Não foi o meu.Foi o do pirralho.
De pequenino...
Maratona de brincadeira e novos ídolos: as Bratz.
Não perguntem!?
E ando a ler o Os indiferentes, de Alberto Moravia.
Já agora, aproveitava a deixa, não para estender o convite a outros blogs, mas sim aos leitores deste post.
Sim você que está a ler estas linhas!
Diga-me lá qual foi o último livro que leu e/ou o que anda a ler.
É só clicar ali nos comentários. Vá lá! Não custa nada!
PS - Rita: No final o micro-ondas fica com quem?
Os Chemical Brothers, Air e Tiga actuam em Lisboa a 12 de Julho, não no "Nokia Live", mas no "Dance Station", um evento que decorrerá, em simultâneo, no Coliseu dos Recreios e na Estação do Rossio.
Os dois espaços míticos da capital vão receber também outros grandes nomes ligados à música electrónica, como os Fischerspooner, Erol Alkan, Simian Mobile Disco e Digitalism, entre outros.
Os bilhetes que dão acesso às duas salas custam 39 euros e terão uma edição limitada de 2000 exemplares, permitindo a entrada e saída dos recintos a qualquer momento. Para o Rossio o ingresso custa 35 euros e o do Coliseu fica em 30 euros.
O cartaz completo do "Dance Station" é o seguinte:
Estacão do Rossio
Tiga (DJ Set)
The Chemical Brothers
Justin Robertson (DJ Set)
Erol Alkan (DJ Set)
D.I.M.
Proxy
Jori Hulkonnen (DJ Set)

O pior concerto do ano, porque simplesmente não se realizou. Parece que o Xor Isaac Brock - vocalista e guitarrista dos Modest Mouse - quando não está a infligir dor a ele próprio, alguém, ou algo, se encarrega de fazer isso por ele. Desta vez, segundo informação disponível parece que ia a passear muito descansadinho, em Nottingham, quando uma garrafa decidiu ir colidir com a face do pobre desgraçado, obrigando à realização de uma intervenção cirúrgica, que inviabilizou alguns espectáculos em Junho, incluindo este em Colónia. Foi marcada uma nova data - 03/07/2007 - para a qual serviriam os bilhetes entretanto adquiridos, mas dado o fim das férias, tive de pedir a devolução do dinheiro. Paciência...
Hoje em dia, com mordomias como o GPS, ar-condicionado, radio-leitor de CD, telemóvel com ligação à internet, frigobar e DVD, para além da evolução do estado das estradas, viajar de carro está anos-luz do que era há três décadas, e vai-se a Barcelona como se ia a Almeida há 30 anos. No caminho, reserva-se o hotel, e quando dá a fome consulta-se os restaurantes disponíveis nas redondezas. Dado o conforto aproveita-se para por a leitura em dia, ver um filme, ou ouvir música como se estivéssemos em casa.
Desapareceu de casa de sua família, na passada sexta-feira, o cágado da fotografia.
Ao regressar a casa, de manhã, com o sol a nascer, a opinião era consensual. Tinha sido uma noite das antigas, e os Declínios contribuíram de sobremaneira para tal. De Incubus a System of a Down, de Rage Against the Machine a Nirvana, uma selecção de covers muito bem tratadas e bastante competente na tarefa de animar um bar completamente apinhado.Antes de começar, vamos deixar uma coisa clara: eu não era fã de Dave Matthews Band. Ouvia algumas das suas músicas de tempos a tempos, gostava, até bastante, mas não me podia dizer fã. E continuo a não ser. O Dave continua a não ser meu ídolo. Aconteceu no entanto ter dado um salto por cima desta condição e estar neste momento equiparado sensivelmente a um semi-deus. E o engraçado é que eu estive quase para não ir a este concerto, por falta de companhia. Uns desertaram para a Alemanha, outros tinham compromissos inadiáveis, outros ainda, pura e simplesmente baldaram-se. Havia no entanto algo que me impelia a ir, mesmo sozinho. Uma vozinha cá dentro que me dizia: “Compra a porra do bilhetinho e vai que não te arrependerás!”. E fui, sozinho, mas fui. Podia ter arrastado duas pessoas comigo, mas nem isso. Por uma regozijo-me, pois com apenas três anos, não teria aguentado, pela outra penitencio-me, pois do fundo da minha ignorância disse-lhe: “Ah e tal! Se calhar não vais gostar muito e para estar a gastar dinheiro, não apreciando, não vale a pena”. E ela não foi. Burro, estúpido, camelo,…
Mas vamos ao concerto. 19:45 e lá estava eu a entrar no escaravelho. O recinto estaria apenas cerca de 20% completo. Pensei: “Mau…”.
Dada a pouca assistência, fui-me abeirando do palco. A cerca de 8 metros estaquei. Mais ou menos a meio. Ligeiramente para a esquerda, como o coração.
Às 20:00 em ponto, Mr. Dave himself aparece timidamente em palco. O pavilhão continuava desoladamente descomposto, mesmo assim, fez-se a primeira ovação da noite. Mas o Dave estava ali apenas para apresentar o Tom Morello. Que senhor, o Dave! Bastou esta atitude, conjugada com a simpatia e a humildade do gesto, para ficar logo claro o quão porreiraço deve ser. E ainda por cima pontual.
Ex-guitarrista dos Rage Against the Machine e Audioslave, o Tom foi um one-man show. Munido apenas de uma guitarra acústica, e por vezes de harmónica, deu bastante bem conta de si, apesar de alguma indiferença do público. Por acaso gostava de saber qual é a parte disfuncional do cérebro das pessoas, que as faz encarar a actuação dos artistas responsáveis pelas aberturas de espectáculos de bandas consagradas, como um castigo que têm de penar antes de ver as suas estrelas. Será que não dá para os encarar - e apoiar - como um género de bónus que podem desfrutar, pelo mesmo dinheiro que pagaram pelo main event? Adiante. Bastante comunicativo, balbuciou algumas frases em português com a ajuda de uma cábula. Criticou Bush, a guerra no Iraque e no Afeganistão e dedicou uma música aos trabalhadores de Lisboa. Outro porreiraço portanto. Esteve meia hora em palco. Suficiente para me despertar a curiosidade para o conhecer melhor.
Aos poucos o pavilhão lá se foi enchendo. Na zona onde me encontrava, as pessoas comprimiam-se agora umas contra as outras, na ânsia de não cederem lugares entre si e o palco, aos energúmenos que teimavam em querer arranjar os melhores lugares apesar de terem chegado atrasados. Por volta das 21:00, já um pouco impaciente face a algumas passagens à má fila, ouço atrás de mim: “Excuse me!”. Volto-me para trás e esbarro com um peito masculino. Olho para cima, e entre a minha cabeça e o tecto do pavilhão, mas muito perto deste, vejo uma cabeça de um inglês, com sensivelmente três metros e oitenta de altura (acho até que seriam quatro metros). Digo-lhe com os olhos: “No fucking way!”. Ele pareceu ter percebido, tendo-se definido então o meu mapa cor-de-rosa. Atrás a Inglaterra (com o gigante como guarda-costas), à frente o protectorado de Cascais (um casal de pitinhos, baixinhos como convém), à esquerda a Escandinávia (acho que eram três noruegueses), à direita, um país incerto, apesar de lusófono, mas com excelentes relações comerciais com Marrocos. Pensei: “Fixe, venha o David!”. E veio. Com a sua banda. Eram 21:15. A partir daqui, e com os primeiros acordes, o relógio parou. O tempo ficou suspenso, e aqueles que embarcaram naquela nave fizeram uma viagem que nunca mais esquecerão.
O impacto à descolagem deixou logo claro que aquela não iria ser uma viagem calma e tranquila. Rapidamente se ganhou altitude, tendo-se entrando então em trajectória parabólica que deixou a todos sob gravidade zero, suspensos em música de alta qualidade e com um som muito, muito decente (isto é um elogio). Só havia um problema: fruto da “compressão” pré-actuação, toda aquela plateia em frente ao palco estava impedida de exteriorizar os impulsos que estava a receber em catadupa. Felizmente, aos poucos, os espaços foram-se ajustando, pelo menos onde eu estava, e lá para a quarta música já se podia converter em exteriorizações os impulsos recebidos na tal catadupa. Entretanto fez-se luz sobre algo que me intrigava há já bastante tempo. Muitas vezes acontecia ler apaixonadas descrições sobre DMB, principalmente sobre as suas actuações ao vivo, e não compreender a razão de tal euforia. Ouvia os seus principais sucessos e pensava: “Sim, é porreiro. Muito porreiro mesmo, mas também não é razão para tanto exagero.” Puro engano. Uma actuação de DMB, pelo menos como a que eu estava a presenciar, não se capta em CD, nem em vinil, nem em DVD, nem em nada. Pelo menos até serem inventadas colunas com desfibriladores incorporados. Não acreditam? Façam o seguinte teste. Ponha este soundclip a tocar.
Acha que é DMB? Engano seu. O que você está a “ver” é uma fotografia (neste caso reles) de DMB.
Faça agora outra experiência. Arranje uma extensão eléctrica de modo a disponibilizar uma tomada junto ao local onde está o PC onde lê estas linhas. Ponha o soundclip novamente a tocar. Agora coloque um dedo em cada um dos orifícios da tomada. Já está? Então neste momento, você, enquanto estrebucha, está a ter uma aproximação do que é assistir a um concerto de DMB. Não acredita? Eu também não acreditaria se não tivesse lá estado hoje. A música de DMB, ao vivo, não se ouve, sente-se. Podia ter assistido a este concerto com as orelhas barradas a chumbo, e mesmo assim não falharia um pormenor. Eu não ouvi. Eu fui perfurado. Eu, e os milhares que encheram o Pavilhão Atlântico e que agora formavam um autêntico espelho reflector que devolvia ao palco e aos músicos a energia que estes emanavam. Cada canção foi ovacionada efusivamente até ao ponto de o Dave ter de admitir: “You are the livest audience we’ve ever saw!”. Já antes tinha pedido desculpas por terem demorado tanto tempo a visitar-nos. Depois prometeu que o regresso seria para breve, o que me descansou um pouco, pois por esta altura já eu tinha jurado a mim mesmo voltar a vê-los, nem que fosse na Nova Zelândia.
Entretanto as músicas sucediam-se e o início de cada uma era como uma gigantesca onda que, sendo impossível de transpor por cima, nos obriga a mergulhar para não sermos arrastados e esmagados contra o chão. Uma após outra, até o fôlego começar a faltar para pular e dançar. Para aplaudir guardou-se sempre uma réstia de energia.
À primeira saída dos músicos, um dos ingleses “vizinhos” virou-se para o gigantão e sentenciou, com ar de entendido: “Two more songs”. Coitado! A mania que os ingleses têm de subestimar os portugas! Perante uma ovação estrondosa Dave e os músicos regressaram e tocaram três músicas, nesse encore. Mas houve mais outro encore! Ah! Pois foi! No total foram três horas (sim leram bem, três horas) de espectáculo. Es-pec-tá-cu-lo. Aqui a palavra é para ser lida no seu sentido literal. No final o tal inglês, visivelmente estourado, dizia para o grandalhão: “Fucking awesome! Unbelievable.” Aproveitando a deixa, e em jeito de tréguas, meti conversa.
- Is this your first DMB gig?
- No, tenth.
- What!?
- It´s the tenth time I see Dave.
- Tenth? You lucky bastard!
- Not even close. Two hours at the most. This was truly unbelievable!
Pois, a mim também me pareceu.


__________________
Gravedigger +
Jimi Thing *
Stay (Wasting Time) *
__________________
Don’t Drink the Water *
Pantala Naga Pampa *
Rapunzel *
Show Notes:
* Rashawn Ross
+ Dave Solo
~ Tom Morello
indicates a segue into next song
- Já acordei!- Estou. Olá filhota!
- Olá!
- O que estás a fazer?
- Estou aqui com os avós velhinhos!
(…)
- Olha, sabes quem está aqui comigo?
- Quem?
- O Juca.
- Quero falar com ele!
- Olá Catarina!
(…)
- Estamos aqui a lanchar.
(…)
- Tens uns sapatos novos? Muito bem!
(…)
- Fazem barulho?... Ah! São para dançar como as espanholas!
(…)
- Vá, beijinhos. Vou passar ao teu pai.
- Estou cheia de saudades tuas!
- Eu também tenho saudades tuas. Amanhã, já cá estás. Beijinhos!
- Beijinhos.
- Não filha, acho que não.
- Talvez vou ser eu!

Realização: Zack ZnyderPara aliviar do stress da clausura, e aproveitando não estar mais ninguém em casa, lembrei-me de pôr a tocar um CD com uma compilação da minha autoria. Dei-lhe o nome de “Raging Screams” e foi inspirada nas noites do saudoso Rookie. Já tem uns aninhos valentes, mas ainda continua a ouvir-se muito bem, principalmente se lhe são dados os watts (e os decibéis) adequados. O alinhamento é:
Breathe - PRODIGY
Song 2 - BLUR
Cannonball - THE BREEDERS
Swallowed - BUSH
Zombie - CRANBERRIES
We Care a Lot - FAITH NO MORE
I Think I'm Paranoid - GARBAGE
Been Caught Stealing - JANE'S ADDICTION
Slide - L7
Smells Like Teen Spirit - NIRVANA
Killing In The Name - RAGE AGAINST THE MACHINE
Bullet With Butterfly Wings - SMASHING PUMPKINS
Ty Cobb - SOUNDGARDEN
Sex Type Thing - STONE
Helpless - METALLICA
Irresponsible Hate Anthem - MARILYN MANSON
PS – Só faltou a Catarina para a moshada.
Acid House Kings, Aimee Mann, Alicia Keys, Ana Carolina & Seu Jorge, Andrew Bird, Ana DiFranco, Antony and the Johnsons, Arcade Fire, Artic Monkeys, Asaka, Audioslave, Basia Bulat, Beck, Belle & Sebastian, Ben Folds Five, Beth Orton, Bjork, Bloc Party, Bonnie Prince Billie, Camera Obscura, Cansei de Ser Sexy, Cat Power, Charlotte Gainsbourg, Clã, Clap Your Hands and Say Yeah, Coco Rosie, Colours Run, Damien Rice, David Byrne, Death Cab For Cutie, Ed Harcourt, Editors, Erma Franklin, Essie Jain, Fecund Stench, Feist, Finn Daniel, Fiona Apple, Franz Ferdinand, Fujiya & Miyagi, Gnarls Barkley, Go Betweens, Guillemots, Humanos, I'm From Barcelona, Interpol, Jamie Cullum, Janis Joplin, Jarvis Cocker, Jay Jay Johnson, Jeff Buckley, Jesus and Mary Chain, John Butler Trio, Josh Rouse, Joss Stone, Joy Division, Klaxons, Kings of Convenience, Ladytron, Lily Allen, Lisa Germano, Lisa Hannigan, Los Campesinos, Lou Reed, Magnetic Fields, Marching Band, Math & Physics Club, Maximo Park, Mika, Ney Matogrosso, Nick Cave & The Bad Seeds, Nina Simone, Nine Inch Nails, Nouvelle Vague, Old Jerusalem, Ornatos Violeta, Paola, Patrick Wolf, Peter Bjorn & John, Placebo, Postal Service, Rachael Yamagata, Radiohead, Regina Spektor, Rhythm Devils, Rodrigo Leão, Rufus Wainright, Ryan Adams, Sambassadeur, Scissor Sisters, She Wants Revenge, Smoosh, Snow Patrol, Sufjan Stevens, The Ballet, The Charade, The Dears, The Divine Comedy, The Dresden Dolls, The Happy Couple, The Hidden Cameras, The Killers, The Kooks, The New Pornographers, The Pixies, The Positions, The Shins, The Spinto Band, The Strokes, The Subways, The White Stripes, The Arrogants, This Perfect Day, Tom Petty, Tori Amos, Travis, TV On The Radio, Victor Scott, Violent Femmes, Voxtrot, Yo La Tengo, Zero 7, Zutons.
Posto isto, alguém que me explique por que razão é que eu não consigo mudar de canal quando dá isto na televisão.
Uma receita para dias que se querem especiais.
4 camarões tigre (300gr)
3 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de vinagre
2 colheres de sopa de mostarda
2 colheres de sopa de mel
Sal q.b.
Preparação
Coza os camarões e deixe arrefecer. Descasque os lombos mas mantenha a cabeça e a cauda. Prepare um molho misturando o azeite, o vinagre, a mostarda e o mel. Mexa bem até ficar homogéneo. Mergulhe os camarões no molho e leve-os ao frigorífico durante 3 horas.
Grelhe os camarões num grelhador bem quente, pincelando-os com a marinada.
Sirva-os acompanhados de limão e tostas barradas com manteiga de alho e salsa.
100 gr de manteiga com sal
1 dente de alho triturado
1 raminho de salsa triturado
Voz: Camané
Trompete: João Moreira
Piano: Filipe Melo
Guitarra: Mário Delgado
Contrabaixo: Bernardo Moreira
Bateria: Alexandre Frazão
Direcção da Orquestra Sinfónica Portuguesa: Pedro Moreira
Pronuncias à parte, um concerto a roçar a perfeição.
A voz, a orquestra, o quinteto… tudo a concorrer para 2 horas de puro prazer.
A três horas do concerto de Camané:
- Fui operada. Anda buscar-me.
- E tu deves-me ter pegado a maleita. Também estou cheio de febre, dói-me a garganta e a cabeça.
Felizmente nada que um jantar à base de antiinflamatórios e antipiréticos, seguido de um Häagen-Dazs, mesmo antes de entrar no São Luiz, não resolvesse.
Ah! O poder profiláctico dos Häagen-Dazs!
PS – Estou curiosíssimo para ver o Camané a cantar isto: