domingo, 21 de outubro de 2007

Férias 2008

Conforme foi dito aqui, as férias de praia foram cenário de imensos problemas. Para além de decisões difíceis que tínhamos de tomar constantemente, ainda se verificaram várias ocorrências muito desagradáveis. Primeiro, se a malta vai para as Caraíbas na época dos furacões, espera-se “ver” furacões. Pois meus amigos, de furacões, nada. Nem de escala 5, 4, 3, 2 ou 1, nem sequer uma tempestadezinha tropical, nada. Solzinho a brilhar, brisas ligeiras… enfim uma autêntica seca. Depois, prometeram-nos praias de imaculada areia branca e o que é que se viu? Pois posso dizer que vi algumas algas na areia, um ramo de palmeira e, vejam só o cúmulo, um coco! Está bem que eram cinco da manhã e ainda não tinha sido feita a limpeza da praia, mas por amor de Deus… um coco! Também se pode dizer que fomos completamente enganados com a água do mar. Prometeram-nos águas cristalinas, calmas e 27ºC de temperatura e não foi nada disso que tivémos. Lá cristalinas eram elas mas chegámos a registar 25ºC. Leram bem, 25ºC!!! Se era para tomar banho em águas a 25ºC tínhamos ido para Espinho. Isto para não falar nos vagalhos de 30cm e da meia dúzia de tsunamis com 50cm que apanhámos.
Perante isto, e depois de alguma desilusão e muita pesquisa, está encontrada a praia das férias do ano que vem.
Esqueçam as Caraíbas, Maldivas, Seicheles… Esqueçam até a Quarteira.

Coreia… É o que está a dar.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Fónix!!!



Bruce Springsteen and the E Street Band With Win Butler and Régine Chassagne

Tobias II

Depois da Chica e do Tobias I, eis que sua excelência Tobias II decide fazer aqui do estaminé sua residência de férias.
É um belo gato. Não fosse a vida artística a que se dedica com fervor e teria assegurada carreira como estrela de cinema ou top-model felino. O Garfield ao pé dele não passa de um rude plebeu. Ele não. Ele tem sangue azul a correr-lhe nas veias. Nota-se que está habituado à fidalguia e é evidente a linhagem nobre, patente no modo altivo como refila com os que ousam perturbá-lo. Nem sei como deixa os serviçais da sua residência oficial deixarem-no na rua, quando se atrasa nos passeios pela coutada. Nessas alturas, recorre aqui aos aposentos alternativos. Nós cá estamos para lhe fazer a vénia. O Pirralho anda encantada.

Zen e a arte da manutenção de motocicletas, de Robert M. Pirsig

Quando viajamos de férias numa motocicleta, vemos as coisas de uma maneira que é completamente diferente de qualquer outra. Num carro, estamos sempre num compartimento e, em virtude de estarmos habituados a isso, não temos consciência de que através da janela daquele carro tudo o quanto vemos é apenas mais TV. Somos observadores passivos e tudo passa por nós enfadonhamente, numa moldura.

Numa motocicleta, a moldura desaparece. Estamos completamente em contacto com tudo. Estamos na cena e não já, apenas, a observá-la, e o sentimento de presença é avassalador. Aquele cimento que zune a uns doze centímetros abaixo dos nossos pés é o material verdadeiro, a mesma coisa sobre a qual caminhamos, está ali mesmo, tão enevoado que não conseguimos concentrar o olhar nele, mas podemos em qualquer altura baixar o pé e tocar-lhe, e tudo isso, toda a experiência, nunca se apaga da consciência imediata.

(…)

A não ser que gostemos de berrar, não se trava grande conversa numa motocicleta em movimento. Em vez disso, ocupamos o nosso tempo a tomar consciência das coisas e a meditar nelas. Em paisagens e sons, no estado do tempo e em coisas que recordamos, no veículo e na região rural onde nos encontramos, a pensar nas coisas com grande vagar e tempo de sobra, sem sermos apressados e sem termos a impressão de que estamos a perder tempo.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Tiro no pé

"... Geraldes de Oliveira, presidente da Federação Portuguesa de Tiro com Armas de Caça - que tutela as actividades ali praticadas -, recorda que a instituição que existe desde 1935 e está há mais de 45 anos em Monsanto, só sobrevive se retomar a actividade: "O clube vive das receitas dos sócios e da venda de pratos, fornecidos em séries de 25." Para sócios cada série custa 3,50 euros e para não sócios 7,80. Calcula-se que sejam atirados 300 a 400 mil pratos/ano."

in DN Online

Fazendo as contas

45 anos x 300000 pratos/ano x 1,5 tiros/prato x 30 gramas de chumbo/tiro =

607,5 toneladas de chumbo

Acho que não deve estar mal.
Ouvi dizer que se fosse urânio era bem pior.

PS - Se alguém corrigir os algarismos significativos, leva chumbo.

Com tanto espaço!

Tinham que fazer a porcaria da Cimeira à minha porta?
Se fossem lá prá casinha deles...

PS - Porque não uma Cimeira da Malhada Sorda? Isso é que era!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Dos nomes de meninas

Gosto muito do nome Ana. Acho que é um nome tão bonito que não vejo necessidade de o complementar com outro nome próprio. Para mim, as Anas são sempre, e só, Anas. Mesmo que depois sejam Sofias, Margaridas, Cristinas… o que for. Como toda a regra tem excepção, há uma Ana a quem eu chamo Rita, mas isso é porque já lhe chamava Rita havia algum tempo, quando descobri que afinal também era Ana. E depois, porque também gosto muito do nome Rita. Por coincidência (…que las hay las hay), são os nomes das minhas duas afilhadas. Sou o orgulhoso padrinho de uma Ana e de uma Rita.
Depois de toda esta conversa, acho que se torna óbvio qual o nome que daria a uma 2ª pirralha… Claro, era Maria.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

domingo, 14 de outubro de 2007

sábado, 13 de outubro de 2007

In Rainbows

Enquanto escrevo estas linhas, ouço o último álbum dos Radiohead – In Rainbows. Descarreguei-o há pouco naquele que foi o primeiro download de mp3 pelo qual paguei. E fi-lo exactamente para suportar uma decisão que é de louvar e que irá mudar o status quo do mercado mundial de música. Comercializar este álbum de um modo directo, sem intermediários, e exclusivamente através da net será um xeque-mate que obrigará as editoras a reverem a sua posição no mercado. Acho que é óbvio neste momento que a introdução de softwares anti-cópia, cada vez mais pesados, em CD´s que muitas vezes se tornam ilegíveis em leitores perfeitamente normalizados, a manutenção de preços que o mercado considera altos e os processos em tribunal contra sites de Internet e consumidores já mostraram que não deterão a revolução iniciada com o advento do mp3. “Se não os podes vencer, junta-te a eles.” É uma verdade milenar e não compreendo como é que uma indústria que movimenta biliões não o consiga perceber e não encontre meios para se encaixar nesta nova realidade. Mas eles, e os terroristas da RIAA a quem delegaram a defesa dos seus interesses, é que sabem.

A propósito, In Rainbows é excelente. Provem.

Parabéns Luís

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Enolog 2007 (#7)

O primeiro produto da época enológica de 2007 está finalmente pronto para ser consumido. Trata-se de aguardente bagaceira produzida a partir da destilação do engaço/bagaço.
Depois da coagem/prensagem do mosto reservei o engaço e deixei fermentar durante uma semana para produção de álcool. A posterior destilação, tal como o ano passado, foi realizada em alquitarra a lenha, pelo “Ti Chico”, num monte no Penteado. O negócio foi a meias pelo que dos dois litros produzidos um ficou para ele.
Apesar de ainda estar muito “fresca”, e como tal ainda não totalmente estabilizada, já foi provada. O aroma é o típico deste tipo de aguardentes. Na boca (e garganta) está suave, o que conjugado com a pouca persistência do “rosário” resultante do abanar da garrafa, me leva a crer que o seu teor alcoólico deve andar à volta dos 30º. Para mim está óptima para a tomar como a aprecio: um dedalzinho numa chávena de café onde antes bebi um bom expresso, com muita espuma. E sempre na companhia de alguém que me acompanhe. Foi isso que aconteceu na passada quarta-feira, onde aproveitando um almoço com colegas, pedi a opinião a quatro apreciadores. Todos deram nota positiva à Aguardente Bagaceira Crama’s 2007.

R.I.P.

- Oh pai! Por que é que a pele da rã secou?

- Porque esteve muito tempo fora do aquário.

- As rãs são como as sereias, não é pai? Não podem estar muito tempo fora de água.

- É isso filha.

- Sabes, eu acho que ela saltou do aquário dela porque queria ir para o aquário da Fofinha.

- Se calhar foi isso…

- Pois… só que o aquário da fofinha estava fechado e ela não conseguiu entrar, e a pele dela secou, e morreu, e agora é uma estrelinha no céu. Não é pai?

- É filha.

(…)

- Olha, sabes, agora que já não tenho uma rã, gostava de ter um cachorrinho com uma trela cor-de-rosa. Está bem pai?

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Sabedoria popular dominicana


"La mujer portuguesa es muy difícil."


Mamajuana

Para mim, foi mesmo a bebida das férias. O desconhecimento era total pelo que quando a provei não fazia a mínima ideia do que estava a beber. Percebe-se logo o rum, mas é mais suave, e depois tem uma quantidade de sabores e aromas que nos levam a perguntar: mas que raio é que isto leva?
Lá me explicaram que se trata de uma bebida que possivelmente teve a sua origem num preparado com fins medicinais, mas que devido ao seu agradável sabor se popularizou como bebida nacional. Também lhe atribuem propriedades afrodisíacas. Chamam-lhe o viagra dominicano, e responsabilizam a bebida pela alta taxa de natalidade do país (é comum encontrar mulheres com sete ou mais filhos).
Em conversa com os “locais” percebi que não existe uma receita exclusiva de mamajuana. O princípio é comum a todas, mas cada dominicano tem uma receita familiar com os seus toques particulares. Basicamente trata-se de uma infusão de várias ervas, folhas, especiarias, cascas ou raízes de árvore, numa bebida alcoólica, ou mistura de bebidas.
As receitas mais comuns levam rum, vinho tinto e mel, e como elementos aromatizantes: timacle, osua, marabelí, palo de manguei, palo índio, bohuco caro, brasil, canelilla, entre outros.
Como lembrança, comprei uma garrafa da bebida já preparada e um saco das ervas e cascas aromatizantes para preparar mamajuana em casa. Agora ando a apurar aquela que será a minha receita. A melhor do mundo como é óbvio. Enquanto a mamajuana do Crama não está pronta, vou ali abrir a outra garrafinha. Vai um copito?

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

E a vencedora é...

As nomeadas para Melhor Bebida das Férias são:

Cerveja Brahma
Rum Brugal
Mojito
Daiquiri
Marguerita
Mono Sucio
Mamajuana
Pina Colada com “Bitamina”
Café Diablo

Façam as vossas votações.

O Diário de Anne Frank - Versão Definitiva, de Anne Frank

Como esperado, o livro A Fórmula de Deus leu-se num ápice. Uma viagem de sete horas e dois dias de dolce fare niente chegaram para virar o calhamaço. Como só tinha levado aquele livro, e perante a falta de algo com que combatesse o stress da vida caribenha, tive que me virar para o que tinha à mão: a leitura da Mrs. Crama.
O Diário de Anne Frank.
Apesar de já conhecer a história, a leitura deste livro tem agora outro impacto depois de em Junho ter visitado a casa onde Anne e a sua família viveram escondidos. Foi precisamente na casa de Anne Frank, agora convertida em museu, que este livro foi comprado.
Como toda a gente sabe, trata-se do relato do que foi, “durante dois longos anos, o dia-a-dia de uma adolescente condenada a uma voluntária auto-reclusão, para tentar escapar à sorte dos judeus que os alemães haviam começado a deportar para supostos «campos de trabalho»”.
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Melhor do Mundo

Pelos comentários do post aqui de baixo pode transparecer à primeira vista que eu perdi a jogar à sueca e no mini-golf. De facto, numa análise superficial dos acontecimentos, até admito que fui batido nestas duas nobres modalidades, mas o que realmente se passou foi que eu estava a tentar alcançar um objectivo muito superior… perdendo. Ah pois é! Vou explicar. Depois de ver este clip, aqui há uns dias…


… cheguei à conclusão que o Ricardo (Ricardo a primeiro-ministro já) tem toda a razão naquilo que diz. Vai daí, pus-me a pensar nas coisas em que eu me poderia candidatar a “Melhor do Mundo”. Ora, a comer pudins, apesar de ser muito bom, não consigo (ainda) bater o Ricardo. A sorver Häagen-Dazs’s, tenho um oponente implacável na pessoa do Xôr Violas. No ténis, enquanto não defrontar esse miudito que anda para aí – acho que é qualquer coisa Federer – também ninguém acredita que sou o Melhor do Mundo.
Então onde, ou em quê, é que eu poderia ser o “Melhor do Mundo”?
Foi então que em plenas Caraíbas, a meio de um buraco facílimo, e quando já seguia distanciado dos meus adversários, com um resultado de 15 abaixo do par, se me fez luz. Eu iria ser o Melhor do Mundo a perder no mini-golf. E assim foi. Falhanço atrás de falhanço, lá fui paulatinamente construindo o meu título. Depois, porque gostei da táctica, sagrei-me também Melhor do Mundo a perder à sueca. E acreditem que não foi fácil. O apuramento da técnica, a finesse, a aparente casualidade com que eu perdi tanto no mini-golf como na sueca, contra adversários tão fraquinhos, foi digna de um Melhor do Mundo. Mas um Melhor do Mundo por larga distância.