terça-feira, 21 de agosto de 2007

Prendinhas (I)

A poucos dias do meu aniversário, acho por bem deixar aqui uma lista de presentes, não vão os meus amigos repetirem-se nas oferendas. Por coincidência, a lista completa representa a minha garagem de sonho, se tiver que me restringir a um top ten. E então reza assim:

Para as grandes viagens
BMW R 1200 RT

Para ir às compras
Vespa GTS 250

Para o monte
KTM 450 EXC

Para o monte, quando não tiver paciência para estar sempre no chão
Yamaha YFZ 450

Para ir à Vidigueira
Harley Davidson Night Rod

Para os track days
Ducati Desmosedeci RR

Para o trânsito de Lisboa
KTM Duke III

Para passeios tranquilos
Triumph Bonneville T-100

Para passeios menos tranquilos
Yamaha V-Max 1200

Porque é a Vespa mai linda do universo e, quem sabe, do mundo
Vespa 150 GL

Vá, agora cheguem-se à frente, não se acanhem.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Sedinhas – Grande Escolha 2002

A segunda enoposta vai para um vinho degustado há um par de meses, o qual por fruto da boa impressão causada, ainda permanece na minha alembradura. Trata-se do Sedinhas – Grande Escolha 2002, produzido por António Caetano de Sousa e Faria Girão, na Casa das Torres, propriedade localizada na região do Douro, mais concretamente em Mesão Frio. Segundo o produtor, foram engarrafadas 10266 garrafas, sendo que pelo menos a 9830, a 9833 e a 9834 já não existem, dado terem sido consumidas durante uma refeição que reuniu alguns companheiros de armas, no restaurante Alazão, ali para os lados de Alcântara, onde é servido como vinho da casa(!), a 10,50€ a garrafa. Nessa refeição, o Sedinhas acompanhou maravilhosamente uns bifinhos grelhados de vitela barrosã, combinação que me deixou com vontade de voltar. De realçar que este restaurante comprou um total de 6400 garrafas, que somadas a alguns lotes exportados, fazem deste vinho uma raridade nos circuitos habituais de comercialização.

Férias

Portugal é Agosto
e Lisboa é paisagem

sábado, 18 de agosto de 2007

World Press Photo 2007

17 August 2007 - 09 September 2007

Horário:
De Terça a Quinta 10.00 - 20.00
Sextas e Sábados 10.00 - 22.30
Domingos 10.00 - 20.00
Encerra à Segunda

Morada:
Museu da Electricidade/Central Tejo
Fundação EDP
Av. de Brasília
Lisboa
Tel +351 21 002 81 05

Abriu ontem ao público.
Quero ver se vou lá durante a próxima semana. Será o chamado dois em um. Vejo a exposição do World Press Photo e retrato-me de uma falha que já começava a ser ridícula - nunca ter visitado o Museu da Electricidade.
Se mais alguém estiver interessado, já sabem, canais habituais.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

The Simpsons Movie

Realização: David Silverman
Produção: James L. Brooks, Matt Groening, Al Jean
Elenco (vozes): Dan Castellaneta (Homer), Julie Kavner (Marge), Nancy Cartwright (Bart/Maggie), Yeardley Smith (Lisa)
Nacionalidade: EUA
Ano: 2007
Título em português: Os Simpsons: O Filme

Classificação cramalheirística: * * *

(mín: * - máx: * * * * *)

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Antes de ir para a cama

Elvis Presley morreu há 30 anos.
E como também eu tive a minha fase "Elvis"...

Durmam bem, ou não durmam melhor.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Caril de frango com espinafres e mescla de cenoura

O dia tristonho inviabilizou a ida ao Portugal dos Pequeninos. Passeios de bicicleta e outras actividades outdoor também não davam muito jeito. Solução: se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé.
Ao almoço, um saltinho até à Índia.

Mescla de cenoura

Ingredientes

2 cenouras
3 dentes de alho
2 colheres de sopa de óleo de girassol
1 colher de sopa de azeite
Coentros em pó q.b.
Pimenta preta q.b.
Sal q.b.

Preparação

Rale as cenouras. Pique o mais finamente que puder e deite numa tijela. Junte o alho esmagado, o óleo de girassol, o azeite, o vinagre, os coentros em pó, o sal e pimenta preta. Mexa bem e reserve.

Caril de frango com espinafres

Ingredientes

750g de peito de frango
350g de espinafres
2dl de natas
4 colheres de sopa de óleo de girassol
1 cebola (aprox. 150g)
4 dentes de alho
20g de gengibre
1 colher de café de caril
1 colher de café de cominhos
1 colher de café de coentros em pó
1 colher de pimentão doce
1 colher de açafrão
½ colher de café de piri-piri em pó
3 tomates chucha (aprox. 200g)
1 ramo de salsa
Sal q.b.
Pimenta preta q.b.
1 Chapata

Preparação

Aqueça o óleo e frite a cebola picada fina. Junte os dentes de alho esmagados naquele utensílio que agora não me lembra o nome. Junte também o gengibre microscopicamente picado e as especiarias. Salteie durante dois minutos. Corte o tomate aos bocados e deite no tacho. Depois de cozinhado o tomate, aumente o lume e junte o frango cortado em pedaços grandes. Tempere de sal e pimenta a gosto e envolva. Depois de cozinhar mais uns minutos junte as natas. Quando levantar fervura novamente, junte os espinafres e a salsa muito bem picada. Retire do lume assim que começar ferver. Sirva com a chapata, com arroz basmati cozido apenas em água, sal e um fio de azeite e com a mescla de cenoura.

Ao jantar, fomos até ao Brasil. Mas isso fica para outro dia.

Quem me dera

Enquanto escrevo umas coisas, está a dar na televisão o concerto de Peter Bjorn & John, em Paredes de Coura.
Neste momento passa isto.

Ai quem me dera...

Piper-Heidsieck Brut

Continuando na temática do vinho, dou aqui início a um separador dedicado aos néctares que se notabilizaram ao passarem por este modesto gorgomilo. Não, não é crítica enófila. Não tenho aspirações a essa nobre arte. São vinhos que me souberam bem, ponto. Eventualmente poderão ser postadas outras beberagens que eu nestas coisas sou assim tipo todo-o-terreno.

Para começar então, fica aqui um exemplar de um tipo de vinho com o qual gosto de iniciar certas refeições especiais. Espumante pois claro, ou Champagne neste caso, dado que é proveniente (segundo dizem) da região com o mesmo nome.
Este Piper-Heidsieck Brut acompanhou na perfeição ostras “ao natural”, paté de sapateira e camarões tigre. Como único defeito, o preço do dito. Cerca de 30€ nos sítios do costume. Enfim… um dia não são dias.

Vinhos de Portugal, de Ceferino Carrera

A menos de um mês da época das vindimas, é tempo para dedicar os períodos de leitura à temática da vinicultura e da enofilia. Entre os manuscritos da família, e outras obras que me darão dicas para o próximo mês, destaco o livro que me acompanhará nas viagens de comboio nos próximos dias: “Vinhos de Portugal – Da vinha ao vinho – variedades e regiões”, de Ceferino Carrera.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Quality time

A estreia de um clássico como brincadeira que antecede a ida para a cama.

domingo, 12 de agosto de 2007

Carapaus alimados

Apesar de ser uma receita relativamente popular, principalmente no Algarve de onde é oriunda, só recentemente provei carapaus alimados. Foi durante um almoço de trabalho, num restaurante ali para os lados de Alcântara-Terra. A refeição foi muito agradável e os carapaus estavam muito bem preparados pelo que fiquei de pesquisar a receita para a preparar chez moi, o que aconteceu hoje ao almoço.
De realçar que os carapaus têm que ser comprados de véspera e que estes têm de estar bem frescos para que o prato saia bem.

Ingredientes

1kg de carapaus pequenos (aprox. 15cm)
8 batatas pequenas
4 tomates
1 cebola
1 dente de alho
1dl de azeite
5cl de vinagre de vinho tinto
Oregãos q.b.
Sal (muito)

Preparação

Arranje os carapaus retirando a cabeça e as tripas. Lave-os muito bem e coloque-os em camadas alternadas de sal e carapaus num escorredor de modo a que saia o líquido da salmoura. Guarde no frigorífico durante pelo menos 24 horas. Após este tempo os carapaus ficam ligeiramente ressequidos. Lave-os em água corrente de modo a retirar o excesso de sal. Leve ao lume uma panela grande apenas com água. Quando levantar fervura junte os carapaus e deixe cozer durante 5 minutos. Entretanto pique a cebola, o dente de alho e a salsa para uma tigela e junte o azeite e o vinagre, com um toque de oregãos. Mexa bem. Depois de os carapaus estarem cozidos retire-os para um recipiente com água fria. Entretanto ponha a cozer as batatas com casca e uma pitada de sal. Alime os carapaus, que consiste em retirar-lhes a pele, a serrilha lateral e uma ou outra espinha mais saliente. Reserve. Depois de cozidas, retire a pele às batatas e disponha numa travessa. Junte o tomate cortado às rodelas e temperado com uma pitada de sal. Coloque os carapaus por cima e cubra com a marinada de cebola e salsa.

Feijoada de feijão branco

Gosto que me façam companhia enquanto cozinho, pelo que não me importo que os meus convidados cheguem antes, ou até muito antes, dos horários normalmente estabelecidos para as refeições. Foi o que aconteceu no sábado em que confeccionei esta feijoada. O Zé e a Sónia apareceram aqui em casa eram 10:30, o que fez com que a preparação do almoço decorresse em simultâneo com umas cervejinhas na esplanada e a colocação da conversa em dia. Isto por um lado torna o acto de cozinhar ainda mais prazenteiro, mas por outro, devido às distracções, fez com que não tivesse anotado todos os passos e medidas da receita, pelo que alguns dos valores indicados não foram rigorosamente aferidos como é hábito. De qualquer das formas a feijoada estava muito boa, razão pela qual vou anotar aqui aquilo de que me lembro, para quando quiser repetir a receita ter pelo menos uma “base de trabalho”.

Ingredientes

2 orelhas de porco
1 chispe de porco
1 focinho de porco
500g de rojões de porco
1 chouriço
1kg de feijão branco
3 cenouras
2 cebolas
6 dentes de alho
2 folhas de louro
1 ramo de coentros
2dl de azeite
2,5dl vinho branco
Sal q.b.
Pimenta q. b.
Paprica q.b.
Tabasco q.b.

Preparação

De véspera, lave o feijão e deixe de molho. Arranje também as carnes, limpando muito bem e removendo as pilosidades.
No próprio dia coloque a cozer numa panela de pressão as orelhas, o chispe e o focinho.
Coza também o feijão em panela de pressão. Reserve ambas as águas das cozeduras.
Numa panela grande (bem grande) refogue ligeiramente no azeite a cebola e os alhos picados finos, junte de seguida a cenoura cortada em semi-rodelas, as rodelas de chouriço e os rojões. Vá mexendo até a carne alourar, juntando de seguida o vinho branco e o louro. Entretanto desosse o chispe e corte em pedaços a orelha e o focinho. Assim que a cenoura se apresentar ligeiramente cozida junte o feijão e de seguida as carnes. Ajuste o molho da feijoada através da adição de água da cozedura das carnes e do feijão. Rectifique o sal e tempere com paprica e tabasco a gosto. Antes de apagar, junte o ramo de coentros picado muito finamente. Envolva e deixe repousar, pelo menos 15 minutos antes de servir. Acompanhe com arroz branco.

sábado, 11 de agosto de 2007

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Mas quem é que anda a comer cócó?

6 Novembro
Rufus Wainwright
Coliseu
25-35€

7 Novembro
Interpol
Coliseu
25-28€

14 Novembro
Bonde do Rolê
Lisboa - Santiago Alquimista
Preço a definir

16 Novembro
Editors
Pavilhão do Restelo
Preço a definir

18 Novembro
NOFX
Local a definir
Preço a definir

19 Novembro
Marilyn Manson
Pavilhão Atlântico
25-30€

26 Novembro
Josh Rouse
Aula Magna
23-28€

Mas quem é que se lembra de trazer esta maralha toda, ainda por cima, num mês onde vai haver

ISTO

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Rui Guerra

Uma hora de almoço diferente.

Na Casa da Cultura da Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais
R. Conselheiro Mariano de Carvalho, 67/68
Olivais Velho
Horário: das 11:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00

À saída, ainda houve tempo para apreciar o chafariz e o coreto de Olivais Velho, localizados na Praça da Viscondessa dos Olivais. Um cenário que nos faz esquecer que estamos a 300m da Gare do Oriente e do Parque das Nações.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

"Fumos"

Se fosse cicerone de um estrangeiro que quisesse conhecer a parte mais castiça de Lisboa, levava-o à tasca onde almocei hoje. Na gíria “interna” é conhecida por “Fumos”, e fica na Rua do Cascão, uma daquelas ruas íngremes entre Santa Apolónia e o Panteão Nacional. No total não cabem lá mais de 8 pessoas, e isto com boa vontade. Luxo, requinte, variedade e conforto são palavras totalmente desconhecidas. Na melhor das hipóteses, fica-se sentado em frente à ventoinha, que foi o lugar que me calhou por cortesia dos comensais que me acompanharam. A refeição consistiu em bacalhau assado na brasa, acompanhado por batatas também assadas e feijão frade. O preço é fixo para habitués (7€), e inclui, para além do prato principal, sopa, vinho, pão, fruta, café e cheirinho. Mas não foi nada do que escrevi até aqui que me cativou nesta tasca. O melhor mesmo, é ser atendido pela D. Lurdes, que com os seus raspanetes, e com o seu à-vontade típico de Alfama, nos faz sentir como se estivéssemos a almoçar em casa da avó rezingona. Um must…

domingo, 5 de agosto de 2007

Festival Sudoeste 2007 – 3º dia [Fotos]


Festival Sudoeste 2007 – 3º dia

Não foi propriamente um programa de fim-de-semana familiar convencional, mas acabou por ser um dia muito bem passado.
A tarde começou com uns Eta Carinae, ouvidos com pouca atenção enquanto se tratava da barriga. Depois houve que fazer a escolha entre Tiago Bettencourt e Air Traffic, tendo-se optado pelos últimos.

Um bom concerto, cheio de guitarras enérgicas, que serviu de aperitivo para os dois momentos altos da noite.

Sérgio Godinho, um senhor. Entre temas do mais recente “Ligação directa” e clássicos como Brilhozinho nos Olhos, e claro, O Primeiro Dia, galvanizou uma plateia entusiasmada. Terminou em apoteose com Quatro Quadras Soltas.

Patrick Wolf , um grande janado. Cantou, tocou, dançou no palco e no meio do público, saltou, atirou a guitarra, o violino, microfones e afins, trepou colunas, fez crowd surf, despiu-se (literalmente), enfim deu, não só um grande concerto, mas um grande espectáculo.

Infelizmente, Magic Position, a última do alinhamento, coincidiu com o esgotar das baterias do pirralho, pelo que aos primeiros acordes de Koop, houve que bater em retirada, para minha grande pena. Para além dos Koop, gostava de ter ouvido Groove Armada e Vanessa da Mata, mas paciência, fica para a próxima.

Máscara Ibérica

Desvanecido que está o sururu sobre integracionismos e Ibérias, menciono agora aqui uma exposição que andava para visitar há algum tempo, ensejo que acabei por lograr na passada sexta-feira. Chama-se “Máscara Ibérica” e decorre, na Estação do Rossio, até 2 de Setembro. Nela estão expostas uma série de máscaras e fatos, oriundos principalmente do Nordeste da Península Ibérica, bem como dezenas de imagens da máscara no seu contexto ritualístico. Como actividades complementares, podem-se adquirir peças de artesanato e livros sobre o tema, bem como provar vinhos e outras bebidas da casa Ramos Pinto. Se passarem pelo Rossio, aproveitem. A entrada é livre.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Fora o resto

"Eu ainda acho cada dia que passa demasiado curto para todos os pensamentos que quero ter, para todos os passeios que quero dar, para todos os livros que quero ler e para todos os amigos que quero ver."
- John Burroughs

Parabéns Zeca

Faria hoje 78 anos.

O Meu 2º Festival

Depois das Bratz, do Noddy e do Ruca.

Mãe - Já dissete à tia onde é que vais no sábado?
Tia - Conta-me lá, onde é que vais!?
Pirralho - Vou ao Sudoeste ver o Patrick Wolf!
Tia - Ah é!
Pirralho - Sim, e era para ver o Mika, só que ele não comeu a sopa toda e ficou doente da garganta e já não vai.
Pai - É verdade! Sabes quem é vai lá estar também, no sábado?
Pirralho - Não!
Pai - Vê lá se adivinhas... "Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida".
Pirralho - SÉRGIO GODIIIIINHO!!! ÉOU! ÉOU! ÉOU!

Aviso

Encontra-se diluída a raiva, e a inveja, àqueles que assistiram ao concerto da Aimee Mann, no passado dia 25 de Julho, no Coliseu dos Recreios. Como prova disso, fica aqui este clip da encantadora senhora.
Aimee: Para a próxima não falho. Juro.


Estão a ver! Estão a ver! Consegui ver isto até ao fim sem me esgadanhar.

Agora, quem vier para aqui dizer que vai hoje ao Sudoeste, assistir ao concerto de Manu Chao, não sabe ao que se habilita. Ai, não sabe não!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

A minha mota...

...tem o melhor som da cidade.

Tertúlia

Imagine um local onde, durante a semana, se pode almoçar a preços muito razoáveis, desfrutando de uma cozinha tradicional, sem pretensões, mas de boa qualidade. Várias centenas de nomes lhe virão à cabeça, por hipótese. Acrescente à equação a possibilidade de poder degustar um cafezinho, dos melhores lotes que Campo Maior produz, em amena cavaqueira, enquanto ouve boa música. O número inicial reduz-se. Agora imagine que nesse mesmo local, e depois de um soalheiro dia de praia, pode beber uma excelente imperial (uma só é difícil), complementada com uns belos caracóis, caracoletas assadas, amêijoas, navalhas, etc., etc. O número fica ainda mais pequeno. Imagine ainda poder assistir a um jogo dos “grandes”, em tela gigante, num ambiente digno dos mais castiços bares irlandeses, rodeado de adeptos que realmente gostam de futebol. Já ficamos com um grupo muito restrito de locais. Para finalizar, imagine um “tasco” onde 80% dos clientes são tratados pelo próprio nome, no que parece ser um café de aldeia, apesar do mesmo se localizar às portas da capital, e onde esses clientes são recebidos com simpatia pelo Hélder, pela Patrícia, e cia. lda., e em dias especiais, pela boa disposição em pessoa: Mr. Manaia. Aí só resta um nome. Chama-se Tertúlia e fica na Damaia, junto aos Correios.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

… e depois de Almeida sempre!

Campo Maior visita a Azambuja. O Porto junta-se-lhes. Os três tomam de assalto a Damaia e pedem reforços. Acorrem da Buraca e de S. Domingos de Rana. Vitória incontestável onde todos ganham. Não satisfeitos, conquistam a Costa da Caparica e planeiam, para Setembro, a invasão de Almeida. Santarém e Alfragide também participarão.

sábado, 28 de julho de 2007

Oh fáxavor, quanto é?

Quanto será que estes gajos levam para vir cantar isto aqui à minha rua?


PS - Pimponeta: estás a anotar?

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Aviso

Este blog está interditado, até indicação em contrário, a pessoas que assistiram ao concerto de Aimee Mann.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Esquisito? Eu?

Pretensiosismos à parte, não me considero um gajo esquisito, nem acho que tenha grandes pancas. É claro que toda a gente que me conhece, com a Mrs. Crama à cabeça, não concorda com esta afirmação, mas isso é porque tenho a tendência para conhecer pessoas que têem esse péssimo hábito de discordar de mim.

Verifica-se no entanto que, de há uns tempos a esta parte, desenvolvi um gosto requintado, quiçá ecléctico. Algo para o qual me posso declarar um tipo “esquifoso”. Para que conste, gosto de ser atropelado. É verdade. Acho uma piada do catano sentir o fresquinho da chapa e da fibra de vidro no lombo. Mas não é atropelado da forma tradicional: gajo a atravessar uma qualquer rua, ou estrada, viatura em velocidade excessiva, travagem falhada e tungas, o mesmo gajo agora estatelado com fracturas múltiplas e a sujar o alcatrão de sangue. Não. Isso não é para mim. Até porque este tipo de atropelamento, chamemos-lhe convencional, para além de já ter muitos adeptos, faltando-lhe portanto originalidade, normalmente é coisa para aleijar, e ir parar ao hospital, ou a sítios piores, e eu assim não me dá muito jeito. Não senhora. Vai daí, e fruto de alguma experiência, fui apurando as minhas preferências nesta área, pelo que estou neste momento em condições de parametrizar aquele que é o meu atropelamento preferido. Para ser atropelado como deve de ser, têm de se verificar quatro condições:

1ª - O carro tem de me atropelar de marcha-atrás.

De marcha-atrás porque esta mudança tem uma grande desmultiplicação o que faz com que os carros andem mais devagar. Assim, é mais fácil evitar aquelas cenas das fracturas e do sangue. É como acontecia quando jogava ao “baliza à baliza”: Atropelamentos mas não vale bajardas. (É mesmo bajardas que se escreve apesar do corrector dizer que não existe esta palavra e querer substitui-la por bojardas. Ndr: tenho de arranjar um corrector com idioma praceteiro).

2ª - O carro deve ser um sedan.

Esta fui apurando ao longo do tempo. Depois de experimentar hatchcbacks, Opeis Corsa e coisas do género, cheguei à conclusão que o terceiro volume é fundamental. É que o sucesso do atropelamento, leia-se a capacidade de sair mais ou menos ileso, passa essencialmente pela facilidade com que se consegue “aderir” ao carro, ganhando a velocidade deste e evitando assim ser derrubado para o chão e passado a ferro, ou melhor, passado a pneu. Neste aspecto, os carros sem mala tornam-se complicados porque simplesmente não há sítio para agarrar, nem para nos apoiarmos. Imaginem fazer uma pega de caras a um touro desprovido de cornos. É mais ou menos a mesma coisa, aliás, nem sei como é que os touros ainda não se lembraram de ir para as touradas sem cornos. Se por um lado ficava mais difícil pôr bandarilheiros a falar fininho, por outro, a aviar forcados, ia ser às paletes. Voltando aos atropelamentos, a mala é fundamental. Existindo mala, a única dificuldade que resta é virarmo-nos de frente para o carro, assim que levamos o toque, saltar para cima dela, abrir os braços de modo a alcançar as laterais do carro, bater com a cabeça no vidro traseiro, se possível repetidamente, para que o condutor se aperceba da nossa presença e assim dê como concluído o atropelanço. Parece complicado, mas não é. Como disse atrás, fruto da experiência, posso afirmar que o Volvo S40 é um carro perfeito para se ser atropelado. Tentem é evitar os que tenham aleiron porque parecendo que não, dificulta.

3ª - O carro deve ser conduzido por uma mulher.

Esta é mesmo só por espírito de contradição. É que já ando farto de ouvir dizer que as mulheres são melhores condutoras… blá, blá, blá… mais cumpridoras… blá, blá, blá… mais atenciosas… blá, blá, blá… seguros mais baratos… blá, blá, blá… quando se sabe que isto não passa de um mito urbano. Assim, sempre que sou atropelado, é menos uma que se pode gabar de conduzir melhor que todos os homens. “Filha, atropelaste um gajo de marcha-atrás! How dumb can you be?”

4ª - A mulher, a tal que vai a conduzir, tem de ser antipática e mal-educada.

É que se não for, pode ser que ela saia do carro, peça desculpa, queira-nos levar ao hospital, ou pagar um chazinho, e isso faz perder muito tempo. Como normalmente sou atropelado quando vou para o trabalho, ou quando regresso a casa, não dá muito jeito a conversa fiada, porque isso só me iria fazer perder o comboio. Assim, as melhores atropeladoras são aquelas que depois de nos albarroarem, e quando ainda estamos com a cara colada ao vidro traseiro, se voltam com o sobrolho franzido: “Oh parvalhão, não te importas de sair de cima do meu carro, palhaço!”. Basta desmontar da viatura da senhora, que ela arranca logo em grande velocidade, e cada um vai à sua vidinha. É uma limpeza.

Agora já sabem. Se conhecerem alguma mulher, antipática, mal-educada, que tenha um sedan e faça marcha-atrás sem olhar pelos espelhos retrovisores, por favor dêem-lhe o meu contacto. Agora ganhei-lhe o gosto e não quero outra coisa.

terça-feira, 24 de julho de 2007

As Pessoas Felizes, de Agustina Bessa-Luís

Terminado Os Indiferentes, segue-se o As Pessoas Felizes, de Agustina Bessa-Luís.

Cativou-me desde logo o primeiro parágrafo:

“Há muitas coisas belas na terra, mas nada iguala a recordação de um dia de Verão que declina, e temos onze anos e sabemos que o dia seguinte é fundamental para que os nossos desejos se cumpram. Quem conservar este sentimento pela vida fora está predestinado a um triunfo, talvez um tanto sedentário, mas que tem o seu reino no coração das pessoas. O coração das pessoas!”

A ler vamos...

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Obviamente nego

Parece que foram transmitidas, este fim-de-semana, num programa musical de um dos canais de difusão nacional, imagens do concerto de Chemical Brothers na Estação do Rossio, onde alegadamente se pode observar um gajo com cara de esgazeado, aos pulos, consumando aquilo a que se convencionou chamar: a desbunda total.

Confrontado com este facto, logo de manhã, por colegas de trabalho, apressei-me a desmentir que fosse o filho de meu pai, que aparece na dita reportagem, informando que se tratam claramente de imagens manipuladas, que mais não são do que uma manobra para denegrir publicamente a minha imagem e a minha reputação.

Pois gostaria aqui de frisar de forma categórica, que tudo não passa de uma tremenda cabala, que aquele não sou eu, e se alguém ousar afirmar o contrário, isto vai ser resolvido em tribunal e à paulada.

PS – Ainda bem que não passaram imagens do concerto de Digitalism.

sábado, 21 de julho de 2007

Ai ia, ia

Faz por esta altura sensivelmente um ano.
Lá para os lados de Almeria.
Entre mergulhos no Mediterrâneo e canhas com tapas à beira da piscina.

Conselho

Se adquirirem algo no IKEA, não contratem a entrega no domícilio, porque aí cairão no domínio de uma entidade tenebrosa designada MCR.
Hoje, passados 11 dias da compra de uma simples cama, posso, com certeza, afirmar que Kafka trabalhou na MCR.

Faro

Será que é este ano? – Perguntavam-me.
Duvido. – respondia eu.
E não foi. Apesar dos convites, da companhia e da animação que sei que seria certa.
Ainda não é desta que me estreio em concentrações. Isto se se descontar o copo ao final do dia na concentração do Montijo, de 2003.
Faro não é bem a minha concentração.
Acho que sou mais Vidigueira, ou Góis. E claro, as antigas de Sintra.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

África minha

Continuando com sugestões de colegas de trabalho, aqui fica mais uma musiquinha.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

No meu tempo era o Topo Gigio

- Pai deixa-me sentar ao teu colo.
- Tu tens é de ir para a cama!
- É só um bocadinho!
- Só um bocadinho mesmo! O que é que queres ver?
- Quero imprimir um patinho para pintar, e quero ver aqueles do Máximo do Parque!
Sai um patinho e o "Apply Some Pressure".
- Vá, agora cama!
- Só mais uma! A Rainha da Noite! Aquele em que ela está zangada com a princesa!
- Pois é! Já há muito tempo que não vemos essa! Mas depois cama!
- Siiiiim pai!

- E agora a do Papageno e da Papagena!
- Não! Já para a cama!
- Então aquela do Sporting: só eu sei...
- Tu sabes é muito... ala!

terça-feira, 17 de julho de 2007

Mesmo antes de ir para a cama


Durmam bem... ou não durmam melhor.

PS - Bem haja SA.

Quem me aconselha

Desde que regressei de férias que tenho andado a ritmo de mata-cavalos. Ainda por cima em várias frentes. Estou, não de rastos que também não quero exagerar, mas assim pró “cansadote”.
Felizmente, sinto-me agora a entrar num novo ciclo, que eu espero mais calmo e retemperador. Mas… e há sempre um mas, uma decisão tem de ser tomada no curto prazo, de modo a iniciar a etapa da melhor maneira. Uma escolha que tenho de fazer, já neste final de tarde. Como um caminho que termina numa bifurcação. Esquerda ou direita? Cara ou coroa?
Porque sinto que posso não estar nas melhores condições para fazer a escolha certa, e dando alguma utilidade prática a esta chafarica, peço aos caros amigos/leitores (que eu estimo em cerca de 2) um conselho.

Imperial na Portugália, ou gin tónico no Peter’s?

Faz todo o sentido

Hoje, à hora de almoço, no noticiário televisivo:

"Aulas de Yoga na praia de Quarteira"

Penso que é de salientar, e saudar, a iniciativa, deixando ainda como sugestão mais algumas que poderão ser adoptadas:

- Linha verde de apoio à vítima do urbanismo de Quarteira
- Apoio psicológico a poli-traumatizados
- Distribuição de tríptico com medidas preventivas contra o suicídio colectivo

TMN

Caros senhores da TMN,

Informa-se que o custo associado ao anúncio plublicitário colocado nos comentários deste post, é de 210€ (IVA incl.).
Informo ainda que, abrindo uma excepção sem precedentes, estou disposto a ser ressarcido em géneros, dando como sugestão a entrega de três bilhetes de 4 dias para o festival que V. Exas irão patrocionar, como demonstração da minha boa vontade e apreço pela V. empresa.
Com os melhores cumprimentos,

Peter Crama

segunda-feira, 16 de julho de 2007

São os loucos de Lisboa

Ainda não consegui compreender o que falhou.

Caramba, o homem tinha tudo para ser re-eleito!

Independente, depois de lhe ser retirada a confiança política pelo partido que o apoiava. Check.

Colocou em xeque o líder do partido que o apoiava. Check.

Confusões judiciais. Check.

Câmara em falência técnica. Check.

Alguém que me explique, como é que o Carmona ficou em segundo.

O que é que queriam que o homem fizesse? Fosse de férias para Porto Galinhas? Renomeasse o Estádio da Luz? Passasse a fumar charutos?


PS - Bem, a do Estádio era bem pensado.

Há que tempos...

... que eu não sentia o cheiro a terra molhada, como este fim-de-semana.

PS - Há muito tempo também que não trabalhava um Domingo inteiro. Rai's partam as auditorias!

sábado, 14 de julho de 2007

Canja do Crama

Sim, é uma canja. A minha canja. Admito que haja receitas semelhantes, até praticamente iguais, mas esta garanto que foi fruto da imaginação e dos ingredientes disponíveis. É uma receita que foi experimentada há já algum tempo, e que tem sofrido algumas alterações de pormenor. A versão que aqui deixo foi confeccionada hoje, e considero-a satisfatoriamente apurada.

Ingredientes:
1 frango do campo
1 cebola grande
50g de gengibre
100g de massa tipo pevide
1 ramo de hortelã
6 grãos de pimenta rosa
1 malagueta pequena seca
3 litros de água (estimado)
Vinagre de vinho tinto q. b.
Sal q. b.

Preparação
Coloque numa panela de pressão o frango, a cebola inteira, o gengibre (devidamente descascado), os grãos de pimenta, a malagueta e o sal. Encha a panela com água e leve ao lume durante cerca de 20 minutos, contados a partir do início da fervura. Depois de cozido o frango, coe o caldo da cozedura para dentro de uma outra panela e junte o ramo de hortelã inteiro. Deixe em infusão. Recolha a cebola e o gengibre cozidos e triture com um pouco de água, ou caldo. Coe o preparado, através de um passador bem fino. Junte ao caldo na panela com a hortelã e leve ao lume novamente. Entretanto desfie o frango. Quando levantar fervura, retire a hortelã e adicione o frango desfiado e a massa. Rectifique o sal se necessário. Quando a massa estiver cozida, aromatize com o vinagre (a gosto) e apague de seguida.
Também gosto de juntar ovos não desenvolvidos (aqueles que são só gemas e se vendem em caixinhas), os quais se adicionam para cozedura juntamente com a massa, mas hoje esqueci-me de os comprar. Paciência. De qualquer das formas, quem a comeu, disse que estava boa. Também não poderia se de outra maneira, dado que quem não me gabasse a canja não tinha direito a sobremesa. Ah pois…

Where's Wally?

Parabéns Carrapato

Vê se vens cá a baixo.
Temos dívidas etílicas por saldar.
Não te esqueças dos meus livros.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Parabéns Rita

A minha afilhada fez hoje cinco anos.
Como o tempo passa...

Eu gostava de poder dizer que não...

... mas o que é um facto é que eles tocaram o Hey Girl Hey Boy, e foi brutal.
Sorry...

Dance Station @ Rossio & Coliseu - Lisboa

Não há fotos, nem há vídeos. Não deu mesmo. E não deu essencialmente por dois motivos: é que trabalho é trabalho, conhac é conhac. Não deu quando foi trabalho, porque foi trabalho, e não deu quando foi conhac, porque... bem... errr... como hei-de dizer... foi um cognac bom demais para andar de máquina a tiracolo.
Saltando a parte do trabalho, o conhac começou com um passeio entre o Rossio e o Coliseu, contemplando uma Baixa como (penso que) não há memória. Gente, muita gente, divertida, sorridente, a dar vida a uma zona que tem decididamente de ser devolvida aos lisboetas e afins.
Depois, seguiu-se o concerto de Fischerspooner. Muito giro, com bailarinas, coreografias, músicas novas, enfim, muito bom. Por esta altura reuni-me aos do costume, tendo ainda, encontrado o Xor Manaia, mais parte de um grupo com quem partilhei uma fase importante da minha adolescência.
Com o gang aumentado, rumou-se novamente ao Rossio, para aquele que foi o grande momento da noite.
Esperem.
Deixem-me fazer um parágrafo.
Meus senhores:

Chemical Brothers na Estação de Caminhos de Ferro do Rossio foi uma singularidade no espaço-tempo.

Ponto final parágrafo, outra vez.
Não consiguirei explicar. Não sei escrever tão bem. Nem de perto, nem de longe. Foi um caso de, quem esteve, esteve. Quem não esteve, estivesse. Não se repetirá nada que se assemelhe. Que te lo digo yo!
A estação estava linda (bem ela é linda) e mais surpreendente, tem uma acústica fa-bu-lo-sa. É certo que o isolamento é quase nulo, pelo que os Chemical devem ter produzido ondas de choque sentidas entre Campolide e o Cais do Sodré, mas quem esteve lá dentro desfrutou de um som poderoso, cheio, mas acima de tudo definido, e isto em qualquer parte da Gare.
Com o TGV interno acelerado, voltou-se ao Coliseu para Digitalism, que trataram de não baixar a alta velocidade de cruzeiro entretanto atingida. Se descrevi Underworld de extenuantes, aquando do SBSR, para Digitalism faltam-me agora adjectivos mais superlativos. É que se tivessem actuado os sprinklers de incêndio do Coliseu, eu não tinha saído tão encharcado.
Depois acabou e foi regressar a casa com o nascer do Sol. Basicamente foi isto.
Continuando numa de agradecimentos, muitos bem-hajam a quem teve a ideia, a quem a concretizou, aos senhores que actuaram, e um bem-hajam especial àqueles que me fizeram companhia, tanto no trabalho, como no cognac.

PS - E quando se apagaram as luzes da estação antes de Chemical Brothers? Não vos digo nada!!!:)

PS 2 - Ah! Esqueci-me! Queria agradecer também ao contraplacado que tapava a Linha 3, e que levou comigo durante o concerto de Chemical Brothers. És um valente, pá!

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Outro grande bem-hajam

... a todos os que hoje se levantaram bem cedinho e estavam, às oito da manhã, na A1, mais precisamente em Santa Iria, no sentido Norte-Sul, para me acompanharem na minha viagem automobilizada até Lisboa. Foi muito bom, para um rapaz do campo como eu, habituado à pasmaceira do comboio, ter tanta gente esta manhã a acompanhar-me até à capital. A escolta, o apoio, o calor humano, e o mecânico também, as buzinadelas, a marcha lenta, enfim tudo, foi muito bom mesmo. Excelente. Magnífico. Estou profundamente grato a todos, a sério que estou, mas para a próxima deixem-me chegar a horas à reunião, se faz favor.

And the winner is...

Como mostra de gratidão por ter sido a leitora/comentadora mais regular, diria mesmo assídua, desta chafarica, a qual, lendo as bacoradas que aqui se publicam regularmente, conseguiu resistir à tentação, perfeitamente compreensível, de me insultar, isto para além de me dar óptimas dicas musicais e culinárias, decidi, dizia eu, atribuir o título de Praceteira Honoris Causa, a RITA MARIA JOSEFINA do Ervilhaz.

Este título para além do seu estatuto (basicamente de importância nula), vai acompanhado de um ingresso para o Dance Station que se irá realizar amanhã, na Estação do Rossio, e que contará com a participação dos Chemical Brothers, entre outros.

Rita: agora a sério, se quiseres (e puderes) ir ao Dance Station à borlix, diz qualquer coisa. Como foste tu que pagaste os bilhetes do Rodrigo Leão, e como ficou combinado, agora é a minha vez.

Sim, porque ler e comentar este pasquim não podiam ser só coisas más.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Valente

Passada uma semana, sou eu que declaro que a Mrs. Crama não foi valente. A Mrs. Crama É UMA VALENTE.
...
Mas isto não é novidade nenhuma.

domingo, 8 de julho de 2007

4º Aniversário Gunzoners

Hoje, de manhã.
- Então conta lá, filha, como foi a tua noite ontem? O que é que viste?
- Vi uns senhores a cantarem.
- E cantavam bem?
- Eram um bocadinho barulhentos.
- E o que vistes mais?
- Vi umas senhoras a dançarem.
- Foi!?
- É, mãe. Elas dançavam muito bem, mas depois ficaram com muito calor e despiram-se.
- Ah foi!!??
- Sim, e depois, como tinham um escaldão, por causa do sol, puseram um creme branco no corpo.
- CRAMA!!!
- O quê? O quê? Que é que eu fiz?

sábado, 7 de julho de 2007

Arrumações, pesos e compensações

Hoje, estive a arrumar os CD’s que me acompanharam na digressão europeia.
Sérgio Godinho, Tribalistas, Etta James, Jacinta, George Michael, Maria Rita, Aretha Franklin, Leonard Cohen, Arcade Fire, Regina Spektor, Ryan Adams, Cat Power, Dave Mathews Band, Diana Krall, Gotan Project, Adriana Calcanhoto, Scissor Sisters, Buena Vista Social Club e Modest Mouse.
Foram estes que fizeram a banda sonora da viagem de férias. Constatei que pela primeira vez não levei discos que não tivesse ouvido. Foram todos rodados. 8500km dá para ouvir muita música.
Para além destes CD’s mono autor, levei ainda algumas compilações caseiras. Uma delas, chamada “Catarina’s Choices” tocou enquanto eu fazia as arrumações. Durante a viagem, foi o disco mais pedido e mais rodado. É uma grande salgalhada, e reza assim:

The Gossip – Standing in the way of control
Regina Spektor – *** / Your honor
Arcade Fire – Intervention (Live)
Patrick Wolf – Magic position
Mika – Grace Kelly
Arcade Fire – Wake up
Maximo Park – Apply some pressure
Bloc Party – Sunday
TV on the Radio – Wolf like me
I’m from
Barcelona – We’re From Barcelona
Interpol – Evil
Dave Matthews Band – Dream girl
Scissor Sisters – I don’t feel like dancing

Arcade Fire – Rebellion (Lies)
The Magic Numbers – I see you, you see me

Regina Spektor – On the radio
Buraca Som Sistema – Yah! feat. Pett

Pela amostra, dá para perceber a pena que tenho por não ter levado o pirralho ao SBSR. Tenho a certeza que seria um show dentro do show, mas paciência… Para a compensar, vai hoje comigo* à festa motard! Hell yeah! Gunzoners here we go!!!

* - Não se assustem, vou de carro.

Festas do Colete Encarnado em Vila Franca de Xira

Estive lá ontem, porque a pretinha a caminho de casa disse que tinha sede, tendo de sair da A1, em Vila Franca, para pôr gasolina. Só dei uma voltinha a ver se encontrava uns colegas que moram nesta terra de toiros e toureiros, e de outros que não tais, mas não encontrei ninguém. Se calhar foi melhor assim.
Hoje há sardinha assada de borla, Xutos e Pontapés, Adiafa, Flamenco,... mas para hoje já tenho outros planos. Não é Gunzoners?

Plano das festas

QUINTA-FEIRA, 5 DE JULHO

20h30 – Jantar com as Tertúlias, no Mercado Municipal, com entrega de oferta da Câmara Municipal

SEXTA-FEIRA, 6 DE JULHO

11h00 – Animação itinerante no Mercado Municipal e Praça do Município com o Grupo “Pilha Galinhas”
19h00 – Inauguração da Exposição “75 Anos do Colete Encarnado/75 anos dos Forcados Amadores de Vila Franca de Xira” (Celeiro da Patriarcal)
19h30 - Concentração na Praça do Município. Início do desfile para a Missa Rociera
20h30 – Missa Rociera na Igreja Matriz com o “Coro de la Hermandad del Rocio de la Puebla del Rio”, seguida da actuação dos fadistas de Vila Franca, na escadaria.
21h45 – Animação itinerante nas ruas da cidade com Tunas Académicas e outros grupos
22h00 – Espera de Toiros seguida de Largada
23h00 – Actuação do “Coro de la Hermandad del Rocio de la Puebla del Rio” (Palco da Av. Pedro Victor)
Animação Musical com a Orquestra da Felicidade, do Brilho e da Glória (Palco da Av. Pedro Victor)
Animação itinerante no Largo da Câmara, Largo Telmo Perdigão e Largo da Misericórdia.

SÁBADO, 7 DE JULHO

10h00 - Concentração de Campinos e deposição de uma coroa de flores no Monumento ao Campino
10h00 – Feira de Velharias e Artesanato –até às 18h (Jardim Municipal)
11h00 – Corrida de campinos e condução de jogos de cabrestos (Campo de treinos do UDV)
14h30 – Prova de Atrelagem de Tradição (Largo 5 de Outubro)
15h00 – Missa cantada de evocação ao Forcado Ricardo Silva “Pitó”, na Igreja da Misericórdia
16h00 – Homenagem ao Campino na Praça Afonso de Albuquerque (Lg. da Câmara)
Desfile de Campinos / Desfile de Atrelagens
17h30 - Inauguração do Mausoléu ao Forcado Ricardo Silva “Pitó” (Cemitério de Vila Franca de Xira)
18h00 – Espera de Toiros seguida de Largada
18h00 – Chegada a Vila Franca de Xira do IV Cruzeiro / Regata da Moita
22h30 – Noite da sardinha assada (Postos Públicos na Rua 1º de Dezembro, junto à Travessa do Araújo e antiga Lota, na Rua Almirante Cândido dos Reis, junto à companhia de seguros e na Rua Serpa Pinto, junto à churrasqueira)
22h30 - Animação itinerante nas ruas e palcos da cidade - Tunas Académicas, Arruada com Grupos de Música Popular, Fado, Sevilhanas/Flamenco e Ranchos Folclóricos.
22h30 - Concerto com Xutos e Pontapés (Parque Urbano) - venda de bilhetes
23h00 – Baile com a Banda “Os Miúdos da Rua” na Av . Pedro Victor

DOMINGO, 8 DE JULHO

00h30 - Concerto com o Grupo de Música Popular Portuguesa ADIAFA (Palco da Av. Pedro Victor)
02h00 – Garraiada da Sardinha Assada na Praça de Toiros Palha Blanco
02h30 – Flamenco “Almagitana” (Av. Pedro Victor)
04h30 – Distribuição de caldo verde
10h30 – Espera de Toiros seguida de Largada
12h00 – Partida do IV Cruzeiro / Regata da Moita
15h00 – Animação com Folclore e Música Popular Portuguesa (Jardim Municipal)
17h00 - Animação Infantil com Teatro Dom Roberto “O Barbeiro e a Tourada”, o Palhaço Enano e a presença do homem Estátua , recordista do Guiness. Animação Infantil com o Palhaço Enano (Largo da Câmara).
17H00 – Maratona de Cycling – 4 horas a pedalar, das 17h00 às 21h00 (Jardim Municipal)
18h00 – Corrida na Praça de Toiros Palha Blanco - Cartaz
20h30 - Jantar dos Campinos (Mercado Municipal)
22H30 – Espectáculo de Fado Marialva (Largo do Câmara)
00h00 – Lançamento de Fogo de artifício no Rio Tejo
Encerramento do Colete Encarnado

Rodrigo Leão @ Belém - Lisboa

Assim que desmonto da mota, recebo um fax cerebral. Eram as pernas a informar que a energia estava no último tracinho e portanto só iam aguentar mais cinco minutos em pé. Que das três uma: ou me punha em ritmo de marcha acelerada, ou aos saltos como no concerto de Underworld, ou então me sentava, sob pena de ficar qualquer coisa plégico. Pensei: Crama, Crama, és capaz de andar a abusar um bocadinho… Nada! Posto isto, dei uma volta de reconhecimento ao recinto. Como as cadeiras lá da frente, estavam todas ocupadas, e ficar de pé nas imediações não era opção, afastei-me uns metros para trás, para junto de uns ecrãs que iriam passar as imagens do palco, e toca de sentar. Uns minutos depois estava deitado com a mochila do capacete a servir de almofada. E assim estava eu, espojado, a contemplar as estrelas por cima de mim, quando soaram os primeiros acordes de Carpe Diem. Que maravilha! Que adequado! Era mesmo disto que eu estava a precisar. Infelizmente, o meu momento zen não iria durar todo o concerto. É que Rodrigo Leão + Belém + borlix = gente. E neste caso, gente que não vem necessariamente para OUVIR o espectáculo. Sim! É que um espectáculo musical, antes de mais, OUVE-SE, mas alguém se esqueceu de pôr isso no cartaz das festas Lisboa, e de maneira que, onde eu estava, ele eram telemóveis, ele eram conversas de grupos, ele eram criancinhas aos berros, ele eram, e esta é mesmo o cúmulo, vendedores de estridente quinquilharia chinesa para criancinhas.
Não havia outra solução senão negociar com as perninhas mais um último esforço e ir lá para a frente. E assim foi. Até à última réstea. Mas valeu a pena. Foi lá que gravei estes dois vídeos com a (sofrível) qualidade habitual. Enjoy.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

13º Super Bock Super Rock

Joe Satriani, domínio.
Metallica, poderosos.
Bunnyranch, surpresa 1.
The Gift, competentes.
Klaxons, pujantes.
Magic Numbers, bonitos.
Bloc Party, festejantes.
Arcade Fire, mágicos.
Linda Martini, surpresa 2.
Clap Your Hands Say Yeah, musicais.
Maximo Park, energéticos.
The Jesus & Mary Chain, soturnos.
LCD Soundsystem, diabólicos.
The Gossip, grandes.
TV On The Radio, ecléticos.
Scissor Sisters, desbundantes.
Interpol, brutais.
Underworld, extenuantes.
Só (!) deu para ver estes. Não me importava de ter visto os restantes, mas a malta já não é nova, e tem de trabalhar e tal...
Foram quatro dias muito curtos para quatro noites muito longas.
Para o ano há mais.

Ah! E se me quiserem vir buscar, eu era aquele gajo de t-shirt branca e calças castanhas, que obrigou os Interpol e os Underworld a um encore.

Diálogos (sur)reais

À entrada do SBSR.
- Boa tarde.
- Traz alguma coisa daquelas que fazem rir?
- Ehh! Só a minha cara de parvo, xor guarda.
- Engraçadinho, hem... Toca a abrir a mala. E a carteira. E isto aqui o que é?
- F#$*&%! Já não se pode ser honesto.

Muitos obrigadinhos

Uma grande noite passa também pela companhia, e pela disposição desta.
E ontem... Ah! É verdade! I have to ramain silent.
Temos de repetir isto mais vezes... pode ser já no Dance Station!

...

I have the right to remain silent. Anything I say can and will be used against me in a court of law.





quinta-feira, 5 de julho de 2007

Rodrigo Leão @ Festas de Lisboa 2007 - Torre de Belém

Quase que me esquecia!
O senhor Rodrigo Leão actua amanhã, junto à Torre de Belém, num espectáculo integrado nas Festas de Lisboa 2007. Como se não bastasse para além do Cinema Ensemble, participam também a Sinfonietta de Lisboa - dirigida pelo maestro Vasco Pearce de Azevedo, Pedro Moreira nos arranjos e Ângela Silva, Pedro Oliveira (Sétima Legião) e Beth Gibbons (Portishead).
Começa às 22h00 e é de entrada livre.

Não querem vir? Vá lá! Os bilhetes são por minha conta.

LCD Soundsystem

A noite deveria ter sido de contenção. Jogar para o empate, como se costuma dizer. E tudo estava a ajudar nesse propósito, mas depois apareceram estes senhores, e aí… que lixe. Siga pa bingo.

PS - Mais um video caseiro de péssima qualidade. Sorry.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Ementa para o jantar

Entrada

Extracto de guaraná q.b.

Prato principal

Francesinha extra picante
Cerveja q.b.

Sobremesa

1 barra energética
1 Red Bull
3 cafés
+
1 concerto de Clap Your Hands And Say Yeah
1 concerto de The Raptor
1 concerto de Maximo Park
1 concerto de The Jesus and Mary Chain
1 concerto de LCD Sound System
+
Cerveja q.b.

Arcade Fire

Um momento magnífico, vivido por humanos que o souberam ser... e a dada altura, como que por magia, até o céu se lhes juntou.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Mudar de Humanidade

Há tempos, em deambulação pela net, dei, algures num site (que não consigo identificar), com a seguinte frase:
"A Humanidade divide-se hoje em duas metades: a metade dos que já viram Arcade Fire ao vivo, e a metade dos que ainda não viram."
Pois hoje, por volta da meia-noite, e segundo o autor da frase, eu, o Juca e o Pedro, assim como mais alguns milhares de humanos, mudamos de Humanidade.
.
.
.
Edit: Afinal li a frase, ou melhor uma sua variação, aqui. Wherelse.

Mesmo antes de ir para a cama


Durmam bem... ou não durmam melhor.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Gunzoners - 4º aniversário

À 4ª é de vez. Pelo menos espero bem que sim. A ver se não aparece nada que me faça falhar mais um aniversário dos Gunzoners.
Motas, comes & bebes, música, animação, pessoal porreiríssimo, preços realistas,... o que é se pode pedir mais?
Vá lá! Como diria o João: Vamos todos que é para sermos muitos!

domingo, 1 de julho de 2007

Meu 1º festival

Não foi o meu.
Foi o do pirralho.
De pequenino...
Maratona de brincadeira e novos ídolos: as Bratz.
Não perguntem!?

sábado, 30 de junho de 2007

Leituras

Aceitando o convite da Rita Maria, aqui ficam as minhas leituras mais recentes. No caso deste blog, nem era preciso um post específico. É que uma das funções desta chafarica é mesmo lembrar-me daquilo que tenho lido. Basta irem ali aos separadores e clicar em A ler, mas mesmo assim, aqui ficam:

A Trilogia de Nova Iorque, de Paul Auster
A Lista de Schindler, de Thomas Kenealley
Fahrenheit 451, de Ray Bradbury
Os Jardins de Luz, de Amin Maalouf
As Valquírias, de Paulo Coelho

E ando a ler o Os indiferentes, de Alberto Moravia.

Já agora, aproveitava a deixa, não para estender o convite a outros blogs, mas sim aos leitores deste post.

Sim você que está a ler estas linhas!

Diga-me lá qual foi o último livro que leu e/ou o que anda a ler.

É só clicar ali nos comentários. Vá lá! Não custa nada!


PS - Rita: No final o micro-ondas fica com quem?


Metallica @ SBSR (Lisboa)

O primeiro dia do festival Super Bock Super Rock seria o dia de Men Eater, More Than A Thousand, Blood Brothers, Mastodon, Stone Sour, Joe Satriani e Metallica. Para mim, foi o dia de Metallica com abertura de Satriani. Poderia ter sido também de Stone Sour, mas a organização tratou de montar uns acessos que me fizeram perder toda a sua actuação. Uma epopeia, que teve como ponto alto ter de estar duas vezes na fila para entrar, depois de um elemento do staff me mandar para lá, com o bilhete de 4 dias. É sempre bom, chegar ao fim de uma fila onde se esteve meia hora, e depois ouvir dizer que temos de ir para outra, arranjar uma treta qualquer para depois voltar ao mesmo local para mais meia hora de espera.
Quando entrei, Joe Satriani tinha iniciado a sua actuação, a qual não mexeu muito comigo. Sim senhor, o gajo toca muito bem, e o som é muito porreiro, mas falta a voz. Não é querer ser fundamentalista, mas rock para mim tem quatro axiomas: guitarra, baixo, bateria e voz. Depois podem-lhe juntar o que quiserem: teclas como Doors, violinos e orgãos como Arcade Fire, enfim o que quiserem, mas sem voz, fica-me sempre a soar a som de documentário televisivo.
Depois do Joe, e quando já estariam cerca de 40.000 no recinto, entraram os Srs. James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammet e Robert Trujillo para nos tratarem da saúde com o seu martelo compressor. Meu Deus, que tratamento! Aliás queria aproveitar a metáfora para deixar aqui um pedido: se devido a alguma desgraça qualquer, eu algum dia fique em coma prolongado, peço que arranjem maneira de pôr Metallica a tocar o One em full power, no quarto de hospital. Se eu não reagir àquele duplo bombo, podem desligar as máquinas.
Voltando então ao concerto, o primeiro da tornée Sick of the Studio Tour, foram duas horas e meia de alto impacto, sendo a set list a seguinte:
Main set:
Creeping Death
For Whom The Bell Tolls
Rid The Lightning
Disposable Heroes
The Unforgiven
...And Justice For All
The Memory Remians
The Four Horsemen
Orion
Fade To Black
Master of Puppets
Battery
Encore 1
Sad But True
Nothing
Else Matters
One
Enter Sandman
Encore 2
Am I Evil?
Seek and Destroy
Fica um video caseiro de fraca qualidade da One

E aqui, mais um video, desta vez do outro grupo que animou (ainda mais) a minha noite. Se assistir a um concerto de Metallica será sempre algo memorável, então quando se aproveita para rever amigos de infância e juventude torna-se mesmo inesquecível.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Adeus Ti Zé Valente

Hoje, estou um amigo mais velho.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Há que começar a treinar...

Os Chemical Brothers, Air e Tiga actuam em Lisboa a 12 de Julho, não no "Nokia Live", mas no "Dance Station", um evento que decorrerá, em simultâneo, no Coliseu dos Recreios e na Estação do Rossio.
Os dois espaços míticos da capital vão receber também outros grandes nomes ligados à música electrónica, como os Fischerspooner, Erol Alkan, Simian Mobile Disco e Digitalism, entre outros.
Os bilhetes que dão acesso às duas salas custam 39 euros e terão uma edição limitada de 2000 exemplares, permitindo a entrada e saída dos recintos a qualquer momento. Para o Rossio o ingresso custa 35 euros e o do Coliseu fica em 30 euros.
O cartaz completo do "Dance Station" é o seguinte:

Estacão do Rossio
Tiga (DJ Set)
The Chemical Brothers
Justin Robertson (DJ Set)
Erol Alkan (DJ Set)
D.I.M.
Proxy
Jori Hulkonnen (DJ Set)

Coliseu dos Recreios
Simian Mobile Disco
Fischerspooner
Junior Boys
Air
Digitalism

terça-feira, 26 de junho de 2007

Pearl Jam @ ISS Dome (Dusseldorf)

Este concerto nem estava previsto na agenda, mas o flop de Modest Mouse deixou-me ougado. Vai daí, toca a comprar um dos últimos bilhetinhos disponíveis. Infelizmente só já havia lugares numa zona que, pronunciada em alemão não cheguei a conseguir perceber, mas que em português se convencionou chamar de bardalhais-de-cima. Para piorar a situação, o bilhete indicava 20:00 horas e o primeiro grupo começou a a actuar por volta das 19:00 horas, o que conjugado com um enorme engarrafamento e umas filas intermináveis para entrar no recinto, fizeram-me perder toda a actuação de The Futureheads e ver apenas o encore de Interpol. A organização pode portanto limpar as mãos à parede. Felizmente os Pearl Jam vieram inspirados e o público desde logo mostrou que não iria regatear apoio e comunhão com a banda. O arranque foi fortíssimo pondo a plateia num "headbanging mode" impressionante, a contrastar com o pessoal das bancadas sentadinhos nas suas cadeiras. Junto ao palco, as pessoas moviam-se para a frente e para trás, da esquerda para a direita, como se uma seara de trigo ao vento se tratasse. Isto tudo ao ritmo de um som que se revelou aceitável sem ser perfeito. A partir da meia hora o Eddie começou a falar e interargir com público. Como curiosidade, mencionou que esta era a primeira actuação em Dusseldorf, apesar de ser a 21ª (!) na Alemanha. Pediu desculpa por não saber falar alemão, justificando-se que enquanto jovem andou mais ocupado a cantar e tocar do que a na escola a aprender. Já no primeiro encore, chamou um dos fãs das filas da frente para vir cantar com ele, no palco, a I believe in miracles. O rapaz (com uma t-shirt dos Ramones) apesar de ter dado o grito "Hey, ho, lets go", sentou-se atrás a curtir e só no fim da música se levantou para vir dançar com o Eddie. Bonito.
Apesar de uma set list que, em cerca duas horas e meia, satisfez os fãs mais fanáticos, ficou a saber a pouco. Fica sempre, com bandas do calibre de Pearl Jam. De entre o que ficou por tocar, gostaria de ter ouvido a Even Flow. E já agora a Better Man e... Mesmo assim, valeu bem a pena!
Main Set:
Sometimes
Whipping
Brain Of J
Do The Evolution
Insignificance
In Hiding
Severed Hand
Sad
I Am Mine
Inside Job
Why Go
Daughter
Breath
State Of Love And Trust
I'm Open
Come Back
Once
Life Wasted
Encore 1:
I Believe In Miracles
Not For You/Modern Girl(with Sleater Kinney)
Black
Alive
Encore 2:
Small Town
Given To Fly
Rats
Comatose
Baba O'Riley
Yellow Ledbetter

Modest Mouse @ Live Music Hall (Colónia)

O pior concerto do ano, porque simplesmente não se realizou. Parece que o Xor Isaac Brock - vocalista e guitarrista dos Modest Mouse - quando não está a infligir dor a ele próprio, alguém, ou algo, se encarrega de fazer isso por ele. Desta vez, segundo informação disponível parece que ia a passear muito descansadinho, em Nottingham, quando uma garrafa decidiu ir colidir com a face do pobre desgraçado, obrigando à realização de uma intervenção cirúrgica, que inviabilizou alguns espectáculos em Junho, incluindo este em Colónia. Foi marcada uma nova data - 03/07/2007 - para a qual serviriam os bilhetes entretanto adquiridos, mas dado o fim das férias, tive de pedir a devolução do dinheiro. Paciência...
PS - Já repararam no preço do bilhete? Pois é! Não basta os alemães ganharem muito mais que os portugas, ainda têm estas "estupidezes" de terem bilhetes de concertos mais baratos.

As Valquírias, de Paulo Coelho

Dado que me esqueci do livro que andava a ler (nem podia ser de outra maneira), comecei a ler este do Paulo Coelho.

Esta passagem:

"Isso era a paixão: criar a imagem de alguém e não avisar.
Um dia, porém, quando a convivência revelasse a verdadeira identidade de ambos, descobririam que atrás do Mago e da Valquíria vivam um homem e uma mulher. Com agonia, o êxtase, a força e a fraqueza de todoss os outros seres humanos.
E quando um deles se mostrasse como realmente era, o outro afastar-se-ia - porque isto significava destruir o mundo que tinha criado. (...)
«Acho que me apaixonarei muitas outras vezes», disse para si mesmo. Não se sentia culpado por isso. A paixão era algo bom, divertido, e que podia enriquecer muito a vida.
Mas era diferente do amor. E o amor vale qualquer preço, não merecia ser trocado por nada."

assim como grande parte do livro, foi lida aqui:

(Margem do Reno)

Brussel

O trânsito muito mais "latino". Será que pus Marrocos no GPS? Banda desenhada. O mijinhas. A praça mais bonita da Europa? Talvez. Mercado de flores. Cerveja... tão boa... e tão cara. A catedral. Arte Nova. O atomium. Galeria de St. Hubert. Os parques e jardins. Mules et frites. Chocolates. Calor, muito calor. Já disse cerveja?

Amsterdam

Bicicletas. O estacionamento quase tão caro como o hotel, e o estádio olímpico a safar a onça. A simpatia dos condutores de tram. A simpatia dos restantes. Os canais. A arquitectura. Ruas onde sabe bem andar a pé. O Museu Van Gogh. O Vondelpark. O Rijksmuseum. A casa de Anne Frank. Sonja e a mais pequena galeria do mundo. As flores. As tamancas. Os moinhos. As esplanadas. Bitterballen e cerveja. O Red Light District. As coffee shops. A certeza de lá voltar...

Köln

O Reno... sim, o Reno, outra vez. A Dome. O relicário de Carlos Magno. Ruínas romanas. A Rathaus. A Groß St. Martin. O Fischmarkt. Cervejarias. Esplanadas. Kolsch bier + 35º... humm! 2º escaldão. Um grupo de alemães saudavelmente bêbados e que não cantavam nada mal. Pequenas bandas a tocar nas ruas. O Museu do Chocolate. A casa do Quebra-Nozes. Água de Colónia. A380's de turistas. Modest Mouse a estragarem o final do dia.

Düsseldorf

O Reno. A Altstadt. A noite de Düsseldorf - que movida! Esplanadas. Cervejarias. Altbier. O Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen - K20. Temporária de Picasso + Paul Klee, Wassily Kandinsky, René Magritte,... O Medienhafen e os edifícios "do" Gehry e Cia. Lda. A Königsallee. Descapotáveis e mais descapotáveis e outras grandes bombas. Trânsito exemplar. Organização. Limpeza. Civismo. Simpatia. E como despedida: os Pearl Jam na ISS Dome.

Eurodisney

Foi no dia 5.
Um belo dia de sol.
O primeiro escaldão do ano (quem me manda ir para estas andanças com cabelo à pente 1 e sem boné).
Gente era mais que muita. Donde saiu tanto inglês!?
O Mickey & Friends.
O show do Pirralho vestida de Cinderela.

First we take Manhattan, then we take Berlin...

Assim que parei em frente a casa, consultei o computador. Indicava 6568km, feitos em 83 horas e 23 minutos, consumindo uma média de 5,7l/100km de combustível.
A minha maior digressão terrestre levou-me a pensar em como evoluiram as viagens feitas de carro, desde os meus tempos de miúdo. As mais longas, feitas no Verão, começavam normalmente de madrugada, muitas vezes antes do sol nascer. Era para aproveitar o fresquinho, dizia-se. Cantava-se para passar o tempo, e no lugar do pendura seguia alguém com a cabeça enterrada num mapa, tentando não enjoar por ter de conjugar a consulta com os buracos e as curvas da estrada. Mesmo assim, perguntava-se o caminho nas terrinhas, porque auto-estrada só havia até à ponte de Vila Franca, onde se pagava 25 tostões de portagem.
Parava-se para beber a água de todas as fontes e comer sandes de carne assada em Ponte de Sor, bifanas em Vendas Novas e leitão na Mealhada.
Hoje em dia, com mordomias como o GPS, ar-condicionado, radio-leitor de CD, telemóvel com ligação à internet, frigobar e DVD, para além da evolução do estado das estradas, viajar de carro está anos-luz do que era há três décadas, e vai-se a Barcelona como se ia a Almeida há 30 anos. No caminho, reserva-se o hotel, e quando dá a fome consulta-se os restaurantes disponíveis nas redondezas. Dado o conforto aproveita-se para por a leitura em dia, ver um filme, ou ouvir música como se estivéssemos em casa.
É certo que no tempo das low-costs, fazer viagens internacionais de carro sai normalmente mais dispendioso, mas a liberdade de movimentos proporcionada é uma mais valia importante para quem não gosta de programas pré-definidos, nem de estar quieto muito tempo.
Por falar nisso, deixa-me cá começar a preparar a próxima...

domingo, 24 de junho de 2007

Parabéns Marta


"O meu melhor amigo é o meu amor"

Voltei

Pois é! Aqui estou eu de volta, outra vez, depois de três semanas de digressão.
Agora que as férias acabaram, já posso pedir desculpa por ter levado o bom tempo portuga, na bagagem, para o norte da Europa, mas como devem compreender, é uma coisa que parecendo que não, dá jeito.
Sei que vos custou um bocadito, mas pronto, aqui está ele de volta "safe and sound".

domingo, 3 de junho de 2007

Inté...

Não é uma despedida... É um "até um dia destes".
Um abraço a todos.

A brincar, a brincar...

- Pai, põe lá músicas para eu adivinhar!
- Adivinha esta (Standing in the way of control)
- É o Gossio!
- Gossip, filha.
- Gossip.
- E esta (Rebellion Lies)
- Arcade Fire
- Boa!!! E esta? (Magic position)
- Patrick Wolf!
- E esta? (Hotel song)
- Regina!!!
- Boa! E agora esta, mais difícil, e que tu nunca ouviste? (Intervention live acoustic version)
- Arcade Fire!!! Oh Pai, como eu acertei, podemos brincar com o globo?
- Está bem. Deixa que eu ligo a luz. Vá, diz-me lá onde é Portugal?
- Aqui!
- Muito bem!
- E se eu escavar, escavar, escavar, vou ter aqui à Nova Zelândia!
- Pois é!
- Olha, e esta aqui ao lado da Nova Zelândia?
- É... a... Austrália!!!
- Boa!!!
- Olha, e sabes como se chama este aqui, verde, e muito grande?
- Não.
- É o Brasil!
- Ah! Onde a avó vai buscar coisas para mim e para a Matilde!!!
- Pois é!
- E este aqui?
- São os Estados Unidos!
- E o estado do Sporting é onde?

sábado, 2 de junho de 2007

Antevisão

Amanhã, mais ou menos por esta hora, estarei no 1810 a tomar um café.

O bom filho...

É verdade! O sacana do cágado regressou, para alegria do pirralho. Afinal não serviu para sopa, nem andou nas tertúlias (por acaso até veio bem desidratado), apenas se escondeu numa toca quase inacessível no jardim das traseiras.

And another

Pearl Jam
Interpol
The Futureheads
ISS Dome, Theodorstraße 281, Düsseldorf
21.06.2007 20:00


Another thought

Modest Mouse
Live Music Hall, Lichtstraße 30 , Köln
11.06.2007 20:00

sexta-feira, 1 de junho de 2007