quinta-feira, 4 de setembro de 2008
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
No cinema
Uma tosse, distrai-me. Um comentário audível, perturba-me. O acto de ruminar pipocas ou sorver refrigerantes, irrita-me. Um toque de telemóvel, faz-me rogar pragas. Atender um telemóvel, gera mensagens telepáticas com imensos palavrões pelo meio. Dez gaiatos a fazerem tudo isto e ainda a conversarem alegremente como se estivessem no recreio da escola, faz-me sonhar com empalamentos na boa tradição Zulu, desmembramentos por moto-serra e machados a racharem crânios aparentemente ocos. É assim mesmo! Para mim, cinema tem dois requisitos. Escuridão e silêncio totais. Se quanto à escuridão a coisa é pacífica (pelo menos até alguém se lembrar de fazer pegar a moda de levar lanternas para o cinema), já a questão do silêncio é deveras problemática. Até a sala da minha “quiet town” padece dessa enfermidade de há uns tempos para cá. Lisboa entretanto deixou de ser opção, pelo menos numa base frequente, dada a distância. Foi neste contexto que a descoberta da sala de cinema do Centro Cultural do Cartaxo, especialmente a programação das quintas-feiras, dedicada ao cinema dito alternativo e até à data frequentada apenas por gente civilizada, se me afigurou como um oásis no deserto. Infelizmente, o site onde ia consultando a programação deixou de ser actualizado, o que me deixa apreensivo perante o que aparenta ser falta de empenho da Câmara (gestora do Centro Cultural do Cartaxo), leia-se falta de investimento, leia-se falta de dinheiro, leia-se está aqui está aquilo fechado. De qualquer maneira, soube que amanhã passam o “Lars e o verdadeiro amor” (Lars and the Real Girl) e mais uma vez lá estarei, no escurinho do cinema... e no silenciozinho também, se Deus quiser e os homens deixarem.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Bem-vinda ao clube!
2º - Pagar o combustível.
3º - Abastecer a viatura.
4º - Ligar o motor e arrancar.
Repito: Abastecer a viatura.
Herbalife we have a problem
Ao constatar o arcaboiço de certos jogadores do Sporting, sou levado a crer que a minha barriga tinha lugar naquela equipa.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
A minha Festa
Sábado, 6/9
15:00 – X-Wife (Palco 25 de Abril)
18:30 – Kumpania Algazarra (Palco 25 de Abril)
21:30 – Vieux Farka Touré (Palco 25 de Abril)
0:00 – Camané (Auditório 1º de Maio)
Domingo 7/9
15:30 – Wraygunn (Palco 25 de Abril)
16:45 – Grupo de Sevilhanas e Flamenco – “Luna Triana” (Palco Solidariedade)
20:30 – Xutos & Pontapés Rock & Roll Big Bang (Palco 25 de Abril)
Mais informação aqui
sábado, 30 de agosto de 2008
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Black & Decker
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Ladrões
Pagar anualmente 102€ de imposto de circulação, por uma mota com 10 anos, é pura e simplesmente um roubo. Dá vontade de ir à repartição de finanças pedir a apresentação da pistola.
- Olhe, desculpe, não se importa de me apontar a pistola à cabeça.
- Desculpe…
- Isso mesmo que ouviu. Se é para me roubarem desta maneira, pelo menos que o façam como deve de ser, para eu poder dizer que não tinha outra hipótese.
Será que é por ser um veículo mais económico, menos poluente e que não contribui tanto para o congestionamento das cidades?
Ah não é porque é um veículo de luxo, dizem eles!
Um carro, que vale 5 vezes mais, tem tanta ou mais potência, mais cilindrada, que gasta mais, polui mais, congestiona o trânsito, ocupa 5 vezes mais espaço a estacionar, pesa 7 vezes mais, tem mais borracha em contacto com o solo, esse não, esse é considerado utilitário e por isso paga metade do que eu pago!
Ladrões! Ladrões! Ladrões!
Biodiversidade
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
I believe in miracles #2
PS - Um grande bem haja ao roadie dos Deolinda que, no passado sábado, encontrou (e devolveu) o meu telemóvel+pda+leitor mp3+gps+o diabo a sete.
I believe in miracles #1
- Desde que vi o teu pai a beber água, eu já acredito em tudo.
eXistenZ
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Dark City
domingo, 24 de agosto de 2008
Almeida tem mais encanto...
- Ó pai, vai haver guerra e Deolinda o fim-de-semana todo?
- Errr… Guerra sim, Deolinda não. Os Deolinda hoje tocam noutra terra.
- E a gente pode ir vê-los?
- Pudemos mas assim não vemos a guerra…
- Nem eu estou com Rita…
- Pois…
- Então eu prefiro ficar aqui.
- Sabes pai, eu gostava de morar em Almeida.
- É filha! Mas a nossa casa e a tua escola não são aqui.
- A gente dava a casa de Lisboa aos pobrezinhos e mudávamo-nos para aqui. Boa!?
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
domingo, 17 de agosto de 2008
Match Point
Memoirs of a Geisha
sábado, 16 de agosto de 2008
Into the Wild
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
de cio
Com efeito o ciúme é, de todos os temores, o mais ingrato: se tememos a morte, teremos alívio do poder pensar que, pelo contrário, gozaremos de longa vida ou que no decorrer de uma viagem acharemos a fonte da eterna juventude; e se formos pobres teremos a consolação do pensamento de achar um tesouro; para cada coisa temida, há uma oposta esperança que nos aguilhoa. O mesmo não se passa quando se ama na ausência da amada: a ausência está para o amor como o vento para o fogo: apaga o pequeno, ateia o grande.
Umberto Eco, in A Ilha do Dia Antes
Envocabolando
facécia
s. f.,
qualidade de quem é faceto;
frase ou modos daquele que é faceto;
troça, motejo.
acróstico
s. m.,
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Para a próxima vou aos sargos
Dorminsky amigo...
- Quando chega à praia procura a bandeira azul?
- Não me preocupa demasiado até porque não gosto de areia nos pés. Se as praias tivessem relva… era o ideal. Mas gosto de me sentar nas esplanadas em frente ao mar; ao fim da tarde, a beber algo fresco, ou de praias desertas, como em Porto Santo…
- Mário Dorminsky em entrevista ao Notícias Magazine de 10.08.2008
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
O mundo às crianças, já!
- E depois como é que ele ganhava dinheiro?
- Então, ele ia lá ao escritório de manhã, falava um pouco com os colegas e vinha logo embora.
domingo, 3 de agosto de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
sábado, 26 de julho de 2008
Choque térmico
Por aqui tenta-se acabar um tecto falso começado há cinco anos. O autêntico tecto Engrácio. Para isso há que betumar e envernizar algo que fica, como o nome indica, no tecto e que por isso obriga a estar com os braços acima do nível da cabeça durante várias horas. É tão bom!!! Depois seguir-se-á uma dose de pinturas. Daquelas porreiras em que temos de remover duas toneladas de bugigangas para conseguir chegar às paredes. E depois isolar o que não é para pintar. E depois pintar. E depois as duas toneladas de volta à sua localização inicial. Ou seja, depois de duas semanas em que a minha maior preocupação era saber se fazia praia de manhã e piscina à tarde, ou vice-versa, as minhas férias entram agora numa fase que me fazem ansiar pelo meu gabinete. Apesar de masoquista, é uma boa táctica para regressar ao serviço. Quando chega o último dia de férias a vontade de voltar ao emprego é tão grande, que o monte de trabalho acumulado durante um mês parece a última Coca-Cola do deserto. Ou não...sexta-feira, 25 de julho de 2008
sábado, 19 de julho de 2008
sexta-feira, 18 de julho de 2008
E agora as notícias que marcam a actualidade...
E ao vivo tem muito mais piada que na televisão.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Na pior das hipóteses uma betonilha
Eu já não digo relva, que tenho perfeita noção das dificuldades. Terracota, que ficaria bem engraçado, também é capaz de sair caro. Mas agora há uns ladrilhos em madeira tão engraçados, ou então, um vinílicozinho que até poderia imitar o mesmo tom, agora praias com areia é que já não há pachorra! Ó falta de imaginação! domingo, 13 de julho de 2008
Gunzoners - 5º Aniversário
Optimus Alive 2008 - Dia 1
O aguardado dia 10 tinha chegado e a vontade de não perder mais do que era tido como certo à partida, fez com esta alminha se apresentasse no Passeio Marítimo de Algés, ainda não eram 17:00 horas.
Após quase uma hora, à esturrina, para passar pela zona de segurança da entrada (um bem-haja à organização) lá consegui entrar e rapidamente repor líquidos ao som dos Kalashnikov. Som fuckin porreiro, fuckin divertidos… Era o que se fuckin precisava.
Seguiu-se uma romaria pelo espaço dos comes e bebes a ver se me despertavam os apetites. Coisa fácil, diga-se de passagem. Entretanto encontro um colega que não via há mais de 10 anos. Melhor, ele é que me encontrou, pois eu, sinceramente, não o teria conhecido. Conversa para aqui, conversa para ali, que tinha estado no Alive do ano passado e que tinha sido a maior das confusões para comer e beber, principalmente a partir da noite. Mau! Achei melhor forrar os meus três estômagos e apostar na dieta líquida para o resto da noite. Excelente decisão face ao confirmado caos para se conseguir o que quer que fosse a partir do fim da tarde.
Entretanto, eram quase 7 horas, sendo tempo de rumar ao Metro On Stage para os Vampire Weekend. Um bom concerto apesar de o som da tenda não me ter agradado muito. Apesar disso, a boa disposição foi geral enquanto desfilaram os temas do álbum de estreia dos rapazes que misturam Brooklin com o Soweto, dando ainda para conhecer dois temas novos. Primeira nota positiva do dia.
Seguiram-se os MGMT, naquele que foi, para mim o maior erro da organização, no que toca ao horário do 1º dia. Com a desistência dos Cansei de Ser Sexy, podiam perfeitamente ter reajustado as actuações de modo a que The National não coincidisse com MGMT. Assim, e perante um arranque morno, com alguns dos temas mais calmos, decidiu-se rumar ao palco principal onde já actuavam Mr. Beringer e Cia Lda. Aqui, confirmou-se o que toda a gente que esteve, no último concerto dos The National, na Aula Magna, sabia de antemão. Aquela actuação, que agora nos aflorava a pele, nunca poderia igualar a do passado mês de Maio, onde foram feitos cortes bem profundos, muitos dos quais ainda não sararam. Destacou-se no entanto, em relação ao último concerto, a presença do conjunto de sopros que ajudaram a dar outra dimensão a algumas músicas, com a grande Fake Empire em destaque.
Seguiram-se os Gogol Bordelo, um dos concertos que eu mais aguardava. Depois de ter ouvido relatos na primeira pessoa, sobre o concerto do ano passado em Sines, e de ter visto pela televisão a actuação em Paredes de Coura, sabia ao que ia: energia contagiante em forma de gipsy-punk. E foi isso que tive. Eugene Hutz e companhia nunca falham e por muitos milhares de pessoas que tenham à sua frente a dançar, pular e cantar, conseguem fazer sempre uma festa ainda maior em cima do palco.
Vindos da Suécia, os The Hives, com o seu rock’n’roll em estado puro, foram os senhores que se seguiram. Um concerto também cheio de pujança onde o vocalista usou e abusou da interacção com público (na minha opinião abusou mesmo um pouquinho demais).
Para terminar (a minha) noite, os tão aguardados Rage Against The Machine. Anunciados por uma sirene, como se de um ataque aéreo se tratasse, Zack de la Rocha, Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk terraplenaram completamente o Passeio Marítimo de Algés, naquele que foi o concerto mais físico que eu alguma vez assisti. Simplesmente impressionante ver uma plateia de 40.000 pessoas em mosh-mode, desde Testify - a primeira música tocada – até ao último acorde de Killing in the Name, com que se despediram.
Um dia muito bem passado em que se destacaram, pela positiva: a qualidade do cartaz, os concertos e a companhia; pela negativa: alguns aspectos a serem melhorados pela organização, nomeadamente: as acessibilidades ao festival e a zona de restauração. Ah! E aquela "tenda" electrónica também estava muito mal localizada, poluindo (sonoramente) ambos os palcos. Posto isto, Srs. da Everything Is New, tratem lá disso, que para o ano que vem vou lá averiguar as melhorias.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Warm-up
- Mostra lá.
- É a música dos moshes!
- Pois é! O pai vai vê-los amanhã!
- Então e eu!?
terça-feira, 8 de julho de 2008
Juristas... Não se pode viver com eles, não se pode viver sem eles*
- Desculpe Sra. Doutora mas isso não é o que diz a b) do n.º 2 do artigo 136.º?
- Não porque neste caso assiste-lhe esse direito como sub-rogado.
- Independentemente dos ónus e servidões a impor?
- Exacto. Apenas será sanável por interposição de acção administrativa especial.
- Então imagine, em vez do caso que mencionou, que se tratava de uma construção em área que, à posteriori, se apurava como sendo non aedificandi…
- Nem é preciso chegar a tanto. Nesse caso é um elemento do projecto em falta, sendo este condição sine quo non para a celebração do contrato.
- E se for ignorado pelo adjudicante a reclamação na fase de negociação?
- Funciona sempre a cominação do silêncio.
- Então pode culminar na nulidade do contrato?
- Correcto.
- Grande porra!
* - ou efeitos de uma acção de formação
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Cassandra's Dream
domingo, 6 de julho de 2008
Little Miss Sunshine
Realização: Jonathan Dayton, Valerie Faris Elenco: Abigail Breslin, Greg Kinnear, Paul Dano, Alan Arkin, Toni Collette, Steve Carell
Nacionalidade: EUA
Ano: 2006
Título em português: Família à beira de uma ataque de nervos
Nota
A única explicação que eu encontro, é que a tradução do título deste filme deve ter sido entregue a alguém que já tinha sido despedido e que estava apenas a cumprir os dias obrigatórios após comunicação de despedimento. “Ah despediram-me foi? Então tomem lá este título traduzido!”
É que até os espanhóis, esse povo que se distingue do resto da humanidade pelas traduções caricatas que fazem de tudo quanto pode ser designado noutra língua, não se lembrariam de uma destas. Pequeña Miss Sunshine… coitadinhos! Família à beira de um ataque de nervos… ah, bate esta!
Mas já que estamos numa de avacalhar com o título do filme eu proponho para este Little Miss Sunshine: Filme cujo título em português põe qualquer um à beira de ataque de nervos. Está bom, não está? Bonito e conciso.
sábado, 5 de julho de 2008
Pizza
Pois bem, hoje trago aqui a minha versão desse prato da alta cozinha internacional designado por Pizza. Trata-se de um dos primeiros pratos que aprendi a fazer, era eu ainda gaiato, sendo também um dos que mais gosto, dentro do universo da cozinha italiana. A receita é muito simples de fazer e a imaginação é o limite. Só a parte da massa complica um pouco o processo a quem está pouco familiarizado com este tipo de javardanço. Não querendo ter muito trabalho, pode-se sempre utilizar bases de pizzas pré-confeccionadas mas nunca é a mesma coisa. Até aqui há uns tempos, eu resolvia o “problema” da massa, recorrendo a uma cunha junto da minha padeira preferida que, pedindo com antecedência, me reservava massa de pão de óptima qualidade. Com a recente emigração da Ti Lurdes, para terras de Sarkozy, voltei a ter que me virar sozinho. E é aqui que entra o pequeno doméstico do demo. Pois é! Tenho de dar o braço a torcer. Aquela porra da Bimby, faz uma excelente massa de pizza em menos de um farelo.
Então vamos lá, passo-a-passo, com fotografias e tudo (hã quem é amigo, quem é?).
Ingredientes para a massa:
400g farinha
1 colher de chá de sal
50g de azeite
2dl de água
1 saqueta de Fermipan
Tudo para dentro da Bimby executando o programa de acordo com a receita para massa de pizza. Não havendo Bimby, ou outro arganel equivalente que amasse, tem de ser à mão. Não virá nenhum mal ao mundo por isso, asseguro-vos.
Retirar para um prato, ou tigela, e deixar levedar durante pelo menos duas horas.
Enquanto a massa leveda, prepare os ingredientes que irá pôr por cima da massa. Neste caso:
azeitonas – descaroçadas e cortadas às rodelas
chouriço – sem a pele e cortado em rodelas
cebola – picada muito fina
ananás – cortado em pedaços pequenos
fiambre – fatia grossa cortada em pedaços pequenos
cogumelos – cortados em fatias
Entretanto a massa levedou. Agora, arranje uma superfície limpa, polvilhe-a de farinha e amasse bem a massa. De seguida, separe-a em quantidades adequadas às bases e tenda-a com ajuda de rolo da massa. Estenda-a nas bases polvilhadas de farinha de modo a que a massa cubra toda a superfície com uma espessura homogénea. Para o meu gosto, a espessura da massa depois de estendida nas bases, oscila entre os 2 e os 5 milímetros, aproximadamente.
Com a massa estendida nas bases, cubra com polpa de tomate.
Coloque por cima os ingredientes desejados.
Tempere com oregãos (obrigatórios a meu ver) e outras ervas que entenda. Eu normalmente ponho também um pouco de pimenta preta.
Regue com um fio de azeite. Pouco, que não queremos a pizza alagada em gordura.
Cubra com queijo mozarella ou mistura de queijos. Neste caso, fiz uma pizza utilizando apenas mozarella fresco, enquanto outra levou um fio de natas, queijo emental e mozarella.






















