sexta-feira, 31 de agosto de 2007

600 azul

Logo ao fim da tarde, vou selar a 600 azul e vou partir para destino certo.
Com pendura, que a vida já me foi dura e por isso insisto na companhia.
O tempo não me diz nada e já nem há homem da portagem, na entrada da auto-estrada.
A ponte, com certeza, não estará deserta mas Lisboa partiu mesmo para parte incerta.
Um dia, talvez me encontre… tu tu-ru-ru-ru tu-ru-ru-ru-ru tu-ru-ru-ru.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Prendinhas (II)

Como desconfio seriamente que a primeira lista de prendinhas já se encontra esgotada, fica aqui uma segunda lista com coisinhas que me fariam muito feliz e que tenho a certeza os meus amigos não vão deixar de me oferecer.
A temática é o hi-fi, ou seja, jingarelhos que permitem ouvir música com uma fidelidade, em relação ao que foi gravado nos discos, próxima da perfeição.

Temos então, para a sala "Stereo"

Fonte analógica
Linn Sondek LP12

Fonte Digital
Chord Reference CD Player

Prévio
Halcro dm10

Amplificador
Halcro dm88

Colunas
Dynaudio Evidence Master

e para o Home Cinema

Projector

Sim2 HT5000

Fonte
Teac Esoteric DV-60

Prévio+Amplificador
Krell Theater Stardard

Colunas frente(2)+laterais(2)+traseiras(2)
B&W 800D

Coluna central
B&W HTM1D

Subwoofer
Velodyne Signature 1812

O sistema para o cinema em casa podia ser bem mais carote, mas como estou com certa pena dos meus amigos...
De qualquer maneira, aviso que esta listinha é bem mais cara que a anterior.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

The knack

... and other social unaptitudes.

domingo, 26 de agosto de 2007

Fidelity, por Regina Spektor

Há músicas que são para mim especiais, por encerrarem dentro delas uma história, como se fossem um livro. Há músicas que, para mim, têm caras, cheiros e paisagens. Há outras que caracterizam as vivências de toda uma época. Houve músicas que, por si só, desencadearam uma série de acontecimentos marcantes, e com isso ajudaram a moldar aquilo que sou hoje. Escutar essas músicas é como viajar numa máquina do tempo, como ouvir contar a minha própria história, ou como ler o meu diário, se alguma vez tivesse escrito um.
Neste post tem início uma série dedicada às “minhas” músicas. Começo, não pelo princípio, mas exactamente pelo fim, por uma das últimas músicas que se tornaram minhas. Faz hoje exactamente um ano que ouvi a Regina Spektor pela primeira vez. Cantava a Fidelity, numa actuação ao vivo no Late Night with Conan O’Brian, registada num clipe do Youtube. Este ali em baixo. Pode-se dizer que foi amor aos primeiros acordes. De tal forma gostei da miúda que passados seis meses estava a mil e setecentos quilómetros de casa, mas a dois metros dela, a ouvi-la cantar num dos melhores concertos a que já assisti. Esta música recorda-me como descobri a blogosfera, fachada de palavras, sons e imagens atrás dos quais se “escondem” pessoas com ânsia de comunicar, com outros, ou por vezes com elas próprias. Esta música faz-me lembrar do Nuno Markl, senhor que ouço há muito tempo, e que me “apresentou” à Regina através do Há Vida Em Markl. Faz-me lembrar também do primeiro blog que li de fio a pavio, e da estranha sensação gerada, como se conhecesse a respectiva blogger há anos, apesar de apenas ter lido, em meia dúzia de dias, ano e meio de “postagens”. Faz-me lembrar de uma excelente semana passada a dois, em Paris; de ter perdido, logo à chegada ao aeroporto, os bilhetes do espectáculo, as passagens de avião para o regresso, bem como a anotação com a morada de casa do Quim e as indicações para lá chegar; de estar uma hora e meia em pé, ao vento e à chuva, para ser dos primeiros a entrar no Le Trabendo; do Jason e do Jack, que fizeram a abertura do concerto da Regina, e com quem estive a conversar um pouco no final da noite; do Olivier, com quem fui no comboio a trocar impressões sobre música, em francinglespanholês por assim dizer. Para além disto, ouvir a Fidelity faz-me pensar no conceito de amizade e nas várias formas em que esta se gera, se expressa e se assume. Faz-me pensar que um abraço se pode dar de muitas formas e não só com os braços. Um abraço pode ser dado com uma palavra, ou até com uma música.

sábado, 25 de agosto de 2007

It's a Boy Girl Thing

Realização: Nick Hurran
Elenco (vozes): Samaire Armstrong, Kevin Zegers, Sharon Osbourne, Maury Chaykin, Mpho Koaho
Nacionalidade: Canada/UK
Ano: 2006
Título em português: É Coisa de Rapaz ou Rapariga?

Classificação cramalheirística: * *

(mín: * - máx: * * * * *)

Procuram-se (II)

Segundo as primeiras informações - não confirmadas - chegadas ao Centro de Comando Estratégico da Praceta, a banda mencionada neste post, são os Fanfarre Haut Debit, captados neste vídeo, em plena Rua de Santa Catarina, no Porto.

Aguardam-se futuros desenvolvimentos a todo o instante. Ou talvez não.

Hoje, aqui...

... cheira a terra molhada.

Melhor que qualquer música

"Pai!!! Estava com tantas saudades tuas!"

Procuram-se

Sabe-se que são cerca de dez e que são franceses. Fazem-se acompanhar de tuba, trompetes, clarinetes, djambé, tarola e eu sei lá mais o quê. Tocam que é um espectáculo e têm um som ao qual se torna impossível ficar quieto. Ontem no Bairro Alto, quais tocadores de flautas encantadas, arrastavam atrás de si uma multidão, até aparecer a polícia que acabou com a festa, debaixo de um protesto generalizado.
Dão-se alvíssaras a quem der indicações do seu paradeiro, ou em alternativa um contacto válido.


PS – O vídeo é do mais rafeiroso que pode haver, e não faz qualquer justiça à performance dos senhores, mas foi o melhor que se pode arranjar.

Garrafeira Alfaia

Os meus apetites pediam-me umas cervejinhas com tapas. Uma caracoletazinha na brasa, uma ameijoazinha à Bulhão Pato, até, quem sabe, um peixinho da horta, mas nada feito. Lisboa em Agosto é mesmo uma imensa paisagem… desértica. Depois de bater com o nariz em muita porta, não restou outro remédio senão rumar ao Bairro Alto.
O destino acabou por ser a Garrafeira Alfaia, onde se comeram umas tapas sim, mas acompanhadas de vinho, pois então. Cerveja aqui é palavra proscrita como fez questão de salientar o empregado que me serviu, pela expressão de pasmo que fez, quando lhe pedi uma imperial com a qual pretendia esmagar a sede que me assolava. A oferta no que toca a petiscos centra-se nos enchidos, presuntos, queijos e azeitonas. Para beber há vinho. À garrafa ou a copo. O espaço é agradável, sobretudo se se poder desfrutar da castiça esplanada. Lá dentro o ganho em privacidade paga-se com um pouco de calor a mais. O serviço, apesar de não ter comprometido, não teve, digamos, um desempenho constante. O preço é nivelado pela oferta do Bairro, ou seja, alto. Um prato com um misto de enchidos quentes, pão e quatro copos de vinhos ficaram por 30€. Veredicto: um bom local para começar a noite, mas convém não levar os giglers muito abertos.

Garrafeira Alfaia

Morada:
Lisboa, Rua do Diário de Notícias, 125
Telefone:
213433079
Horário:
Segunda a sexta das 14h00 às 01h00
Sábado das 16h00 às 01h00

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

World Press Photo 2007

Há as categorias Sports Action, Sports Features, Contemporary Issues, Daily Life, Portraits, Arts and Entertainment e Nature, todas com imagens e histórias extraordinárias. Mas foram as Spot News, General News, People in the News, ou seja, aquilo que é notícia, que me deram um murro no estômago e que me confirmam que, como canta o outro senhor:

Something´s wrong in the world today...


Oded Balilty, Israel, The Associated Press

Arturo Rodriguez, Spain, The Associated Press

Akintunde Akinleye, Nigeria, Reuters

Mohammed Ballas, Palestinian Territories, The Associated Press

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Diálogos com Agostinho da Silva, de Antónia de Sousa

“Ainda hoje, sabe, quando eu passo por Barca de Alva ou Figueira Escalhão ou em qualquer um daqueles lugares, eu sinto que pertenço àquela terra.
(…)
Se eu fosse ao Algarve, antes do Algarve turístico que eu detesto, encontrava também chamado por aquele mar, por aquela costa admirável, porque minha gente também foi de lá. Se vou para o Alentejo, donde é outra minha gente, que foi pastora por lá, pois eu naturalmente também me sinto do Alentejo. De maneira que não lhe posso dizer. Se quiser dizer que sou beirão e do Porto e do Alentejo e do Algarve e de outras terras por onde tenho andado, com mais ou menos tempo, também posso dizer que sou. Não me matriculo assim.”

Nem eu.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Prendinhas (I)

A poucos dias do meu aniversário, acho por bem deixar aqui uma lista de presentes, não vão os meus amigos repetirem-se nas oferendas. Por coincidência, a lista completa representa a minha garagem de sonho, se tiver que me restringir a um top ten. E então reza assim:

Para as grandes viagens
BMW R 1200 RT

Para ir às compras
Vespa GTS 250

Para o monte
KTM 450 EXC

Para o monte, quando não tiver paciência para estar sempre no chão
Yamaha YFZ 450

Para ir à Vidigueira
Harley Davidson Night Rod

Para os track days
Ducati Desmosedeci RR

Para o trânsito de Lisboa
KTM Duke III

Para passeios tranquilos
Triumph Bonneville T-100

Para passeios menos tranquilos
Yamaha V-Max 1200

Porque é a Vespa mai linda do universo e, quem sabe, do mundo
Vespa 150 GL

Vá, agora cheguem-se à frente, não se acanhem.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Sedinhas – Grande Escolha 2002

A segunda enoposta vai para um vinho degustado há um par de meses, o qual por fruto da boa impressão causada, ainda permanece na minha alembradura. Trata-se do Sedinhas – Grande Escolha 2002, produzido por António Caetano de Sousa e Faria Girão, na Casa das Torres, propriedade localizada na região do Douro, mais concretamente em Mesão Frio. Segundo o produtor, foram engarrafadas 10266 garrafas, sendo que pelo menos a 9830, a 9833 e a 9834 já não existem, dado terem sido consumidas durante uma refeição que reuniu alguns companheiros de armas, no restaurante Alazão, ali para os lados de Alcântara, onde é servido como vinho da casa(!), a 10,50€ a garrafa. Nessa refeição, o Sedinhas acompanhou maravilhosamente uns bifinhos grelhados de vitela barrosã, combinação que me deixou com vontade de voltar. De realçar que este restaurante comprou um total de 6400 garrafas, que somadas a alguns lotes exportados, fazem deste vinho uma raridade nos circuitos habituais de comercialização.

Férias

Portugal é Agosto
e Lisboa é paisagem

sábado, 18 de agosto de 2007

World Press Photo 2007

17 August 2007 - 09 September 2007

Horário:
De Terça a Quinta 10.00 - 20.00
Sextas e Sábados 10.00 - 22.30
Domingos 10.00 - 20.00
Encerra à Segunda

Morada:
Museu da Electricidade/Central Tejo
Fundação EDP
Av. de Brasília
Lisboa
Tel +351 21 002 81 05

Abriu ontem ao público.
Quero ver se vou lá durante a próxima semana. Será o chamado dois em um. Vejo a exposição do World Press Photo e retrato-me de uma falha que já começava a ser ridícula - nunca ter visitado o Museu da Electricidade.
Se mais alguém estiver interessado, já sabem, canais habituais.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

The Simpsons Movie

Realização: David Silverman
Produção: James L. Brooks, Matt Groening, Al Jean
Elenco (vozes): Dan Castellaneta (Homer), Julie Kavner (Marge), Nancy Cartwright (Bart/Maggie), Yeardley Smith (Lisa)
Nacionalidade: EUA
Ano: 2007
Título em português: Os Simpsons: O Filme

Classificação cramalheirística: * * *

(mín: * - máx: * * * * *)

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Antes de ir para a cama

Elvis Presley morreu há 30 anos.
E como também eu tive a minha fase "Elvis"...

Durmam bem, ou não durmam melhor.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Caril de frango com espinafres e mescla de cenoura

O dia tristonho inviabilizou a ida ao Portugal dos Pequeninos. Passeios de bicicleta e outras actividades outdoor também não davam muito jeito. Solução: se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé.
Ao almoço, um saltinho até à Índia.

Mescla de cenoura

Ingredientes

2 cenouras
3 dentes de alho
2 colheres de sopa de óleo de girassol
1 colher de sopa de azeite
Coentros em pó q.b.
Pimenta preta q.b.
Sal q.b.

Preparação

Rale as cenouras. Pique o mais finamente que puder e deite numa tijela. Junte o alho esmagado, o óleo de girassol, o azeite, o vinagre, os coentros em pó, o sal e pimenta preta. Mexa bem e reserve.

Caril de frango com espinafres

Ingredientes

750g de peito de frango
350g de espinafres
2dl de natas
4 colheres de sopa de óleo de girassol
1 cebola (aprox. 150g)
4 dentes de alho
20g de gengibre
1 colher de café de caril
1 colher de café de cominhos
1 colher de café de coentros em pó
1 colher de pimentão doce
1 colher de açafrão
½ colher de café de piri-piri em pó
3 tomates chucha (aprox. 200g)
1 ramo de salsa
Sal q.b.
Pimenta preta q.b.
1 Chapata

Preparação

Aqueça o óleo e frite a cebola picada fina. Junte os dentes de alho esmagados naquele utensílio que agora não me lembra o nome. Junte também o gengibre microscopicamente picado e as especiarias. Salteie durante dois minutos. Corte o tomate aos bocados e deite no tacho. Depois de cozinhado o tomate, aumente o lume e junte o frango cortado em pedaços grandes. Tempere de sal e pimenta a gosto e envolva. Depois de cozinhar mais uns minutos junte as natas. Quando levantar fervura novamente, junte os espinafres e a salsa muito bem picada. Retire do lume assim que começar ferver. Sirva com a chapata, com arroz basmati cozido apenas em água, sal e um fio de azeite e com a mescla de cenoura.

Ao jantar, fomos até ao Brasil. Mas isso fica para outro dia.

Quem me dera

Enquanto escrevo umas coisas, está a dar na televisão o concerto de Peter Bjorn & John, em Paredes de Coura.
Neste momento passa isto.

Ai quem me dera...