sexta-feira, 22 de maio de 2009

Depois de os ter visto a andar de bicicleta

Gonçalo Pereira, editor executivo do 24 Horas, escreve hoje no jornal Global:

“UM POVO QUE NÃO VAI COM OS PORCOS

A gripe suína, rebaptizada como gripe A para não ofender os humanos que se travaram de razões com ela, é um tema enfadonho. Nem é uma doença, é uma expectativa. Esperamos que ela apareça; de vez em quando temos um ameaço e depois... népias. Devemos ter uns anticorpos fantásticos. Aliás, sendo a gripe suína, deveriam ser
chamados antiporcos...
Mas se o vírus chegar, vai ser uma catástrofe. Alguém imagina portugueses de máscara na rua? Esta semana, uma idosa sob observação fartou-se e foi-se embora do hospital, prometendo não voltar.
O melhor é arranjarem outros métodos de despistagem: quando alguém for candidato à doença ponham um trilho de bolotas desde casa até ao hospital. Se o suspeito lá aparecer, nem mandam análises ao Instituto Ricardo Jorge.”

Nesta crónica detecto (pelo menos) dois erros que me merecem reparo. Em primeiro lugar, o último parágrafo, que devia ser: “O melhor é arranjarem outros métodos de despistagem: quando alguém for candidato à doença ponham um trilho de bolotas desde casa até ao hospital. Se o suspeito lá parecer, mandem-no para a redacção do 24 Horas. As análises são desnecessárias.” O segundo erro encontra-se no título, o qual se percebe facilmente que está incompleto. Correctamente será: “UM POVO QUE NÃO VAI COM OS PORCOS MAS QUE LHES COMPRA JORNAIS”

quinta-feira, 21 de maio de 2009

É uma questão de seguir as pisadas...

- Olá filha, que tal o teu dia?
- Foi bom, e o teu?
- Também.
- Ontem vieste tarde. O que é que foi o petisco?
- Ontem foi açorda!
- E no outro dia?
- No outro dia foi rojões!
- Quando for grande quero ter um emprego assim!

E aos morangos juntam-se as...


... framboesas!

terça-feira, 19 de maio de 2009

20 anos* sobre (duas) rodas



* - Para comemorar os meus 20 anos de motociclista foi reeditado o mítico álbum Ten, um dos meus preferidos de todos os tempos. Há quem diga que teve a ver com os 20 anos dos Pearl Jam mas isso é puro mito urbano.

domingo, 17 de maio de 2009

Quer dizer que é de hoje a 7 dias...

... então é melhor treinar.

Este é para ver e ouvir...


Andrew Bird no Cinema São Jorge.
24.05.2009 - 21:30.
Repitam, todos comigo: 21:30.
Outra vez: 21:30.
Boa! Agora com data: 24.05.2009 - 21:30.
OK, acho que está.
Bem hajam!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Antony and the Johnsons @ Coliseu dos Recreios

Do concerto de Antony and the Johnsons, ontem, no Coliseu, vou ter boas e más recordações. Comecemos pelas más. Mais uma vez não dominei o binómio data/hora de início de um concerto e se desta vez acertei na data, já o mesmo não se passou para a hora de início. Na demência que me é natural, pensava que era às 22:00 quando na verdade era às 21:30 pelo que, atente-se nisto: (rufar de tambores) Cheguei atrasado (ta-da!). Pois é! Desde ontem que se pode juntar na mesma frase “Crama” e “atrasado”. Quem diria! Logo eu que defendo a pena de morte para atrasos superiores a 10 minutos! É claro que não cheguei a este extremo criminoso, atrasei-me apenas 5 minutos, no entanto, foram os suficientes para me mandarem sentar num local que… como é que eu hei-de descrever… estão a ver Bardalhais-de-Baixo!? Era para lá de Bardalhais mas na direcção oposta à do palco. Deixem-me dar-vos uma perspectiva, era algo assim como estar no cimo do Cristo-Rei para ver Lisboa mas virado para o Barreiro. Digo-vos: ver Lisboa a partir do Cristo-Rei, quando se está virado para o Barreiro é péssimo, pior só mesmo ver o Barreiro quando se está virado para o Barreiro. Adiante. Estamos então num ponto em que temos “Crama atrasaso” + “Crama sentado quase de costas para o palco e a ver apenas uma nesguinha deste”. Acham que chega de desgraças? Claro que não! Pois nessa tal nesguinha por onde eu via meio metro de palco, há um panasca que, a uns 10 metros de mim, decide ver o concerto de pé, tapando-me totalmente a visibilidade, ou seja, numa sala onde estão 3000 pessoas sentadas, onde todos os músicos tocam sentados, onde o artista canta e toca sentado (Antony: se o artigo masculino for pejorativo diz-me que eu edito o texto), resumindo, num concerto que devia ser todo ele uma ode à nobre posição de estar sentado, há um panasca que decide ver o concerto de pé. E onde? Mesmo á frente dos meus 50cm de palco. E mais! Vê o concerto de pé e, pasme-se, bamboleia-se!!! Sim, isso mesmo, bam-bo-lei-a--se. Ali está o Antony a cantar todas as agruras deste mundo e o panisgas abana-se como se estivesse a assistir a um tributo da Deborah Kristal à Cármen Miranda. Perante este cenário verdadeiramente hecatombico, o que fazer? Claro, fechar os olhos e ouvir. E é aqui que as boas recordações começam. Começam na qualidade do som, passam pela competência dos Johnsons e acabam, em grande, na voz do Antony. Uma voz que vai do murmúrio ao brado com um controlo irrepreensível, com um timbre único e que se passeou ontem sobretudo por temas do "Crying Light" e do "I Am A Bird Now", numa set-list que só não me deixou plenamente satisfeito, porque não foi repetida três vezes. Para além da música ainda deu para desfrutar de conversas que foram de Sintra a Obama, da subida do nível do mar a Jesus Cristina no Afeganistão, da bruxa criada no seio da família católica ao divino feminino. Como disse lá em cima, deste concerto vão ficar boas e más recordações. Das más já falei, as boas vão ser: "Where Is My Power?", "Her Eyes Are Underneath the Ground", "Epilepsy Is Dancing", "One Dove", "For Today I Am a Boy", "Kiss My Name", "Everglade", "Another World", "Shake That Devil", "The Crying Light", "I Fell in Love With a Dead Boy", "Fistful of Love", "You Are My Sister", "Hope Mountain", "Twilight", "Aeon", "Cripple and the Starfish", "Hope There's Someone" e todos os sons que escutei pelo meio.

E já agora um clipezinho para VER o Antony.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Fazendo por justificar o cargo

Trabalhos da quarentena em prol do colectivo laboral:

Frigideira Lili Caneças. Uns toques de rebarbadora, um polimento a escova de arame e eis uma frigideira salva da reforma e pronta para uma segunda vida de refogados e estufados. Parece que a estou a ouvir: "Enche-me de rojões".
Nota: Miúdos, não tentem isto em casa. O pó de teflon é tramado e as rebarbadoras tem uma apetência natural para jogar muito bem ao "Vamos cortar uns dedinhos". OK?

Uma placa vitrocerâmica também a caminho da reforma, devidamente reparada e transformada em fogão de campanha. Quer dizer campanha, campanha não é bem o termo, que a bicha deve pesar para aí uns 10kg, mas trabalha que é um reloginho. Digo eu que sou director destas coisas.


Director

- E então, fizeram muitos lanches na minha ausência?
- Não, nem um.
- Nem uma patuscada! Mas porquê?
- Então como! Não estava cá o Director dos Petiscos!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Dúvida a colocar amanhã

Será que se eu for lanchar à Mexicana me põem mais 7 dias de quarentena?

Aproveitando novas oportunidades de negócio


Vende-se serradura caseira.

Na compra de um saco de 5kg oferta de uma rinite alérgica.

Passar o tempo

Aquário antes da manutenção...

... e depois

Reparando um furo

Fazendo uma moldura para um quadro


Fazendo um móvel.
Primeiro o esboço...


... depois o desenho...

... e por fim passando à prática.

domingo, 10 de maio de 2009

Sopa de feijão com espinafres e poejos

Henry Ford, no início do século passado, inquirido sobre a (única) cor dos seus Model T, respondia dizendo: "The customer can have any color he wants so long as it's black." Eu aplico uma variante desta filosofia às sopas: “Pode ser qualquer uma, desde que tenha feijão.” Não é que não goste de outro tipo de sopas mas é sempre isto que me sai quando me perguntam: “Que sopa queres que faça?” A Mrs. Crama tantas vezes ouviu isto, nos últimos 14 anos, que há muito passou a questão a: “Queres sopa de feijão com mogango, com alabaças, com espinafres…?” Hoje fica aqui a receita passo-a-passo desta última (feijão com espinafres e poejos), made by Mrs. Crama, que é uma sopa muito simples de fazer, mas que me regala muito.

Ingredientes:

2 dentes de alho picados
1dl de azeite
1 molho de poejos
1 molho de espinafres
1kg de feijão manteiga
1 cebola
Sal q.b.

Preparação

De véspera, lave o feijão, deixe de molho (12 horas no mínimo) e coza-o com a cebola e um pouco de sal, aproveitando a água da demolha para a cozedura.

Leve o azeite ao lume com o alho picado e deixe refogar ligeiramente. Junte o molho de poejos inteiro (ao servir é mais fácil separar).


Junte os espinafres e envolva.


Junte a água da cozedura do feijão, mais alguma que se côa através do feijão cozido.


Deixe ferver até os espinafres estarem cozidos. Junte de seguida o feijão cozido, deixe levantar novamente fervura e apague.


quinta-feira, 7 de maio de 2009

Acabou-se o rum


Na verdade não se acabou o rum. Acabou-se sim o rum branco (sem envelhecimento em madeira) que, para mim, faz o melhor mojito. De qualquer forma, como o Caribe já lá vai (facto comprovado pela minha pele que retoma, a pouco e pouco, a sua natural palidez britânica) viro-me agora para uma bebida mais europeia mas que rima como poucas com dias quentes e noites mornas. Não tenho uma receita exacta, é uma questão de mão e de disposição. Umas pedras de gelo, algumas gotas de sumo de limão, uma rodela do mesmo para decorar, uma dose de gin e água tónica. Eis o do gin do Peter. Crama neste caso, que não fica nada a dever ao outro.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Cookies de chocolate


Pois então, sai uma receita de Cramie’s, que é como quem diz de cookies do Crama. Por agora deixo só a receita clássica com pepitas de chocolate. Experimentei também umas de chocolate e banana mas esta fica para a próxima.

Ingredientes

225g de manteiga
100g de açúcar branco
220g de açúcar amarelo
2 colheres de café de extracto de baunilha
2 colheres de vinho da Madeira
2 ovos
310g farinha
1 colher de café de fermento em pó
200g de chocolate em pedaços pequenos
100g de noz em pedaços

Preparação

Numa taça grande, bater a manteiga e o açúcar (branco e amarelo) até ficar um creme uniforme. Adicionar um ovo de cada vez, a baunilha e o vinho da Madeira. Juntar a farinha misturada com o fermento. Por fim, juntar os pedaços de chocolate e noz. Deixe arrefecer no frigorífico durante duas horas. Após o período de repouso, aquecer o forno a 200ºC. Deitar bolinhas de massa num tabuleiro coberto de papel vegetal. Cozinhar durante 8 a 10 minutos. Retirar os cookies ainda no papel vegetal e deixar arrefecer.

PS - A receita base é com 300g de chocolate e sem noz mas eu gostei mais desta versão. Hoje, por acaso, troquei a noz por passas. Também ficaram boas. É uma questão de albardar o burro à vontade do dono.
Vá, experimentem lá que a gente depois trata dos royalties.

Dia 1

Passei a manhã a fazer tuning a uma frigideira. Coisa de mestre, com rebarbadora e tudo. Ficou impec! Ainda está por testar mas penso que vai dos 0 aos 100 joaquinzinhos em menos de 10 segundos. Da parte da tarde estive a fazer cookies de chocolate que é por causa da dieta. Agora estou aqui indeciso se faço um post com a receita das bolachas, ou se explico como é que se kita uma frigideira. Enquanto decido vou ali tratar de um hematoma que me apareceu na mão direita, que é um cheiro a hortelã e rum que não se aguenta. Parece que o sacana do vírus ficou mal curado.

terça-feira, 5 de maio de 2009

México

É verdade, já cá estou. Nem assim se vêem livres de mim. Pois é, estou de volta, pouco são mas salvo. Sim, pouco são, porque aquilo no México é vírus atrás de vírus. Esse tal do A(H1N1) não o vi, não deu tempo, mas de outros que tais, não me livrei. Houve um que me fez engordar (mais) três quilos, vejam só o poder de devastação deste vírus! Bem que expliquei os sintomas ao técnico de saúde mas ele disse que teve a ver com burritos, chilies, cochinitas, guacamoles, quesadillas… Eu, por mim, tenho a certeza que foi um vírus e agradecia para rápido a respectiva vacina. Houve outro que me atacou as mãos e que me fazia aparecer uma espécie de hematomas, assim em forma de mojitos. Novamente me disseram que não era caso para alarme, que era uma questão de ir bebendo o líquido que se formava no hematoma. Contra minha vontade também consegui curar esta infecção, já mesmo à saída do hotel a caminho do aeroporto. Havia ainda um vírus que atacava na zona da praia e nas piscinas e que punha a temperatura da água a 27ºC! Bem, nem imaginam! Era ver os turistas a entrarem dentro de água e a caírem que nem tordos. Aguinha pelo joelho, tumba, já daí não sais! Acho que se não me arrastassem para fora de água, por esta altura já tinha guelras. E o vírus do sono que me fazia dormir doze horas por dia e descansar nas outras doze!? Bem, aquilo foi de tal maneira que agora vou estar 7 dias em casa para recuperar. Ah pois é! A entidade patronal acha que eu devo ficar em casa a descansar sete dias, sossegadinho, que é para não me cansar! Até que enfim que perceberam a necessidade da quarentena quando se vai de férias para sítios destes! Uma pessoa não pode passar de uma vida daquelas e no dia seguinte reuniões, centros de custos, auditorias e o raio que os parta a todos… é muito violento, o corpo não aguenta! Só acho que 7 dias é capaz de ser pouco. Quarentena, como o nome está mesmo a dizer, deviam ser 40 dias. Mas vamos ver como é que coisa evolui e depois logo se vê. Entretanto umas fotozitas para dar uma ideia da devastação que foram estas férias.

Proceed at your own risk

sábado, 25 de abril de 2009

Hasta la vista!

Quando for grande não vou "batater"

Grand Torino


Realização: Clint Eastwood
Elenco: Clint Eastwood, Bee Vang, Ahney Her, Christopher Carley,
Ano: 2008
Título em português: Grand Torino

PS - Se o Clint quisesse, também trabalhava para ele, de graça, durante uma semana. E mesmo assim ainda lhe ficava a dever.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

FAQ

- E o senhor, também monta a cavalo?
- Sim, sim. De preferência aos 150 de cada vez.


domingo, 19 de abril de 2009

sábado, 18 de abril de 2009

Empezando bien el día

- Bom dia, pai!
- Hola, buenos días!
- Vem dar-me o pequeno-almoço.
- Que quieres para desayunar?
- O que é que disseste? Que língua estás a falar?
- Perguntei, em espanhol, o que queres comer ao pequeno-almoço. Tens que começar a treinar!
- Tu sabes falar espanhol?
- Por supuesto que sí!
- Eu também sei falar espanhol!
- Ai sim!?
- Sim. Por qué no te callas!?

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Licor de poejo

Agora que penso um pouco (e um pouco, no meu caso, já é coisa para doer), constato que este licor de poejo levou quase três anos a ser confeccionado. Ah pois é! Se estão a pensar em igualar o menino, preparem-se que isto é assim uma espécie de mestrado, no que ao tempo de preparação diz respeito. Tudo começou na vindima de 2006. Mau ano para o tintol caseiro que, apesar de potável, não reunia os mínimos olímpicos para chegar às goelíadas 2007. Vai daí, se não dá para beber, toca a destilar o vinho. Resultado: aguardente vinícola, feita no alambique velhinho do pai, com a ajuda dos colegas, isto ainda em 2007. Não ficou má, mas como por aqui se prefere a bagaceira, a outra para ali foi ficando, encostada a um canto. Foi então que surgiu a ideia do licor de poejos. Não era tarde nem era cedo, só que faltavam os ditos. É certo que se podiam comprar no supermercado mas não ia ter a mesma piada, não é verdade? Pois bem, vai de plantar uns poejinhos, das melhores proveniências. Estávamos em Setembro do ano passado. De lá para cá, água, que o poejo é erva que gosta da muita água, e ei-los a meterem-se pelos olhos dentro. Chegamos finalmente ao ponto em que temos aguardente vinícola e poejos. Pode-se passar então à fase final que, como se há-de perceber, é a mais simples de todas, apesar de durar cerca de um mês a completar. Comecemos…

Ingredientes (tudo com 7 que é para dar sorte)

70cl de aguardente vinícola
70cl de água
700g de açúcar
Poejos

Preparação

Coloque um molho de poejos dentro de um frasco e encha-o com a aguardente. Deixe macerar durante 15 dias, agitando de vez em quando. Passados os quinze dias, prepare uma calda da seguinte maneira: ponha a água a ferver com outro molho poejos; assim que começar a ferver, retire os poejos e deite o açúcar; deixe ferver três minutos, apague o lume e deixe arrefecer. Entretanto filtre a aguardente (pode utilizar um filtro de papel de máquina de café). Junte por fim a aguardente e a calda, mexa, coloque em garrafas e deixe estagiar durante pelo menos 15 dias.
Et voilà...


Neste momento o meu licor ainda está a estagiar, pelo que não posso atestar o resultado final. Assim que o provar, actualizarei este post.

Nota: segundo me informei, há quem faça este licor utilizando vodka, em vez da aguardente. Se alguém experimentar (ou tenha experimentado), esta ou outra receita, por favor deixe um comentário que a gerência agradece muito o intercâmbio cultural.

Alka Seltzer, sff. Pode deixar o frasco.

Estou a desmoer um foda-se do tamanho de uma barragem.



PS - Obrigado Hug mas já não "vieste" a tempo. Foi ontem, dia 16.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Sem comprimidos de fósforo, nem nada

Agora reparo. Antes de ontem foi dia 14 de Abril, ou seja, antes de ontem faltava exactamente um mês para o concerto de Antony and the Johnsons. E eu não me fui especar à porta do Coliseu!
Ena! Estamos a melhorar!

A Morte de Carlos Gardel, de António Lobo Antunes

quarta-feira, 15 de abril de 2009

"Ena que bom!" - dizem vocês

Hoje não há post.
Estou a fazer licor de poejos.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Sinto que talvez não esteja preparado para ir além dos 5 anos

- Filha, este sábado a ver se vamos ao pinhal apanhar pinhas para o churrasco.
- Sábado é dia de equitação, pai.
- Isso é de manhã, não é? Vamos de tarde então.
- De tarde não dá. Tenho uma massagem marcada na Betty.

PS - Espero já ter reajustado o maxilar, amanhã por esta altura. A recuperação da fala, talvez mais lá para o fim da semana.

Falava eu em pena


Também tenho muita pena dos adeptos do Sporting.

PS - O Dias da Cunha continua a ser a figura pública que consegue ter mais graça que o respectivo boneco do Contra Informação.

Dando seguimento à temática moranguística*


* - ou banda sonora mais do que adequada para o post anterior, conforme lembrado pelo vizinho abraçadeiro.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

domingo, 12 de abril de 2009

sábado, 11 de abril de 2009

Às vezes, tenho pena dos adeptos do Benfica


"Estamos a perder.
Segunda parte.
O tempo escasseia.
Quero ganhar.
Temos de marcar golos.
Ok, vou tirar o Nuno Gomes."

Deve ser tramado ser adepto de uma equipa para a qual um raciocínio destes faz sentido.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Bati no fundo

McFish e salada!
Sinto que me estou a tornar um homem sem princípios.

terça-feira, 7 de abril de 2009

segunda-feira, 6 de abril de 2009

The Cinematic Orchestra @ Aula Magna

A forma não era a melhor e as cadeiras da Aula Magna são tramadas para se estar sentado duas horas, quando se está cansado e com horas de sono a menos. Mesmo assim, um concerto que foi um miminho! Exactamente dentro daquilo que estava à espera, com algumas surpresas positivas que vão ficar na memória. Em primeiro lugar, o concerto de abertura de Grey Reverend, um brooklinista, com voz e guitarra de alto nível, e o seu regresso a palco para acompanhar os Cinematic Orquestra em alguns temas, destacando-se To Build a Home, já no encore. Pena foi que um par de jovens atrás de mim (e não eram os únicos) tenham decidido tagarelar durante toda a actuação de abertura. Realmente, por mais que tente, não consigo compreender a lógica de se ir dar à língua para um concerto! Mas adiante… Ficará também em memória ROM a vocalista que acompanhou os Cinematic neste concerto – Heidi Vogel de seu nome – e o seu vozeirão, capaz de encher a Aula Magna de soul. Por fim a bateria de Luke Flowers, que foi para mim uma actuação dentro da actuação. Aliás, desde Carter Beauford que uma bateria ao vivo não me tocava assim. 5 estrelas. Num outro contexto, outra coisa que não esquecerei, foi ver dois bilhetinhos para este concerto irem para o lixo sem serem utilizados. Bom, bom era se dessem para serem convertidos em bilhetes para David Byrne! Isso é que era!
E posto isto, os meus agradecimentos a quem de direito, por mais um concerto com o “selo” SA, e um clip - de boa qualidade, logo não meu - para mais tarde recordar.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

E todos por um

Já o tinha dito aqui anteriormente: “O melhor da minha empresa são as pessoas… e o pior também.” Lembro-me várias vezes desta frase, no decorrer dos dias de trabalho. Como o de hoje. Tinha acabado de regressar do almoço e, de boca em boca, corria a notícia que o Sr. D., um dos nossos contínuos, fora assaltado, quando se deslocava para ir entregar algum correio. Atirado ao chão por dois gandulos e com uma faca no pescoço, foi obrigado a entregar tudo o que tinha de valor. Na contabilidade do acto, um telemóvel pessoal e algum dinheiro que, não sendo muito, é bastante, para a complicada saúde financeira do Sr. D.. Pior ainda, o rombo na saúde psíquica – ainda menos famosa – com o susto que, com certeza, vai deixar mazelas.
Estava ainda a ser informado de alguns detalhes, toque a rebate. Num ápice, todo o departamento mobilizado e, com entusiasmo, todo o departamento a querer contribuir. “E o Auto de Notícia?” “E a queixa na polícia?” “Temos de o apoiar!” “Que tal um jantar de confraternização?” E o óbvio, claro!
No final do dia, já o Sr. D. experimentava o telemóvel novo e o dinheiro perdido tinha-lhe sido restituído, pelos colegas. O jantar será para breve.
Quanto a mim, reconheci que a frase lá de cima talvez peque por excesso de negativismo, pelo que, a partir de agora será: “O melhor da minha empresa são as pessoas… e o melhor são muito mais que o pior.”

Enjoado

Deixei de ver televisão regularmente faz uns aninhos valentes. Telejornais inclusive. Simplesmente não aguentava tanta trampa. À hora do jantar prejudicava-me o apetite, depois do jantar, a digestão. Na altura decidi: trampa por trampa, prefiro os jornais que sempre escolho a que leio. Passado um tempo, fartei-me de jornais. Trampa por trampa, a Internet, que é de borla. Ultimamente, até na Internet vou tendo aversão a manter-me minimamente informado. Acho que enjoei de tanta trampa.