quinta-feira, 12 de junho de 2008

Lituma nos Andes, de Mario Vargas Llosa

Palavra de honra

Nunca, jamais, em tempo algum, tomarei um café no Starbucks - Lisboa.

A pedido de várias famílias...

... e porque na verdade tenho pena de não ter lá estado.



Rais parta, nunca mais sai o subsídio festivaleiro!
Acho que vou bloquear uma estrada. Talvez aquela entre a Malhada Sorda e Porto de Ovelha. Vai ser trigo limpo!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Mariza

O arranque oficial de TERRA, a nova tournée mundial de MARIZA tem a sua primeira apresentação dia 21 de Junho na Monumental Celestino Graça em Santarém para uma lotação de 14.000 pessoas.

Esta é a oportunidade única de ver ou rever MARIZA, e conhecer os temas do novo CD TERRA antes de a artista partir para o estrangeiro, onde no mês de Julho já tem em agenda vários concertos em Espanha, nomeadamente Madrid e Barcelona. Mais tarde TERRA vai passar pela Finlândia, Bélgica, Holanda, Reino Unido e França entre outros.

Mariza como nunca a viu!

Bilhetes entre 5€ e 30€.

Fonte: Ticketline

Saiam umas litradas de biodiesel

Depois de ver o cenário de caos em várias bombas de gasolina, acho que está na hora de mudar a base da dieta familiar para pasteis de bacalhau, rissóis e batatas fritas.

Alguém com óleo de frituras de que se queira ver livre?

Nada como prepará-los para o futuro

- Pai, o que vais pôr?
- Espera que já vês.


Com os primeiros acordes:
- Para que é que estás a pôr tão alto?
- É para ouvirmos melhor.
- Pai… - diz com ar de preocupada - Isto é música de…
- Pois é! - Fito-a com um riso de malícia.
- Pai, tens de ter calma, olha que eu ainda tenho um restinho de comida na barriga.
- Eu dou-te a calma.
- MOSH AO PAI!!!
- MOSH AO PIRRALHO!!!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Grátis


Sabem onde é que podem encontrar pés de Vallisneria americana (natans) grátis, mas mesmo grátis, mesmo mesmo grátis, grátis que até chateiam de tão grátis que são, sabem, sabem?

Mail para o endereço no perfil.
Entregas em Lisboa na zona do Parque das Nações.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

E se de repente uma desconhecida…

te devolve a carteira esquecida no banco do comboio…
isso é…
algo para se ficar bastante agradecido.

E é assim, em jeito de agradecimento, que deixo o clip com uma das músicas que a prestável jovem escutou durante a viagem. Um bem-haja a ela.



Este episódio fez-me recordar umas palavras do Jeremy Clarkson, apresentador do Top Gear da BBC, a propósito do ensaio a um Saab. Dizia ele que o carro sueco, quando comparado com um BMW equivalente, é inferior em quase todos os aspectos, no entanto rematava: “... but people who buy Saabs are nicer”. Pois hoje sou eu digo: “... people who listen to I’m From Barcelona are nicer”.

Feira da Agricultura 2008 - Santarém

Em teoria, trata-se de uma feira cuja temática é a agricultura, na prática é um evento com tantas atracções que valerá sempre a pena uma visita, mesmo que nunca se tenha sido apresentado a uma enxada, ou que não se saiba distinguir um mertolenga de um cruzado charolês. Para a criançada então, é um fartote. Bicharada, animações, guloseimas... uma desgraça para qualquer pai. Fora isso, só faz falta um programa musical de qualidade, ou pelo menos com algumas alternativas de qualidade. Pode ser que para o ano...

sábado, 7 de junho de 2008

Ambrósio you suck!

Minuto 10 da segunda parte.
- Tens de o trincar mais ao meio.
- Assim?
- Isso. Agora põe-o na minha boca e aperta.
- Consegui!
- Boa! Está mesmo bom! És uma grande descascadora de tremoços!
- Pois sou!
- Olha, acabou-se a cerveja. Vai à cozinha e traz-me outra da porta do frigorífico, se faz favor.
- Oh pai…
- Vá lá!
Passados uns segundos.
- Está aqui.
- Obrigado filha! Mas está fechada! Como é que a abro?
Não acredito que saiba o que é a chave das caricas, muito menos encontrá-la no meio de uma gaveta cheia de utensílios de cozinha, mas passados uns segundos está de novo na sala.
- Aqui tens!
- Oh minha querida! És a filha que qualquer pai gostaria de ter!
- Pois sou!
Este vai ser um grande Europeu!

Se os tarecos não vão à montanha...

A afirmação pode apanhar de surpresa alguns dos que me conhecem mas é um facto que não posso negar: Acredito piamente na existência, e na veracidade, de fenómenos paranormais. Apesar de céptico por natureza, tive de dar o braço a torcer, na medida em que só esta área obscura do conhecimento humano explica algo que me acontece sempre que entro numa loja FNAC.

Inexplicavelmente, mas invariavelmente, sempre que me desloco a lojas desta cadeia francesa, deparo-me com uma infinidade de objectos que me pertencem e cujo seu lugar é, ou melhor, devia ser no recesso do meu lar. Exemplos dessa lista que não tem fim: um livro do Umberto Eco, o CD dos Couple Coffee, a box dos Radiohead, a colecção em DVD dos filmes do Woody Allen, o Zeppelin da B&W, o novo MacBook da Apple, aquela objectiva macro da Canon, isto só para mencionar alguns dos objectos que fui encontrar na última visita que fiz, muito rapidamente, à FNAC do Alegro.

A princípio ainda cheguei a pensar que se tratava do trabalho de um ladrãozeco com alguma tara esquisita que, qual formiguinha diligente, se entretinha, noites a fio, a carregar os meus queridos pertences para aqueles antros do consumismo, mas depois de instalar um alarme XPTO em casa, fiquei mesmo convencido que tudo não passa de uma estranha migração Harrypotteriana, destinada a levar este muggle à loucura. Mais estranho ainda, é o processo pelo qual tenho de passar, sempre que quero reaver algumas das minhas coisinhas. Trata-se de um ritual verdadeiramente kafkiano que envolve uns papelinhos numerados de várias cores ou, em alternativa, uma ginástica esotérica que consiste num conjunto de movimentos complexos que culminam na passagem de um pedaço de plástico numa caixa mágica com uma ranhura, seguido da execução de uma curta peça para piano tocada num teclado esquisito.

Como sou um gajo prático, e farto que estou de remar contra a maré, decidi propor à administração da FNAC uma permuta imobiliária envolvendo a minha casa e uma das suas lojas. Aquilo é só construir uma cozinha (que pode muito bem ficar na zona das caixas), uma adega (que pode ficar na zona das reclamações), arranjar um cantinho para pôr um par de camas e ala com os Crama para uma FNAC perto de si. Case solved.

Portanto já sabem, se daqui por uns tempos passarem pelas bandas da… digamos… assim uma maneirinha… a FNAC – Chiado e sentirem um belo cheirinho a comida, sou eu que estou em casa a cozinhar. Nessa altura batam à porta, para além do petisco, tenho muito com que vos entreter.

Não digo cortar os pulsos mas a esta hora, com a dose certa de cerveja...


sexta-feira, 6 de junho de 2008

Vou só ali cortar os pulsos, volto já #2

Vou só ali cortar os pulsos, volto já #1

Do passeio a Mafra

- Olá, então conta lá como foi o teu dia?
- Fui passear a Mafra, com os colegas da escola!
- A sério! E o que é que viste?
- Vi uma sala assustadora, com cabeças de veados com cornos muito grandes!
- Ena pá!
- E vi a sala do Rei!
- Foi! E como é que se chamava o Rei?
- Não sei, eles não disseram, ele já tinha morrido...

quinta-feira, 5 de junho de 2008

E se de repente...

uma desconhecida te dá um abraço...
isso é...


Durmam bem, ou não durmam melhor.

Feira da Agricultura


No Centro Nacional de Exposições, em Santarém.
De 7 a 15 de Junho.
Mais informações aqui.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Eu vou!

Quando, daqui por uns tempos, a Rita e o Kraak aparecerem em todos os telejornais, a braços com a Autoridade da Concorrência, por quererem de uma assentada comprar a Everything is New e a Música no Coração, eu hei-de mostrar este convite ao Pirralho, nessa altura "praí" com uns 6 anos: “Vês filha, eu estive lá quando estes gajos lançaram a empresa…”

Não esquecer

Pôr o açúcar.

Mexer.

Beber o café.

Repito: pôr o açúcar.

PS – O que vale é que havia uma queijadinha de chocolate para salvar as minhas papilas gustativas.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

New blogger in town

- Olha, ontem foi o Dia da Criança e esqueceste-te de fazer o post no blog!
- Pois foi!
- Queres escrever hoje?
- Sim, põe lá isso tudo branco para eu escrever.

Gostei muito de ir ao fluviário.
Fui levar lá dois bichinhos.
Almocei a ver as lontras.
Recebi a cama e a cómoda da Barbie.

- Esta é a última escrevição, está bem pai?
- Só isso? E não queres pôr um filme, ou uma música?
- Sim, está bem.
- Então escolhe lá.
- Um da Cat Power.
- Da Cat Power? Qual?
- Um que tu gostes.
- Da Cat Power não, que o pai já pôs há pouco tempo. Escolhe outro.
- Da Regina “Speckel”.
- Da Regina! Qual?
- O ta-na-na.

domingo, 1 de junho de 2008

A transferência

Antímio e Fofinha para o Fluviário de Mora. A transferência mais cara da época. Só eu sei quanto me custou comunicar ao Pirralho que dois dos seus “amiguinhos” iam sair de casa. Ironicamente o processo, que se iniciou vai para dois meses, consumou-se exactamente no dia da criança. De qualquer forma e como se costuma dizer: tudo está bem quando acaba bem. Os bichinhos mudaram-se para espaços maiores e têm agora a companhia de vários “amiguinhos”. Por outro lado, regressou-se ao Fluviário, o que é sempre um prazer, desta vez com direito a visita guiada às suas "entranhas" na companhia do seu biólogo coordenador. Um dia muito bem passado.



Para compensar ainda, à chegada a casa tínhamos à nossa espera um frasco contendo cerca de 30 camarões Neocaridina denticulata sinensis (Red Cherry), gentilmente cedidos pelo colega JM da sua criação pessoal, e que agora são a nova coqueluche do aquário principal.

sábado, 31 de maio de 2008

Sangria

Uma das coisas que sinceramente me vai chateando é a frequência com que tenho de recorrer à minha genialidade natural para provar que o meu ponto de vista, sobre um determinado assunto, está correcto. Sim porque, por esta altura, já devia ser óbvio para toda a gente, principalmente para aqueles mais chegados, que, por definição, o meu ponto de vista está SEMPRE correcto. Eu sei que custa assimilar isto a algumas pessoas mas que é que eu posso fazer? É axiomático. Ter razão está inscrito no meu código genético e não há volta a dar! É isso e a camada grossíssima de modéstia que reveste a minha personalidade. Só para terem uma ideia, posso acrescentar que aquele senhor que nunca se enganou e que raramente tem dúvidas, por esta altura, mesmo em bicos dos pés, ainda só vislumbra a parte inferior dos meus calcanhares.

Isto tudo a propósito de um episódio ocorrido no sábado passado, estava eu a ultimar os preparativos para a festinha caseira. No meio da azáfama pensei em voz alta: “Cerveja… está, vinho… está. Acho que vou fazer também uma sangria…” Reacção imediata da Mrs. Crama: “És maluco! Para que é a sangria!? Ninguém vai beber essa mistela! Não sabes fazer sangria! Vai ficar pior que a zurrapa do Vitó!”... and so on, and so on. Pois como devem imaginar, custa muito ouvir injúrias destas, principalmente a parte do Vitó. São flechas que furam a carapaça da minha indiferença e se espetam no âmago do meu orgulho. Como a violência doméstica agora é crime público, não me restou outra alternativa se não preparar a melhor sangria já alguma vez provada no Mundo em geral e no Universo em particular. Posto isto, fechei-me na cozinha, reuni todos os ingredientes à disposição e, qual Grenouille das beberagens, tratei de engendrar, não uma mas duas sangrias que deixassem toda a gente enfeitiçada. Como podem imaginar, se assim o pensei melhor o fiz: as sangrias – tinta e branca – foram as primeiras bebidas a desaparecerem e, sem sombra de dúvidas, contribuíram decisivamente para o nível de animação dos convivas, registado a partir de determinada altura. E assim, mais uma vez, a Mrs. Crama engolia, da pior maneira mas com a melhor sangria, todos os desaforos proferidos: “Epá, isto está “muuuita” bom! Não sabia que fazias tão bem sangria!”

Como, para além de genial e modesto, sou uma pessoa extremamente altruísta, fica aqui a receita, não das sangrias feitas por altura da festa, mas de uma outra, ainda melhor, que garantirá a quem a preparou os mais rasgados elogios e até quem sabe, em condições especiais, algum sexo não-pago.

Ingredientes:

750ml de vinho tinto
500ml de Seven-Up
½ laranja
½ limão
½ maçã
12 cerejas
6 morangos
1 ramo de hortelã
1 pau de canela
4 colheres de sopa de açúcar

Preparação

Lave bem as frutas e a hortelã. Corte a laranja e o limão às semi-rodelas, a maçã aos cubos pequenos, as cerejas e os morangos ao meio (tirando o caroço às cerejas). Deite tudo num jarro de 2 litros, juntamente com a hortelã, o pau de canela e o açúcar. Acrescente o vinho, mexa até dissolver o açúcar e leve ao frigorífico, durante pelo menos uma hora. A Seven-Up também deverá ser guardada no frigorífico. (Atenção que deve ser mesmo Seven-Up, ou em alternativa Sprite. Esqueça gasosas manhosas. Em relação ao vinho recomendo um (bom) tinto encorpado, de cor carregada e com bom teor alcoólico.)

Cerca de meia-hora antes de servir a sangria, transfira o jarro e a Seven-Up para a arca congeladora. Um dos segredos da sangria é arrefecer ao máximo as bebidas dispensando-se a utilização de gelo, o que iria “aguar” a bebida, após algum tempo; o segundo segredo consiste em juntar a Seven-Up ao vinho só na altura de servir, de modo a que a sangria esteja viva e fresca.

Para finalizar então, quando ambas as bebidas estiverem muito bem geladas, retire da arca, junte a Seven-Up ao jarro, mexa ligeiramente e sirva de imediato.

Como alternativa, se quiser preparar uma sangria “branca”, para além da substituição óbvia do vinho, troque os morangos por nêsperas e as cerejas por pêssego.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

terça-feira, 27 de maio de 2008

Cat Power @ Coliseu dos Recreios

“À terceira foi de vez” ou “A gata fez-se leoa” poderão ser, muito bem, os títulos das notícias do concerto da Cat Power, ontem, no Coliseu dos Recreios. Depois do fiasco de Matosinhos e do não-tão-bom-concerto da Aula Magna, a menina bonita da indie americana, que por esta altura já devia ser minha assalariada, deu finalmente um concerto convincente e à altura do seu talento. Destaque também para o grande desempenho da Dirty Delta Blues Band que me parece ser uma das razões da estabilidade da Cat. Infelizmente, o que se ganhou em maturidade e profissionalismo perdeu-se em intimidade e imprevisibilidade. Tirando uns “obrigadas” e umas frases esporádicas, Cat Power resumiu-se ao que a trazia ali: cantar, muito – duas horas – e bem. Para além da gata mais esquiva, também fiquei com pena de já não haver lugar para as interpretações de antigamente a solo ao piano, que tanto podiam correr mal e serem autênticos desastres, como correrem bem e serem momentos sublimes. E aquela versão de “The greatest” não entra nem barrada de chocolate. Tirando isso e algumas falhas ao nível do som, foi um belo concerto. Muito bom, mesmo! De tal maneira que sonhei com ele a noite toda. É claro que admito que sou suspeito para opinar: é difícil falar da actuação de alguém por quem se está apaixonado. Mas também, como não estar? Com aquela voz doce e rouca que me encanta, com tantas (ou mais) pancas do que eu, de 1972 como eu, e a dançar de uma forma quase tão ridícula quanto eu… Enfim… Só não digo que casaria com a Cat Power porque já tenho esse assunto muito bem resolvido mas que a adoptava, ai isso é que a adoptava! Ao fim ao cabo, quem cria uma Cat, cria duas. Na boa!

Set List
Don't explain / A woman left lonely / Silver stallion / New York, New Nork / Lost someone / Dreams / Lord, help the poor and needy / Dark end of the street / She's got you / Metal heart / Making believe / Hey Aretha sing one for me / Ramblin' (wo)man / Blue / Where is my love / The moon / The greatest / Lived in bars / Life of the party / Could we / Satisfaction / Angelitos negros / I've been loving you

Reportagem Blitz
Video de um Youtuber que conseguiu contornar as chatas das lanterninhas. Bem haja.





PS – Melhor que o concerto, só mesmo a companhia! Bem hajas A!

Eu ainda sou do tempo...

... em que havia Primavera!
Nessa altura é que era!
Bons velhos tempos!

domingo, 25 de maio de 2008

Treinos

Estou que não posso

O pior não é a ressaca em si.
O pior é a ressaca em mim.

Das antigas




E aqui fica a música pedida por várias famílias que o DJ infelizmente não encontrou. Pelos prejuízos causados, as minhas sinceras desculpas.

Primavera Azul - Hector Acosta

terça-feira, 20 de maio de 2008

D'Avis

Devido a alguma falta de vagar, tenho me esquecido de mencionar alguns restaurantes que merecem ficar aqui referenciados para uma eventual segunda visita. Um deles é, sem sombra de dúvidas, o Restaurante D’Avis.
Sugerido pela SA, para mais um almoço do Gang de 72, foi visitado, em boa hora, no passado mês de Abril. Trata-se de um restaurante de inspiração genuinamente alentejana, que vai do ambiente – rústico e acolhedor – ao menu. Da refeição desfrutada, destaco a excelente caldeta de cação que, passado mais de um mês, ainda retenho na memória. Recordo também uma boa lista de doces, onde constavam algumas das delícias conventuais, típicas do Alentejo, como o pão de rala, o sericá, a enxarcada, entre outros. Atenção que recordo apenas por ter visto e por ter registado a opinião dos companheiros de refeição, porque eu, nem sei como, consegui resistir à tentação de comer uma destas bombinhas calóricas! Para finalizar, uma nota para o bom sortido de entradas e para o serviço que, apesar de pouco formal, não compromete.

Conclusão: um restaurante onde me senti a almoçar como se estivesse em casa da minha sogra. (Para quem não sabe, isto é um grande elogio.)

Restaurante D’Avis
Rua do Grilo, 96/98
1900-707 Lisboa
Tel: 218681354

Ai se as minhas imperiais sabem!

domingo, 18 de maio de 2008

Preparativos



A Feira de Maio está quase aí, e na Azambuja fazem-se os últimos preparativos para a grande festa anual que, como manda a tradição, se realiza no último fim-de-semana de Maio. Este ano, a coisa promete. A vila está (quase) de cara lavada e, pelo que vejo, parece-me haver mais tertúlias assim como um maior envolvimento dos jovens. Musicalmente, o destaque vai para a actuação da fadista Dana e dos consagrados Da Weasel. Aqui por casa, prepara-se também a festa de sábado. Em relação ao ano passado, vão estar mais do dobro das pessoas, apesar de algumas baixas de vulto. Àqueles que estão convidados, pede-se que tragam fome, sede e boa disposição. Nós cá vos esperamos.

Monomonkey + Till @ Musicbox

Mais uma vez a Undergrave saca um espectáculo que nos arranca da campa e nos faz ver o sol à meia-noite. Ontem, coube aos tugas Monomonkey, e aos sérvios Till, a tarefa de escavar, com guitarras rasgadas e baterias pesadas, em busca das nossas almas. Destaque ainda para o homem dos pratos que iniciou a sonorização da noite no Cais do Sodré. Kraak: acho que as minhas imperiais se estão a apaixonar pela “tua” música.

Para mais tarde recordar, dois clips com o selo Crama Produções Impróprias.


Não é de Genebra

- Deixa-me ajudar-te a apertar o roupão.

- Não.

- Vá lá…

- Não! Eu faço sozinha!

Depois de não conseguir:

- Óh avó, ajuda-me lá a apertar isto.

- Não sei a quem sais tão teimosa!

- Ao pai e à mãe.

E o burro sou eu!?

O único gajo que concorreu ao MEGA-CONCURSO TILL, imprimiu a página A4 com as frases e o cartaz e… esqueceu-se dela em casa.

Ai, ai… Já os vi começarem por menos.

PS - Apesar do percalço, teve direito à imperial e ao disco.

Veia beirã

- Cerejas com queijo da serra!?

- Sim, eu gosto.

- Nunca vi comer cerejas com queijo da serra!?

- Estás a ver agora.

Jean Paul tu va dancer!

O que acaba de suceder é que a Náusea desapareceu. Quando a voz se levantou, no silêncio, senti o meu corpo contrair-se, e a Náusea dissipou-se. Bruscamente: era quase penoso tornar-se assim duro, rutilante. Ao mesmo tempo, a duração da música dilatava-se, inchava como uma tromba marinha. Enchia a sala com a sua transparência metálica, esborrachando contra a parede o nos­so tempo miserável. Agora estou dentro da música. Nos espelhos rolam bolas de fogo; cercam-nos anéis de rumo, que giram, en­cobrindo e descobrindo o sorriso duro da luz. O meu copo de cer­veja encolheu, está acalcado contra a mesa: tem um ar de coisa densa, indispensável. Quero agarrá-lo, tomar-lhe o peso, estendo o braço... Meu Deus! Eis o que mudou; foram sobretudo os meus gestos. O movimento do meu braço desenvolveu-se como um tema majestoso, insinuou-se ao longo da canção da preta; tive a impressão de dançar.

Jean Paul Sartre, in A Náusea


sábado, 17 de maio de 2008

Já não chegava a mãe!

- Óh pai, eu estou bonita?

- Sim filha, estás muito bonita!

- Estou bonita, assim magrinha!

- Não, tu não estás magrinha! Não estás nem magrinha, nem gordinha, estás bem. Assim como o pai. O pai também não está gordinho, nem magrinho, está bem.

- Pai... tu estás um bocadinho gordinho!

- E tu estás aqui, estás na cama!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Find Baldeleine

Por favor ajudem-nos a encontrar o nosso balde.
Sentimos muito a sua falta, especialmente os gémeos, Vidrão e Papelão. Ele era praticamente uma segunda mãe para eles.
Abrimos uma conta para que possam enviar os vossos donativos. Não se acanhem.
Bem hajam.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

MEGA-CONCURSO TILL

Com a agitação do fim-de-semana, mais as recentes buscas à procura do balde desaparecido, tenho me esquecido de mencionar um evento que poderá muito bem eclipsar todo o hype gerado em torno do concerto dos The National. Falo, claro está, do concerto dos Till + Monomonkey + Kraak (DJ Set), agendado para o próximo dia 17 de Maio, no Musicbox.

Para me redimir desta falha gravíssima e num sincero esforço para tentar ressarcir os leitores/comentadores que aguentam ler as bacoradas que para aqui vou escrevendo, sem ameaçarem a minha família e sem enviarem gatos mortos para minha casa, decidi promover um concurso que premiará algumas dessas santas almas que tanto tenho torturado. As regras são simples. Basta imprimir numa folha A4 a imagem com o cartaz do concerto, juntamente com as frases:

Crama, o teu blog é uma seca! Paga-me uma imperial!

Os primeiros cinco detentores de uma folha A4 nestas condições, que aparecerem no Musicbox(1), a partir das 23 horas, ganham, para além da referida imperial(2), um disco caseiro altamente pirateado, perdão masterizado, com o alinhamento do concerto dos The National na Aula Magna.

(1) - “no Musicbox” quer dizer “dentro do Musicbox” e não “à porta do Musicbox”. Traduzindo: o bilhete fica por vossa conta. Ah pois! Não queriam mais nada!

(2) - Para quem não gosta de cerveja, vale uma bebida de igual valor.

AVISO: Se me vierem “práqui” com merdas relativamente às regras do concurso, tretas do governo civil ou outras paneleirices, as imperiais ficam todas para mim.

Mais informações sobre as bandas/concerto chez Ritocas

Till no MySpace

Monomonkey no MySpace

Mestre

Esqueceu-se que não podia fumar no avião.

Já estás a ficar preocupado com a concorrência, não é!?
Deixa! Não perdes pela demora!

A Náusea, de Jean-Paul Sartre

Primeiro esbarro com a Moura Guedes na TVI, agora Sartre!
Realmente meto-me em cada uma!

terça-feira, 13 de maio de 2008

Special one

Ao ler o post aqui de baixo, constato, sem sombra para dúvidas, que alguma coisa não está bem e que algures no passado, uma fronteira qualquer foi decididamente ultrapassada. Eu diria mesmo que bati no fundo, do quê, não sei mas é um facto inegável. Ir despejar um caixote do lixo (embalagens neste caso) e esquecer-me de trazer de volta a casa o balde, é a prova acabada de que realmente algo está muito errado com o meu amendoim intra-craniano. Eu sei que como muito queijo mas, porra, isso não explica tudo! A Mrs. Crama diz-me que devo ir a um médico, dado que, na sua opinião, isto só pode ser qualquer coisa de Alzeimer para cima. Eu, no entanto, ando a tentar arranjar uma explicação mais lógica para estes fenómenos. Parece-me que esta minha… chamemos-lhe agora, para variar, habilidade, que me leva a esquecer de tudo em todo o lado, só pode ser um sinal de que sou um ser peculiar, diria mesmo especial e, como tal, predestinado a algo que por enquanto me está a escapar. Fazer rir os outros, é uma conclusão óbvia mas até nisso tenho as minhas dúvidas. Até a Mrs. Crama, que é a maior fã do meu trabalho, não vai achando piada nenhuma ao negócio, tendo inclusive garantido que me tinha dado uma pêra nas ventas, caso eu estivesse em casa, quando ela deu por falta do balde(1). Acho por isso que deve ser outra coisa um poucochinho mais grandiosa. A minha última teoria é que esta minha faceta é um claro indício de que talvez me devesse candidatar a primeiro-ministro. É que nestas coisas de esquecer as promessas que se fez, desconfio que tenho capacidades para fazer muito melhor que o nosso Sócrates. Atenção, desconfio…

(1) - Já viste SA, levas-me a concertos e ainda me salvas a vida!

Aviso

Desapareceu de sua casa, no dia 11/05/2008, o Sr. Balde do Lixo de 75 Litros que também responde pelo nome de Ecoponto das Embalagens Jr.. Trata-se de um indivíduo azul com tampa da mesma cor, que mede cerca 90cm de altura, 50cm de diâmetro e que tinha como ocupação a recolha de embalagens para reciclagem.
A última vez que foi visto encontrava-se junto de um Ecoponto Sénior, na vila de Azambuja, acompanhado de um indivíduo moreno, de 1,75m, cabelo rapado, que aparentava sintomas óbvios de perturbações mentais e que se julga estar envolvido no seu desaparecimento.
Pede-se a quem tenha alguma informação referente ao seu paradeiro, o favor de contactar o dono deste blog através do mail indicado no perfil.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

The National @ Aula Magna

Como é que eu, a 48 horas deste concerto, tinha como mais certo não estar aqui? Foi esta pergunta que fiz a mim próprio, por volta das 22:30 de ontem, e que, passadas 24 horas, ainda não saiu deste espaço, pequeno e oco, circunscrito pelo meu crânio. Não ver estes rapazes, não ouvir estes acordes, não sentir esta energia? Como? Como foi possível não ter ido comprar logo o bilhete, assim que li a notícia em primeiríssima mão? Como foi que não adivinhei que os bilhetes esgotariam numa semana? Como foi que deixei que a minha presença, ontem, na Aula Magna, fosse fruto de uma série improvável de acasos e da imensa generosidade da SA? A resposta a todas estas perguntas só a encontro num verso de uma das músicas dos The National, gritado ontem a plenos pulmões pelo Matt: “My mind’s not right”.


(Video de uma actuação, igualmente impressionante, em Zagreb)

Mas o que é certo é que estive lá e que graças a isso ainda tenho os The National impregnados em todos os poros. Que banda, meu Deus! Que concerto! Sobre este remeto-me para aqui e mais não digo. O que poderia acrescentar não consigo exprimir por palavras. Pelo menos, num texto em formato de post. Também não consigo exprimir por palavras a minha gratidão à SA, que tem, neste momento e por definição jurídica, o poder de me escravizar. Aliás, como pagamento inicial da minha imensa dívida fica aqui um clip caseiro com uma musiquinha que sei que ela gosta. ;)



Só mais uma palavrinha à Rita e ao Kraak: Desculpem não ter estado mais tempo com vocês mas o dia, apesar de bom, foi um pouco complicado. De qualquer maneira, fica também aqui um clip com a estratosférica “Mr. November”, que o Kraak com certeza não irá esquecer (seu sortudo!!!).


E é assim, ainda a flutuar, que vos deixo.

In the basement of my brain...

... the meeting is still going on.

domingo, 11 de maio de 2008

Diamanda Galás @ Aula Magna

Quando a SA me falou na Diamanda Galás e do seu concerto agendado para a Aula Magna, o meu desconhecimento sobre esta senhora era total. Depois de pesquisar um pouco, descobri que afinal até já tinha ouvido algumas músicas dela, se bem que na forma de excertos, nos excelentes filmes Dracula e Natural Born Killers. Apesar disto, a audição de algumas das suas performances levou-me a concluir que seria um concerto que, em condições normais, me passaria ao lado. Tratando-se de um convite, não iria dizer que não. Já a minha avó me dizia: não se diz "não gosto" antes de provar.

Regressado agora do concerto, não me vou pôr aqui com considerações qualitativas sobre a música da Diamanda e aceito perfeitamente que o facto de não ter apreciado o que ouvi, passa mais por falta de formatação do meu ouvido relativamente ao que ela canta e toca. Duas coisas são no entanto inegáveis: o poder de fogo das cordas vocais da Diamanda é comparável ao de uma arma de destruição massiva – penso que por esta altura devem andar técnicos do LNEC à procura de eventuais danos na estrutura do edifício da Aula Magna – e o piano é muito bem tratado. E por aqui me fico.

Se me perguntarem: gostaste do concerto da Diamanda? Sinceramente, com excepção de alguns momentos, não, por não ser a minha onda.

Se estou arrependido de ter ido? Nem pensar.

Fica um video de "recuerdo" (péssimo como é habito).


PS - Mais uma vez, obrigado SA! Pelo convite e pela companhia.

sábado, 10 de maio de 2008

Foi daqui que pediram uma carrada de mete-nojo?


Bom, aviso já que neste post, a título excepcional, vou permitir que na área de comentários sejam inscritas algumas mensagens insultuosas à minha pessoa. Ligeiramente insultuosas, leia-se bem! Isto porque tenho de admitir que o que vou escrever a seguir atinge “praí” o valor de 9 na escala de Richter-Mete-Nojo.

Estão preparados? Então aí vai:

(SMS matinal da melhor colega do mundo e arredores)

“Bom dia. Já tenho comigo os bilhetes.

Diamanda às 21:00

The National 22:00”

E é assim, flutuando, que vos deixo.

Até loguinho.

PS - Para a SA: bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas, bem-hajas!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Shock and awe

Quando, do alto dos meus 35 anitos, penso que já nada me pode surpreender, eis que um acontecimento verdadeiramente assombroso varre toda esta minha estrutura de certezas.

Não, não estou a falar dos 100.000 mortos na Birmânia, também não foram as taradices do Fritzl lá na Áustria, nem sequer a hipótese de um regresso de Pedro Santana Lopes à liderança do PSD. Não senhor! Acabo de ver a Manuela Moura Guedes a apresentar o Jornal Nacional da TVI, ainda por cima, a ler artigos de opinião do Vasco Pulido Valente!

Eu que já não brincava com um controlo remoto há tanto tempo, tenho mesmo de me deixar destas aventuras. O zapping vai sendo um desporto cada vez mais violento.

First I take Manhattan...

Parece que as fotografias que tirei durante isto, despertaram o interesse de publicações relacionadas com o mundo equestre, e que algumas poderão mesmo ser publicadas.
Estão a ver o padrão?
Grammy para melhor aplauso, a seguir o prémio do World Press Photo…
O que se seguirá?
Talvez a atribuição de três estrelas Michelin para a minha cabidela? Só pode.
Sinto que estou numa toada imparável.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Corsage

Agradecendo o convite, mas infelizmente tendo de declinar, deixo aqui a sugestão para quem esteja interessado num programa para amanhã.

Corsage @ MySpace

Não há fome que não dê em fartura

Começou logo por ser algo de inédito. Uma banda de culto que regressaria a Portugal, passados 7 anos. Depois foram-se juntando outros nomes naquilo que passou a ser um bom dia de festival. Não descansados, continuaram a acrescentar o cartaz tornando a coisa no mínimo obrigatória. Neste momento a fartura é tanta que eu já acho que vai ser um péssimo dia de festival. É que com tanta banda de que gosto, e havendo mais do que um palco, tenho a certeza de que vou perder muita coisa boa, naquele dia 10.

Digam-me lá se eu não tenho razão?

Cartaz do Optimus Alive!08.

10 de Julho

Rage Against the Machine
The Hives
Spiritualized
Gogol Bordello
Cansei de Ser Sexy
Hercules and Love Affair
The National
MGMT
Vampire Weekend
Sons of Albion
Galactic
Peaches (DJ Set)
Tiga
Boys Noize

11 de Julho

Bob Dylan
Within Temptation
John Butler Trio
Nouvelle Vague
Showcase Ed Bangers (Uffie and Feadz, DJ Mehdi, SebastiAn, Vicarious Bliss, MR Flash, Krazy Baldhead e Busy P)

12 de Julho

Neil Young
Ben Harper & The Innocent Criminals
Róisín Murphy
Donavon Frankenreiter
The Gossip

MSTRKRFT
Xavier Rudd
Brodinski

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Quem!?

Mas quem é que pôs esta merda das estrelas no MEU BLOG?

Parece que há gajos fartos de viver com os fémures inteiros.

Penso eu de que...

segunda-feira, 5 de maio de 2008

AVISO

O Departamento de Saúde alerta que os bilhetes para o concerto dos The National, que ocorrerá no próximo dia 11 de Maio, na Aula Magna, estão impregnados com uma substância altamente tóxica que provoca, entre outros sintomas, impotência e queda de cabelo (no caso de pessoas do sexo masculino) e esterilidade e TPM permanente (no caso de pessoas do sexo feminino).

Informam-se aqueles que estejam na posse destes bilhetes que os devem entregar imediatamente à empresa de recolha de resíduos perigosos - ECOCRAMA - que se encarregará de lhes dar destino apropriado. Para entrar em contacto com esta empresa, utilizar por favor o seguinte endereço de correio electrónico:

p e t e r c r a m a @ s i m p l e s n e t . p t

O Perfume, de Patrick Süskind

Por duas vezes comecei a ler este livro e por duas vezes a leitura foi interrompida ao fim de uma mão-cheia de páginas. Depois saiu o filme e não o vi por ainda não ter lido o livro. A ver se é desta que me perfumo.

domingo, 4 de maio de 2008

Dia da Mãe


O que podia ser melhor que passar este dia com a mãe?
Passar este dia com 5 mães...

sábado, 3 de maio de 2008

A Naifa @ Teatro Sá da Bandeira - Santarém

Junte-se num caldeirão fumegante poesia contemporânea, fado, rock e uns toques de electrónica. Sirva-se com uma bateria, um baixo, uma guitarra portuguesa e um vozeirão em forma de mulher. Eis A Naifa. O projecto de Maria Antónia Mendes (voz), João Aguardela (baixo), Luis Varatojo (guitarra portuguesa) e Paulo Martins (bateria) que anda a apresentar pelo país o seu terceiro álbum “Uma inocente inclinação para o mal”. Hoje, foi a vez de Santarém receber A Naifa e eu e o J. lá estivemos a assistir a um concerto simplesmente memorável.

E foi assim que terminou.



A Naifa no MySpace
A Naifa na Blogolândia

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Não se cortem

Teatro Sá da Bandeira
Santarém
3 de Maio
21:30
Bilhete: 7,5€



Depois não digam que eu não avisei.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Best view in town

- Sempre vamos lá acima hoje?
- Vamos nisso!
- Sabe que vai ter que escalar 200m?
- Não há-de ser nada.
E foi assim que quando dei conta estava no topo da 2ª construção mais alta de Portugal. Há anos que andava para fazer isto. Apesar de saber de antemão que o frio na barriga seria certo, assim como o cansaço de subir e descer dezenas de metros em escadas quebra-costas e ter de estar em compartimentos claustrofóbicos. Mas valeu bem a pena. É certo que não tem o romantismo de um miradouro de Santa Luzia, ou Santa Catarina, mas tecnicamente é a melhor vista da cidade.

Post do Miguel

Olá! Sou o Miguel e já sou a alegria de toda a família. Os meus papás então, parecem uns tontinhos. O que vale é que na família existe uma pessoa de bom senso como o meu tio Pedro, que escolheu o meu nome e me parece um tipo bem porreiro. Estou ansioso por o conhecer para irmos os dois ao Estádio de Alvalade ver o meu Sporting. E claro, também estou ansioso para vos conhecer a todos.
Lá para Outubro a gente vê-se.
Beijinhos.

Acordar todos os dias

Apesar do tempo que se acabrunhou, do carro que decidiu avariar, do trabalho que se acumula, do chefe que parece cada vez mais chato e da carteira que se estivesse mais leve flutuava, até que ando bem disposto. Deve ser da banda sonora. Só pode. É que acordar todos os dias, mesmo que às vezes não pareça, é uma grande coisa que a gente tem. Principalmente se é ao som de uma musiquinha assim.


E já agora um video dos rapazes ao vivo.


one take new york with PORT O'BRIEN, 'i woke up today' from one take new york on Vimeo.

domingo, 27 de abril de 2008

I had a dream...

Era de noite e eu estava num pub algures em Londres. Vindo do nada aparece um gajo com pinta de janado, ainda mais entornado do que eu, que mete conversa. Blá, blá, blá, caneca para aqui, caneca para acolá, que tinha uma banda e que ainda este ano vinha a Portugal tocar.

- Porreiro, pá! Se quiseres, posso arranjar-te o contacto de uns amigos que estão a organizar uns concertos com bandas em início de carreira.

- Cool!

- Hã? Ah! A minha também ainda está fria.

Os Comboios em Portugal - Volume III, de José Ribeiro da Silva e Manuel Ribeiro

Sabia que Viseu esteve servida por caminho-de-ferro até 1989? E que entre 1930 e 1936, o trajecto oficial do Sud Express era Estoril-Paris? E sabia que a inauguração da Linha da Beira Alta, em 3 de Agosto de 1882, foi suspensa por 48 horas, tendo toda a comitiva ficado em Mangualde, por indisposição de Sua Alteza a Rainha, para desapontamento de 6000 pessoas que aguardavam em Vilar Formoso?

As respostas a estas e muitas outras perguntas podem ser encontradas aqui…

Monsoon Wedding

Realização: Mira Nair
Elenco: Vasundhara Das, Shefali Shetty, Tilotama Shome, Vijay Raaz, Lillete Dubey, Naseeruddin Shah
Nacionalidade: Índia/EUA/França/Itália
Ano: 2001
Título em português: Casamento Debaixo de Chuva

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Estarreja porquê?

Couple Coffee & JP Simões + Jacinta
Festival S.I.R.E.N.E.S.
Estarreja - Cine-Teatro
21:30

Por que não Cartaxo (Centro Cultural), ou Santarém (Teatro Sá da Bandeira)?
E eu que gostava tanto de "ouver" isto…

16km pic-nic 16km

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Pegas ao serviço no dia 26

Se me saísse o Euromilhões, teria um quarto enorme e ao lado da cama, também enorme, teria um Steinway e todos os dias a Cat Power - minha assalariada - cantaria as suas músicas, embalando-me até adormecer.

Como (ainda) não me saiu o Euromilhões, nem tenho pais ricos…

Hirakeru

A Reiko sorriu também, com o cigarro na boca. – És, no entanto, uma pessoa bondosa. Nota-se pelo teu aspecto. Consigo observar esse tipo de coisas depois de sete anos a observar pessoas que entram e saem daqui: há pessoas que conseguem abrir o coração e outras não. Tu és uma das que consegue. Ou, mais precisamente, consegues se o desejares.
– O que acontece quando as pessoas abrem o coração?
Enclavinhou as mãos sobre a mesa, com o cigarro pendurado dos lábios. Ela estava a apreciar a conversa. – Melhoram – respondeu. Tombou cinza sobre a mesa, mas aparentemente não se apercebeu.

Haruki Murakami, Norwegian Wood

O meu primeiro disco

Young and Lovely dos Couple Coffee foi o último disco que "vi nascer". Porque a altura não podia ser mais adequada, recordo agora o primeiro.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Rir para não chorar

A falta de sentido de humor de certas pessoas chega a ser cómica.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Couple Coffee @ Teatro São Luiz

O “convite” era irrecusável. Poder assistir ao lançamento do disco que “vi nascer”, com interpretação do mesmo ao vivo, e ainda por cima sem custos para o utilizador, era uma oportunidade boa demais para ser perdida. E assim, menos de dois meses volvidos, lá voltei à presença dos Couple Coffee & Band para mais um serão muito bem passado, novamente com a bossa nova a embalar um final de dia. Só foi pena não haver uns exemplares do disco em pré-venda, o que me obrigará a esperar pelo dia 5 para poder voltar a ouvir este Young and Lovely. Enfim… não há-de ser nada.

Parabéns renovados aos Couple Coffee & Band por mais uma excelente missa – a outra serviu de baptismo, esta agora foi a primeira comunhão – e pelo disco que certamente se encarregará de espalhar pelo mundo a boa nova, perdão, a bossa nova.

PS – Um bem-haja à SA pela companhia.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

... e por falar em palmas

Vejam lá se reconhecem a riqueza harmónica, o rigor rítmico, enfim, a magistralidade sonora destas palmas?


Já me estou a ver: “… and the Grammy for Best Applause goes to… Peter Crama!” (ovação de pé)

Couple Coffee apresentam novo disco

Depois de ter participado na gravação do disco (sim, palmas contam!) não poderia falhar a sua festa de lançamento, não é?

Couple Coffee & Band
Apresentação do novo disco YOUNG AND LOVELY - 50 anos da Bossa Nova.
Teatro São Luiz
22 Abril
Terça às 18H30

Mais informação aqui.

E já agora, para abrir o apetite…

domingo, 20 de abril de 2008

Antes de adormecer



Durmam bem, ou não durmam melhor.

Orange curd / Lemon curd

É mais forte do que eu. Compro um produto que me agrada e a reacção é tentar logo produzi-lo de modo caseiro. Foi isto que pensei quando provei, aqui há uns anos, lemon curd. “Que porra levará isto?” – pensei na altura. Infelizmente esse primeiro frasco tinha sido feito por umas freiras segundo uma receita conventual secreta, e como tal, informação nicles.

A pancada bateu novamente, quando há uns tempos voltei a comprar um frasquinho, desta vez de orange curd, com os ingredientes escarrapachados no rótulo. ASAE oblige. "Bingo!". Ovos, manteiga, sumo de laranja… rébébéu pardais ao ninho, e o resto a net informa. A primeira experiência, com orange curd, correu logo bem. Fiquei para repetir a dose e experimentar também o lemon curd, só que a disponibilidade ainda não tinha permitido. Esta semana, após receber uma chamada de um certo palácio informando que estavam carenciados de mantimentos para o chá das cinco, decidi que voltaria à produção da especialidade inglesa. É claro que este tempo merdoso também ajudou. Aliás, neste momento rezo para que o tempo melhore, pois mais um fim-de-semana como este e corro o risco de rebentar.

Bom, mas passemos então às receitinhas:

Orange curd

Ingredientes

5cl de sumo de limão natural
20cl de sumo de laranja natural
Raspa (muito fina) de 2 laranjas
85g de manteiga sem sal
225g de açúcar
3 ovos

Preparação

Misturam-se todos os ingredientes num liquidificador, com excepção da manteiga. Esta junta-se só após ter sido derretida em lume muito brando. Tritura-se até ficar totalmente homogéneo. Deita-se numa panela e vai a aquecer, em lume brando, mexendo sempre, até engrossar. O lume deve estar mesmo muito baixo, porque o preparado não deve ferver. Apesar de não ter cronometrado, penso que levou cerca de meia hora ao lume até ter atingido a consistência desejada. Apaga-se e deixa-se arrefecer mexendo sempre para evitar criar uma película (nata) à superfície. Quando estiver morno, deita-se em frascos e leva-se de imediato ao frigorífico. Servir bem fresco.

Lemon curd

Ingredientes

20cl de sumo de limão natural
Raspa (muito fina) de 2 limões
85g de manteiga sem sal
250g de açúcar
4 claras de ovos

Preparação

Exactamente igual ao Orange curd

E saiem dois frascos de curd para o palácio.

Aletria

Uma sobremesa tradicional para o almoço de hoje.

Ingredientes

180g de aletria
4dl de leite
250g de açúcar
40g de manteiga com sal
4 gemas de ovo
2dl de natas
1 casca de limão
Canela q.b.

Preparação

Põe-se uma panela com água ao lume até levantar fervura. Ao mesmo tempo, num fervedouro aquece-se o leite com a manteiga e a casca do limão. Quando a água estiver a ferver junta-se a aletria e deixa-se cozer durante 5 minutos. Passado este tempo, escorre-se a água (o melhor é utilizar um passador) e junta-se o leite aquecido (retirar a casca do limão), o açúcar e metade do pacote de natas. Deixar ferver novamente, durante 5 minutos, em lume brando, mexendo de vez em quando. Entretanto bater as gemas com a outra metade do pacote de natas. Apagar o lume, deixar arrefecer um pouco e juntar as gemas com as natas, mexendo bem. Voltar a pôr em lume brando até levantar novamente fervura. Apagar de seguida, deitar numa travessa e polvilhar com canela.


sábado, 19 de abril de 2008

Favada

Hoje acordei com aquela sensação de “Ambrósio, apetecia-me algo…”. Infelizmente por aqui não há nenhum zeloso mordomo para me adivinhar os desejos, pelo que tenho de ser eu mesmo a descobrir o que o corpinho me está a pedir. Tarefa nada fácil, digo-vos eu. Nestas alturas, vasculho o frigorífico, a arca e a dispensa à procura de inspiração, só que hoje, como aliás acontece muitas vezes, não se me fez nenhuma luz. Quando assim é, nada melhor do que rumar ao mercado, à peixaria ou ao talho, pois a contemplação de alimentos frescos normalmente actua como desbloqueador pantagruélico. Hoje, não foi excepção. Assim que entrei no mercado, verifico que não há velhota que não tenha para venda favas em vagem. Eureka! Uma favada! Primeira recomendação: quando for para confeccionar um prato à base de favas, nada como favas frescas, acabadinhas de sair da vagem, e de preferência pequeninas e tenras. É certo que dá algum trabalho mas compensa. Eu tenho a sorte de a D. Salomé me vender as favas já descascadinhas. É a contrapartida por ser fornecedora By Apointment to His Majesty King Crama há quase cinco anos. É isso e os raminhos de cheiros à borla, que por acaso hoje deram bastante jeito. Adiante. Encontrada que estava a forma de saciar o desejo, e resolvida a questão das favas, restou apenas passar pela charcutaria e comprar um chouriço de carne de Alter, um chouriço preto de Barrancos (em substituição da cacholeira que era o enchido que tinha em mente mas que não havia) e um pouco de toucinho fumado para estarem reunidos os ingredientes para a receita do almoço. A saber:

Ingredientes:

1kg de favas
1 chouriço preto (cerca de 200g)
1 chouriço de carne (cerca de 200g)
150g de toucinho fumado
1 cebola média (100g)
2 dentes de alho
2dl de vinho branco
1dl de azeite
1 ramo de coentros
1 ramo de hortelã
Temperos: coentros em pó, cominhos, pimenta preta, sal

Preparação:

Corta-se o toucinho em pedaços, retirando a parte dura, pica-se a cebola e os dentes de alho, deita-se tudo numa panela, rega-se com o azeite e deixa-se refogar ligeiramente em lume brando. Acrescenta-se os dois chouriços cortados em pedaços, envolve-se e deixa-se alourar mais um pouco. De seguida, rega-se com vinho branco e tempera-se com umas pitadas de coentros em pó, cominhos e pimenta preta. Passados 5 minutos juntam-se as favas (meia dúzia delas picadas muito finas para dar mais sabor e consistência ao caldo), muito bem lavadas, e cerca de 3dl de água. Junta-se também um ramo (bem atado) constituído pela hortelã e os talos dos coentros. Quando as favas estiverem bem cozinhadas, retira-se o ramo de cheiros e junta-se as folhas dos coentros finamente picadas. Apaga-se logo de seguida e deixa-se apurar 10 minutos antes de servir.

I'm not going to tell you about a girl