segunda-feira, 30 de julho de 2007
… e depois de Almeida sempre!
sábado, 28 de julho de 2007
Oh fáxavor, quanto é?
PS - Pimponeta: estás a anotar?
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Aviso
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Esquisito? Eu?
Pretensiosismos à parte, não me considero um gajo esquisito, nem acho que tenha grandes pancas. É claro que toda a gente que me conhece, com a Mrs. Crama à cabeça, não concorda com esta afirmação, mas isso é porque tenho a tendência para conhecer pessoas que têem esse péssimo hábito de discordar de mim.
Verifica-se no entanto que, de há uns tempos a esta parte, desenvolvi um gosto requintado, quiçá ecléctico. Algo para o qual me posso declarar um tipo “esquifoso”. Para que conste, gosto de ser atropelado. É verdade. Acho uma piada do catano sentir o fresquinho da chapa e da fibra de vidro no lombo. Mas não é atropelado da forma tradicional: gajo a atravessar uma qualquer rua, ou estrada, viatura em velocidade excessiva, travagem falhada e tungas, o mesmo gajo agora estatelado com fracturas múltiplas e a sujar o alcatrão de sangue. Não. Isso não é para mim. Até porque este tipo de atropelamento, chamemos-lhe convencional, para além de já ter muitos adeptos, faltando-lhe portanto originalidade, normalmente é coisa para aleijar, e ir parar ao hospital, ou a sítios piores, e eu assim não me dá muito jeito. Não senhora. Vai daí, e fruto de alguma experiência, fui apurando as minhas preferências nesta área, pelo que estou neste momento em condições de parametrizar aquele que é o meu atropelamento preferido. Para ser atropelado como deve de ser, têm de se verificar quatro condições:
1ª - O carro tem de me atropelar de marcha-atrás.
De marcha-atrás porque esta mudança tem uma grande desmultiplicação o que faz com que os carros andem mais devagar. Assim, é mais fácil evitar aquelas cenas das fracturas e do sangue. É como acontecia quando jogava ao “baliza à baliza”: Atropelamentos mas não vale bajardas. (É mesmo bajardas que se escreve apesar do corrector dizer que não existe esta palavra e querer substitui-la por bojardas. Ndr: tenho de arranjar um corrector com idioma praceteiro).
2ª - O carro deve ser um sedan.
Esta fui apurando ao longo do tempo. Depois de experimentar hatchcbacks, Opeis Corsa e coisas do género, cheguei à conclusão que o terceiro volume é fundamental. É que o sucesso do atropelamento, leia-se a capacidade de sair mais ou menos ileso, passa essencialmente pela facilidade com que se consegue “aderir” ao carro, ganhando a velocidade deste e evitando assim ser derrubado para o chão e passado a ferro, ou melhor, passado a pneu. Neste aspecto, os carros sem mala tornam-se complicados porque simplesmente não há sítio para agarrar, nem para nos apoiarmos. Imaginem fazer uma pega de caras a um touro desprovido de cornos. É mais ou menos a mesma coisa, aliás, nem sei como é que os touros ainda não se lembraram de ir para as touradas sem cornos. Se por um lado ficava mais difícil pôr bandarilheiros a falar fininho, por outro, a aviar forcados, ia ser às paletes. Voltando aos atropelamentos, a mala é fundamental. Existindo mala, a única dificuldade que resta é virarmo-nos de frente para o carro, assim que levamos o toque, saltar para cima dela, abrir os braços de modo a alcançar as laterais do carro, bater com a cabeça no vidro traseiro, se possível repetidamente, para que o condutor se aperceba da nossa presença e assim dê como concluído o atropelanço. Parece complicado, mas não é. Como disse atrás, fruto da experiência, posso afirmar que o Volvo S40 é um carro perfeito para se ser atropelado. Tentem é evitar os que tenham aleiron porque parecendo que não, dificulta.
3ª - O carro deve ser conduzido por uma mulher.
Esta é mesmo só por espírito de contradição. É que já ando farto de ouvir dizer que as mulheres são melhores condutoras… blá, blá, blá… mais cumpridoras… blá, blá, blá… mais atenciosas… blá, blá, blá… seguros mais baratos… blá, blá, blá… quando se sabe que isto não passa de um mito urbano. Assim, sempre que sou atropelado, é menos uma que se pode gabar de conduzir melhor que todos os homens. “Filha, atropelaste um gajo de marcha-atrás! How dumb can you be?”
4ª - A mulher, a tal que vai a conduzir, tem de ser antipática e mal-educada.
É que se não for, pode ser que ela saia do carro, peça desculpa, queira-nos levar ao hospital, ou pagar um chazinho, e isso faz perder muito tempo. Como normalmente sou atropelado quando vou para o trabalho, ou quando regresso a casa, não dá muito jeito a conversa fiada, porque isso só me iria fazer perder o comboio. Assim, as melhores atropeladoras são aquelas que depois de nos albarroarem, e quando ainda estamos com a cara colada ao vidro traseiro, se voltam com o sobrolho franzido: “Oh parvalhão, não te importas de sair de cima do meu carro, palhaço!”. Basta desmontar da viatura da senhora, que ela arranca logo em grande velocidade, e cada um vai à sua vidinha. É uma limpeza.
Agora já sabem. Se conhecerem alguma mulher, antipática, mal-educada, que tenha um sedan e faça marcha-atrás sem olhar pelos espelhos retrovisores, por favor dêem-lhe o meu contacto. Agora ganhei-lhe o gosto e não quero outra coisa.
terça-feira, 24 de julho de 2007
As Pessoas Felizes, de Agustina Bessa-Luís
Terminado Os Indiferentes, segue-se o As Pessoas Felizes, de Agustina Bessa-Luís.
Cativou-me desde logo o primeiro parágrafo:
“Há muitas coisas belas na terra, mas nada iguala a recordação de um dia de Verão que declina, e temos onze anos e sabemos que o dia seguinte é fundamental para que os nossos desejos se cumpram. Quem conservar este sentimento pela vida fora está predestinado a um triunfo, talvez um tanto sedentário, mas que tem o seu reino no coração das pessoas. O coração das pessoas!”
A ler vamos...
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Obviamente nego
Confrontado com este facto, logo de manhã, por colegas de trabalho, apressei-me a desmentir que fosse o filho de meu pai, que aparece na dita reportagem, informando que se tratam claramente de imagens manipuladas, que mais não são do que uma manobra para denegrir publicamente a minha imagem e a minha reputação.
Pois gostaria aqui de frisar de forma categórica, que tudo não passa de uma tremenda cabala, que aquele não sou eu, e se alguém ousar afirmar o contrário, isto vai ser resolvido em tribunal e à paulada.
PS – Ainda bem que não passaram imagens do concerto de Digitalism.
sábado, 21 de julho de 2007
Ai ia, ia
Lá para os lados de Almeria.
Entre mergulhos no Mediterrâneo e canhas com tapas à beira da piscina.
Conselho
Hoje, passados 11 dias da compra de uma simples cama, posso, com certeza, afirmar que Kafka trabalhou na MCR.
Faro
E não foi. Apesar dos convites, da companhia e da animação que sei que seria certa.
Ainda não é desta que me estreio em concentrações. Isto se se descontar o copo ao final do dia na concentração do Montijo, de 2003.
Faro não é bem a minha concentração.
Acho que sou mais Vidigueira, ou Góis. E claro, as antigas de Sintra.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
quarta-feira, 18 de julho de 2007
No meu tempo era o Topo Gigio
- Tu tens é de ir para a cama!
- É só um bocadinho!
- Só um bocadinho mesmo! O que é que queres ver?
- Quero imprimir um patinho para pintar, e quero ver aqueles do Máximo do Parque!
Sai um patinho e o "Apply Some Pressure".
- Vá, agora cama!
- Só mais uma! A Rainha da Noite! Aquele em que ela está zangada com a princesa!
- Pois é! Já há muito tempo que não vemos essa! Mas depois cama!
- Siiiiim pai!
- E agora a do Papageno e da Papagena!
- Não! Já para a cama!
- Então aquela do Sporting: só eu sei...
- Tu sabes é muito... ala!
terça-feira, 17 de julho de 2007
Quem me aconselha
Felizmente, sinto-me agora a entrar num novo ciclo, que eu espero mais calmo e retemperador. Mas… e há sempre um mas, uma decisão tem de ser tomada no curto prazo, de modo a iniciar a etapa da melhor maneira. Uma escolha que tenho de fazer, já neste final de tarde. Como um caminho que termina numa bifurcação. Esquerda ou direita? Cara ou coroa?
Porque sinto que posso não estar nas melhores condições para fazer a escolha certa, e dando alguma utilidade prática a esta chafarica, peço aos caros amigos/leitores (que eu estimo em cerca de 2) um conselho.
Imperial na Portugália, ou gin tónico no Peter’s?
Faz todo o sentido
"Aulas de Yoga na praia de Quarteira"
Penso que é de salientar, e saudar, a iniciativa, deixando ainda como sugestão mais algumas que poderão ser adoptadas:
- Linha verde de apoio à vítima do urbanismo de Quarteira
- Apoio psicológico a poli-traumatizados
- Distribuição de tríptico com medidas preventivas contra o suicídio colectivo
TMN
Informa-se que o custo associado ao anúncio plublicitário colocado nos comentários deste post, é de 210€ (IVA incl.).
Informo ainda que, abrindo uma excepção sem precedentes, estou disposto a ser ressarcido em géneros, dando como sugestão a entrega de três bilhetes de 4 dias para o festival que V. Exas irão patrocionar, como demonstração da minha boa vontade e apreço pela V. empresa.
Com os melhores cumprimentos,
Peter Crama
segunda-feira, 16 de julho de 2007
São os loucos de Lisboa
Ainda não consegui compreender o que falhou.
Caramba, o homem tinha tudo para ser re-eleito!
Independente, depois de lhe ser retirada a confiança política pelo partido que o apoiava. Check.
Colocou em xeque o líder do partido que o apoiava. Check.
Confusões judiciais. Check.
Câmara em falência técnica. Check.
Alguém que me explique, como é que o Carmona ficou em segundo.
O que é que queriam que o homem fizesse? Fosse de férias para Porto Galinhas? Renomeasse o Estádio da Luz? Passasse a fumar charutos?
PS - Bem, a do Estádio era bem pensado.
Há que tempos...
PS - Há muito tempo também que não trabalhava um Domingo inteiro. Rai's partam as auditorias!
sábado, 14 de julho de 2007
Canja do Crama
Ingredientes:
1 frango do campo
1 cebola grande
50g de gengibre
100g de massa tipo pevide
1 ramo de hortelã
6 grãos de pimenta rosa
1 malagueta pequena seca
3 litros de água (estimado)
Vinagre de vinho tinto q. b.
Sal q. b.
Preparação
Coloque numa panela de pressão o frango, a cebola inteira, o gengibre (devidamente descascado), os grãos de pimenta, a malagueta e o sal. Encha a panela com água e leve ao lume durante cerca de 20 minutos, contados a partir do início da fervura. Depois de cozido o frango, coe o caldo da cozedura para dentro de uma outra panela e junte o ramo de hortelã inteiro. Deixe em infusão. Recolha a cebola e o gengibre cozidos e triture com um pouco de água, ou caldo. Coe o preparado, através de um passador bem fino. Junte ao caldo na panela com a hortelã e leve ao lume novamente. Entretanto desfie o frango. Quando levantar fervura, retire a hortelã e adicione o frango desfiado e a massa. Rectifique o sal se necessário. Quando a massa estiver cozida, aromatize com o vinagre (a gosto) e apague de seguida.
Também gosto de juntar ovos não desenvolvidos (aqueles que são só gemas e se vendem em caixinhas), os quais se adicionam para cozedura juntamente com a massa, mas hoje esqueci-me de os comprar. Paciência. De qualquer das formas, quem a comeu, disse que estava boa. Também não poderia se de outra maneira, dado que quem não me gabasse a canja não tinha direito a sobremesa. Ah pois…

