
O meu almoço de amanhã vai ter muita qualidade. Ó se vai!

Memorável, simplesmente memorável, a noite de sexta-feira, no Olga Cadaval. Um concerto que superou totalmente as minhas, já de si elevadas, expectativas.
Duas grandes vozes num espectáculo tecnicamente perfeito. Um som como já não me lembrava de ouvir. Forte q.b., definido, equilibrado, sem ruídos nem feedback… excelente. O único defeito mesmo, foram aquelas cadeiras, que impossibilitaram que o publico desfrutasse como devia de ser – a dançar – e que só foram vencidas na passagem de Vídeo Killed The Rádio Star para The 80’s.
Mas comecemos pelo início. Eram dez horas (só pela pontualidade ganhou logo pontos), quando o David Fonseca, num gesto bonito, subiu ao palco para desejar as boas noites e apresentar a Rita Redshoes. Grande espectáculo também da Rita a abrir o apetite para o seu primeiro álbum a lançar brevemente. Ficamos à espera.
Finda a actuação da Rita, e quase sem quebras, entra o David pela plateia e, como os Arcade Fire, no Olympia de Paris, entoa a primeira música - Dreams In Color - no meio do público, acompanhado apenas da guitarra. Enquanto isto, os roadies acabam as montagens naquele que deve ser o mais impressionante palco de um artista português. Luzes, cinemaescope, bola de espelhos e um arranjo cuidado das colocações e das movimentações em palco fazem do concerto do David Fonseca um espectáculo com uma componente visual muito forte.
Depois da subida ao palco seguiu-se uma série quase sem quebras de 4th Chance, Our Hearts Will Beat As One, uma cover de Song To The Siren (Tim Buckley), Who are U? e Someone That Cannot Love. Um grande arranque.
A anteceder Superstars II, um momento que introduz a terceira faceta do espectáculo. Não satisfeito com as componentes som e imagem, o David, com o seu humor fácil, ainda brinda o público com “conversas” ao nível do melhor stand-up comedy nacional. A versão de Umbrella em assobio, o carteiro, os ladrões e o ferro de engomar debaixo da cama substituído pela raquete de ténis. Isto senhores, é entretenimento ao melhor nível.
Continuando com a música seguiu-se mais uma série fortíssima com Silent Void, Kiss Me, Oh Kiss Me (antecedida por mais uma relato cómico com uma empregada de hotel à mistura), Hold Still (com a Rita Redshoes novamente em destaque), Rocket Man, Disco Song e o ponto alto do concerto, o tal que fez toda a gente levantar os rabos das cadeiras, com Vídeo Killed The Rádio Star e The 80’s.
Adeus, Não Afastes Os Teus Olhos terminou o concerto, ou melhor, a primeira parte do concerto. Perante a ovação de pé, o David regressou sozinho, e depois de Eu não sei dizer(?) e de mais uma conversa, desta vez sobre discos ouvidos em noites mal dormidas, tocou covers acústicas de Billie Jean (Michael Jackson) e Fire (Bruce Springsteen). Já com a banda novamente em palco seguiu-se See The World Trough You(?), Angelsong (a primeira música escrita pelo David) e o final em apoteose com All Day And All Of The Night dos Kinks. Perante mais uma ovação de pé ainda houve tempo para mais um encore, com a repetição do Superstars II, em jeito de despedida.
Para recordar esta grande noite, ficam aqui alguns vídeos. Bem hajam quem os gravou.
Rever a avó e meia dúzia de amigos.
Beber uns copos (incluindo a zurrapa do Vitó), na Feira do Fumeiro, ao som do organista Beto e terminar a noite em casa do Carrapato a comer uma farinheira assada na brasa.
Brincar com os pirralhos (filha e afilhada) nos baloiços, apesar do frio e da chuva.
Comer um belo coelho à caçador, patrocinado pelo Piri e cozinhado pelo Carrapato.
Ver o meu Sporting a chafurdar no imenso lamaçal que se chama época 2007/8.
Confirmar que na Casa de Irene se come quase tão bem como na casa da avó aqui há uns anos.
Ir até ao Barco numa busca vã por uma abóbora-porqueira.
Estar um dia inteiro a jiboiar depois de um retemperador sono de 12 horas.
Foi assim o Carnaval.
Ah! E ainda deu para ver algumas reportagens televisivas dessa comédia-trágica que são os Carnavais à portuguesa.
PS – Carrapato: manda-me o “material” que está na tua máquina. Está na hora do organista Beto ter um vídeo no Youtube.
A Orquestra Metropolitana de Lisboa veio hoje ao Centro Cultural do Cartaxo apresentar o programa “As Cordas da Metropolitana”. Sob a condução do jovem maestro andaluz Pablo Heras-Casado, e contando com a participação da soprano catalã María Hinojosa, foram interpretadas obras de Händel, Vivaldi, Szymanowski, e Chostakovich.
PROGRAMA
Georg Friedrich HÄNDEL (1685-1759) - Concerto Grosso, Op. 6, n.º 10 [1739]
I. Overture
II. Allegro
António VIVALDI (1678-1741) - Allegro do Motete In furore iustissimae irae, RV. 626 [Data desconhecida]
Georg Friedrich HÄNDEL - Concerto Grosso, Op. 6, n.º 10
III. Air: Lento
Georg Friedrich HÄNDEL - "Tornami a vagheggiar", ária da ópera Alcina [1735]
Georg Friedrich HÄNDEL - Concerto Grosso, Op. 6, n.º 10
IV. Allegro
António VIVALDI - "Gélido in ogni vena", ária da ópera Farnace [1727]
Georg Friedrich HÄNDEL - Concerto Grosso, Op. 6, n.º 10
V. Allegro
VI. Allegro moderato
Georg Friedrich HÄNDEL - "Piangero la sorte mia", da ópera Júlio César [1724]
INTERVALO
Karol SZYMANOWSKI (1882-1937) - Estudo em Si bemol menor, para orquestra de cordas, Op. 4, n.º 3 (arr. Agnieszka Duczmal) [1900-02]
Dmitri CHOSTAKOVICH (1906-1975) - Sinfonia de Câmara para Orquestra de Cordas, Op. 110a (arr. Rudolf Barschai do Quarteto de Cordas n.º 8) [1960]
I. Largo
II. Allegro molto
III. Allegretto
IV. Largo
V. Largo
Este fim-de-semana entretive-me a “refazer” a uvada preparada durante a passada época vinícola. A operação consistiu em juntar maçãs bravo de esmolfe a alguns frascos da receita original e levar a mistura ao lume até atingir novamente a consistência desejada. De realçar que esta mistura não é nada inovadora, tanto que a preparação de uvada com maçãs, ou pêras, faz parte das receitas tradicionais da região oeste. Como prova de teste, decidi oferecer um frasco de uvada a três colegas, que serviram, por assim dizer, de cobaias. Todos eles deram nota positiva à uvada do Crama.
Ontem, foi dia de dar início ao novo ano literário e a obra escolhida foi o Em Busca do Carneiro Selvagem, de Haruki Murakami.
Chamou-me a atenção para este livro, o destaque dado em várias livrarias, aqui há uns meses, prenúncio de que seria algum best-seller. Na altura não conhecia nada sobre o autor e respectiva obra. Por enquanto, por aquilo que já li, posso dizer que me está a agradar.
Sinopse
Murakami tece uma história onde a realidade é palpável, dura e fria, e seria a verdade de qualquer um, não fosse um leve pormenor: é uma realidade absolutamente fantástica...
Um publicitário divorciado, que tem um caso com uma rapariga de orelhas fascinantes, vê-se envolvido, graças a uma fotografia publicitária, numa trama inesperada: alguém quer que ele encontre um carneiro! Mas não é um carneiro qualquer. É um animal que pode mudar o rumo da história. Um carneiro sobrenatural…
Descoberta recente. O Cartaxo, para além das belas termas, tem um Centro Cultural com uma programação muito interessante. Melhor ainda, tem também uma sala de cinema com um funcionamento semelhante ao da minha Quiet Town, mas com uma diferença: às quintas-feiras passam o que eles chamam "Outros Filmes".Se ela disse que é para marcar, então está marcado.
E nós praceteiros? Como é? Fazemos mais um cumbíbio?
Em Novembro, 10 começaram a noite na Tertúlia mas apenas 4 chegaram ao Musicbox.
Vamos melhorar a marca?
A Mrs. Crama, essa sim, assistiu a toda a demonstração e apesar de ter ficado impressionada com as capacidades do electrodoméstico, foi-lhe fácil resistir aos impulsos de aquisição.
“Bimby!? Eu não preciso. Já tenho um Bimby lá em casa. E o meu até vai às compras e tudo!”
Situado mesmo em frente à Estação de Lisboa – Santa Apolónia, paredes meias com o Bica do Sapato e com a Delidelux, o Casanova foi o restaurante escolhido para o primeiro almoço-convívio do gang de 72. (Primeiro de muitos, não é SA?)Em português praceteiro, e em duas palavras, diria que o Casanova é um restaurante bem esgalhado. Cozinha aberta, espelhos, paredes coloridas, mesas corridas, lâmpadas vermelhas penduradas do tecto para chamar os empregados e o Tejo como pano de fundo, tudo concorre para um espaço que resulta bem agradável. Depois há as pizzas. Pelo menos, é só sobre elas que me posso pronunciar. Os ingredientes são de óptima qualidade. Frescos todos eles. Do tomate ao queijo mozarella, daquele verdadeiro, feito de leite de búfala. A massa é fina e delicada e o tamanho mais que suficiente. Há quem as considere as melhores pizzas de Lisboa. De Lisboa, talvez, mas já comi melhores ali para os lados da Azambuja. E isto, pode parecer que não, mas é um elogio.
Av. Infante D. Henrique - Cais da Pedra
Armazém 7 Loja B
1900 Lisboa
Tel: 218877532 Fax:218877534
Quando viajamos de férias numa motocicleta, vemos as coisas de uma maneira que é completamente diferente de qualquer outra. Num carro, estamos sempre num compartimento e, em virtude de estarmos habituados a isso, não temos consciência de que através da janela daquele carro tudo quanto vemos é apenas mais TV. Somos observadores passivos e tudo passa por nós enfadonhamente, numa moldura.
Numa motocicleta, a moldura desaparece. Estamos completamente em contacto com tudo. Estamos na cena e não já, apenas, a observá-la, e o sentimento de presença é avassalador. Aquele cimento que zune a uns doze centímetros abaixo dos nossos pés é o material verdadeiro, a mesma coisa sobre a qual caminhamos, está ali mesmo, tão enevoado que não conseguimos concentrar o olhar nele, mas podemos em qualquer altura baixar o pé e tocar-lhe, e tudo isso, toda a experiência, nunca se apaga da consciência imediata.
in Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas, de Robert M. Pirsig
Cozinha tradicional em ambiente rústico, serviço eficaz e boa relação qualidade/preço definem a oferta do Restaurante “Adega do Almirante”.
Se a primeira refeição – digna desse nome – feita no pós reveillon servisse de barómetro para a qualidade do restante ano gastronómico, então, 2008 seria com certeza um bom ano. Vem, este pensamento, a propósito do belo almoço ocorrido no início do mês, lá para as bandas da Guia, no Maré-Blu. Um restaurante italiano, sob gestão inglesa, com execução portuguesa e atendimento brasileiro, ou seja, o conceito Allgarve aplicado à restauração. Neste caso, com um resultado feliz. Situado em plano elevado, numa colina sobranceira à marina de Albufeira, desfruta-se tanto da sala, como dos agradáveis terraços, de uma vista desafogada, com o mar no horizonte. O único ponto menos conseguido, quanto a mim, é a decoração da sala, a qual, tirando um ou outro pormenor de bom gosto, é algo incaracterística, mas ainda assim confortável. No entanto, segundo fui informado, o restaurante iria encerrar, no preciso dia da visita, para a realização de obras de remodelação do interior, pelo que este último ponto poderá entretanto ter sido já corrigido.
Na ementa, têm destaque, para além das iguarias transalpinas (pizzas, massas e risottos), alguns pratos regionais com toques internacionais, ou pratos internacionais com toques regionais, que estas coisas das classificações para o caso não têm grande importância.
De acordo com os apetites, e com a ajuda de algumas recomendações, foram provados pelos comensais, um tornedó, uma pizza e uma espetada de tamboril e marisco, nos quais se destacavam, para além da qualidade dos ingredientes, uma preparação e apresentação bastante cuidadas. Nota positiva também para a sangria que acompanhou tanto a refeição como as entradas. Devidos a alguns excessos próprios das festividades da época, já não houve estômago para sobremesas. Fica para a próxima. No final, uma dolorosa de cerca de 20€ por pessoa, os quais, atendendo à qualidade da refeição, foram considerados por todos nada mal empregues. Veredicto: restaurante molto recomended à bessa.
Maré-BluFoi pensado um complexo procedimento de elaboração contextualizante que consiste na ingestão de recursos calóricos em que deverão estar todas aquelas pessoas que ao não pertencerem ao círculo daqueles que pensando não pensam nada. Ou seja, vai-se realizar um trabalho com interdições amanhã dia 11/01/2008, em que só serão admitidas pessoas com as melhores proveniências e castas, isto é, referindo-me à ultima palavra, a noite promete.
Agora pra estragar isto tudo, o jantar é amanhã, nos locais indicados no sitio www. Passafome.pt (ª)quem quiser ir tem de confirmar no prazo de 10 minutos, sob pena do computador lhe explodir nas mãos.
Fico a aguardar.
É necessária a confirmação, de forma a possibilitar a reserva de EPI’s.
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Puuuumm.
Hoje, ao chegar ao escritório, no final do dia, tinha este convite para jantar, o qual tem tanto de agradável como de inesperado. Isto numa semana onde já tinha recebido este:
"Caríssimos colegas,
Depois de uma análise atenta às diferentes alternativas que se apresentam para a concretização da confraternização de Ano Novo, em tempo sugerida pelo ilustre colega NG, aqui fica a sugestão:
Almoço – 16 de Janeiro de 2008 (Quarta-feira) – 13h00
Restaurante Casanova (italiano), Av. Infante D. Henrique ao lado da Bica do Sapato.
Se tiverem alguma objecção à proposta digam sff.
Bjs
SA"
PS - "fantásticos" define, neste caso, os colegas e AS colegas, ok? Não queremos mais sensibilidades feridas.

Feira do Fumeiro em Almeida

A tarefa era clara mas difícil. “Tratar” da música durante parte do reveillon, de modo a animar a festa e se possível levar os convivas a trocarem as cadeiras pela pista de dança que deu tanto trabalho a preparar.
O tema que escolhi para a playlist foi precisamente o ano de 2007. Grandes álbuns, grandes músicas, grandes concertos ao vivo ou simplesmente temas orelhudos. A táctica, essa foi: começar devagar, ganhar confiança e à medida que o ano acabava, ir começando a acelerar, meter décibeis, para acabar em warp mode.
E foi assim:
Marlango - Shake the moon
Carla Bruni - Those dancing days are gone
Feist - My moon my man
Bat For Lashes - What's a girl to do
Amy Winehouse - You know i'm no good
Josh Rouse - Hollywood Bassplayer
I'm From Barcelona - We're From Barcelona
The Shins -
Patrick Wolf - The Magic Position
Mika - Relax, Take It Easy
Spoon - The Underdog
Arcade Fire - No cars go
Au Revoir Simone - Dark Halls
Blonde Redhead - 23
Kings of
Clap Your Hands Say Yeah - Satan Said Dance
Of
Modest Mouse – Dashboard
The National - Mistaken For Strangers
Bloc Party - Song For Clay
Ra Ra Riot - Dying Is Fine
Editors - Smokers Outside The Hospital Doors [Radio Edit]
Interpol - Heinrich Maneuver
Arctic Monkeys - Fluorescent Adolescent
Air Traffic -
Babyshambles - Delivery
Wraygunn - Shes a go-go dancer
TV on the Radio - Wolf like me
Noisettes - Dont give up
The Gossip - Standing In The Way Of Control
Gogol Bordello - Start Wearing Purple
Los Campesinos - You me dancing
She Wants Revenge - Written in Blood
Shitdisco - Disco blood
!!! - Must Be The Moon
Klaxons - Gravity's Rainbow
Massive Attack - Karmacoma
Ficherspooner - Cloud
Hot Chip - Ready for the floor (album_version)
LCD Sound System - North American Scum
Bjork - Earth Intruders (Mark Stent Mix)
M.I.A. - Bamboo banger
Justice - Phantom
Alloy Mental - Gotta love
Digitalism - Pogo
LCD Sound System - Us V Them
Chemical Brothers - Do It Again (feat. Ali Love)
Alloy Mental - We have control
Alloy Mental - God is green
Underworld - Born Slippy [Nuxx]
O ano está a chegar ao fim e eu estou de abalada. A passagem de ano é lá prás bandas de Marrocos de Cima, perdão Allgarve, perdão Algarve.
Vou para uma casa quase sem mobílias, sem cama para me deitar e sem fogão para cozinhar. Não interessa. A Mrs. Crama vai comigo e tenho lá um amigo à espera. Já é mais do dobro do que é necessário para fazer uma boa festa… Bom, mas deixemo-nos de lamechices. Além dos citados estarão lá mais 30, a casa não tem mobília mas tem um belo de um sonoro, e o facto de não ter fogão até é positivo. Assim, não há comida para armazenar o que liberta a totalidade do frigorífico para guardar bebidas. A única coisa que me está a preocupar é a piscina. 5ºC à noite… não sei não. Enfim... não há-de ser nada.
E com este me vou.
Para todos os que vão passando por aqui, os votos de boas festas e de um excelente 2008.
Fiquem bem.
Portanto, o que há a fazer quando trabalhamos com uma motocicleta, assim como em qualquer outra tarefa, é cultivar a paz de espírito que não nos separa do que nos rodeia. Quando isso se consegue, tudo o mais acontece naturalmente. A paz de espírito produz valores certos, e valores certos produzem pensamentos certos. Pensamentos certos produzem acções certas e acções certas produzem trabalho que será um reflexo material, para outros verem, da serenidade que se encontra no centro de tudo. Foi o que aconteceu com aquela muralha na Coreia. Era um reflexo material de uma realidade espiritual.
Penso que, se queremos reformar o mundo, e torná-lo um lugar melhor para se viver, o procedimento a adoptar não é falar de relações de natureza política, que são inevitavelmente dualistas, cheias de sujeitos e objectos e das suas relações entre eles; nem em programas cheios de coisas para outras pessoas fazerem. Acho que esse tipo de abordagem começa pelo fim e presume que o fim é o princípio. Programas de natureza política são importantes produtos finais de qualidade social que só pode ser eficaz se a estrutura fundamental de valores sociais estiver certa. Os valores sociais só estão certos se os valores individuais estão certos. O lugar para melhorar o mundo encontra-se em primeiro lugar no nosso coração, na nossa cabeça e nas nossas mãos, e depois em trabalhar a partir daí. Outras pessoas podem falar do modo de expandir o destino da humanidade. Eu só quero falar do modo de reparar uma motocicleta. Penso que o que tenho a dizer possui um valor mais duradoiro.
in Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas, de Robert M. Pirsig

Agora tenho ali dois litros que sobraram e que possivelmente irão viajar até ao Algarve para serem provados na passagem de ano.
Definitivamente, não consigo eleger o melhor concerto de 2007. Arcade Fire, estará entre os melhores. LCD, também, sem dúvida. Pearl Jam, Metallica, Regina Spektor, Chemical Brothers, Digitalism, Interpol, Patrick Wolf, Scissor Sisters… todos eles foram bons concertos, em todos eles me diverti, mas não consigo estabelecer uma hierarquia. Não consigo fazer comparações em algo que para mim não tem comparação. Depois houve uma série de concertos que eu não vi e que sei que foram muito bons: Aimee Mann, Manu Chao, Massive Attack, Patty Smith... tantos.
Consigo contudo eleger o concerto que em 2007 excedeu de forma mais contundente as minhas iniciais expectativas. E essa honra coube ao Sr. Dave Matthews e à sua magnífica banda. Fica assim entregue o prémio de surpresa do ano.
Em jeito de "para mais tarde redordar", um vídeo de um grande momento desse concerto. E ele houve tantos… mais de três horas deles.
Tenham um
Feliz Natal
ou então um
Feliz Yom Kipur
Feliz Eid ul-Fitr
Feliz Diwali
Feliz Hana Matsuri
Feliz Dia de Oxalá
ou então um
Feliz Dia de Vai - Arranjar - Uma - Religião - De - Jeito - Que - Eu - Já - Não - Tenho - Pachorra - Para - Piquinhices - Religiosas - Principalmente - Porque - Todos - Estão - Em - Casa - No - Quentinho - A - Encher - O - Bandulho - Com - As - Suas - Famílias - E - Eu - Estou - Aqui - A - Trabalhar - Feito - Otário
Custa-me mas vou apresentar uma queixa-crime contra a escola do pirralho.
Já agora, qual é a pena para quem ensina as letras da Floribela a crianças de 4 anos?
Algures no tempo, alguém deve ter dado uns belíssimos passeios num estuário do Sado, pejado de golfinhos. Como poucos, deve ter contemplado a urgência do verde denso da serra precipitando-se sobre o azul cristalino do oceano. Possivelmente comeu, mais do que uma vez, o melhor peixe que o mar dava, em simpáticos restaurantes familiares. Com certeza, bronzeou-se nos suaves areais da Figueirinha e de Galapos e calcorreou os caminhos da Arrábida, inspirando ar puro aromatizado por uma flora única em todo o mundo. E então, perante um dos mais belos e imaculados cenários naturais do país, pensou: “Belo sítio pra eu espetar uma cimenteira.”

Consultando aqui o blog, constato que demorei exactamente dois meses a ler o Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas. Normalmente, o tempo que levo a ler um livro é proporcional ao interesse que me desperta a sua leitura. Não foi de todo o caso deste, antes pelo contrário. Uma das razões, esteve relacionada com a redução das viagens de comboio de e para o emprego. Nestes últimos dois meses usei e abusei da viatura e fora aqueles 40 minutos de manhã passados no pouca-terra, e os outros 40 já no início da noite, raramente tenho disponibilidade para voltar a pegar num livro. A outra razão para a péssima média, foi que muitas vezes dei por mim a reler passagens inteiras, de tal maneira me fazia sentido o que acabara de ler. Não andarei muito longe da verdade se disser que praticamente li o livro duas vezes, nestes últimos dois meses. Hei-de postar aqui alguns trechos do livro, assim que tiver disponibilidade. Recomendo vivamente.
Hoje, dada a quadra que em nos encontramos, comecei a ler esta antologia elaborada pelo Vasco Graça Moura, para o Público. O primeiro conto, começado hoje, é do José Maria de Andrade Ferreira, seguem-se obras de Ramalho Ortigão, Eça de Queiroz, D. João da Câmara, Almeida Botelho, Fialho de Almeida, Raul Brandão, Aquilino Ribeiro, e muitos outros.
A ler vamos…

Herdade do Esporão – Touriga Nacional – 2004
Quinta do Crasto – Reserva Vinhas Velhas – 2000
Umas fatias de pão, azeitonas e as duas garrafinhas aqui de cima já constituíam por si só uma bela refeição. Se à primeira garrafa juntarmos uns medalhões de vitela com arroz de serpão e salada de alface, ananás e nozes, e à segunda garrafa juntarmos um queijo da serra e um dos melhores bolos-rei de Lisboa, então teremos com certeza uma refeição digna da realeza. Foi assim o almoço, ontem, em casa da tia. De rei.
Sinto orgulho quando pessoas amigas aparecem nos jornais... por boas razões, como é óbvio. Foi o que aconteceu quando recebi isto por mail.
Ontem, o meu jantar foi uma sopa de jazz guarnecida com ritmos africanos e brasileiros. Com o nome de Saravá e aquecida pelo dedilhado estonteante do Joel Xavier, com a ajuda do Milton Batera, na percussão, e do Gustavo Roriz, no baixo, foi servida para cerca de 100 pessoas que se deslocaram à bela sala do Jardim de Inverno do Teatro São Luiz.
Como comentário, a única coisa que se me oferece dizer é que estava belíssima. Digna de um três estrelas Michelin.
Por coincidência, ou talvez não, das três datas do Joel no São Luiz, ontem foi o dia escolhido para serem feitas as gravações da futura edição deste concerto em DVD. Espero que não se esqueçam de pôr nos créditos: Palmas by Peter Crama. Ok, ok… Palmas by Peter Crama e mais 100 ajudantes.
Fica aqui uma das músicas tocadas (ontem em versão eléctrica) com direito a encore.Quando se justapõem, com margens ínfimas, compromissos profissionais e compromissos pessoais, o mais certo é saírem comprometidos os dois. Foi o que me aconteceu hoje, com uma reunião de trabalho no Porto e o espectáculo de ballet do pirralho dedicado aos pais. Nestas alturas a Lei de Murphy é implacável e havendo a possibilidade de algo correr mal, corre mesmo, e da pior maneira possível. Pratos do dia que nunca mais vêm, reuniões a terminar com a chegada de ambulâncias, obras na auto-estrada… Foi incrível como todo o mundo se uniu contra o meu plano diário traçado com a precisão apurada ao décimo de segundo.
Agora restam-me as fotos e os vídeos da minha bailarina e o peso do seu olhar ressentido quando chegou a casa.
Ah!!! Se eu não fosse um gajo bem-educado, hoje era capaz de escrever aqui um “puta que pariu esta merda toda”. Como sou, não só não escrevo um “puta que pariu esta merda toda”, como ainda deixo aqui este vídeo todo fofinho para ver enquanto me vergasto.
Até amanhã.