- Sim, sou eu.
- E vamos de bicicleta?
- Sim, vamos.
- Iupi!!!
Gostava de vos dizer isto de uma forma suave. Não sei se serei capaz. Aqui vai:
Amanhã será segunda-feira e eu estarei de F É R I A S.
PS – Bem hajas Rita. Isto é cada cavadela, cada minhoca!
Ingredientes para 4 pessoas:
1 cabeça de alho
Sal e pimenta q.b.
1 folha de louro
1 ramo de alecrim
2 malaguetas pequenas
1 casca de laranja
1 chouriço
1 copo de vinho tinto maduro
2 limões
1/2 kg de arroz
No próprio dia, retire as rodelas de limão, coloque o pato numa panela, junte o chouriço, a folha de louro, a casca de laranja, o ramo de alecrim, as malaguetas, cubra com água e leve a cozer.
Depois de cozido, retire o pato e o chouriço e coe o caldo. Desfie o pato e corte o chouriço às rodelas.
Num tacho coloque um pouco de caldo e o arroz e deixe ferver. Ajuste com água ou com caldo conforme o gosto.
Quando o arroz estiver meio cozido, junte o pato desfiado e o chouriço. Regue com o copo de vinho e com o sumo de um limão. Ajuste os temperos e deixe acabar de cozer.
Pode-se servir directamente no tacho, ou colocar num tabuleiro, pincelar com ovo e levar ao forno para tostar.
O processo em si é relativamente simples. Basta googlar “biodiesel” e rapidamente se encontram vários sites onde se podem obter informações sobre o processo.
Basicamente o biodiesel é produzido na sequência de uma reacção química, denominada transesterificação, em que os triacilgliceróis do óleo vegetal, reagem com metanol, na presença de um catalisador, produzindo glicerina e o éster metílico de ácido gordo (biodiesel). No caso da experiência de ontem, a reacção de transesterificação foi catalisada por base, tendo sido utilizado o barato e facilmente encontrável hidróxido de sódio (soda caustica).
Antes de continuar, quero alertar que apesar de ser simples fazer biodiesel é bastante PERIGOSO quando não se tomam as devidas precauções no manuseio dos compostos. O METANOL é TÓXICO e ALTAMENTE INFLAMÁVEL e o HIDRÓXIDO DE SÓDIO é TÓXICO e CORROSIVO, por isso desaconselho vivamente a realização de experiências em casa. Também não devem ser feitas tentativas de produção de biodiesel sem se estar perfeitamente ciente de todos os riscos envolvidos bem como das medidas a tomar em caso de acidente. Estamos conversados?
Voltando à experiência de ontem, o primeiro passo consistiu na obtenção de 10 litros de OVU, limpo de impurezas à custa de decantações e filtragens. Depois foi apurado o pH do óleo.
Seguiu-se a produção de metóxido (metanol + hidróxido de sódio).
Entretanto aqueceu-se o OVU a uma temperatura de 100ºC para eliminação de água residual.
Com o agitador regulado para uma velocidade que permitia o arejamento do OVU, deixou-se arrefecer até atingir uma temperatura de 54ºC. Nesta altura, adicionou-se o metóxido e deixou-se no agitador enquanto se tratava de uma tarefa muito mais importante chamada almoço.
Ah pois! É que enquanto se fez o biodiesel, também se fez um belo arroz de pato como resultado de um processo muito mais complexo. Mas isso fica para outro post.
Concluída a mistura do metóxido com o OVU, deixou-se repousar de modo a que a glicerina se depositasse no fundo do vasilhame, ficando o biodiesel por cima.
Neste momento falta efectuar a separação e a lavagem do biodiesel, por isso não percam os próximos posts.
Ainda não eram 8 horas da manhã, no rádio do carro:
“Não saia daí. Deixe-se ficar com a Comercial. Já de seguida uma sugestão de leitura trazida pela Cinha Jardim.”
Vou repetir: "sugestão de leitura / Cinha Jardim".
Quase em estado de choque, travo a fundo e encosto na berma.
“Será que dormi 15 dias seguidos?”
Pego no telemóvel e confirmo a data.
“Não, ainda não estamos a 1 de Abril.”
Ainda com o coração a mil, ligo-me à Internet à procura de notícias de terramotos, furacões, o colapso solar... Nada. Explosões nucleares, a terceira guerra mundial, algo que indicie o início do Apocalipse... Nada.
Às tantas: “… blá, blá, blá… recomendo… blá, blá, blá… Geneticamente Fúteis… blá, blá, blá… Cláudio Ramos…”
E o mundo voltou a fazer sentido.

O álbum que tem passado em repeat por aqui.
Recomendo especialmente como acompanhamento musical das lides domésticas. É do melhor. Auscultadores sem fios na cabeça e siga o baile.
solipsismo
do Lat. solu, só + ipse, mesmo
s. m.,
vida, hábitos de solipso;
Filos.,
doutrina que considera o eu como única realidade no mundo;
egoísmo.
melífluo
do Lat. mellifluu, de que corre mel
adj.,
que corre como o mel;
fig.,
suave;
harmonioso;
que tem voz branda ou doce.
histrião
do Lat. histrione
s. m., ant.,
bobo, palhaço;
fig.,
homem hipócrita, abjecto pelo seu procedimento;
charlatão;
comediante;
vil, farsante.
Depositar um saco com alguns 5kg de jornais no contentor de lixo doméstico, quando mesmo ao lado há um papelão, já conta como paralesia cerebral, não já?