
Spoon @ Aula Magna
23/02/2008 - 21:00 horas
Doutorais * 27,00 Euros
Anfiteatro * 20,00 Euros
Mais informações aqui.
Spoon Homepage
Spoon @ MySpace
Há colegas fantásticas, não há?

Consultando aqui o blog, constato que demorei exactamente dois meses a ler o Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas. Normalmente, o tempo que levo a ler um livro é proporcional ao interesse que me desperta a sua leitura. Não foi de todo o caso deste, antes pelo contrário. Uma das razões, esteve relacionada com a redução das viagens de comboio de e para o emprego. Nestes últimos dois meses usei e abusei da viatura e fora aqueles 40 minutos de manhã passados no pouca-terra, e os outros 40 já no início da noite, raramente tenho disponibilidade para voltar a pegar num livro. A outra razão para a péssima média, foi que muitas vezes dei por mim a reler passagens inteiras, de tal maneira me fazia sentido o que acabara de ler. Não andarei muito longe da verdade se disser que praticamente li o livro duas vezes, nestes últimos dois meses. Hei-de postar aqui alguns trechos do livro, assim que tiver disponibilidade. Recomendo vivamente.
Hoje, dada a quadra que em nos encontramos, comecei a ler esta antologia elaborada pelo Vasco Graça Moura, para o Público. O primeiro conto, começado hoje, é do José Maria de Andrade Ferreira, seguem-se obras de Ramalho Ortigão, Eça de Queiroz, D. João da Câmara, Almeida Botelho, Fialho de Almeida, Raul Brandão, Aquilino Ribeiro, e muitos outros.
A ler vamos…

Herdade do Esporão – Touriga Nacional – 2004
Quinta do Crasto – Reserva Vinhas Velhas – 2000
Umas fatias de pão, azeitonas e as duas garrafinhas aqui de cima já constituíam por si só uma bela refeição. Se à primeira garrafa juntarmos uns medalhões de vitela com arroz de serpão e salada de alface, ananás e nozes, e à segunda garrafa juntarmos um queijo da serra e um dos melhores bolos-rei de Lisboa, então teremos com certeza uma refeição digna da realeza. Foi assim o almoço, ontem, em casa da tia. De rei.
Sinto orgulho quando pessoas amigas aparecem nos jornais... por boas razões, como é óbvio. Foi o que aconteceu quando recebi isto por mail.
Ontem, o meu jantar foi uma sopa de jazz guarnecida com ritmos africanos e brasileiros. Com o nome de Saravá e aquecida pelo dedilhado estonteante do Joel Xavier, com a ajuda do Milton Batera, na percussão, e do Gustavo Roriz, no baixo, foi servida para cerca de 100 pessoas que se deslocaram à bela sala do Jardim de Inverno do Teatro São Luiz.
Como comentário, a única coisa que se me oferece dizer é que estava belíssima. Digna de um três estrelas Michelin.
Por coincidência, ou talvez não, das três datas do Joel no São Luiz, ontem foi o dia escolhido para serem feitas as gravações da futura edição deste concerto em DVD. Espero que não se esqueçam de pôr nos créditos: Palmas by Peter Crama. Ok, ok… Palmas by Peter Crama e mais 100 ajudantes.
Fica aqui uma das músicas tocadas (ontem em versão eléctrica) com direito a encore.Quando se justapõem, com margens ínfimas, compromissos profissionais e compromissos pessoais, o mais certo é saírem comprometidos os dois. Foi o que me aconteceu hoje, com uma reunião de trabalho no Porto e o espectáculo de ballet do pirralho dedicado aos pais. Nestas alturas a Lei de Murphy é implacável e havendo a possibilidade de algo correr mal, corre mesmo, e da pior maneira possível. Pratos do dia que nunca mais vêm, reuniões a terminar com a chegada de ambulâncias, obras na auto-estrada… Foi incrível como todo o mundo se uniu contra o meu plano diário traçado com a precisão apurada ao décimo de segundo.
Agora restam-me as fotos e os vídeos da minha bailarina e o peso do seu olhar ressentido quando chegou a casa.
Ah!!! Se eu não fosse um gajo bem-educado, hoje era capaz de escrever aqui um “puta que pariu esta merda toda”. Como sou, não só não escrevo um “puta que pariu esta merda toda”, como ainda deixo aqui este vídeo todo fofinho para ver enquanto me vergasto.
Até amanhã.
Apesar da agenda complicada, lá consegui ir ver a apresentação do Norberto Lobo na Fnac do Chiado. Infelizmente, saí de lá ougado, dado que apenas foram tocadas quatro músicas do seu álbum “Mudar de Bina”, incluindo a “Mudar de Vida” de Carlos Paredes.Mesmo assim, valeu a pena a deslocação. A sala é muito pequena o que torna a coisa intimista e o bar a funcionar na parte de trás dá um ar de “Jazz at the Pawnshop” engraçado, se bem que a dada altura o ruído chegou a incomodar um pouco mas como se costuma dizer: “a cavalo dado, não se olha o dente”. A repetir, sem dúvida.
Caro Norberto,
Com aquela história dos Nouvelle Vague, no sábado, não deu mesmo para assistir ao teu concerto no Centro Cultural do Cartaxo. Acontece que, apesar de não estar arrependido de te ter preterido em prol das meninas francesas (e dos meninos, claro), estou com muita pena de não ter desfrutado dos belos sons da tua guitarra. Assim, propunha que viesses cá a casa no próximo fim-de-semana tocar na minha garagem. O que dizes? Eu fazia o belo do petisco, abríamos umas garrafinhas especiais e tu mostravas-nos, a mim e a mais uns quantos sortudos, de que é feito o teu álbum “Mudar de Bina”. Não estou a pedir demais, pois não? Fico a aguardar resposta.
PS - Caso não dê, já sei que vou ter que virar do avesso a minha agenda para te poder ver num dos espectáculos já marcados.
Norberto Lobo
Fnac Chiado 6/12/2007 Qui. 17:00 Entrada Livre
Fnac Colombo 6/12/2007 Qui. 21:30 Entrada Livre
"O monóxido de carbono é bastante perigoso porque um dos primeiros sintomas de intoxicação é precisamente a sonolência. A pessoa adormece por efeito do gás e acorda morta."
Quem disse que acções de formação têm de ser coisas chatas?
"Olá a todos,
Na manhã de ontem a nossa equipa recolheu 2347 kgs de produtos alimentares para o banco alimentar.
Esta é a prova de que com poucos recursos conseguimos fazer muito. Obrigada a todos pela participação e pelo empenho.
Para o ano, se acharem por bem, podemos voltar a associar-nos à campanha.
Beijinhos e muito obrigada,
RG"
2347 é o número a bater para o ano que vem.
… no meio de uma conversa banal, se lembra de sugerir: “E que tal Radiohead, em Julho, em Amesterdão?”
E as respostas, ao contrário do esperado, são: “Fixe!!!”, “Buga!” e “Por mim…”
Isso é Super Bock.
Junho de 2008
Dublin, Irlanda (2 datas)
Paris, França (2 datas)
Daydream Festival, Barcelona, Espanha
Nimes, França (2 datas)
Dia 18, Civica Arena, Milão, Itália (bilhetes à venda)
Dia 20, Hurricane Festival, Scheessel, Alemanha (bilhetes à venda)
Dia 22, Southside Festival, Neuhausen ob Eck, Alemanha (bilhetes à venda)
Londres, Inglaterra (2 datas)
Glasgow, Escócia
Manchester, Inglaterra
Julho 2008
Amesterdão, Holanda
Roskilde Festival, Roskilde, Dinamarca
Werchter Festival, Werchter, Bélgica
Berlim, Alemanha
No final de um fim-de-semana agitado, acordar no Domingo, antes das 7 da manhã, com 4ºC de temperatura no exterior, custa. Não se pode dizer que não custa. Mas o que tem de ser tem muita força e compromissos são compromissos.Depois de algumas alterações nos planos, o grupo de voluntários da empresa ficou de assegurar, hoje, o turno das 9 às 13, no Feira Nova de Chelas e à hora combinada lá estávamos todos prontos para uma jornada de voluntariado.
A campanha correu relativamente bem. A “máquina” montada pelo Banco Alimentar impressiona pela eficácia com que tudo se processa. Também me impressionou o forte espírito de equipa que se gera, entre pessoas de idades e níveis de formação por vezes muito diferentes, e que para mais não se conhecem na maior parte dos casos.
A adesão foi satisfatória, segundo opinião de pessoas mais batidas nestas andanças. Pela minha parte achei que podia ter sido dado mais. Que raio, um pacote de arroz, ou de esparguete, custa menos de 50 cêntimos, mas mesmo assim há pessoas que preferem levar o saquinho distribuído para casa. Sempre dá jeito para o lixo…
No final do turno, antes de rumarmos cada um à sua vida, foi sugerido entre a equipa voluntária uma visita aos armazéns do BA, para aqueles que não conhecem, tomarem conhecimento do outro lado da campanha. Por mim é garantido: estou lá.
Se Josh Rouse, na Aula Magna, foi uma boa maneira de terminar a segunda-feira, Artur Pizarro e Vita Panomariovaite, no São Luiz, foi uma excelente maneira de terminar uma quarta-feira um tanto ou quanto agitada.Afinal, graças à SA, uma das leitoras/comentadoras aqui da tasca, sempre deu para ir ver o Josh Rouse à Aula Magna. Bem hajas, mais uma vez, pela companhia e pela borlix.
A primeira parte do concerto foi assegurada por um rapaz que eu nunca tinha visto mais gordo, munido de uma imensa cabeleira. Entrou em palco sozinho com uma guitarra acústica e logo com a primeira música deu o mote para a sua actuação: um som calmo e relaxante, com a guitarra e voz
Hoje, depois de pesquisar um pouco, descobri que o tal rapaz se chama Federico Aubele, é argentino, e tem dois álbuns produzidos pelos Thievery Corporation. Também pude constatar que a critica é bastante unânime sobre a qualidade do som do Federico apelidando-o de mescla de sons latino-americanos como o tango argentino, o bolero mexicano e o reggae jamaicano, sendo estabelecidas com frequência comparações com os ditos Thievery assim como com os Gotan Project. Pensei: “Homessa!? Não devem estar a falar do mesmo gajo!”. Fui investigar mais, e do que já pude sacar confirmo realmente que o sacana do Federico até tem um som porreiro, pelo que concluo que o problema da monotonia da actuação esteve nos arranjos para uma instrumentação reduzida a guitarra e teclado. Ficam aqui duas amostras.
Depois, de um curto intervalo, lá veio então o Xor Josh mais a sua banda composta de baixo (parecia saído da Brit-Com, como frisou a SA), bateria e de mais um senhor que alternou as teclas com a segunda guitarra. Calorosamente recebido, foi parco em palavras e passou ao que o trazia ali. Mais tarde explicou que não se encontrava nas melhores condições, devido a noites mal dormidas, mas que não iria utilizar isso como desculpa. Soube hoje que o Josh anda adoentado, tendo mesmo anulado um showcase previsto para o mesmo dia na FNAC. Realmente a má forma era visível mas felizmente não audível, tirando uma ou outra falha.
Durante hora e meia foi percorrida uma boa série de temas tanto do seu último álbum “Country House City Mouse”, como dos mais antigos “1972”, “Subtítulo” e até mesmo de "Under Cold Blue Stars". Não me lembro de toda a set list, mas recordo principalmente os temas mais orelhudos: Hollywood Bass Player, 1972, Come Back e Love Vibration com que terminou o concerto. E claro, Quiet Town, que parece ter sido escrita para mim. Só ficou a faltar a Sad Eyes, que por coincidência está a tocar como banda sonora de uma cena da Grey’s Anatomy que está a dar na televisão, enquanto escrevo estas linhas. (Não quero choradeiras, ok?) ;)
Em termos qualitativos o concerto foi bom, no entanto a música de Josh Rouse é uma música que agrada sem empolgar. É certo que ao vivo, e acompanhado da banda, os temas ganham outro impacto, mas ainda assim é uma música redonda, sem arestas. Sai-se de um concerto de Josh Rouse de bem com o mundo, mas com uma sensação de que foi suave demais. Não extenua como uns LCD, não aquece a alma como uma Regina Spektor, não trucida como uns Metallica, nem faz acreditar que existe um ente superior que ilumina seres de excepção como acontece com Arcade Fire. Mesmo assim foi uma óptima maneira de terminar a segunda-feira.
PS - Como bom cabeça-de-alho-chocho esqueci-me de levar a máquina pelo que não há, nem fotos, nem vídeos caseiros. Temos pena. Ficam mais uns clips para mais tarde recordar.
Set list
Hollywood Bass Player
Saturday
God Please Let Me Go Back
Givin It Up
Nice To Fit In
Feeling No Pain
Comeback
Snowy
His Majesty Rides
Middle School Frown
Quiet Town
Carolina
Sweetie
My Love Has Gone
Why Wont You Tell Me
1972
It Looks Like Love
It's The Nightime
Slaveship
Love Vibration
Video gravado ontem: Link
Quarta-feira, às 21:00 horas, na sala principal do Teatro São Luiz, tem lugar um concerto de Artur Pizarro e Vita Panomariovaite, que assinala o lançamento do CD deste duo, com obras de Tchaikovsky, Rachmaninov e Rimsky-Korsakov.
Apesar de ainda não ter conseguido confirmar, penso que serão interpretadas:
Suite no.2 in C op.53 de Tchaikovsky
Six Morceaux op.11 de Rachmaninov
Capriccio Espagnol op.34 de Rimsky-Korsakov
5 horas de sono. 100 km de viagem. 10 horas de formação. 5 horas de sono. 100 km de viagem. 10 horas de formação. 5 horas de sono. 100 km de viagem. 10 horas de formação. 100 km de viagem. 5 horas de sono. 100 km de viagem. 10 horas de formação. 50 km de viagem. 3 horas de trabalho. 50 km de viagem. 5 horas de sono. 100 km de viagem. 10 horas de formação.
Resumem-se assim os últimos três dias desta semana e dois da semana passada.
Estou cansado, mas sabe bem a sensação do dever cumprido. Ao contrário da maioria das acções de formação, esta pode-se dizer que foi “a doer”. A matéria era interessante – programação em KNX – mas a exigência e a dificuldade não ficaram atrás de qualquer cadeira da universidade, culminando hoje com a realização de um teste teórico e um outro prático, aos quais era necessário obviamente passar para obter a respectiva certificação. Passei. Está feito.
A academia onde frequentei este curso, para além de dar cursos de formação profissional é estabelecimento de ensino técnico-profissional, pelo que deu para matar saudades do ambiente dos meus tempos de escola. Começo das aulas às 8:00 (em ponto), intervalos onde dois dedos de conversa se esgotam num instante, a fila na cantina e almoço tomado à pressa… Vá lá, a comida desta cantina era bem melhor que a do meu tempo, mas mesmo assim, espero só voltar a matar saudades daqui a mais dez anos.
Uma coisa que não se alterou, nestes dez anos, foi a alergia do sexo feminino aos cursos tecnológicos. Numa escola com cerca de 400 alunos só consegui ver uma moçoila. É impressionante como elas deixam passar estas oportunidades! Será que as gajas não percebem a vida fácil que poderiam levar num ambiente assim, excessivamente masculino? Uma miúda no meio 400 gajos é uma lorde! Uma rainha com 400 escravos! Ou vá, 390 escravos e dez gajos com excelente potencial para serem seus grandes amigos. É que nem precisa sequer de andar, que há com certeza marmanjos dispostos a carregá-la em ombros onde ela quiser ir! Cafezinho? Alguém paga. Apontamentos? É o que se quiser! Ah pois é! Sempre ali, tratada nas palminhas. E com um pouco de sorte, após a conclusão do curso, ainda arranja um emprego numa área onde toda esta bela vida se mantém. Eu que o diga…
Durante a visita a uma academia de formação:
“Estes aqui pertencem a um grupo de estudantes alemães que estão cá a tirar um curso. São extraordinários, os alemães. Educados, respeitadores, sempre atentos e interessados… uma maravilha de alunos.”
“E os nossos?” – pergunto eu, quase que adivinhando a resposta.
“Os portugueses são complicados. Se motivados, são dos melhores do mundo. Desmotivados, são a coisa mais ruinzinha que pode haver. O pior é que é muito fácil desmotivar um português. Normalmente, basta pôr-lhe outro português ao lado.”
Caros Praceteiros
Passado que está quase um ano, desde o nosso último jantar-convívio, acho que está na altura de sugerir a realização de um novo evento dentro da mesma temática.
Assim, propunha que no dia 30/11/2007 (sexta-feira), nos reuníssemos na Tertúlia, onde nos entregaríamos nas mãos do Xor Manaia, para que ele saciasse a nossa fome e sobretudo a nossa sede. Depois poderíamos rumar ao Music Box onde, a troco de uns míseros 10€ (já com uma bebida incluída no preço), poderíamos desfrutar dos concertos dos Woman in Panic, Cartell 70 e dos fantabolásticos Alloy Mental, podendo ainda ficar para a sessão after-hours.
Fico à espera das vossas respostas e deixo como anexo uma musiquinha dos Alloy para vos abrir o apetite.
Peter Crama
Num tribunal de uma pequena vila, o advogado de acusação chamou a sua primeira testemunha; uma avó de idade avançada.
Aproximou-se da testemunha e perguntou:
- D. Glória, a senhora conhece-me?
- Claro. Conheço-te desde pequenino e francamente, desiludiste-me. Mentes descaradamente, enganas a tua mulher, manipulas as pessoas e falas mal delas pelas costas. Julgas que és uma grande personalidade quando não tens sequer inteligência suficiente para ser varredor. É claro que te conheço.
O advogado ficou branco, sem saber que fazer. Depois de pensar um pouco, apontou para o outro extremo da sala e perguntou:
- D. Glória, conhece o defensor oficioso?
- Claro que sim. Também o conheço desde a infância. É frouxo, tem problemas com a bebida, não consegue ter uma relação normal com ninguém e na qualidade de advogado, bem ... é um dos piores que já vi. Não me esqueço também de referir que engana a mulher com três mulheres diferentes, uma das quais, curiosamente, é a tua própria mulher. Sim, também o conheço. E muito bem.
O defensor, ficou em estado de choque. Então, o juiz pediu a ambos os advogados que se aproximassem do estrado e com uma voz muito ténue diz-lhes:
- Se algum dos dois perguntar ao raio da velha se me conhece, juro-vos que vão todos presos!
Sabem o que é que acontece a um carro a gasóleo quando é abastecido com gasolina?
Calma, calma! Eu sei que é coisa para o meu calibre, aliás, nem sei como é que ainda não fiz uma destas. Porém, desta feita a proeza não foi minha. Foi de alguém que me está a suplicar para não contar a ninguém e que já me prometeu mundos e fundos em troca do meu silêncio. Já adivinharam? Pois é. A vingança é mesmo um prato que se serve frio. Depois de anos de enxovalhanço público eis o meu momento de glória:
MRS. CRAMA: DUHH!!! A GASOLINA, O PÓPÓ NÃO ANDA!!!
PS – O carro está bem.
Este ano, a festa foi feita com os prémios acumulados (pequenos infelizmente) pela sociedade do Euromilhões e o programa consistiu num passeio à Comporta, seguido de um almoço no restaurante A Escola.
A primeira vez que visitei este restaurante também foi com colegas de trabalho, se bem que o âmbito do evento era outro. Surpreendeu-me a qualidade da refeição naquele lugar entre Alcácer e a Comporta. Voltei depois com a Mrs. Crama, e mais uma vez a satisfação foi total, não dando por mal empregues os quilómetros percorridos até aos Cachopos.
O restaurante tem como particularidade estar instalado num edifício que foi em tempos uma escola primária. Apesar de ter sofrido obras de adaptação, principalmente no interior, nota-se que houve o cuidado de manter preservados certos pormenores como os quadros de ardósia, ou a vitrina com livros escolares antigos, que nos remetem para a realidade de uma escola de há 50 anos.
Quando chegámos tínhamos à nossa espera uns aperitivos servidos no espaço exterior onde em tempos foi o recreio. Depois passou-se a uma das duas salas para a refeição propriamente dita. Começou-se com um sortido de entradas todas elas muito bem preparadas. Bacalhau com grão, feijão-frade com atum, linguiça assada, coelho de coentrada, salada de pimentos, cenoura aberta, queijo e azeitonas. Seguiu-se um excelente ensopado de cherne, em que sobressai a qualidade e a frescura do dito. Depois foi a vez de provar a empada de coelho bravo, prato vencedor de vários concursos de gastronomia. Também estava muito boa. Para finalizar um sortido de frutas e um outro de doces. A acompanhar a refeição provaram-se o branco da casa e um tinto do Dão, seguidos de licor de bolota e aguardente da casa servidos em cabaças. Como aperitivos tivemos vermute e do moscatel. De realçar que por causa do problema do álcool vs. condução, alugou-se o minibus do vizinho Manel, que tal como em 2000 fez de motorista do grupo.
Restaurante A Escola
Estrada Nacional 253 - Cachopos
7580-308 ALCÁCER DO SAL
Tel: 265612 816
Afinal a rã não se chama Eva. Chama-se Antímio e se o que dizem sobre este tipo de rãs é verdade, então o Antímio diz que vai chover.
A minha empresa associou-se à próxima acção de recolha de alimentos que o Banco Alimentar contra a Fome irá promover, nos próximos dias 1 e 2 de Dezembro. A ideia seria, dentro do conjunto de colaboradores, criar uma lista de voluntários que assegurassem a campanha de recolha em pelo menos um espaço comercial.
Em conversa com uma das colegas responsáveis pela organização interna da acção, fiquei a saber que, após alguns dias de distribuição do e-mail, a adesão à iniciativa tem sido praticamente residual, o que, segundo ela, era alvo de alguma estranheza. Aparentemente não compreendia que uma acção deste tipo, em que não é pedido mais do que um pouco do nosso tempo livre para uma causa incontestavelmente nobre, e que até poderia servir para alguns momentos de confraternização entre colegas, não tivesse mais adesão. Pois a mim, pelo contrário, nada disto me espanta. É apenas mais um exemplo da falta de consciência social do povo português, neste caso aplicado ao universo dos colaboradores de uma empresa grande.
Há um discurso generalista que aponta a falta de sentido cívico como uma das causas, senão mesmo a grande causa, de sermos a cauda da Europa em inúmeros aspectos. Fuga ao fisco, sinistralidade automóvel, mau estado das infraestruturas, péssimos índices de educação e formação… a lista é quase infindável, mas quando toca a realmente fazermos algo contra o status quo, ficamos em casa, a ver telelixo e a ruçar os sofás, ou reclamamos refastelados na cadeira da esplanada. Vivemos tempos de primazia do “eu” sobre o “nós”, do “meu” sobre o “nosso”. E se o mal é “deles”, então “eles” que se safem. O máximo que fazemos é assinar umas petições on-line, reencaminhar uns e-mails lamechas de proveniência muitas vezes duvidosa ou pôr umas bandeiras nas janelas, mas se toca a ter que mexer o rabo, alto e pára o baile. Até o conceito de manifestação teve de ser adaptado. Agora fazem-se buzinões ou marchas lentas. Andar a pé, só se for para contestar a perda de um direito ou de uma regalia. Aí já fia mais fino. Agora:
- “Darfur? Isso já lá devem estar muitos”.
- “Votar num referendo? Epá, está tão bom tempo para ir para a praia.”
- “Dar sangue? Faz dói-dói.”
- “Ajudar o Banco Alimentar? A um sábado!!!???”
É claro que não podemos ir a todas, nem se consegue mudar tudo de uma vez, mas se não fizermos nada, então nada será feito. Como disse o outro: “Uma viagem de mil quilómetros começa com um só passo.”
Quanto a mim, esta não quero falhar. Conheço relativamente bem a realidade do Banco Alimentar e acho que o facto de se recolherem directamente alimentos, e não dinheiro, ajuda a credibilizar e dá mérito à iniciativa. Por outro lado agrada-me a ideia de integrar um grupo de pessoas que se vai poder orgulhar de ter ajudado a recolher uns valentes quilos de alimentos que, no final de um processo complexo, chegarão a pessoas que de outro modo não os teriam.
Dia 1 lá estarei. Alguém quer ajudar, ou fazer companhia?
“Mas isto está tudo louco!? Já nem os motards se aproveitam!?” – Foi o que se me assomou à cabeça, hoje a meio da tarde, quando o condutor da Honda Bandit azul travou quase a fundo à minha frente. Isto em plena Av. Infante D. Henrique, sem trânsito. Três faixas, nem um carro, ou qualquer tipo de obstáculo, em várias centenas de metros, e ele vai de espremer a manete direita!
Reparo então que olha para o lado direito. Ahhh!
Bem hajas pá! Não estava a ver o radar, não senhor!
- Tens as chaves de casa?
- Tenho.
- E a carteira?
- SIIIM!!!
- Os documentos da mota…
- Porra que és chata!
Algum tempo depois, a caminho da auto-estrada…
- Trouxeste o identificador da via verde?
- F$%&#$!
- És sempre a mesma coisa!
- Tu é que és!
- Até parece que sou eu que me esqueço das coisas!
- Quem é que se esqueceu de perguntar pelo identificador?
A corrente da 5ª frase da página 161 chegou aqui à chafarica trazida pela Rita (hás-de cá vir). Depois de consultar as regras fiquei com impressão que esta cadeia é assim um bocado… vamos dizer chochita. Algo sem graça, sei lá.
Pegando na mesma temática podia-se ter feito uma coisa muito mais estimulante. Por exemplo: um gajo qualquer decidia enviar esta cadeia a 5 gajos, esses tais gajos faziam lá a treta de afixar a frase, mas, e aqui é que residia a grande diferença, tinham de depositar 1€ numa conta à ordem, e só então depois, cada um deles passaria a outros 5 gajos, ou gajas, que aqui a unificação dos géneros é só forma de simplificar a escrita. Haveria ainda uma regra importante: quando a cadeia chegasse a um blog sem graça nenhuma, sem qualquer tipo de interesse e cujo blogger tivesse nascido, na Rua da Palma, freguesia de Santa Justa, concelho de Lisboa, a oito de Setembro de mil nove e setenta e dois, então o dono desse blog levantaria todo o dinheiro que existisse na conta à ordem e a corrente acabaria.
Fazendo as contas, considerando que esta cadeia já anda por aí há uns meses e se estimarmos que entretanto houve pelo menos dez passagens antes de cá chegar, teríamos:
5+25+125+625+3.125+15.625+78.125+390.625+1.953.125+9.765.625 = 12.207.025€
12.207.025€ aqui pró menino! Isso é que era uma cadeia digna de ser passada. OK, Rita?
Ainda outra coisa. Eu não vou passar esta cadeia porque estas cadeias fazem-me lembrar o jogo do “Passa a morte”. Era tramado o “Passa a morte”. A primeira vez que me passaram a morte, como é óbvio, entrei em pânico.
“Então e agora!? O que é que eu faço!? Será que há remédios para isto!? Ou vai ter que ser com injecções!? Será que tenho de ir para o hospital? Oh meu Deus! Vou morrer! Eu não quero morrer!!!”
Depois lá me explicaram que bastava, com um toque, passar a morte a outra pessoa que nada me aconteceria. Fiquei mais descansado. A partir daí, passavam-me a morte, e eu na minha infantilidade, ia passá-la a outro colega de brincadeira. Ora quando isso acontecia, a morte continuava a rodar pelas crianças até que inevitavelmente voltava à minha pessoa. Achei que aquilo não tinha muita lógica. Tentei então a táctica do “devolver à procedência”, que era, passar a morte imediatamente a quem me a tinha passado, na esperança de a morte circular em sentido inverso até chegar ao instigador de toda aquela treta, que era, ao fim e ao cabo, quem merecia ser morto. Aquilo até resultou inicialmente, os outros ficavam um pouco confundidos mas lá iam devolvendo a coisa para trás, mas passados uns tempos começou a acontecer a criança que me passava a morte, e a quem eu a devolvia, adoptar exactamente a mesma táctica, e isso era tramado porque passávamos horas a dizer “passa a morte”, “passa a morte”, “passa a morte”, “passa a morte mil vezes”, “passa a morte infinitos”, “passa a morte infinitos mais um”… o que nos fazia perder todas as outras brincadeiras, para além de obrigar à intervenção de uma das mães, normalmente já enfurecida, que arrastasse um de nós para casa, para acabar com o impasse.
Foi então que, num rasgo de génio, acontecimento raríssimo ao longo de toda a minha vida, me lembrei de um método que resolveria o problema do “Passa a morte”. Quando me passavam a morte, eu sorrateiramente chegava-me à beira de um adulto, esses seres meio alienados de tudo quanto era importante na vida, dava-lhe um toque rápido, algo que duraria na pior das hipóteses um milésimo de segundo e, nesse milésimo de segundo dizia as palavras mágicas “passa a morte”. Ao adulto, que possivelmente só ouveria algo como “pssmt”, todo o episódio deveria parecer apenas um princípio de um ataque de epilepsia, numa criança já de si pouco normal, pelo que aquilo ficava por isso mesmo. Eu afastava-me rapidamente e seguia o meu caminho “Livrinho da Silva”, e o desgraçado do adulto lá ficava, alheio à sua própria desgraça, com a morte a encubar-se-lhe nas entranhas.
Estava encontrada a solução para o “Passa a morte”. No entanto, esta não era uma solução tão fácil de implementar como pode parecer à partida. Apesar de tudo, eu tinha a noção de que ficar com a morte não devia ser uma coisa agradável, pelo que só passava a morte a adultos de quem não gostasse, que eram pessoas que, diga-se em abono da verdade, não abundavam. Porém com umas idas à padaria, ou à peixaria, a coisa lá se resolvia, excepto uma vez que tentei passar a morte ao jardineiro que tomava conta do jardim junto à escola e que assentava a mão em quem fosse apanhado a roubar camarinhas nos arbustos. Dessa vez o que safou foi o bom par de pernas que tinha, caso contrário acho que tinha ficado com a morte para sempre. Safa!
Posto isto, acho que é óbvio que eu não vou passar esta cadeia a nenhum blogger, porque por enquanto não existe nenhum de quem eu não goste assim tanto.
Vou por isso utilizar a táctica de passar esta cadeia a pessoas, de quem não gosto muito e que não vão fazer a mínima ideia do que lhes coube em sorte. E assim, os nomeados são:
- a senhora que me atropelou de marcha atrás.
- a outra senhora que também me atropelou de marcha atrás.
- o meu vizinho da segunda casa a contar da esquerda que deixa sempre o carro estacionado no passeio quando o pode fazer de um modo que não prejudica ninguém.
- o senhor que ontem foi metade da viagem a cortar as unhas no comboio.
- à palhaça Picolé, da Praça da Alegria, porque têm de ser cinco pessoas, e eu agora não me lembro de mais ninguém.
E com esta conversa toda, reparo agora que não escrevi a frase. Aqui fica. É do livro “Zen e a Arte de Manutenção de Motocicletas”:
Era uma vez um menino que era um cabeça-de-alho-chocho.
Um dia esse menino esqueceu-se de actualizar a assinatura do comboio, mas lembrou-se a tempo de tirar um bilhete.
“Que belo menino que eu sou! Já não sou um cabeça-de-alho-chocho!” - pensou o menino.
No final do dia, o menino ficou de comprar peixe para o jantar de toda a família, que o aguardava, em sua casa. Só que o menino, depois de comprar o peixe, distraiu-se e apanhou o comboio errado.
O revisor apareceu e disse que o bilhete não servia e que aquele comboio nem parava na estação do menino.
O menino ficou muito triste e aflito.
O revisor ficou com pena do menino e não lhe passou uma multa, mas disse-lhe que ele teria de comprar um bilhete, em Santarém, e que só estaria de volta a casa, duas horas depois.
O menino ainda ficou mais triste e aflito. Afinal ainda era um cabeça-de-alho-chocho.
O menino telefonou para a menina e pediu que o seu pai o fosse buscar a Santarém, pois ainda assim chegaria a casa mais rápido.
O pai do menino pôs-se a caminho de Santarém.
Quando o comboio estava quase a chegar à estação do menino, teve de parar, para deixar passar um comboio mais rápido.
O menino lembrou-se então de pedir ao revisor se este não lhe podia abrir a porta para ele sair.
O revisor disse que não podia abrir a porta.
O menino fez uma cara muito triste e foi-se sentar outra vez no seu lugar.
O revisor teve tanta pena do menino que foi pedir ao maquinista que parasse o comboio na estação, para o menino puder sair.
O menino ficou muito feliz e agradeceu muito ao revisor. Depois ligou para a menina a saber se o seu pai já tinha saído.
O pai do menino já ia no Cartaxo, mas deu meia volta e eles jantaram felizes para sempre.
Realização: David Lynch
(mín: * - máx: * * * * *)
- Oh mãe deixa-me ver as tuas mãos.
- O que é que têm, filha?
- O que é isto branco nas unhas?
- Foi um verniz especial que eu pus.
- Fica-te bem! Assim ficas uma gaja boa!
1 queijo de cabra tipo chèvre (250g)
200g de presunto fatiado
1 ovo
O conceito “ir para fora, cá dentro” levado ao extremo, com uma visita à cidade que me acolhe todos os dias. Ver, cheirar e sentir aquilo que passa despercebido na pressa dos dias úteis. Aproveitei para dar um passeio de eléctrico, enquanto os há. A estreia do pirralho nos amarelinhos, e logo no mítico 28. Começa no Martim Moniz, sobe para a Graça, desce pela Voz do Operário seguida pela Calçada de S. Vicente e num instante estamos no Miradouro de Santa Luzia, uma das melhores vistas da cidade. Depois, é sempre a descer até à Baixa, pelo Limoeiro da má memória, passando pela imponente Sé. De novo a subir, agora para o Chiado, onde terminou a nossa viagem. A partir dali saboreou-se Lisboa a pé, juntamente com os muitos turistas de cabeça no ar e câmaras a tiracolo. A Brasileira, o Largo Camões, o Elevador da Bica, o Bairro Alto, a Calçada do Duque, o Largo do Carmo, o Elevador de Santa Justa e de novo na Baixa. Ufa! Com esta estafa, nada melhor que tratar do corpo. A melhor bifana da cidade e umas castanhas bem apregoadas, já ao fim da tarde, no Rossio. Soube bem… Lisboa.
Hoje, ao chegar a casa, cruzei-me com um vizinho que me fez lembrar o David Duchovny. No emprego, tenho um colega que é parecido com o George Clooney. Já uma outra colega, que foi transferida há uns meses para o meu departamento, é a cara da Angelina Jolie. Na semana passada, numa loja de electrodomésticos, fui atendido por uma sorridente Cameron Diaz. A lista poderia continuar quase indefinidamente.
Admito que tenho a panca de identificar parecenças entre celebridades e pessoas com quem me cruzo no meu dia-a-dia. É claro que quando comento as minhas associações com alguém – leia-se Mrs. Crama – normalmente esse alguém chama-me demente e outras coisas simpáticas, mas isso é apenas mais uma razão, bastante fraquinha por sinal, quando comparada com outras, que tem para me chamar demente e outras coisinhas simpáticas.
E isto a propósito do quê?
Olha! Boa! Ia escrever qualquer coisa mas agora varreu-se-me.
Ah! A propósito: a Drew Barrymore está grávida.