domingo, 24 de maio de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Depois de os ter visto a andar de bicicleta
Gonçalo Pereira, editor executivo do 24 Horas, escreve hoje no jornal Global:
“UM POVO QUE NÃO VAI COM OS PORCOS
A gripe suína, rebaptizada como gripe A para não ofender os humanos que se travaram de razões com ela, é um tema enfadonho. Nem é uma doença, é uma expectativa. Esperamos que ela apareça; de vez em quando temos um ameaço e depois... népias. Devemos ter uns anticorpos fantásticos. Aliás, sendo a gripe suína, deveriam ser
chamados antiporcos...
Mas se o vírus chegar, vai ser uma catástrofe. Alguém imagina portugueses de máscara na rua? Esta semana, uma idosa sob observação fartou-se e foi-se embora do hospital, prometendo não voltar.
O melhor é arranjarem outros métodos de despistagem: quando alguém for candidato à doença ponham um trilho de bolotas desde casa até ao hospital. Se o suspeito lá aparecer, nem mandam análises ao Instituto Ricardo Jorge.”
Nesta crónica detecto (pelo menos) dois erros que me merecem reparo. Em primeiro lugar, o último parágrafo, que devia ser: “O melhor é arranjarem outros métodos de despistagem: quando alguém for candidato à doença ponham um trilho de bolotas desde casa até ao hospital. Se o suspeito lá parecer, mandem-no para a redacção do 24 Horas. As análises são desnecessárias.” O segundo erro encontra-se no título, o qual se percebe facilmente que está incompleto. Correctamente será: “UM POVO QUE NÃO VAI COM OS PORCOS MAS QUE LHES COMPRA JORNAIS”
“UM POVO QUE NÃO VAI COM OS PORCOS
A gripe suína, rebaptizada como gripe A para não ofender os humanos que se travaram de razões com ela, é um tema enfadonho. Nem é uma doença, é uma expectativa. Esperamos que ela apareça; de vez em quando temos um ameaço e depois... népias. Devemos ter uns anticorpos fantásticos. Aliás, sendo a gripe suína, deveriam ser
chamados antiporcos...
Mas se o vírus chegar, vai ser uma catástrofe. Alguém imagina portugueses de máscara na rua? Esta semana, uma idosa sob observação fartou-se e foi-se embora do hospital, prometendo não voltar.
O melhor é arranjarem outros métodos de despistagem: quando alguém for candidato à doença ponham um trilho de bolotas desde casa até ao hospital. Se o suspeito lá aparecer, nem mandam análises ao Instituto Ricardo Jorge.”
Nesta crónica detecto (pelo menos) dois erros que me merecem reparo. Em primeiro lugar, o último parágrafo, que devia ser: “O melhor é arranjarem outros métodos de despistagem: quando alguém for candidato à doença ponham um trilho de bolotas desde casa até ao hospital. Se o suspeito lá parecer, mandem-no para a redacção do 24 Horas. As análises são desnecessárias.” O segundo erro encontra-se no título, o qual se percebe facilmente que está incompleto. Correctamente será: “UM POVO QUE NÃO VAI COM OS PORCOS MAS QUE LHES COMPRA JORNAIS”
quinta-feira, 21 de maio de 2009
É uma questão de seguir as pisadas...
- Olá filha, que tal o teu dia?
- Foi bom, e o teu?
- Também.
- Ontem vieste tarde. O que é que foi o petisco?
- Ontem foi açorda!
- E no outro dia?
- No outro dia foi rojões!
- Quando for grande quero ter um emprego assim!
- Foi bom, e o teu?
- Também.
- Ontem vieste tarde. O que é que foi o petisco?
- Ontem foi açorda!
- E no outro dia?
- No outro dia foi rojões!
- Quando for grande quero ter um emprego assim!
terça-feira, 19 de maio de 2009
20 anos* sobre (duas) rodas
* - Para comemorar os meus 20 anos de motociclista foi reeditado o mítico álbum Ten, um dos meus preferidos de todos os tempos. Há quem diga que teve a ver com os 20 anos dos Pearl Jam mas isso é puro mito urbano.
domingo, 17 de maio de 2009
Este é para ver e ouvir...
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Antony and the Johnsons @ Coliseu dos Recreios
Do concerto de Antony and the Johnsons, ontem, no Coliseu, vou ter boas e más recordações. Comecemos pelas más. Mais uma vez não dominei o binómio data/hora de início de um concerto e se desta vez acertei na data, já o mesmo não se passou para a hora de início. Na demência que me é natural, pensava que era às 22:00 quando na verdade era às 21:30 pelo que, atente-se nisto: (rufar de tambores) Cheguei atrasado (ta-da!). Pois é! Desde ontem que se pode juntar na mesma frase “Crama” e “atrasado”. Quem diria! Logo eu que defendo a pena de morte para atrasos superiores a 10 minutos! É claro que não cheguei a este extremo criminoso, atrasei-me apenas 5 minutos, no entanto, foram os suficientes para me mandarem sentar num local que… como é que eu hei-de descrever… estão a ver Bardalhais-de-Baixo!? Era para lá de Bardalhais mas na direcção oposta à do palco. Deixem-me dar-vos uma perspectiva, era algo assim como estar no cimo do Cristo-Rei para ver Lisboa mas virado para o Barreiro. Digo-vos: ver Lisboa a partir do Cristo-Rei, quando se está virado para o Barreiro é péssimo, pior só mesmo ver o Barreiro quando se está virado para o Barreiro. Adiante. Estamos então num ponto em que temos “Crama atrasaso” + “Crama sentado quase de costas para o palco e a ver apenas uma nesguinha deste”. Acham que chega de desgraças? Claro que não! Pois nessa tal nesguinha por onde eu via meio metro de palco, há um panasca que, a uns 10 metros de mim, decide ver o concerto de pé, tapando-me totalmente a visibilidade, ou seja, numa sala onde estão 3000 pessoas sentadas, onde todos os músicos tocam sentados, onde o artista canta e toca sentado (Antony: se o artigo masculino for pejorativo diz-me que eu edito o texto), resumindo, num concerto que devia ser todo ele uma ode à nobre posição de estar sentado, há um panasca que decide ver o concerto de pé. E onde? Mesmo á frente dos meus 50cm de palco. E mais! Vê o concerto de pé e, pasme-se, bamboleia-se!!! Sim, isso mesmo, bam-bo-lei-a--se. Ali está o Antony a cantar todas as agruras deste mundo e o panisgas abana-se como se estivesse a assistir a um tributo da Deborah Kristal à Cármen Miranda. Perante este cenário verdadeiramente hecatombico, o que fazer? Claro, fechar os olhos e ouvir. E é aqui que as boas recordações começam. Começam na qualidade do som, passam pela competência dos Johnsons e acabam, em grande, na voz do Antony. Uma voz que vai do murmúrio ao brado com um controlo irrepreensível, com um timbre único e que se passeou ontem sobretudo por temas do "Crying Light" e do "I Am A Bird Now", numa set-list que só não me deixou plenamente satisfeito, porque não foi repetida três vezes. Para além da música ainda deu para desfrutar de conversas que foram de Sintra a Obama, da subida do nível do mar a Jesus Cristina no Afeganistão, da bruxa criada no seio da família católica ao divino feminino. Como disse lá em cima, deste concerto vão ficar boas e más recordações. Das más já falei, as boas vão ser: "Where Is My Power?", "Her Eyes Are Underneath the Ground", "Epilepsy Is Dancing", "One Dove", "For Today I Am a Boy", "Kiss My Name", "Everglade", "Another World", "Shake That Devil", "The Crying Light", "I Fell in Love With a Dead Boy", "Fistful of Love", "You Are My Sister", "Hope Mountain", "Twilight", "Aeon", "Cripple and the Starfish", "Hope There's Someone" e todos os sons que escutei pelo meio.
E já agora um clipezinho para VER o Antony.
E já agora um clipezinho para VER o Antony.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Fazendo por justificar o cargo
Trabalhos da quarentena em prol do colectivo laboral:
Frigideira Lili Caneças. Uns toques de rebarbadora, um polimento a escova de arame e eis uma frigideira salva da reforma e pronta para uma segunda vida de refogados e estufados. Parece que a estou a ouvir: "Enche-me de rojões".
Nota: Miúdos, não tentem isto em casa. O pó de teflon é tramado e as rebarbadoras tem uma apetência natural para jogar muito bem ao "Vamos cortar uns dedinhos". OK?

Nota: Miúdos, não tentem isto em casa. O pó de teflon é tramado e as rebarbadoras tem uma apetência natural para jogar muito bem ao "Vamos cortar uns dedinhos". OK?

Uma placa vitrocerâmica também a caminho da reforma, devidamente reparada e transformada em fogão de campanha. Quer dizer campanha, campanha não é bem o termo, que a bicha deve pesar para aí uns 10kg, mas trabalha que é um reloginho. Digo eu que sou director destas coisas.
Director
- E então, fizeram muitos lanches na minha ausência?
- Não, nem um.
- Nem uma patuscada! Mas porquê?
- Então como! Não estava cá o Director dos Petiscos!
terça-feira, 12 de maio de 2009
Aproveitando novas oportunidades de negócio
Vende-se serradura caseira.
Na compra de um saco de 5kg oferta de uma rinite alérgica.
Passar o tempo
domingo, 10 de maio de 2009
Sopa de feijão com espinafres e poejos
Henry Ford, no início do século passado, inquirido sobre a (única) cor dos seus Model T, respondia dizendo: "The customer can have any color he wants so long as it's black." Eu aplico uma variante desta filosofia às sopas: “Pode ser qualquer uma, desde que tenha feijão.” Não é que não goste de outro tipo de sopas mas é sempre isto que me sai quando me perguntam: “Que sopa queres que faça?” A Mrs. Crama tantas vezes ouviu isto, nos últimos 14 anos, que há muito passou a questão a: “Queres sopa de feijão com mogango, com alabaças, com espinafres…?” Hoje fica aqui a receita passo-a-passo desta última (feijão com espinafres e poejos), made by Mrs. Crama, que é uma sopa muito simples de fazer, mas que me regala muito.
Ingredientes:
2 dentes de alho picados
1dl de azeite
1 molho de poejos
1 molho de espinafres
1kg de feijão manteiga
1 cebola
Sal q.b.
Preparação
De véspera, lave o feijão, deixe de molho (12 horas no mínimo) e coza-o com a cebola e um pouco de sal, aproveitando a água da demolha para a cozedura.
Leve o azeite ao lume com o alho picado e deixe refogar ligeiramente. Junte o molho de poejos inteiro (ao servir é mais fácil separar).

Junte os espinafres e envolva.

Junte a água da cozedura do feijão, mais alguma que se côa através do feijão cozido.

Deixe ferver até os espinafres estarem cozidos. Junte de seguida o feijão cozido, deixe levantar novamente fervura e apague.

Ingredientes:
2 dentes de alho picados
1dl de azeite
1 molho de poejos
1 molho de espinafres
1kg de feijão manteiga
1 cebola
Sal q.b.
De véspera, lave o feijão, deixe de molho (12 horas no mínimo) e coza-o com a cebola e um pouco de sal, aproveitando a água da demolha para a cozedura.
Leve o azeite ao lume com o alho picado e deixe refogar ligeiramente. Junte o molho de poejos inteiro (ao servir é mais fácil separar).
Junte os espinafres e envolva.
Junte a água da cozedura do feijão, mais alguma que se côa através do feijão cozido.
Deixe ferver até os espinafres estarem cozidos. Junte de seguida o feijão cozido, deixe levantar novamente fervura e apague.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Acabou-se o rum

Na verdade não se acabou o rum. Acabou-se sim o rum branco (sem envelhecimento em madeira) que, para mim, faz o melhor mojito. De qualquer forma, como o Caribe já lá vai (facto comprovado pela minha pele que retoma, a pouco e pouco, a sua natural palidez britânica) viro-me agora para uma bebida mais europeia mas que rima como poucas com dias quentes e noites mornas. Não tenho uma receita exacta, é uma questão de mão e de disposição. Umas pedras de gelo, algumas gotas de sumo de limão, uma rodela do mesmo para decorar, uma dose de gin e água tónica. Eis o do gin do Peter. Crama neste caso, que não fica nada a dever ao outro.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Cookies de chocolate

Pois então, sai uma receita de Cramie’s, que é como quem diz de cookies do Crama. Por agora deixo só a receita clássica com pepitas de chocolate. Experimentei também umas de chocolate e banana mas esta fica para a próxima.
Ingredientes
225g de manteiga
100g de açúcar branco
220g de açúcar amarelo
2 colheres de café de extracto de baunilha
2 colheres de vinho da Madeira
2 ovos
310g farinha
1 colher de café de fermento em pó
200g de chocolate em pedaços pequenos
100g de noz em pedaços
Preparação
Numa taça grande, bater a manteiga e o açúcar (branco e amarelo) até ficar um creme uniforme. Adicionar um ovo de cada vez, a baunilha e o vinho da Madeira. Juntar a farinha misturada com o fermento. Por fim, juntar os pedaços de chocolate e noz. Deixe arrefecer no frigorífico durante duas horas. Após o período de repouso, aquecer o forno a 200ºC. Deitar bolinhas de massa num tabuleiro coberto de papel vegetal. Cozinhar durante 8 a 10 minutos. Retirar os cookies ainda no papel vegetal e deixar arrefecer.
PS - A receita base é com 300g de chocolate e sem noz mas eu gostei mais desta versão. Hoje, por acaso, troquei a noz por passas. Também ficaram boas. É uma questão de albardar o burro à vontade do dono.
Vá, experimentem lá que a gente depois trata dos royalties.
Ingredientes
225g de manteiga
100g de açúcar branco
220g de açúcar amarelo
2 colheres de café de extracto de baunilha
2 colheres de vinho da Madeira
2 ovos
310g farinha
1 colher de café de fermento em pó
200g de chocolate em pedaços pequenos
100g de noz em pedaços
Preparação
Numa taça grande, bater a manteiga e o açúcar (branco e amarelo) até ficar um creme uniforme. Adicionar um ovo de cada vez, a baunilha e o vinho da Madeira. Juntar a farinha misturada com o fermento. Por fim, juntar os pedaços de chocolate e noz. Deixe arrefecer no frigorífico durante duas horas. Após o período de repouso, aquecer o forno a 200ºC. Deitar bolinhas de massa num tabuleiro coberto de papel vegetal. Cozinhar durante 8 a 10 minutos. Retirar os cookies ainda no papel vegetal e deixar arrefecer.
PS - A receita base é com 300g de chocolate e sem noz mas eu gostei mais desta versão. Hoje, por acaso, troquei a noz por passas. Também ficaram boas. É uma questão de albardar o burro à vontade do dono.
Vá, experimentem lá que a gente depois trata dos royalties.
Dia 1
Passei a manhã a fazer tuning a uma frigideira. Coisa de mestre, com rebarbadora e tudo. Ficou impec! Ainda está por testar mas penso que vai dos 0 aos 100 joaquinzinhos em menos de 10 segundos. Da parte da tarde estive a fazer cookies de chocolate que é por causa da dieta. Agora estou aqui indeciso se faço um post com a receita das bolachas, ou se explico como é que se kita uma frigideira. Enquanto decido vou ali tratar de um hematoma que me apareceu na mão direita, que é um cheiro a hortelã e rum que não se aguenta. Parece que o sacana do vírus ficou mal curado.
terça-feira, 5 de maio de 2009
México
É verdade, já cá estou. Nem assim se vêem livres de mim. Pois é, estou de volta, pouco são mas salvo. Sim, pouco são, porque aquilo no México é vírus atrás de vírus. Esse tal do A(H1N1) não o vi, não deu tempo, mas de outros que tais, não me livrei. Houve um que me fez engordar (mais) três quilos, vejam só o poder de devastação deste vírus! Bem que expliquei os sintomas ao técnico de saúde mas ele disse que teve a ver com burritos, chilies, cochinitas, guacamoles, quesadillas… Eu, por mim, tenho a certeza que foi um vírus e agradecia para rápido a respectiva vacina. Houve outro que me atacou as mãos e que me fazia aparecer uma espécie de hematomas, assim em forma de mojitos. Novamente me disseram que não era caso para alarme, que era uma questão de ir bebendo o líquido que se formava no hematoma. Contra minha vontade também consegui curar esta infecção, já mesmo à saída do hotel a caminho do aeroporto. Havia ainda um vírus que atacava na zona da praia e nas piscinas e que punha a temperatura da água a 27ºC! Bem, nem imaginam! Era ver os turistas a entrarem dentro de água e a caírem que nem tordos. Aguinha pelo joelho, tumba, já daí não sais! Acho que se não me arrastassem para fora de água, por esta altura já tinha guelras. E o vírus do sono que me fazia dormir doze horas por dia e descansar nas outras doze!? Bem, aquilo foi de tal maneira que agora vou estar 7 dias em casa para recuperar. Ah pois é! A entidade patronal acha que eu devo ficar em casa a descansar sete dias, sossegadinho, que é para não me cansar! Até que enfim que perceberam a necessidade da quarentena quando se vai de férias para sítios destes! Uma pessoa não pode passar de uma vida daquelas e no dia seguinte reuniões, centros de custos, auditorias e o raio que os parta a todos… é muito violento, o corpo não aguenta! Só acho que 7 dias é capaz de ser pouco. Quarentena, como o nome está mesmo a dizer, deviam ser 40 dias. Mas vamos ver como é que coisa evolui e depois logo se vê. Entretanto umas fotozitas para dar uma ideia da devastação que foram estas férias.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
sábado, 25 de abril de 2009
Grand Torino
quinta-feira, 23 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
domingo, 19 de abril de 2009
sábado, 18 de abril de 2009
Empezando bien el día
- Bom dia, pai!
- Hola, buenos días!
- Vem dar-me o pequeno-almoço.
- Que quieres para desayunar?
- O que é que disseste? Que língua estás a falar?
- Perguntei, em espanhol, o que queres comer ao pequeno-almoço. Tens que começar a treinar!
- Tu sabes falar espanhol?
- Por supuesto que sí!
- Eu também sei falar espanhol!
- Ai sim!?
- Sim. Por qué no te callas!?
- Hola, buenos días!
- Vem dar-me o pequeno-almoço.
- Que quieres para desayunar?
- O que é que disseste? Que língua estás a falar?
- Perguntei, em espanhol, o que queres comer ao pequeno-almoço. Tens que começar a treinar!
- Tu sabes falar espanhol?
- Por supuesto que sí!
- Eu também sei falar espanhol!
- Ai sim!?
- Sim. Por qué no te callas!?
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Licor de poejo
Agora que penso um pouco (e um pouco, no meu caso, já é coisa para doer), constato que este licor de poejo levou quase três anos a ser confeccionado. Ah pois é! Se estão a pensar em igualar o menino, preparem-se que isto é assim uma espécie de mestrado, no que ao tempo de preparação diz respeito. Tudo começou na vindima de 2006. Mau ano para o tintol caseiro que, apesar de potável, não reunia os mínimos olímpicos para chegar às goelíadas 2007. Vai daí, se não dá para beber, toca a destilar o vinho. Resultado: aguardente vinícola, feita no alambique velhinho do pai, com a ajuda dos colegas, isto ainda em 2007. Não ficou má, mas como por aqui se prefere a bagaceira, a outra para ali foi ficando, encostada a um canto. Foi então que surgiu a ideia do licor de poejos. Não era tarde nem era cedo, só que faltavam os ditos. É certo que se podiam comprar no supermercado mas não ia ter a mesma piada, não é verdade? Pois bem, vai de plantar uns poejinhos, das melhores proveniências. Estávamos em Setembro do ano passado. De lá para cá, água, que o poejo é erva que gosta da muita água, e ei-los a meterem-se pelos olhos dentro. Chegamos finalmente ao ponto em que temos aguardente vinícola e poejos. Pode-se passar então à fase final que, como se há-de perceber, é a mais simples de todas, apesar de durar cerca de um mês a completar. Comecemos…

Ingredientes (tudo com 7 que é para dar sorte)
70cl de aguardente vinícola
70cl de água
700g de açúcar
Poejos
Preparação
Coloque um molho de poejos dentro de um frasco e encha-o com a aguardente. Deixe macerar durante 15 dias, agitando de vez em quando. Passados os quinze dias, prepare uma calda da seguinte maneira: ponha a água a ferver com outro molho poejos; assim que começar a ferver, retire os poejos e deite o açúcar; deixe ferver três minutos, apague o lume e deixe arrefecer. Entretanto filtre a aguardente (pode utilizar um filtro de papel de máquina de café). Junte por fim a aguardente e a calda, mexa, coloque em garrafas e deixe estagiar durante pelo menos 15 dias.
Et voilà...

Neste momento o meu licor ainda está a estagiar, pelo que não posso atestar o resultado final. Assim que o provar, actualizarei este post.
Nota: segundo me informei, há quem faça este licor utilizando vodka, em vez da aguardente. Se alguém experimentar (ou tenha experimentado), esta ou outra receita, por favor deixe um comentário que a gerência agradece muito o intercâmbio cultural.
Alka Seltzer, sff. Pode deixar o frasco.
Estou a desmoer um foda-se do tamanho de uma barragem.
PS - Obrigado Hug mas já não "vieste" a tempo. Foi ontem, dia 16.
PS - Obrigado Hug mas já não "vieste" a tempo. Foi ontem, dia 16.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Sem comprimidos de fósforo, nem nada
Agora reparo. Antes de ontem foi dia 14 de Abril, ou seja, antes de ontem faltava exactamente um mês para o concerto de Antony and the Johnsons. E eu não me fui especar à porta do Coliseu!
Ena! Estamos a melhorar!
Ena! Estamos a melhorar!
quarta-feira, 15 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
Sinto que talvez não esteja preparado para ir além dos 5 anos
- Filha, este sábado a ver se vamos ao pinhal apanhar pinhas para o churrasco.
- Sábado é dia de equitação, pai.
- Isso é de manhã, não é? Vamos de tarde então.
- De tarde não dá. Tenho uma massagem marcada na Betty.
PS - Espero já ter reajustado o maxilar, amanhã por esta altura. A recuperação da fala, talvez mais lá para o fim da semana.
- Sábado é dia de equitação, pai.
- Isso é de manhã, não é? Vamos de tarde então.
- De tarde não dá. Tenho uma massagem marcada na Betty.
PS - Espero já ter reajustado o maxilar, amanhã por esta altura. A recuperação da fala, talvez mais lá para o fim da semana.
Falava eu em pena
Dando seguimento à temática moranguística*
* - ou banda sonora mais do que adequada para o post anterior, conforme lembrado pelo vizinho abraçadeiro.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
domingo, 12 de abril de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
Às vezes, tenho pena dos adeptos do Benfica
sexta-feira, 10 de abril de 2009
terça-feira, 7 de abril de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
The Cinematic Orchestra @ Aula Magna
A forma não era a melhor e as cadeiras da Aula Magna são tramadas para se estar sentado duas horas, quando se está cansado e com horas de sono a menos. Mesmo assim, um concerto que foi um miminho! Exactamente dentro daquilo que estava à espera, com algumas surpresas positivas que vão ficar na memória. Em primeiro lugar, o concerto de abertura de Grey Reverend, um brooklinista, com voz e guitarra de alto nível, e o seu regresso a palco para acompanhar os Cinematic Orquestra em alguns temas, destacando-se To Build a Home, já no encore. Pena foi que um par de jovens atrás de mim (e não eram os únicos) tenham decidido tagarelar durante toda a actuação de abertura. Realmente, por mais que tente, não consigo compreender a lógica de se ir dar à língua para um concerto! Mas adiante… Ficará também em memória ROM a vocalista que acompanhou os Cinematic neste concerto – Heidi Vogel de seu nome – e o seu vozeirão, capaz de encher a Aula Magna de soul. Por fim a bateria de Luke Flowers, que foi para mim uma actuação dentro da actuação. Aliás, desde Carter Beauford que uma bateria ao vivo não me tocava assim. 5 estrelas. Num outro contexto, outra coisa que não esquecerei, foi ver dois bilhetinhos para este concerto irem para o lixo sem serem utilizados. Bom, bom era se dessem para serem convertidos em bilhetes para David Byrne! Isso é que era!
E posto isto, os meus agradecimentos a quem de direito, por mais um concerto com o “selo” SA, e um clip - de boa qualidade, logo não meu - para mais tarde recordar.
E posto isto, os meus agradecimentos a quem de direito, por mais um concerto com o “selo” SA, e um clip - de boa qualidade, logo não meu - para mais tarde recordar.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
E todos por um
Já o tinha dito aqui anteriormente: “O melhor da minha empresa são as pessoas… e o pior também.” Lembro-me várias vezes desta frase, no decorrer dos dias de trabalho. Como o de hoje. Tinha acabado de regressar do almoço e, de boca em boca, corria a notícia que o Sr. D., um dos nossos contínuos, fora assaltado, quando se deslocava para ir entregar algum correio. Atirado ao chão por dois gandulos e com uma faca no pescoço, foi obrigado a entregar tudo o que tinha de valor. Na contabilidade do acto, um telemóvel pessoal e algum dinheiro que, não sendo muito, é bastante, para a complicada saúde financeira do Sr. D.. Pior ainda, o rombo na saúde psíquica – ainda menos famosa – com o susto que, com certeza, vai deixar mazelas.
Estava ainda a ser informado de alguns detalhes, toque a rebate. Num ápice, todo o departamento mobilizado e, com entusiasmo, todo o departamento a querer contribuir. “E o Auto de Notícia?” “E a queixa na polícia?” “Temos de o apoiar!” “Que tal um jantar de confraternização?” E o óbvio, claro!
No final do dia, já o Sr. D. experimentava o telemóvel novo e o dinheiro perdido tinha-lhe sido restituído, pelos colegas. O jantar será para breve.
Quanto a mim, reconheci que a frase lá de cima talvez peque por excesso de negativismo, pelo que, a partir de agora será: “O melhor da minha empresa são as pessoas… e o melhor são muito mais que o pior.”
Estava ainda a ser informado de alguns detalhes, toque a rebate. Num ápice, todo o departamento mobilizado e, com entusiasmo, todo o departamento a querer contribuir. “E o Auto de Notícia?” “E a queixa na polícia?” “Temos de o apoiar!” “Que tal um jantar de confraternização?” E o óbvio, claro!
No final do dia, já o Sr. D. experimentava o telemóvel novo e o dinheiro perdido tinha-lhe sido restituído, pelos colegas. O jantar será para breve.
Quanto a mim, reconheci que a frase lá de cima talvez peque por excesso de negativismo, pelo que, a partir de agora será: “O melhor da minha empresa são as pessoas… e o melhor são muito mais que o pior.”
Enjoado
Deixei de ver televisão regularmente faz uns aninhos valentes. Telejornais inclusive. Simplesmente não aguentava tanta trampa. À hora do jantar prejudicava-me o apetite, depois do jantar, a digestão. Na altura decidi: trampa por trampa, prefiro os jornais que sempre escolho a que leio. Passado um tempo, fartei-me de jornais. Trampa por trampa, a Internet, que é de borla. Ultimamente, até na Internet vou tendo aversão a manter-me minimamente informado. Acho que enjoei de tanta trampa.
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