sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Amanhã 10:00 aqui

Cabo da Roca

Está renhido

Cramas - 1
Mice - 1

Comó aço

Duas noites de insónia.
A garganta numa chaga só.
O nariz. Ping ping.
Já disse afónico?
Uma borbulha no meio da testa. Tipo unicórnio.

É bom ir para as reuniões bem preparado.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

5ª frase da página 161

A corrente da 5ª frase da página 161 chegou aqui à chafarica trazida pela Rita (hás-de cá vir). Depois de consultar as regras fiquei com impressão que esta cadeia é assim um bocado… vamos dizer chochita. Algo sem graça, sei lá.
Pegando na mesma temática podia-se ter feito uma coisa muito mais estimulante. Por exemplo: um gajo qualquer decidia enviar esta cadeia a 5 gajos, esses tais gajos faziam lá a treta de afixar a frase, mas, e aqui é que residia a grande diferença, tinham de depositar 1€ numa conta à ordem, e só então depois, cada um deles passaria a outros 5 gajos, ou gajas, que aqui a unificação dos géneros é só forma de simplificar a escrita. Haveria ainda uma regra importante: quando a cadeia chegasse a um blog sem graça nenhuma, sem qualquer tipo de interesse e cujo blogger tivesse nascido, na Rua da Palma, freguesia de Santa Justa, concelho de Lisboa, a oito de Setembro de mil nove e setenta e dois, então o dono desse blog levantaria todo o dinheiro que existisse na conta à ordem e a corrente acabaria.
Fazendo as contas, considerando que esta cadeia já anda por aí há uns meses e se estimarmos que entretanto houve pelo menos dez passagens antes de cá chegar, teríamos:

5+25+125+625+3.125+15.625+78.125+390.625+1.953.125+9.765.625 = 12.207.025€

12.207.025€ aqui pró menino! Isso é que era uma cadeia digna de ser passada. OK, Rita?

Ainda outra coisa. Eu não vou passar esta cadeia porque estas cadeias fazem-me lembrar o jogo do “Passa a morte”. Era tramado o “Passa a morte”. A primeira vez que me passaram a morte, como é óbvio, entrei em pânico.
“Então e agora!? O que é que eu faço!? Será que há remédios para isto!? Ou vai ter que ser com injecções!? Será que tenho de ir para o hospital? Oh meu Deus! Vou morrer! Eu não quero morrer!!!”
Depois lá me explicaram que bastava, com um toque, passar a morte a outra pessoa que nada me aconteceria. Fiquei mais descansado. A partir daí, passavam-me a morte, e eu na minha infantilidade, ia passá-la a outro colega de brincadeira. Ora quando isso acontecia, a morte continuava a rodar pelas crianças até que inevitavelmente voltava à minha pessoa. Achei que aquilo não tinha muita lógica. Tentei então a táctica do “devolver à procedência”, que era, passar a morte imediatamente a quem me a tinha passado, na esperança de a morte circular em sentido inverso até chegar ao instigador de toda aquela treta, que era, ao fim e ao cabo, quem merecia ser morto. Aquilo até resultou inicialmente, os outros ficavam um pouco confundidos mas lá iam devolvendo a coisa para trás, mas passados uns tempos começou a acontecer a criança que me passava a morte, e a quem eu a devolvia, adoptar exactamente a mesma táctica, e isso era tramado porque passávamos horas a dizer “passa a morte”, “passa a morte”, “passa a morte”, “passa a morte mil vezes”, “passa a morte infinitos”, “passa a morte infinitos mais um”… o que nos fazia perder todas as outras brincadeiras, para além de obrigar à intervenção de uma das mães, normalmente já enfurecida, que arrastasse um de nós para casa, para acabar com o impasse.
Foi então que, num rasgo de génio, acontecimento raríssimo ao longo de toda a minha vida, me lembrei de um método que resolveria o problema do “Passa a morte”. Quando me passavam a morte, eu sorrateiramente chegava-me à beira de um adulto, esses seres meio alienados de tudo quanto era importante na vida, dava-lhe um toque rápido, algo que duraria na pior das hipóteses um milésimo de segundo e, nesse milésimo de segundo dizia as palavras mágicas “passa a morte”. Ao adulto, que possivelmente só ouveria algo como “pssmt”, todo o episódio deveria parecer apenas um princípio de um ataque de epilepsia, numa criança já de si pouco normal, pelo que aquilo ficava por isso mesmo. Eu afastava-me rapidamente e seguia o meu caminho “Livrinho da Silva”, e o desgraçado do adulto lá ficava, alheio à sua própria desgraça, com a morte a encubar-se-lhe nas entranhas.
Estava encontrada a solução para o “Passa a morte”. No entanto, esta não era uma solução tão fácil de implementar como pode parecer à partida. Apesar de tudo, eu tinha a noção de que ficar com a morte não devia ser uma coisa agradável, pelo que só passava a morte a adultos de quem não gostasse, que eram pessoas que, diga-se em abono da verdade, não abundavam. Porém com umas idas à padaria, ou à peixaria, a coisa lá se resolvia, excepto uma vez que tentei passar a morte ao jardineiro que tomava conta do jardim junto à escola e que assentava a mão em quem fosse apanhado a roubar camarinhas nos arbustos. Dessa vez o que safou foi o bom par de pernas que tinha, caso contrário acho que tinha ficado com a morte para sempre. Safa!

Posto isto, acho que é óbvio que eu não vou passar esta cadeia a nenhum blogger, porque por enquanto não existe nenhum de quem eu não goste assim tanto.
Vou por isso utilizar a táctica de passar esta cadeia a pessoas, de quem não gosto muito e que não vão fazer a mínima ideia do que lhes coube em sorte. E assim, os nomeados são:

- a senhora que me atropelou de marcha atrás.
- a outra senhora que também me atropelou de marcha atrás.
- o meu vizinho da segunda casa a contar da esquerda que deixa sempre o carro estacionado no passeio quando o pode fazer de um modo que não prejudica ninguém.
- o senhor que ontem foi metade da viagem a cortar as unhas no comboio.
- à palhaça Picolé, da Praça da Alegria, porque têm de ser cinco pessoas, e eu agora não me lembro de mais ninguém.

E com esta conversa toda, reparo agora que não escrevi a frase. Aqui fica. É do livro “Zen e a Arte de Manutenção de Motocicletas”:

“A seguir olha para mim e aceno-lhe com a mão, para não ligar.”

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Gunzoners - Inauguração de nova sede

Deixo aqui um convite dos GUNZONERS.

Os GUNZONERS têm o prazer de vos convidar para a inauguração da sua nova sede.

O evento terá lugar no dia 10 de Novembro e constará de:
- Passeio ao Cabo da Roca - saída da sede às 9.30h
- Churrasco - às 13.00h

A sede fica em frente ao LIDL da Serra das Minas

Confirma ou simplesmente aparece.
Junta-te a nós e conhece o teu novo espaço.

Pergunto eu

Será que fazem sentido os cintos de segurança e os air-bags? Justifica-se a evolução dos pneus e das suspensões? Para quê faróis de nevoeiro, terceira luz de stop, controlo de tracção e ABS, se depois…

… andam a espalhar isto pela cidade?

Aeroporto de Vale Felizes - Inauguração (Fotos)

Fotos: cortesia do Amigo Piri.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Mais uma para a Mrs. Crama contar aos netos

Era uma vez um menino que era um cabeça-de-alho-chocho.
Um dia esse menino esqueceu-se de actualizar a assinatura do comboio, mas lembrou-se a tempo de tirar um bilhete.
“Que belo menino que eu sou! Já não sou um cabeça-de-alho-chocho!” - pensou o menino.
No final do dia, o menino ficou de comprar peixe para o jantar de toda a família, que o aguardava, em sua casa. Só que o menino, depois de comprar o peixe, distraiu-se e apanhou o comboio errado.
O revisor apareceu e disse que o bilhete não servia e que aquele comboio nem parava na estação do menino.
O menino ficou muito triste e aflito.
O revisor ficou com pena do menino e não lhe passou uma multa, mas disse-lhe que ele teria de comprar um bilhete, em Santarém, e que só estaria de volta a casa, duas horas depois.
O menino ainda ficou mais triste e aflito. Afinal ainda era um cabeça-de-alho-chocho.
O menino telefonou para a menina e pediu que o seu pai o fosse buscar a Santarém, pois ainda assim chegaria a casa mais rápido.
O pai do menino pôs-se a caminho de Santarém.
Quando o comboio estava quase a chegar à estação do menino, teve de parar, para deixar passar um comboio mais rápido.
O menino lembrou-se então de pedir ao revisor se este não lhe podia abrir a porta para ele sair.
O revisor disse que não podia abrir a porta.
O menino fez uma cara muito triste e foi-se sentar outra vez no seu lugar.
O revisor teve tanta pena do menino que foi pedir ao maquinista que parasse o comboio na estação, para o menino puder sair.
O menino ficou muito feliz e agradeceu muito ao revisor. Depois ligou para a menina a saber se o seu pai já tinha saído.
O pai do menino já ia no Cartaxo, mas deu meia volta e eles jantaram felizes para sempre.

Parabéns João


Eu não te disse que tu me havias de apanhar na idade?
Devemos ser o único caso em que padrinho e afilhado têm ambos 27 anos.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Norberto Lobo

Descobri há uns tempos a música deste senhor, e apesar de ainda não ter conseguido ouvir a totalidade do seu álbum de estreia, Mudar de Bina, considero-me já seu admirador confesso.
Por coincidência, descobri também que um dos espectáculos da sua actual digressão será dado no Centro Cultural do Cartaxo, no dia 1 de Dezembro, onde actuarão também os Lobster. O bilhete custa 4€.
Por mim, está confirmadíssimo.
Fica um video para abrir o apetite.



Mais informações:
norbertolobo.com
Norberto Lobo @ My Space
Editora: Bor Land

Parabéns João

Aeroporto de Vale Felizes - Almeida (Actualização)

A inauguração do aeródromo (sim, ok, é um aeródromo) de Vale Felizes, em Almeida, vai ser objecto de transmissão televisiva a cargo da RTP. A reportagem passará no programa Portugal em Directo, hoje, às 18:00 horas.

Porreiro pá

Foi hoje inaugurado oficialmente o novo aeroporto de Vale Felizes, em Almeida. A cerimónia foi marcada pela aterragem, às 12:15 (hora local), do Tecnam P-92, conduzido pelo Crama Sénior. À sua chegada encontravam-se várias personalidades da vila raiana, entre os quais, o enviado especial Amigo Piri, do qual se aguarda reportagem alargada.

domingo, 4 de novembro de 2007

The Straight Story

Realização: David Lynch
Elenco: Richard Farnsworth, Sissy Spacek, Jane Galloway Heitz, Joseph A. Carpenter, Donald Wiegert, Harry Dean Stanton
Nacionalidade: França / Reino Unido / Estados Unidos da América
Ano: 1999
Título em português: Uma História Simples

Classificação cramalheirística: * * * *


(mín: * - máx: * * * * *)

Diálogos (Sur)reais

- Oh mãe deixa-me ver as tuas mãos.

- O que é que têm, filha?

- O que é isto branco nas unhas?

- Foi um verniz especial que eu pus.

- Fica-te bem! Assim ficas uma gaja boa!

Vol-au-vent au chèvre et jambon

Dito assim até parece uma coisa muito complicada. Na realidade, trata-se de um folhado muito simples de fazer, isto claro, se se comprar a massa já preparada, que é o que dá mais trabalho.
Para além da receita indicada em baixo, foram feitos alguns folhados em que o presunto foi substituído por doce de framboesa, e outros só com queijo, para serem servidos com mel e nozes.
Dado tratar-se de um prato com pouco processamento, é fundamental assegurar uma boa qualidade dos ingredientes. Destaco o queijo utilizado, produzido pelo Sr. Adolfo, na Granja dos Moinhos, na Maçussa. Estava tão bom que metade de um queijo foi consumido com umas fatias de pão alentejano e um copo de vinho. A sorte foi que tinha comprado dois. Para quem estiver interessado, informo que já o vi à venda no Club del Gourmet do El Corte Inglés e na Delidelux.

Ingredientes

1 pacote de massa folhada congelada (2x200g)
1 queijo de cabra tipo chèvre (250g)
200g de presunto fatiado
1 ovo

Preparação

Retire a massa do congelador com um dia de antecedência e coloque no frigorífico para descongelar lentamente. Depois de descongelada, estenda com o rolo da massa, numa superfície polvilhada de farinha, até atingir uma espessura de aproximadamente 3mm. Corte pequenas porções de queijo e de presunto e disponha sobre a massa. Corte a massa de modo a cobrir as porções. Una a parte superior da massa com a parte inferior, colando com um pouco de clara de ovo. Coloque os folhados num tabuleiro forrado com papel vegetal e pincele com gema de ovo batida. Leve ao forno, previamente aquecido a cerca de 220º, durante cerca de 15 minutos.

sábado, 3 de novembro de 2007

Bugs Bunny On Ice

O Bugs, a Lola, o Silvestre, o Tweety, o Coiote e companhia limitada, de patins, numa volta ao mundo em 80 minutos.
Segundo o pirralho: "foi muita giro".

Antes que se faça tarde

Na quinta-feira, enquanto deambulava pelo Bairro Alto, deparei-me com isto…

Não foi tarde, nem foi cedo. A caminho de casa, uma paragem em Santa Apolónia, e na Flur…

Dia 30 lá estaremos.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Novo aeroporto (II)

Imagens despudoradamente roubadas daqui.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Lisboa

O conceito “ir para fora, cá dentro” levado ao extremo, com uma visita à cidade que me acolhe todos os dias. Ver, cheirar e sentir aquilo que passa despercebido na pressa dos dias úteis. Aproveitei para dar um passeio de eléctrico, enquanto os há. A estreia do pirralho nos amarelinhos, e logo no mítico 28. Começa no Martim Moniz, sobe para a Graça, desce pela Voz do Operário seguida pela Calçada de S. Vicente e num instante estamos no Miradouro de Santa Luzia, uma das melhores vistas da cidade. Depois, é sempre a descer até à Baixa, pelo Limoeiro da má memória, passando pela imponente Sé. De novo a subir, agora para o Chiado, onde terminou a nossa viagem. A partir dali saboreou-se Lisboa a pé, juntamente com os muitos turistas de cabeça no ar e câmaras a tiracolo. A Brasileira, o Largo Camões, o Elevador da Bica, o Bairro Alto, a Calçada do Duque, o Largo do Carmo, o Elevador de Santa Justa e de novo na Baixa. Ufa! Com esta estafa, nada melhor que tratar do corpo. A melhor bifana da cidade e umas castanhas bem apregoadas, já ao fim da tarde, no Rossio. Soube bem… Lisboa.