
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
sábado, 10 de novembro de 2007
I rest my case
- Tens as chaves de casa?
- Tenho.
- E a carteira?
- SIIIM!!!
- Os documentos da mota…
- Porra que és chata!
Algum tempo depois, a caminho da auto-estrada…
- Trouxeste o identificador da via verde?
- F$%&#$!
- És sempre a mesma coisa!
- Tu é que és!
- Até parece que sou eu que me esqueço das coisas!
- Quem é que se esqueceu de perguntar pelo identificador?
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Comó aço
A garganta numa chaga só.
O nariz. Ping ping.
Já disse afónico?
Uma borbulha no meio da testa. Tipo unicórnio.
É bom ir para as reuniões bem preparado.
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
5ª frase da página 161
A corrente da 5ª frase da página 161 chegou aqui à chafarica trazida pela Rita (hás-de cá vir). Depois de consultar as regras fiquei com impressão que esta cadeia é assim um bocado… vamos dizer chochita. Algo sem graça, sei lá.
Pegando na mesma temática podia-se ter feito uma coisa muito mais estimulante. Por exemplo: um gajo qualquer decidia enviar esta cadeia a 5 gajos, esses tais gajos faziam lá a treta de afixar a frase, mas, e aqui é que residia a grande diferença, tinham de depositar 1€ numa conta à ordem, e só então depois, cada um deles passaria a outros 5 gajos, ou gajas, que aqui a unificação dos géneros é só forma de simplificar a escrita. Haveria ainda uma regra importante: quando a cadeia chegasse a um blog sem graça nenhuma, sem qualquer tipo de interesse e cujo blogger tivesse nascido, na Rua da Palma, freguesia de Santa Justa, concelho de Lisboa, a oito de Setembro de mil nove e setenta e dois, então o dono desse blog levantaria todo o dinheiro que existisse na conta à ordem e a corrente acabaria.
Fazendo as contas, considerando que esta cadeia já anda por aí há uns meses e se estimarmos que entretanto houve pelo menos dez passagens antes de cá chegar, teríamos:
5+25+125+625+3.125+15.625+78.125+390.625+1.953.125+9.765.625 = 12.207.025€
12.207.025€ aqui pró menino! Isso é que era uma cadeia digna de ser passada. OK, Rita?
Ainda outra coisa. Eu não vou passar esta cadeia porque estas cadeias fazem-me lembrar o jogo do “Passa a morte”. Era tramado o “Passa a morte”. A primeira vez que me passaram a morte, como é óbvio, entrei em pânico.
“Então e agora!? O que é que eu faço!? Será que há remédios para isto!? Ou vai ter que ser com injecções!? Será que tenho de ir para o hospital? Oh meu Deus! Vou morrer! Eu não quero morrer!!!”
Depois lá me explicaram que bastava, com um toque, passar a morte a outra pessoa que nada me aconteceria. Fiquei mais descansado. A partir daí, passavam-me a morte, e eu na minha infantilidade, ia passá-la a outro colega de brincadeira. Ora quando isso acontecia, a morte continuava a rodar pelas crianças até que inevitavelmente voltava à minha pessoa. Achei que aquilo não tinha muita lógica. Tentei então a táctica do “devolver à procedência”, que era, passar a morte imediatamente a quem me a tinha passado, na esperança de a morte circular em sentido inverso até chegar ao instigador de toda aquela treta, que era, ao fim e ao cabo, quem merecia ser morto. Aquilo até resultou inicialmente, os outros ficavam um pouco confundidos mas lá iam devolvendo a coisa para trás, mas passados uns tempos começou a acontecer a criança que me passava a morte, e a quem eu a devolvia, adoptar exactamente a mesma táctica, e isso era tramado porque passávamos horas a dizer “passa a morte”, “passa a morte”, “passa a morte”, “passa a morte mil vezes”, “passa a morte infinitos”, “passa a morte infinitos mais um”… o que nos fazia perder todas as outras brincadeiras, para além de obrigar à intervenção de uma das mães, normalmente já enfurecida, que arrastasse um de nós para casa, para acabar com o impasse.
Foi então que, num rasgo de génio, acontecimento raríssimo ao longo de toda a minha vida, me lembrei de um método que resolveria o problema do “Passa a morte”. Quando me passavam a morte, eu sorrateiramente chegava-me à beira de um adulto, esses seres meio alienados de tudo quanto era importante na vida, dava-lhe um toque rápido, algo que duraria na pior das hipóteses um milésimo de segundo e, nesse milésimo de segundo dizia as palavras mágicas “passa a morte”. Ao adulto, que possivelmente só ouveria algo como “pssmt”, todo o episódio deveria parecer apenas um princípio de um ataque de epilepsia, numa criança já de si pouco normal, pelo que aquilo ficava por isso mesmo. Eu afastava-me rapidamente e seguia o meu caminho “Livrinho da Silva”, e o desgraçado do adulto lá ficava, alheio à sua própria desgraça, com a morte a encubar-se-lhe nas entranhas.
Estava encontrada a solução para o “Passa a morte”. No entanto, esta não era uma solução tão fácil de implementar como pode parecer à partida. Apesar de tudo, eu tinha a noção de que ficar com a morte não devia ser uma coisa agradável, pelo que só passava a morte a adultos de quem não gostasse, que eram pessoas que, diga-se em abono da verdade, não abundavam. Porém com umas idas à padaria, ou à peixaria, a coisa lá se resolvia, excepto uma vez que tentei passar a morte ao jardineiro que tomava conta do jardim junto à escola e que assentava a mão em quem fosse apanhado a roubar camarinhas nos arbustos. Dessa vez o que safou foi o bom par de pernas que tinha, caso contrário acho que tinha ficado com a morte para sempre. Safa!
Posto isto, acho que é óbvio que eu não vou passar esta cadeia a nenhum blogger, porque por enquanto não existe nenhum de quem eu não goste assim tanto.
Vou por isso utilizar a táctica de passar esta cadeia a pessoas, de quem não gosto muito e que não vão fazer a mínima ideia do que lhes coube em sorte. E assim, os nomeados são:
- a senhora que me atropelou de marcha atrás.
- a outra senhora que também me atropelou de marcha atrás.
- o meu vizinho da segunda casa a contar da esquerda que deixa sempre o carro estacionado no passeio quando o pode fazer de um modo que não prejudica ninguém.
- o senhor que ontem foi metade da viagem a cortar as unhas no comboio.
- à palhaça Picolé, da Praça da Alegria, porque têm de ser cinco pessoas, e eu agora não me lembro de mais ninguém.
E com esta conversa toda, reparo agora que não escrevi a frase. Aqui fica. É do livro “Zen e a Arte de Manutenção de Motocicletas”:
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Gunzoners - Inauguração de nova sede
Os GUNZONERS têm o prazer de vos convidar para a inauguração da sua nova sede.
A sede fica em frente ao LIDL da Serra das Minas
Confirma ou simplesmente aparece.
Pergunto eu
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Mais uma para a Mrs. Crama contar aos netos
Era uma vez um menino que era um cabeça-de-alho-chocho.
Um dia esse menino esqueceu-se de actualizar a assinatura do comboio, mas lembrou-se a tempo de tirar um bilhete.
“Que belo menino que eu sou! Já não sou um cabeça-de-alho-chocho!” - pensou o menino.
No final do dia, o menino ficou de comprar peixe para o jantar de toda a família, que o aguardava, em sua casa. Só que o menino, depois de comprar o peixe, distraiu-se e apanhou o comboio errado.
O revisor apareceu e disse que o bilhete não servia e que aquele comboio nem parava na estação do menino.
O menino ficou muito triste e aflito.
O revisor ficou com pena do menino e não lhe passou uma multa, mas disse-lhe que ele teria de comprar um bilhete, em Santarém, e que só estaria de volta a casa, duas horas depois.
O menino ainda ficou mais triste e aflito. Afinal ainda era um cabeça-de-alho-chocho.
O menino telefonou para a menina e pediu que o seu pai o fosse buscar a Santarém, pois ainda assim chegaria a casa mais rápido.
O pai do menino pôs-se a caminho de Santarém.
Quando o comboio estava quase a chegar à estação do menino, teve de parar, para deixar passar um comboio mais rápido.
O menino lembrou-se então de pedir ao revisor se este não lhe podia abrir a porta para ele sair.
O revisor disse que não podia abrir a porta.
O menino fez uma cara muito triste e foi-se sentar outra vez no seu lugar.
O revisor teve tanta pena do menino que foi pedir ao maquinista que parasse o comboio na estação, para o menino puder sair.
O menino ficou muito feliz e agradeceu muito ao revisor. Depois ligou para a menina a saber se o seu pai já tinha saído.
O pai do menino já ia no Cartaxo, mas deu meia volta e eles jantaram felizes para sempre.
Parabéns João
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Norberto Lobo
Por coincidência, descobri também que um dos espectáculos da sua actual digressão será dado no Centro Cultural do Cartaxo, no dia 1 de Dezembro, onde actuarão também os Lobster. O bilhete custa 4€.
Por mim, está confirmadíssimo.
Fica um video para abrir o apetite.
Mais informações:
norbertolobo.com
Norberto Lobo @ My Space
Editora: Bor Land
Aeroporto de Vale Felizes - Almeida (Actualização)
Porreiro pá
domingo, 4 de novembro de 2007
The Straight Story
Realização: David LynchElenco: Richard Farnsworth, Sissy Spacek, Jane Galloway Heitz, Joseph A. Carpenter, Donald Wiegert, Harry Dean Stanton
Nacionalidade: França / Reino Unido / Estados Unidos da América
Ano: 1999
Título em português: Uma História Simples
Classificação cramalheirística: * * * *
(mín: * - máx: * * * * *)
Diálogos (Sur)reais
- Oh mãe deixa-me ver as tuas mãos.
- O que é que têm, filha?
- O que é isto branco nas unhas?
- Foi um verniz especial que eu pus.
- Fica-te bem! Assim ficas uma gaja boa!
Vol-au-vent au chèvre et jambon
Para além da receita indicada em baixo, foram feitos alguns folhados em que o presunto foi substituído por doce de framboesa, e outros só com queijo, para serem servidos com mel e nozes.
Dado tratar-se de um prato com pouco processamento, é fundamental assegurar uma boa qualidade dos ingredientes. Destaco o queijo utilizado, produzido pelo Sr. Adolfo, na Granja dos Moinhos, na Maçussa. Estava tão bom que metade de um queijo foi consumido com umas fatias de pão alentejano e um copo de vinho. A sorte foi que tinha
1 queijo de cabra tipo chèvre (250g)
200g de presunto fatiado
1 ovo







