Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida por Pedro Moreira, e teve os arranjos musicais de Bernardo Sasseti, Filipe Melo, Mário Laginha e Pedro Moreira.
Até 6 de Maio, de quinta-feira a domingo, sempre às 21:00. A família Crama irá na próxima sexta. Quem se nos quiser juntar já sabe: canais habituais e toca a despachar.
Já agora de realçar que, para as pessoas que têm a indecência de ter menos de 30 anos o bilhete custa 5€.

PS – Estou curiosíssimo para ver o Camané a cantar isto:

Paradoxo

Neste momento, quem aqui chega vindo daqui, deve estar a pensar: o que é deu na cabeça daquele gajo para recomendar esta chafarica!
Pois… Eu também não sei, mas olhem, fiquem à vontade, façam de conta que estão em vossa casa, e se quiserem deixar uma posta de pescada a gerência agradece.

Mesmo antes de ir para a cama

Hoje sou eu que escolho o Xanax.
Ass: Mrs. Crama

Durmam bem... ou não durmam melhor.

terça-feira, 1 de maio de 2007

12 anos

1º de Maio

Hoje não vais trabalhar
Porque hoje é dia do trabalhador