terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Zen e a arte de alimar um carapau

Com uma tesoura de amanhar peixe bem afiada, cortam-se as barbatanas peitorais junto ao corpo. De igual modo, cortam-se as barbatanas pélvicas. De seguida cortam-se as barbatanas anal e dorsal, sempre no sentido da cauda para a cabeça. Corta-se também o meato urogenital. Faz-se uma incisão a partir do ânus em direcção à cabeça mantendo a união do abdómen nas duas ou três primeiras costelas. Enfia-se um dedo na incisão e retiram-se todos os orgãos tendo o cuidado de não os danificar dentro do abdómen. Lava-se a abertura abdominal e todo o peixe. Separa-se a cabeça, iniciando o corte na base do crânio do lado da zona dorsal, junto à união com a coluna dorsal, contornando depois pelos opérculos até à zona abdominal. Lava-se novamente a zona do corte passando um dedo na abertura criada entre o abdómen e a zona das brânquias removendo daí qualquer vestígio de orgão interno. Deixa-se escorrer e coloca-se em salmoura durante 24 horas a uma temperatura de 5ºC. Todas estas operações devem ser feitas segurando o peixe numa das mãos, com força suficiente para não escorregar mas com o cuidado de não o apertar, o que tornaria a sua carne mole.


O meu almoço de amanhã vai ter muita qualidade. Ó se vai!

Ó pra ela!

Olha só quem esteve a semana passada, na BBC, no Jools Holland.



Brevemente num teatro perto de mim.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Sugestão

Depois do post aqui debaixo sobre o concerto do David Fonseca, penso que se torna óbvia qual a sugestão que deixo à Câmara Municipal da Azambuja (vou repetir para aparecer bem no Google: Câmara Municipal da Azambuja) quanto ao artista a convidar para a noite de sábado da Feira de Maio 2008.

OK? Estamos conversados?
Vá lá, não me obriguem a fazer reféns.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

David Fonseca @ Olga Cadaval - Sintra

Memorável, simplesmente memorável, a noite de sexta-feira, no Olga Cadaval. Um concerto que superou totalmente as minhas, já de si elevadas, expectativas.

Duas grandes vozes num espectáculo tecnicamente perfeito. Um som como já não me lembrava de ouvir. Forte q.b., definido, equilibrado, sem ruídos nem feedback… excelente. O único defeito mesmo, foram aquelas cadeiras, que impossibilitaram que o publico desfrutasse como devia de ser – a dançar – e que só foram vencidas na passagem de Vídeo Killed The Rádio Star para The 80’s.

Mas comecemos pelo início. Eram dez horas (só pela pontualidade ganhou logo pontos), quando o David Fonseca, num gesto bonito, subiu ao palco para desejar as boas noites e apresentar a Rita Redshoes. Grande espectáculo também da Rita a abrir o apetite para o seu primeiro álbum a lançar brevemente. Ficamos à espera.

Finda a actuação da Rita, e quase sem quebras, entra o David pela plateia e, como os Arcade Fire, no Olympia de Paris, entoa a primeira música - Dreams In Color - no meio do público, acompanhado apenas da guitarra. Enquanto isto, os roadies acabam as montagens naquele que deve ser o mais impressionante palco de um artista português. Luzes, cinemaescope, bola de espelhos e um arranjo cuidado das colocações e das movimentações em palco fazem do concerto do David Fonseca um espectáculo com uma componente visual muito forte.

Depois da subida ao palco seguiu-se uma série quase sem quebras de 4th Chance, Our Hearts Will Beat As One, uma cover de Song To The Siren (Tim Buckley), Who are U? e Someone That Cannot Love. Um grande arranque.

A anteceder Superstars II, um momento que introduz a terceira faceta do espectáculo. Não satisfeito com as componentes som e imagem, o David, com o seu humor fácil, ainda brinda o público com “conversas” ao nível do melhor stand-up comedy nacional. A versão de Umbrella em assobio, o carteiro, os ladrões e o ferro de engomar debaixo da cama substituído pela raquete de ténis. Isto senhores, é entretenimento ao melhor nível.

Continuando com a música seguiu-se mais uma série fortíssima com Silent Void, Kiss Me, Oh Kiss Me (antecedida por mais uma relato cómico com uma empregada de hotel à mistura), Hold Still (com a Rita Redshoes novamente em destaque), Rocket Man, Disco Song e o ponto alto do concerto, o tal que fez toda a gente levantar os rabos das cadeiras, com Vídeo Killed The Rádio Star e The 80’s.

Adeus, Não Afastes Os Teus Olhos terminou o concerto, ou melhor, a primeira parte do concerto. Perante a ovação de pé, o David regressou sozinho, e depois de Eu não sei dizer(?) e de mais uma conversa, desta vez sobre discos ouvidos em noites mal dormidas, tocou covers acústicas de Billie Jean (Michael Jackson) e Fire (Bruce Springsteen). Já com a banda novamente em palco seguiu-se See The World Trough You(?), Angelsong (a primeira música escrita pelo David) e o final em apoteose com All Day And All Of The Night dos Kinks. Perante mais uma ovação de pé ainda houve tempo para mais um encore, com a repetição do Superstars II, em jeito de despedida.

Para recordar esta grande noite, ficam aqui alguns vídeos. Bem hajam quem os gravou.





PS - Esqueci-me de mencionar o grande, grande momento que foi a cover acústica da música do Dartacão e os três Moscãoteiros. Está mencionado.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

To do tomorrow

- Levar o pirralho à escola

- Abastecer o carro

- Trabalhar

- Concerto de David Fonseca

- Não esquecer de atender o telefonema do colega a comunicar que ganhámos o Euromilhões

The Man Who Cried


Realização: Sally Potter
Elenco: Christina Ricci, Cate Blanchett, Johnny Depp, John Turturro, Oleg Yankovsky
Nacionalidade: Reino Unido / Fracça
Ano: 2000
Título em português: Um homem chora

Classificação cramalheirística: * * * *

(mín: * - máx: * * * * *)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Estação primeira... not

Este ano torci pela escola de samba Estação Primeira de Mangueira que dedicou o seu samba-enredo aos 100 anos de frevo, e à sua capital: Recife.
And guess what... deu Beija-Flor. Mangueira em décimo.
Sou só eu, ou está aqui a formar-se um certo padrão?

Do Carnaval

Rever a avó e meia dúzia de amigos.

Beber uns copos (incluindo a zurrapa do Vitó), na Feira do Fumeiro, ao som do organista Beto e terminar a noite em casa do Carrapato a comer uma farinheira assada na brasa.

Brincar com os pirralhos (filha e afilhada) nos baloiços, apesar do frio e da chuva.

Comer um belo coelho à caçador, patrocinado pelo Piri e cozinhado pelo Carrapato.

Ver o meu Sporting a chafurdar no imenso lamaçal que se chama época 2007/8.

Confirmar que na Casa de Irene se come quase tão bem como na casa da avó aqui há uns anos.

Ir até ao Barco numa busca vã por uma abóbora-porqueira.

Estar um dia inteiro a jiboiar depois de um retemperador sono de 12 horas.

Foi assim o Carnaval.

Ah! E ainda deu para ver algumas reportagens televisivas dessa comédia-trágica que são os Carnavais à portuguesa.

PS – Carrapato: manda-me o “material” que está na tua máquina. Está na hora do organista Beto ter um vídeo no Youtube.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Clic

Almeida

Mais um ano...

Mas quem é que se lembrou de fazer a Expomoto no mesmo fim-de-semana da Feira do Fumeiro?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Orquestra Metropolitana de Lisboa @ Centro Cultural do Cartaxo

A Orquestra Metropolitana de Lisboa veio hoje ao Centro Cultural do Cartaxo apresentar o programa “As Cordas da Metropolitana”. Sob a condução do jovem maestro andaluz Pablo Heras-Casado, e contando com a participação da soprano catalã María Hinojosa, foram interpretadas obras de Händel, Vivaldi, Szymanowski, e Chostakovich.


PROGRAMA

Georg Friedrich HÄNDEL (1685-1759) - Concerto Grosso, Op. 6, n.º 10 [1739]
I. Overture
II. Allegro

António VIVALDI (1678-1741) - Allegro do Motete In furore iustissimae irae, RV. 626 [Data desconhecida]

Georg Friedrich HÄNDEL - Concerto Grosso, Op. 6, n.º 10
III. Air: Lento

Georg Friedrich HÄNDEL - "Tornami a vagheggiar", ária da ópera Alcina [1735]

Georg Friedrich HÄNDEL - Concerto Grosso, Op. 6, n.º 10
IV. Allegro

António VIVALDI - "Gélido in ogni vena", ária da ópera Farnace [1727]

Georg Friedrich HÄNDEL - Concerto Grosso, Op. 6, n.º 10
V. Allegro
VI. Allegro moderato

Georg Friedrich HÄNDEL - "Piangero la sorte mia", da ópera Júlio César [1724]

INTERVALO

Karol SZYMANOWSKI (1882-1937) - Estudo em Si bemol menor, para orquestra de cordas, Op. 4, n.º 3 (arr. Agnieszka Duczmal) [1900-02]

Dmitri CHOSTAKOVICH (1906-1975) - Sinfonia de Câmara para Orquestra de Cordas, Op. 110a (arr. Rudolf Barschai do Quarteto de Cordas n.º 8) [1960]
I. Largo
II. Allegro molto
III. Allegretto
IV. Largo
V. Largo

Interdição

1 garrafa de vinho
1 queijo de ovelha de Estremoz
1 chouriço do Fundão
1 pão
Meia dúzia de colegas

Já há algum tempo que não se fazia uma "interdição". Por razões que à distância não se compreendem, o hábito tinha vindo a perder-se. Ontem, retomou-se a prática da modalidade. Ainda bem. É uma excelente maneira de terminar um dia de trabalho.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Sangre Flamenca


É garra e paixão em forma de dança. É flamenco em todo o seu esplendor.
Para quem entende a linguagem, que é como quem diz, para quem aprecia, é arrebatador. De fazer vir lágrimas aos olhos. E isto não é uma metáfora. Que te lo digo yo.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Importa-se de repetir #2

- Hoje vou levar-te à estação de carro.
- Então?
- Andam "praí" tigres à solta.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Uvada

Este fim-de-semana entretive-me a “refazer” a uvada preparada durante a passada época vinícola. A operação consistiu em juntar maçãs bravo de esmolfe a alguns frascos da receita original e levar a mistura ao lume até atingir novamente a consistência desejada. De realçar que esta mistura não é nada inovadora, tanto que a preparação de uvada com maçãs, ou pêras, faz parte das receitas tradicionais da região oeste.

Como prova de teste, decidi oferecer um frasco de uvada a três colegas, que serviram, por assim dizer, de cobaias. Todos eles deram nota positiva à uvada do Crama.

Importa-se de repetir

- Olá! Que tal o dia?
- Tudo bem. Então o pirralho?
- Foi jantar com as amigas.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Por aqui ouve-se...



... e gosta-se.

PS - Ou muito me engano, ou aqueles sapatos são os que ela comprou cá em Portugal, em Dezembro de 2006.

sábado, 26 de janeiro de 2008

The Man Who Wasn't There


Realização: Joel Coen
Elenco: Billy Bob Thornton, Frances McDormand, Michael Badalucco, James Gandolfini, Katherine Borowitz, Jon Polito, Scarlett Johansson
Nacionalidade: UK / USA
Ano: 2001
Título em português: O barbeiro

Classificação cramalheirística: * * * *

(mín: * - máx: * * * * *)

Deu Sharapova












Maria Sharapova vs. Ana Ivanovic - 7/5 - 6/3

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Em Busca do Carneiro Selvagem, de Haruki Murakami

Depois da antologia de contos de Natal “do” Vasco Graça Moura (correcção: contos que contêm a palavra Natal, porque alguns, de Natal não têm nada) fiz uma pausa na leitura de livros. Desde o início do ano, as viagens no pouca-terra têm sido dedicadas a leituras mais técnicas e a audições musicais.

Ontem, foi dia de dar início ao novo ano literário e a obra escolhida foi o Em Busca do Carneiro Selvagem, de Haruki Murakami.

Chamou-me a atenção para este livro, o destaque dado em várias livrarias, aqui há uns meses, prenúncio de que seria algum best-seller. Na altura não conhecia nada sobre o autor e respectiva obra. Por enquanto, por aquilo que já li, posso dizer que me está a agradar.

Sinopse

Murakami tece uma história onde a realidade é palpável, dura e fria, e seria a verdade de qualquer um, não fosse um leve pormenor: é uma realidade absolutamente fantástica...

Um publicitário divorciado, que tem um caso com uma rapariga de orelhas fascinantes, vê-se envolvido, graças a uma fotografia publicitária, numa trama inesperada: alguém quer que ele encontre um carneiro! Mas não é um carneiro qualquer. É um animal que pode mudar o rumo da história. Um carneiro sobrenatural…

Open da Austrália

Maria Sharapova vai defrontar Ana Ivanovic na final feminina da edição 2008 do Open da Austrália, que se realiza amanhã.

Independentemente do resultado, está garantido que será um belo espectáculo.

Uma noite no Cartaxo

Descoberta recente. O Cartaxo, para além das belas termas, tem um Centro Cultural com uma programação muito interessante. Melhor ainda, tem também uma sala de cinema com um funcionamento semelhante ao da minha Quiet Town, mas com uma diferença: às quintas-feiras passam o que eles chamam "Outros Filmes".
Consultada a agenda disponível constatei que os títulos disponibilizados eram de facto bem interessantes e foi assim que, falhada que foi a ida, a semana passada, para assistir ao "Control", não quis deixar passar ontem a projecção de "A Morte do Sr. Lazarescu".
Chegado ao local, constata-se a qualidade da oferta e vários pormenores muito agradáveis. O bilhete, 3,8€. No bar, jornais do dia disponíveis para leitura e o "Mudar de Bina" do Norberto Lobo, como música de fundo. A sala é só quase a que projectaria para mim mesmo, na minha casa de sonho (vá, a minha seria um pouco mais pequena). Como se não bastasse, a cereja em cima do bolo, uma imensa multidão de 8 civilizadas pessoas que permitiram, tirando uns precalços no início do filme, que desfrutasse de condições de visionamento próximas da perfeição. Nota ainda para o filme, o qual resumiria como: Kafka aplicado ao Serviço Nacional de Saúde, neste caso, da Roménia. Perturbante e incómodo na medida em que percebemos que o que é afinal um filme, poderia ser muito bem um documentário, e pior ainda, passado em Portugal. Veredicto final: recomendadíssimos. O filme e o Centro Cultural do Cartaxo.

Moartea domnului Lazarescu


Realização: Cristi Puiu
Elenco: Ion Fiscuteanu, Mirela Cioaba, Doru Boguta, Dana Dogaru, Doru Ana
Nacionalidade: Roménia
Ano: 2005
Título em português: A Morte do Sr. Lazarescu
Classificação cramalheirística: * * * * *
(mín: * - máx: * * * * *)

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

The Bleeps

Se ela disse que é para marcar, então está marcado.


Mais informações aqui.
The Bleeps @ MySpace


E nós praceteiros? Como é? Fazemos mais um cumbíbio?

Em Novembro, 10 começaram a noite na Tertúlia mas apenas 4 chegaram ao Musicbox.

Vamos melhorar a marca?

domingo, 20 de janeiro de 2008

Feira do Fumeiro em Almeida


Mais informações aqui.

Hollywood ending


Realização: Woody Allen
Elenco: Woody Allen, Téa Leoni, Bob Dorian, Ivan Martin, Gregg Edelman, George Hamilton, Treat Williams, Debra Messing,

Nacionalidade: USA
Ano: 2002
Título em português: Hollywood ending

Classificação cramalheirística: * * * *


(mín: * - máx: * * * * *)

Bimby who!?


Ontem, estive numa sessão de apresentação da Bimby – esse portento da tecnologia alemã aplicada à cozinha – e confesso que não fiquei muito entusiasmado com a dita. Acho no entanto que tem influência nesta opinião o facto de eu ter dormido uma “raspinha” (assim de umas duas horas) naquele que foi o meu quarto de juventude, enquanto a sessão decorria, na cozinha dos Cramas Seniores.

A Mrs. Crama, essa sim, assistiu a toda a demonstração e apesar de ter ficado impressionada com as capacidades do electrodoméstico, foi-lhe fácil resistir aos impulsos de aquisição.

“Bimby!? Eu não preciso. Já tenho um Bimby lá em casa. E o meu até vai às compras e tudo!”

sábado, 19 de janeiro de 2008

Italiensk for begyndere

Realização: Lone Scherfig
Elenco: Anders W. Berthelsen, Anette Støvelbæk, Ann Eleonora Jørgensen, Peter Gantzler, Lars Kaalund, Sara Indrio Jensen

Nacionalidade: Dinamarca
Ano: 2000
Título em português: Italiano para principiantes

Classificação cramalheirística: * * * *

(mín: * - máx: * * * * *)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Blitzkrieg

Declarei guerra às listas de espera.
A ofensiva tem início já de seguida.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Para quem não esteve lá


Radiohead ao vivo, ontem, na 93ft East - London

Casanova

Situado mesmo em frente à Estação de Lisboa – Santa Apolónia, paredes meias com o Bica do Sapato e com a Delidelux, o Casanova foi o restaurante escolhido para o primeiro almoço-convívio do gang de 72. (Primeiro de muitos, não é SA?)

Em português praceteiro, e em duas palavras, diria que o Casanova é um restaurante bem esgalhado. Cozinha aberta, espelhos, paredes coloridas, mesas corridas, lâmpadas vermelhas penduradas do tecto para chamar os empregados e o Tejo como pano de fundo, tudo concorre para um espaço que resulta bem agradável. Depois há as pizzas. Pelo menos, é só sobre elas que me posso pronunciar. Os ingredientes são de óptima qualidade. Frescos todos eles. Do tomate ao queijo mozarella, daquele verdadeiro, feito de leite de búfala. A massa é fina e delicada e o tamanho mais que suficiente. Há quem as considere as melhores pizzas de Lisboa. De Lisboa, talvez, mas já comi melhores ali para os lados da Azambuja. E isto, pode parecer que não, mas é um elogio.

Av. Infante D. Henrique - Cais da Pedra
Armazém 7 Loja B
1900 Lisboa
Tel: 218877532 Fax:218877534

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Estive lá

Clic

Sem moldura

ZMM #2

Quando viajamos de férias numa motocicleta, vemos as coisas de uma maneira que é completamente diferente de qualquer outra. Num carro, estamos sempre num compartimento e, em virtude de estarmos habituados a isso, não temos consciência de que através da janela daquele carro tudo quanto vemos é apenas mais TV. Somos observadores passivos e tudo passa por nós enfadonhamente, numa moldura.

Numa motocicleta, a moldura desaparece. Estamos completamente em contacto com tudo. Estamos na cena e não já, apenas, a observá-la, e o sentimento de presença é avassalador. Aquele cimento que zune a uns doze centímetros abaixo dos nossos pés é o material verdadeiro, a mesma coisa sobre a qual caminhamos, está ali mesmo, tão enevoado que não conseguimos concentrar o olhar nele, mas podemos em qualquer altura baixar o pé e tocar-lhe, e tudo isso, toda a experiência, nunca se apaga da consciência imediata.

in Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas, de Robert M. Pirsig

Adega do Almirante

Cozinha tradicional em ambiente rústico, serviço eficaz e boa relação qualidade/preço definem a oferta do Restaurante “Adega do Almirante”.
Tem ainda a particularidade de se poder prolongar a noite, iniciada ao jantar, no amplo bar anexo. Foi o que fiz, mais os colegas, na passada sexta-feira, dia em que haveria música ao vivo. Infelizmente, depois de uma semana de trabalho, o alento não era o melhor, pelo que debandámos antes do início da actuação dos Akunamatata. De registar ainda o único percalço da noite. De facto aquela operação stop mesmo à saída do restaurante não estava nada nos planos, mas como se costuma dizer: tudo está bem quando acaba bem.

Adega do Almirante
Rua Comandante Sacadura Cabral, 106
Ponte de Frielas, 2660-072-Loures
Telefone: 219 898 001 Fax: 219 898 055

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Politiki kouzina (A Touch of Spice)


Realização: Tassos Boulmetis
Elenco: Georges Corraface, Ieroklis Michailidis, Renia Louzidou, Stelios Mainas, Dina Michailidou
Nacionalidade: Grécia
Ano: 2003
Título em português: Toque de canela

Classificação cramalheirística: * * *

(mín: * - máx: * * * * *)

Maré-Blu

Se a primeira refeição – digna desse nome – feita no pós reveillon servisse de barómetro para a qualidade do restante ano gastronómico, então, 2008 seria com certeza um bom ano. Vem, este pensamento, a propósito do belo almoço ocorrido no início do mês, lá para as bandas da Guia, no Maré-Blu. Um restaurante italiano, sob gestão inglesa, com execução portuguesa e atendimento brasileiro, ou seja, o conceito Allgarve aplicado à restauração. Neste caso, com um resultado feliz.

Situado em plano elevado, numa colina sobranceira à marina de Albufeira, desfruta-se tanto da sala, como dos agradáveis terraços, de uma vista desafogada, com o mar no horizonte. O único ponto menos conseguido, quanto a mim, é a decoração da sala, a qual, tirando um ou outro pormenor de bom gosto, é algo incaracterística, mas ainda assim confortável. No entanto, segundo fui informado, o restaurante iria encerrar, no preciso dia da visita, para a realização de obras de remodelação do interior, pelo que este último ponto poderá entretanto ter sido já corrigido.

Na ementa, têm destaque, para além das iguarias transalpinas (pizzas, massas e risottos), alguns pratos regionais com toques internacionais, ou pratos internacionais com toques regionais, que estas coisas das classificações para o caso não têm grande importância.

De acordo com os apetites, e com a ajuda de algumas recomendações, foram provados pelos comensais, um tornedó, uma pizza e uma espetada de tamboril e marisco, nos quais se destacavam, para além da qualidade dos ingredientes, uma preparação e apresentação bastante cuidadas. Nota positiva também para a sangria que acompanhou tanto a refeição como as entradas. Devidos a alguns excessos próprios das festividades da época, já não houve estômago para sobremesas. Fica para a próxima. No final, uma dolorosa de cerca de 20€ por pessoa, os quais, atendendo à qualidade da refeição, foram considerados por todos nada mal empregues. Veredicto: restaurante molto recomended à bessa.

Maré-Blu
Rua Fernando Pessoa,17
Pateo, Albufeira
Tel: 289582016 7 Fax: 289588247

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Dia da mãe e do pai inchados


Reunião na escola com a professora do pirralho.
Para a próxima quero ver se vou lá eu.
Preciso testar a capacidade de insuflação do meu ego.

Antes de ir para a cama


Durmam bem, ou não durmam melhor.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Clic

Sonhos cor de rosa

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

"...não pensam nada." é comigo mesmo

Foi pensado um complexo procedimento de elaboração contextualizante que consiste na ingestão de recursos calóricos em que deverão estar todas aquelas pessoas que ao não pertencerem ao círculo daqueles que pensando não pensam nada. Ou seja, vai-se realizar um trabalho com interdições amanhã dia 11/01/2008, em que só serão admitidas pessoas com as melhores proveniências e castas, isto é, referindo-me à ultima palavra, a noite promete.

Agora pra estragar isto tudo, o jantar é amanhã, nos locais indicados no sitio www. Passafome.pt (ª)quem quiser ir tem de confirmar no prazo de 10 minutos, sob pena do computador lhe explodir nas mãos.

Fico a aguardar.

É necessária a confirmação, de forma a possibilitar a reserva de EPI’s.








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Puuuumm.


Hoje, ao chegar ao escritório, no final do dia, tinha este convite para jantar, o qual tem tanto de agradável como de inesperado. Isto numa semana onde já tinha recebido este:


"Caríssimos colegas,

Depois de uma análise atenta às diferentes alternativas que se apresentam para a concretização da confraternização de Ano Novo, em tempo sugerida pelo ilustre colega NG, aqui fica a sugestão:

Almoço – 16 de Janeiro de 2008 (Quarta-feira) – 13h00

Restaurante Casanova (italiano), Av. Infante D. Henrique ao lado da Bica do Sapato.

Se tiverem alguma objecção à proposta digam sff.

Bjs

SA"


É caso para dizer, mais uma vez: há colegas fantásticos, não há!?

PS - "fantásticos" define, neste caso, os colegas e AS colegas, ok? Não queremos mais sensibilidades feridas.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Adjudicado


Nuevo Ballet Español - Sangre Flamenca
Centro Cultural de Belém
31/01/2008 - 21H00

Feira do Fumeiro em Almeida
De 01/02/2008 a 03/02/2008



David Fonseca (Rita Redshoes na 1ª parte)
Centro Cultural Olga Cadaval
08/02/2008 - 22H00



Mayra Andrade
Teatro Municipal São Luiz
24/02/2008 21H00

PS - Para os interessados: canais habituais.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Reis

Quem sai aos seus...

sábado, 5 de janeiro de 2008

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Afinal, não sou o único

- Olha lá, aquela rapariga não te faz lembrar ninguém?
- Quem?
- Aquela.
- Assim de repente... não.
- Não te faz lembrar a Sandra Bullock!?

PS - E não é que era mesmo tal e qual.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Playlist de Reveillon, segundo Peter Crama

A tarefa era clara mas difícil. “Tratar” da música durante parte do reveillon, de modo a animar a festa e se possível levar os convivas a trocarem as cadeiras pela pista de dança que deu tanto trabalho a preparar.

O tema que escolhi para a playlist foi precisamente o ano de 2007. Grandes álbuns, grandes músicas, grandes concertos ao vivo ou simplesmente temas orelhudos. A táctica, essa foi: começar devagar, ganhar confiança e à medida que o ano acabava, ir começando a acelerar, meter décibeis, para acabar em warp mode.

E foi assim:

Marlango - Shake the moon
Carla Bruni - Those dancing days are gone
Feist - My moon my man
Bat For Lashes - What's a girl to do
Amy Winehouse - You know i'm no good
Josh Rouse - Hollywood Bassplayer
I'm From Barcelona - We're From Barcelona
The Shins -
Australia
Patrick Wolf - The Magic Position
Mika - Relax, Take It Easy
Spoon - The Underdog
Arcade Fire - No cars go
Au Revoir Simone - Dark Halls
Blonde Redhead - 23
Kings of
Leon - On call
Clap Your Hands Say Yeah - Satan Said Dance
Of
Montreal - Heimdalsgate Like A Promethean Curse
Modest Mouse – Dashboard
The National - Mistaken For Strangers
Bloc Party - Song For Clay
Ra Ra Riot - Dying Is Fine
Editors - Smokers Outside The Hospital Doors [Radio Edit]
Interpol - Heinrich Maneuver
Arctic Monkeys - Fluorescent Adolescent
Air Traffic -
Charlotte
Maximo Park
- Our Velocity
Babyshambles - Delivery
Wraygunn - Shes a go-go dancer
TV on the Radio - Wolf like me
Noisettes - Dont give up
The Gossip - Standing In The Way Of Control
Gogol Bordello - Start Wearing Purple
Los Campesinos - You me dancing
She Wants Revenge - Written in Blood
Shitdisco - Disco blood
!!! - Must Be The Moon
Klaxons - Gravity's Rainbow
Massive Attack - Karmacoma
Ficherspooner - Cloud
Hot Chip - Ready for the floor (album_version)
LCD Sound System - North American Scum
Bjork - Earth Intruders (Mark Stent Mix)
M.I.A. - Bamboo banger
Justice - Phantom
Alloy Mental - Gotta love
Digitalism - Pogo
LCD Sound System - Us V Them
Chemical Brothers - Do It Again (feat. Ali Love)
Alloy Mental - We have control
Alloy Mental - God is green
Underworld - Born Slippy [Nuxx]

Da passagem de ano


A casa do J. é muito porreira.

O frigorífico estava lindo.

O terraço onde se fez a festa estava de meter inveja a muito bar ou discoteca.

Os putos estiveram impecáveis.

Os putos mais velhos também.

Um churrasco não é uma democracia.

A minha playlist fez um sucesso.

A tequilla é tramada.

domingo, 30 de dezembro de 2007

Até pró ano

O ano está a chegar ao fim e eu estou de abalada. A passagem de ano é lá prás bandas de Marrocos de Cima, perdão Allgarve, perdão Algarve.

Vou para uma casa quase sem mobílias, sem cama para me deitar e sem fogão para cozinhar. Não interessa. A Mrs. Crama vai comigo e tenho lá um amigo à espera. Já é mais do dobro do que é necessário para fazer uma boa festa… Bom, mas deixemo-nos de lamechices. Além dos citados estarão lá mais 30, a casa não tem mobília mas tem um belo de um sonoro, e o facto de não ter fogão até é positivo. Assim, não há comida para armazenar o que liberta a totalidade do frigorífico para guardar bebidas. A única coisa que me está a preocupar é a piscina. 5ºC à noite… não sei não. Enfim... não há-de ser nada.

E com este me vou.

Para todos os que vão passando por aqui, os votos de boas festas e de um excelente 2008.

Fiquem bem.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Pente 1


Ano novo, cabelo novo.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Clic

Cavalo e um reino

ZMM #1

Portanto, o que há a fazer quando trabalhamos com uma motocicleta, assim como em qualquer outra tarefa, é cultivar a paz de espírito que não nos separa do que nos rodeia. Quando isso se consegue, tudo o mais acontece naturalmente. A paz de espírito produz valores certos, e valores certos produzem pensamentos certos. Pensamentos certos produzem acções certas e acções certas produzem trabalho que será um reflexo material, para outros verem, da serenidade que se encontra no centro de tudo. Foi o que aconteceu com aquela muralha na Coreia. Era um reflexo material de uma realidade espiritual.

Penso que, se queremos reformar o mundo, e torná-lo um lugar melhor para se viver, o procedimento a adoptar não é falar de relações de natureza política, que são inevitavelmente dualistas, cheias de sujeitos e objectos e das suas relações entre eles; nem em programas cheios de coisas para outras pessoas fazerem. Acho que esse tipo de abordagem começa pelo fim e presume que o fim é o princípio. Programas de natureza política são importantes produtos finais de qualidade social que só pode ser eficaz se a estrutura fundamental de valores sociais estiver certa. Os valores sociais só estão certos se os valores individuais estão certos. O lugar para melhorar o mundo encontra-se em primeiro lugar no nosso coração, na nossa cabeça e nas nossas mãos, e depois em trabalhar a partir daí. Outras pessoas podem falar do modo de expandir o destino da humanidade. Eu só quero falar do modo de reparar uma motocicleta. Penso que o que tenho a dizer possui um valor mais duradoiro.

in Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas, de Robert M. Pirsig

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Realista

- Agora esperas aqui que eu vou me vestir.
E o primo aguarda obedientemente. Ai dele se não aguardar.
Ao fim de uns minutos aparece o pirralho vestida com a toilette para a ceia de Natal.
- TCHARAMM!!! Então!?
O primo olha para ela um pouco confundido.
- Então!? Cai para o lado! – ordena o pirralho.
Teatralmente, o outro lá faz que cai para o lado.
- Eu sabia que ias ficar maluco!

Bernardo Sassetti Trio @ Lux

Não chegou bem a ser um concerto. Muito ruído e fracas condições para quem estava ali sobretudo para ouvir música fizeram com que os Crama debandassem ao fim de 45 minutos de actuação. Assim prefiro ouvir o Bernardo em casa.
Estarem vários grupos de pessoas em amena, mas sonora, cavaqueira enquanto o Bernardo Sassetti Trio actua é excentricidade demais para mim. Se calhar sou eu que sou fundamentalista, ou então, tenho mesmo de ver se me sai o Euromilhões.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Bernardo Sassetti Trio


Bernardo Sassetti (piano)
Carlos Barretto (contrabaixo)
Alexandre Frazão (bateria)


Hoje, no Lux, às 23:00 horas.


Mais informações aqui.

Primeiro teste

A pedido de várias famílias – na verdade era uma só – e apesar de eu o desaconselhar, foi servido o Crama Reserva Bica Aberta 2007, durante a ceia de Natal. Para tal, abriu-se primeiro um dos garrafões guardados para atestos. A primeira nota de registo foi para o excesso de gás carbónico contido no vinho, a lembrar um espumante, sinal que houve fermentação após o fecho dos vasilhames. Nada que não esperasse. O aroma estava agradável e a cor (rubi bastante aberto) também. Na boca, no entanto, estava desequilibrado, sem estrutura, com muitas imperfeições de juventude. Calculei que pudesse melhorar com algum tempo de arejamento, mas por falta de tempo decidi abrir a cuba para comparar. Estava ligeiramente melhor, mais calmo, mas ainda assim com os mesmos problemas detectados na primeira amostra. Com a insistência dos comensais, foram cheios dois decanters para a refeição. Com o arejamento notaram-se melhorias. Hoje, ao almoço, o decanter que ficou com o vinho que sobrou, cerca de 8 decilitros, estava ainda melhor, o que me deixa algumas esperanças para o lote principal, o qual foi atestado com o vinho do garrafão e novamente fechado.

Agora tenho ali dois litros que sobraram e que possivelmente irão viajar até ao Algarve para serem provados na passagem de ano.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Concertos - Surpresa do ano

Definitivamente, não consigo eleger o melhor concerto de 2007. Arcade Fire, estará entre os melhores. LCD, também, sem dúvida. Pearl Jam, Metallica, Regina Spektor, Chemical Brothers, Digitalism, Interpol, Patrick Wolf, Scissor Sisters… todos eles foram bons concertos, em todos eles me diverti, mas não consigo estabelecer uma hierarquia. Não consigo fazer comparações em algo que para mim não tem comparação. Depois houve uma série de concertos que eu não vi e que sei que foram muito bons: Aimee Mann, Manu Chao, Massive Attack, Patty Smith... tantos.

Consigo contudo eleger o concerto que em 2007 excedeu de forma mais contundente as minhas iniciais expectativas. E essa honra coube ao Sr. Dave Matthews e à sua magnífica banda. Fica assim entregue o prémio de surpresa do ano.

Em jeito de "para mais tarde redordar", um vídeo de um grande momento desse concerto. E ele houve tantos… mais de três horas deles.




Para quem estiver interessado, um video semelhante com melhor qualidade mas de um outro concerto.

Mais coisa, menos coisa

1º. Arcade Fire - "Neon Bible" (540 pontos)
2º. LCD Soundsystem - "Sound Of Silver" (450 pontos)
3º. Radiohead - "In Rainbows" (412 pontos)
4º. The National - "Boxer" (350 pontos)
5º. Interpol - "Our Love To Admire" (280 pontos)
6º. Editors - "An End Has A Start" (230 pontos)
7º. Beirut - "The Flying Club Cup" (208 pontos)
8º. The Shins - "Wincing The Night Away" (191 pontos)
9º. !!! - "Myth Takes" (124 pontos)
10º. Klaxons - "Myths Of The Near Future" (118 pontos)
11º. Blonde Redhead - "23" (107 pontos)
12º. Amy Winehouse - "Back To Black" (92 pontos)
13º. Andrew Bird - "Armchair Apocrypha" (63 pontos)
14º. Bloc Party - "A Weekend In The City" (60 pontos)
15º. PJ Harvey - "White Chalk" (58 pontos)
16º. Feist - "The Reminder" (55 pontos)
17º. Bat For Lashes - "Fur And Gold" (52 pontos)
18º. Rufus Wainwright - "Release The Stars" (51 pontos)
19º. Arctic Monkeys - "Favourite Worst Nightmare" (48 pontos)
20º. The White Stripes - "Icky Thump" (47 pontos)
21º. Battles - "Mirrored" (46 pontos)
22º. Electrelane - "No Shouts, No Calls" (45 pontos)
23º. Maximo Park - "Our Earthly Pleasures" (38 pontos)
24º. Panda Bear - "Person Pitch" (37 pontos)
25º. The Gossip - "Standing In The Way Of Control" (36 pontos)
26º. Patrick Wolf - "The Magic Position" (35 pontos)
27º. Of Montreal - "Hissing Fauna, Are You The Destroyer?" (35 pontos)
28º. Spoon - "Ga Ga Ga Ga Ga" (35 pontos)
29º. Au Revoir Simone - "The Bird Of Music" (31 pontos)
30º. David Fonseca - "Dreams In Colour" (29 pontos)
31º. Nine Inch Nails - "Year Zero" (29 pontos)
32º. Burial - "Untrue" (27 pontos)
33º. Queens Of The Stone Age - "Era Vulgaris" (26 pontos)
34º. Babyshambles - "Shotters Nation" (25 pontos)
35º. The Good The Bad & The Queen - "TGTB&TQ" (24 pontos)
36º. Robert Wyatt - "Comicopera" (24 pontos)
37º. The Go! Team - "Proof Of Youth" (23 pontos)
38º. Devendra Banhart - "Smokey Rolls Down Thunder Canyon" (22 pontos)
39º. Björk - "Volta" (22 pontos)
40º. Animal Collective - "Strawberry Jam" (22 pontos)
41º. Wilco - "Sky Blue Sky" (21 pontos)
42º. The Thrills - "Teenager" (21 pontos)
43º. Black Rebel Motorcycle Club - "Baby 81" (18 pontos)
44º. JP Simões - "1970" (17 pontos)
45º. Digitalism - "Idealism" (17 pontos)
46º. She Wants Revenge - "This Is Forever" (16 pontos)
47º. M.I.A. - "Kala" (16 pontos)
48º. Kings Of Leon - "Because Of The Times" (14 pontos)
49º. Wraygunn - "Shangri-La" (13 pontos)
50º. The Fiery Furnaces - "Widow City" (13 pontos)

Lista dos melhores álbuns segundo os ouvintes da Radar.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

É Natal, blá, blá, blá

Tenham um

Feliz Natal

ou então um

Feliz Yom Kipur

Feliz Eid ul-Fitr

Feliz Diwali

Feliz Hana Matsuri

Feliz Dia de Oxalá

ou então um

Feliz Dia de Vai - Arranjar - Uma - Religião - De - Jeito - Que - Eu - Já - Não - Tenho - Pachorra - Para - Piquinhices - Religiosas - Principalmente - Porque - Todos - Estão - Em - Casa - No - Quentinho - A - Encher - O - Bandulho - Com - As - Suas - Famílias - E - Eu - Estou - Aqui - A - Trabalhar - Feito - Otário

sábado, 22 de dezembro de 2007

Basta

Custa-me mas vou apresentar uma queixa-crime contra a escola do pirralho.

Já agora, qual é a pena para quem ensina as letras da Floribela a crianças de 4 anos?

Era um cheque-carbono, sff

O raio do canteiro é um sumidouro de carbono.

17 horas

Azambuja, Oriente, Barreiro, Oriente, Braço de Prata, Oriente, Rossio, Azambuja.
E as festas de Natal dos "vizinhos" são sempre melhores que as nossas.

Todos

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

O iluminado

Algures no tempo, alguém deve ter dado uns belíssimos passeios num estuário do Sado, pejado de golfinhos. Como poucos, deve ter contemplado a urgência do verde denso da serra precipitando-se sobre o azul cristalino do oceano. Possivelmente comeu, mais do que uma vez, o melhor peixe que o mar dava, em simpáticos restaurantes familiares. Com certeza, bronzeou-se nos suaves areais da Figueirinha e de Galapos e calcorreou os caminhos da Arrábida, inspirando ar puro aromatizado por uma flora única em todo o mundo. E então, perante um dos mais belos e imaculados cenários naturais do país, pensou: “Belo sítio pra eu espetar uma cimenteira.”

Clic

Comporta

Antes de ir para a cama



Durmam bem, ou não durmam melhor.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Está marcado


Spoon @ Aula Magna
23/02/2008 - 21:00 horas
Doutorais * 27,00 Euros
Anfiteatro * 20,00 Euros

Mais informações aqui.

Spoon Homepage
Spoon @ MySpace

Há colegas fantásticas, não há?

Antologia Vasco Graça Moura - Gloria in Excelsis - Histórias Portuguesas de Natal

Consultando aqui o blog, constato que demorei exactamente dois meses a ler o Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas. Normalmente, o tempo que levo a ler um livro é proporcional ao interesse que me desperta a sua leitura. Não foi de todo o caso deste, antes pelo contrário. Uma das razões, esteve relacionada com a redução das viagens de comboio de e para o emprego. Nestes últimos dois meses usei e abusei da viatura e fora aqueles 40 minutos de manhã passados no pouca-terra, e os outros 40 já no início da noite, raramente tenho disponibilidade para voltar a pegar num livro. A outra razão para a péssima média, foi que muitas vezes dei por mim a reler passagens inteiras, de tal maneira me fazia sentido o que acabara de ler. Não andarei muito longe da verdade se disser que praticamente li o livro duas vezes, nestes últimos dois meses. Hei-de postar aqui alguns trechos do livro, assim que tiver disponibilidade. Recomendo vivamente.

Hoje, dada a quadra que em nos encontramos, comecei a ler esta antologia elaborada pelo Vasco Graça Moura, para o Público. O primeiro conto, começado hoje, é do José Maria de Andrade Ferreira, seguem-se obras de Ramalho Ortigão, Eça de Queiroz, D. João da Câmara, Almeida Botelho, Fialho de Almeida, Raul Brandão, Aquilino Ribeiro, e muitos outros.

A ler vamos…

Citadino


Quase fico com vontade de voltar a morar na cidade.
Mas um quase assim pró grandote.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Gatos

Gatos, por São Pinto, 2007

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

American Gangster

Realização: Ridley Scott
Elenco: Denzel Washington, Russell Crowe, Chiwetel Ejiofor, Josh Brolin, Lymari Nadal

Nacionalidade: USA
Ano: 2007
Título em português: Gangster Americano

Classificação cramalheirística: * * *


(mín: * - máx: * * * * *)

Começou a Operação Natal 2007







Herdade do Esporão – Touriga Nacional – 2004


Quinta do Crasto – Reserva Vinhas Velhas – 2000

Umas fatias de pão, azeitonas e as duas garrafinhas aqui de cima já constituíam por si só uma bela refeição. Se à primeira garrafa juntarmos uns medalhões de vitela com arroz de serpão e salada de alface, ananás e nozes, e à segunda garrafa juntarmos um queijo da serra e um dos melhores bolos-rei de Lisboa, então teremos com certeza uma refeição digna da realeza. Foi assim o almoço, ontem, em casa da tia. De rei.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Alô, alô Recife - aquele abraço.

Sinto orgulho quando pessoas amigas aparecem nos jornais... por boas razões, como é óbvio. Foi o que aconteceu quando recebi isto por mail.

5ª frase da página 161 do livro à distância de um braço

De novo a corrente da 5ª frase, da página 161, bate à porta desta tasca. Desta vez, trazida pelo amigo Aristides, do Blogue do Castelo.
Ao contrário do que aconteceu da primeira vez, não vou estar com grandes tretas e vou direito ao assunto.
O livro à distância de um braço, não é o que ando a ler, que está um pouco longe do local onde me encontro a escrever estas linhas, mas sim o “Engenharia de Controle Moderno”, de Katsuhiko Ogata, que está aqui mesmo à mão de semear. A 5ª frase da página 161 reza assim:

Em válvulas atuantes pneumáticas, a força de fricção estática deve ser limitada a um valor baixo, de modo a não resultar em histerese excessiva.

Bonita, sem dúvida.
Agora, segundo rezam as regras da coisa, tinha de passar isto a 5 bloggers. Como sou do contra, só vou passar a corrente ao JPP do Abrupto que, segundo ouvi dizer, andou a lamentar-se que ninguém o linkava. Ora que raio! Se posso ajudar o Banco Alimentar Contra a Fome, por que não o JPP?
Está feito.

Joel Xavier @ Teatro São Luiz

Ontem, o meu jantar foi uma sopa de jazz guarnecida com ritmos africanos e brasileiros. Com o nome de Saravá e aquecida pelo dedilhado estonteante do Joel Xavier, com a ajuda do Milton Batera, na percussão, e do Gustavo Roriz, no baixo, foi servida para cerca de 100 pessoas que se deslocaram à bela sala do Jardim de Inverno do Teatro São Luiz.

Como comentário, a única coisa que se me oferece dizer é que estava belíssima. Digna de um três estrelas Michelin.

Por coincidência, ou talvez não, das três datas do Joel no São Luiz, ontem foi o dia escolhido para serem feitas as gravações da futura edição deste concerto em DVD. Espero que não se esqueçam de pôr nos créditos: Palmas by Peter Crama. Ok, ok… Palmas by Peter Crama e mais 100 ajudantes.

Fica aqui uma das músicas tocadas (ontem em versão eléctrica) com direito a encore.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

I´m really sorry

Quando se justapõem, com margens ínfimas, compromissos profissionais e compromissos pessoais, o mais certo é saírem comprometidos os dois. Foi o que me aconteceu hoje, com uma reunião de trabalho no Porto e o espectáculo de ballet do pirralho dedicado aos pais. Nestas alturas a Lei de Murphy é implacável e havendo a possibilidade de algo correr mal, corre mesmo, e da pior maneira possível. Pratos do dia que nunca mais vêm, reuniões a terminar com a chegada de ambulâncias, obras na auto-estrada… Foi incrível como todo o mundo se uniu contra o meu plano diário traçado com a precisão apurada ao décimo de segundo.

Agora restam-me as fotos e os vídeos da minha bailarina e o peso do seu olhar ressentido quando chegou a casa.

Ah!!! Se eu não fosse um gajo bem-educado, hoje era capaz de escrever aqui um “puta que pariu esta merda toda”. Como sou, não só não escrevo um “puta que pariu esta merda toda”, como ainda deixo aqui este vídeo todo fofinho para ver enquanto me vergasto.

Até amanhã.