quarta-feira, 8 de julho de 2009

Sopa de cação

Afinal tudo se resolveu com uma ida ao Continente da Amadora, onde se encontrava todo o cação disponível para a zona de Lisboa, ao módico preço de 14,79€/kg. É caso para dizer: nunca se encontra uma Alta Autoridade para a Concorrência quando é preciso uma! Desdramatizado o drama, caçãozinho do melhor no saco e siga para Sopa de Cação, naquele que foi mais um jantar ajantarado em contexto laboral, desta vez com a participação de altas patentes que se juntaram às patentes habitues.

Ingredientes (para 7 atletas)

2kg de cação cortado às postas
1 molho grande de coentros
1 cabeça de alho
1 folha de louro
1 malagueta pequena
1 limão
1dl de azeite
1dl de vinagre de vinho
100g de farinha de trigo
1kg de pão alentejano cortado em fatias finas
Sal, pimenta e água q.b.

Preparação

Tempere o cação com sal e pimenta e regue com sumo de limão. Pique os alhos muito bem picadinhos, deite numa panela grande, regue com o azeite e refogue em lume brando. Quando os alhos estiverem meio cozinhados, junte os coentros e a malagueta também muito bem picados assim como a folha de louro. Passado uns minutos – com o cuidado de não deixar queimar nem os alhos nem os coentros – regue com água previamente aquecida (para poupar tempo). Quando levantar fervura, junte o cação e deixe cozer cerca de 10 minutos, sempre em lume brando. Ajuste de sal. Depois de cozido o cação retire as postas e reserve. Retire também alguma água da cozedura e dissolva nela a farinha e o vinagre. Se necessário triture com a varinha mágica para dissolver eventuais grânulos. Deite este preparado na panela através de um passador, novamente para evitar a formação de grânulos no caldo. Deixe ferver por 5 minutos para engrossar ligeiramente. Sirva em malgas, ou pratos de sopa, da seguinte maneira: coloque algumas fatias de pão, a dose de cação e regue com o caldo.

Help!

Neste momento o drama da minha vida é saber onde posso encontrar 2kg de cação.

terça-feira, 7 de julho de 2009

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Delta Tejo - Fotos

Delta Tejo - dia 3

A kizomba dos Irmãos Verdade e os ritmos brasileiros de Alexandre Pires a confirmarem pela enésima vez que, ao contrário do sangue (que é O+), em termos de ouvido sou AB+, ou seja, receptor universal. Haja boa disposição… E boa disposição foi o que não faltou, ao muito público que participou neste último dia de Delta Tejo e que foi, ele próprio, um espectáculo dentro do espectáculo, pelo menos para mim, que gosto de apreciar o trabalho de quem percebe da poda no que se refere a abanar o esqueleto. Um regalo... a repetir para o ano!



domingo, 5 de julho de 2009

Festival Panda



Cá em casa o verbo conjuga-se:

Eu festivou
Tu festivais
Ela festivai
Nós festivamos
Vós devíeis festivir
Eles se não festivam que festivassem

Uma coisa de cada vez

- Então Crama, não danças!?
- Não, não sou muito dado ao multitasking, só consigo fazer uma coisa de cada vez...
- Como assim!?
- Ou danço, ou estou sóbrio.

Delta Tejo - dia 2

OqueStrada, ou dar por mim, especado em frente a um palco, com um sorriso rasgado e parvinho, a controlar uma vontade enorme de dançar e pular como se o mundo acabasse amanhã. Como se pode perceber, estou (artisticamente) apaixonado pela Miranda e sus muchachos.



Deolinda e a satisfação de assistir ao desempenho de uma máquina cada vez mais oleada e rodada e por isso mesmo, com performances cada vez melhores. Completamente topo de gama, neste Delta Tejo. Qualidade de som como raramente se ouve em festivais, aproveitada por uma Ana Bacalhau simplesmente arrasadora.



Vanessa da Mata. Um concerto que começou (muito) atrasado e algo morno. Melhorou, em crescendo, com o decorrer da actuação justificando a espera e o derradeiro esforço. Pode ser considerado por alguns um tanto ou quanto desfasado para o contexto festivaleiro. Me likes.

sábado, 4 de julho de 2009

Delta Tejo - dia 1



Estreia para mim neste festival que, para já, está a exceder as expectativas. Logo à entrada, nota positiva para o recinto. Gostei da sua inclinação natural, que permite bons locais de visualização sem ser “lá no meio da molhada”. Gostei dos comes-e-bebes distribuídos, que evitam grandes deslocações, e da sombra das árvores, factor sempre importante para este branquela que gosta de ir abrir as portas dos festivais. Ainda antes de entrar, gostei também das acessibilidades e da facilidade de estacionamento, nada a ver com a confusão habitual do Alive. Continuando nos pontos positivos, gostei do programa do palco principal iniciado pelos brasileiros Monobloco que geriram muito bem a ingrata tarefa de abrir as hostilidades ainda com o sol bem alto e com pouca massa crítica (leia-se público). Conseguiram reunir uma excelente moldura humana (estava a ver que não escrevia moldura humana neste blogue!) e pô-la a dançar sob os ritmos do samba, do frevo, do funk, do… eu sei lá o quê! O grupo seguinte – os Orishas – não me cativaram tanto. Apesar dos ritmos caribenhos temperados de electrónica, as perninhas por esta altura já diziam: “Ó Craminha vai lá com calma que ainda só são 9 horas!”. Seguiu-se Baju Banton, esse grandessíssimo filho da Jamaia, que levou o Alto da Ajuda até à sua ilha natal, pondo novamente uma grande maralha a dançar numa festa reggae em Kingston. Como se pode depreender, nesta altura as pernas já viam a sua vida a andar para trás. Acto continuo, nova viagem, desta vez à Nigéria de Nneka. Era uma das actuações que mais me aliciava neste dia, mas o som da tenda e os Skank a bombar no palco principal retiraram alguma magia ao soul africano da menina do cabelo espetado. Ainda assim, alguns bons momentos com destaque para VIP e claro Heartbeat. Como disse, enquanto Nneka actuava, deu-se início a actuação de Skank e bombar é de facto o termo que define o concerto destes mineiros. Grande som e grande prestação do Samuel Rosa, vocalista cheio de carisma que não tem medo de assumir as despesas do jogo (dá para perceber que estou a libertar o Gabriel Alves que há em mim). Last but not least, Bajofondo Tango Club, os argentino/uruguaios que fazem com que a conta “Tango + Electrónica = Gotan Project” não seja uma verdade absoluta. Grande prestação a transformar outra vez o Alto da Ajuda em megadiscoteca e a dar o tiro de misericórdia na minha metade inferior. Isto foi o bom, agora vamos ao menos bom: Cadeiras! Quem diz cadeiras, diz bancos, pufs, troncos, qualquer coisa, mas por amor da santa arranjem mais sítios onde se possa arrear o backside e dar descanso aos jambons! Também me desapontou o segundo palco, principalmente pelo som e pelo ruído vindo do palco principal. Agora verdadeiramente de bradar aos céus foram os preços praticados nos comes-e-bebes. 2,5€ por uma cerveja!!! 3,5€ por qualquer coisa para trincar!!! Eu compreendo que a prevenção de acidentes rodoviários aconselha a implementação de métodos que reduzam o consumo de álcool e nesse aspecto o Delta Tejo tem resultados primorosos mas, se me permitem, só uma pergunta parva: e quem não tem de conduzir!? Repito: 2,5€ por uma cerveja!!! Já vi comas alcoólicos mais baratos!!! Xor Nabeiro, veja lá isso.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Master of Puppets


O brinquedo chegou hoje e é a coisa mai linda do mundo!!! E o melhor é que não é algo que em três tempos esteja a debitar decibéis. Não senhor, dá trabalho, dá luta! É preciso montar porque vem às peças, é preciso afinar com precisão e paciência de relojoeiro – nivelar, ajustar a correia do motor, o peso da agulha, o ângulo vertical – e depois sim, ligar os cabos e desfrutar. É giro isto do vinil, ou melhor “deste vinil”. Faz lembrar as motorizadas 50cc. Dá para inventar e brincar aos mecânicos. Este meu até já vinha kitado e tudo. A célula de origem deu logo lugar a outra mais xpto. Está impec e soa que é um luxo, apesar de lhe faltar a rodagem. E por falar em rodagem… Qual o LP que teria a honra de estrear o biju? Foi a dúvida que se colocou no final da montagem. Depois de passar em revista a colecção de vinis, decidi que inauguraria a nova era do vinil com o Master of Puppets, dos Metallica. Recebi este disco no meu 14º aniversário. Foi prenda da R. que me o ofereceu por sugestão do metaleiro do sobrinho. Na altura, o rock mais pesado que eu ouvia seria Bruce Springsteen, ou algo por aí. Lembro-me perfeitamente, quando tirei o disco do embrulho. A primeira reacção foi de espanto. Nunca tinha visto um Picture Disc. Já Metallica não me dizia nada. Prato a girar e passados uns segundos os primeiros acordes de Battery. A princípio agradou-me a introdução de guitarra mas aos primeiros reefs frenéticos a reacção ficou entre o medo e o trauma. Não estava preparado para aquilo. O disco recolheu à embalagem e ali esteve durante anos. Só após o lançamento de Metallica, o álbum preto, que em 1991 massificou o fenómeno Metallica (quer queiram, quer não) é que me lembrei que tinha, lá no meio dos vinis, nesta altura já encafuados dentro de um armário, algo desta banda. Quando redescobri este disco fiquei siderado. É, de todos os álbuns que tenho, aquele que está mais perto do conceito de jóia. Tenho-lhe uma estima imensa. E continua a soar que é uma maravilha apesar de precisar de uma limpeza a fundo, como todos os outros discos. Melhor que isto só ao vivo. Por falar nisso… falta uma semana! Hell Yeah!!!

Metallica - Master of Puppets (1986)

Lado A

Battery (5:10)
Master Of Puppets (8:38)
The Thing That Should Not Be 6:32
Welcome Home (Sanitarium) (6:28)

Lado B

Disposable Heroes (8:14)
Leper Messiah (5:38)
Orion (Instrumental) (8:12)
Damage, Inc. (5:08)

Monólogos da Vagina

Calma, calma! Não é mais um post provocatório. É mesmo a peça que os Crama foram ver ontem e que recomendam vivamente.

PS - Um grande bem-hajas G.!


Eu hoje acordei assim

quarta-feira, 1 de julho de 2009

"O que é que está a fazer uma gaja em bikini no teu blogue!?"

Por mais que eu tentasse explicar que a Gisele não existe, que não há mulheres assim, que aquilo mais não é que o resultado de softwares informáticos state-of-the-art e de computação gráfica levada ao extremo, a Provedora do Blogue (aka Censora-Mor) fez saber que discorda da publicação daquele tipo de conteúdos, num nível que fica assim entre o tapete da rua e os sacos do Continente à porta.
Face ao exposto, a Administração do Tasco vem por este meio informar todos aqueles que pensavam vir para aqui à procura de fotos da Adriana


da Heidi
da Doutzen
da Miranda

e de outros softwares que tais, que este blogue é pouco dado às novas tecnologias.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Agora que tenho a vossa atenção...



Segurança em passagens de nível. Basicamente quer dizer: peões e condutores cumprirem regras que estão há muito definidas e que deviam ser aprendidas desde tenra idade. É que não dá para ser de outra maneira. Os comboios são bichos muito pesados e duros para se andar a brincar com eles. E depois, o atravessamento de uma passagem de nível é algo que representa, na pior das hipóteses, meia dúzia de minutos. Não vale a pena arriscar. Mesmo as infracções que não terminam em acidentes podem ter repercussões futuras graves. Para além do stress a que é sujeito o maquinista há a questão do exemplo. Ao ver alguém cometer uma infracção – por ex: atravessar uma passagem de nível com as barreiras fechadas e as campainhas a tocar –, uma criança, um idoso, ou qualquer outra pessoa com menos capacidades físicas pode ser levado a tentar também a sorte e o resultado ser catastrófico. Continuo a dizer: não vale a pena arriscar. E ao fim ao cabo é tão fácil:

Em passagens de nível

PARE, ESCUTE E OLHE

Mais informação aqui.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O trânsito em Lisboa anda impossível...


... e a sinalização vertical não ajuda nada!

Caça grossa

9 de Julho (Quinta-Feira)
Metallica + Slipknot + Machine Head + Mastodon + Lamb of God + Ramp | Erol Alkan + Crystal Castles + Klaxons + TV on the Radio + Air Traffic + Delphic + Silversum Pickups + Os Golpes | Mr. Mitsuhirato + Nuno Lopes + The Vicious Five + Tiguana Bibles + The Bombazines + Mazgani

4 de Julho (Sexta-Feira)
The Prodigy + Placebo + Blasted Mechanism + The Kooks + Eagles of Death Metal + Os Pontos Negros | Zombie Nation + The Ting Tings + Fisherspooner + Does It Offend You, Yeah? + Hadouken! + Late of the Pier + John is Gone + The Gaslight Anthem | Zig Zag Warriors + Coldfinger + DJ Ride + Bezegol + Youthless

5 de Julho (Sábado)
Dave Matthews Band + The Black Eyed Peas + Chris Cornell + Ayo + Boss AC | Deadmau5 + Ghostland Observatory + Lykke Li + Autokratz + Trouble Andrew + Los Campesinos + A Silent Film + X-Wife | DJ Kitten + Sofia M + Linda Martini + Madame Godard + The Pragmatic + Olive Tree Dance

Bilhetes
1 dia – 50€
3 dias – 90€

Está quase a abrir a época de caça (aos acordes)


3 de Julho (Sexta-Feira)
Bajofondo Tango Club + Buju Banton + Skank + Orishas + Monobloco | Nneka + Natiruts + Macacos do Chinês | Katembe Soundsystem + Snowboy

4 de Julho (Sábado)
Vanessa da Mata + Deolinda + Sara Tavares + Bossa Nossa | OqueStrada + Pedro Luís & A Parede + Per7ume | Diego Miranda + Frederic Galliano

5 de Julho (Domingo)
Banda Calypso + Alexandre Pires + Irmãos Verdades + NBC | Cidinho & Doca + Kalibrados + Cais Sodré Funk Connection | TT + Flow 212

Bilhetes
1 dia – 25€
3 dias – 40€

domingo, 28 de junho de 2009

Mujeres al borde de un ataque de nervios


Realização: Pedro Almodóvar
Elenco: Carmen Maura, Antonio Banderas, Julieta Serrano, María Barranco, Rossy de Palma, Kiti Manver
Ano: 1988
Título em português: Mulheres à beira de um ataque de nervos

sábado, 27 de junho de 2009

Thriller


Foi dos primeiros álbuns de um só artista que fiz com que me comprassem, depois de anos a consumir colectâneas, tinha eu 11 anos. Foi também um dos mais tocados, apesar de nunca me ter considerado grande fã de Michael Jackson. Depois de Thriller, ainda vibrei com Bad mas já nessa altura as histórias das operações, do hipocondrismo, da megalomania, e mais tarde da pedofilia, levaram-me a ganhar uma especial aversão ao fenómeno. O talento e a obra reconheço-os como enormes. RIP Michael.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Vinil

Esta semana decidi recuperar e dar continuidade à minha colecção de discos de vinil, os chamados LP. Os discos fui buscá-los a casa dos pais, onde se encontravam desde sempre, e comprei um gira-discos que será entregue, se tudo correr bem, para a semana.
Pretendo que a minha filha conheça como eu e a mãe ouvíamos música quando tínhamos a idade que ela agora tem. E é claro que também quero matar saudades daqueles objectos que são para mim música em estado sólido, como o CD nunca conseguiu ser.