
Quase fico com vontade de voltar a morar na cidade.
Mas um quase assim pró grandote.

Herdade do Esporão – Touriga Nacional – 2004
Quinta do Crasto – Reserva Vinhas Velhas – 2000
Umas fatias de pão, azeitonas e as duas garrafinhas aqui de cima já constituíam por si só uma bela refeição. Se à primeira garrafa juntarmos uns medalhões de vitela com arroz de serpão e salada de alface, ananás e nozes, e à segunda garrafa juntarmos um queijo da serra e um dos melhores bolos-rei de Lisboa, então teremos com certeza uma refeição digna da realeza. Foi assim o almoço, ontem, em casa da tia. De rei.
Sinto orgulho quando pessoas amigas aparecem nos jornais... por boas razões, como é óbvio. Foi o que aconteceu quando recebi isto por mail.
Ontem, o meu jantar foi uma sopa de jazz guarnecida com ritmos africanos e brasileiros. Com o nome de Saravá e aquecida pelo dedilhado estonteante do Joel Xavier, com a ajuda do Milton Batera, na percussão, e do Gustavo Roriz, no baixo, foi servida para cerca de 100 pessoas que se deslocaram à bela sala do Jardim de Inverno do Teatro São Luiz.
Como comentário, a única coisa que se me oferece dizer é que estava belíssima. Digna de um três estrelas Michelin.
Por coincidência, ou talvez não, das três datas do Joel no São Luiz, ontem foi o dia escolhido para serem feitas as gravações da futura edição deste concerto em DVD. Espero que não se esqueçam de pôr nos créditos: Palmas by Peter Crama. Ok, ok… Palmas by Peter Crama e mais 100 ajudantes.
Fica aqui uma das músicas tocadas (ontem em versão eléctrica) com direito a encore.Quando se justapõem, com margens ínfimas, compromissos profissionais e compromissos pessoais, o mais certo é saírem comprometidos os dois. Foi o que me aconteceu hoje, com uma reunião de trabalho no Porto e o espectáculo de ballet do pirralho dedicado aos pais. Nestas alturas a Lei de Murphy é implacável e havendo a possibilidade de algo correr mal, corre mesmo, e da pior maneira possível. Pratos do dia que nunca mais vêm, reuniões a terminar com a chegada de ambulâncias, obras na auto-estrada… Foi incrível como todo o mundo se uniu contra o meu plano diário traçado com a precisão apurada ao décimo de segundo.
Agora restam-me as fotos e os vídeos da minha bailarina e o peso do seu olhar ressentido quando chegou a casa.
Ah!!! Se eu não fosse um gajo bem-educado, hoje era capaz de escrever aqui um “puta que pariu esta merda toda”. Como sou, não só não escrevo um “puta que pariu esta merda toda”, como ainda deixo aqui este vídeo todo fofinho para ver enquanto me vergasto.
Até amanhã.