A experiência da gramática
trouxe consigo silenciosos prazeres, estreitos
de mar junto ao sensível estuário,
o mais exacto modo
de servir nuvens, lenços escarlates,
o sonho de muitos dias absortos
e misteriosamente recentes, como o golfo
e o irresistível silvo das flechas,
ou seja: a indicação
de caminhos no som, aonde
não chegámos às primeiras horas, e o vento
está traduzindo nas madeiras,
disciplinado, minucioso, percorrido
pelo frémito de a
morais figuras:
alguma vez já não fará sentido
o cheiro das pálpebras, o ruído
das limas na garganta;
António Franco Alexandre, in Poemas
... acho que nunca me tinham oferecido um poema.
Um repetido bem-haja à Io por este aquecedor de alma!
sexta-feira, 17 de julho de 2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Estou lixado

Gosto de projectar, de marcar, de cortar e de montar. Não gosto de pintar ou envernizar, nem de aplicar velaturas. Dos produtos que se aplicam a pincel ou rolo, o único que escapa é o tapa-poros, que seca rápido. Agora seca, seca é lixar. A minha aversão a lixar é tal que compro compulsivamente todo o gingarelho que possa representar uma ínfima poupança de tempo ou esforço. Lixadeiras delta, vibratórias, excêntricas, de rolos! Senhores Bosch e DeWalt, inventem mais que essas já cá moram e eu continuo a perder muito tempo a lixar. Detesto lixar! Lixar está para o madeirame como passar a ferro está para as lides domésticas. Ainda hei-de arranjar uma mulher-a-dias só para me lixar as peças de madeira. E já agora, empreendedores de Portugal: para quando um Lixar-à-Sec!?
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Pink Moon, de Nick Drake

Não é propriamente o primeiro. É o primeiro desta nova era. Difere da anterior por os discos serem comprados com dinheiro que me sai do lombo. Garanto, para um "Natural Born Pirata" é toda uma nova perspectiva. 20€ e 30€ por disco! Upa upa, puxadote! Adiante.
Se a decisão de escolher o LP que iria estrear o gira-bolachas não foi imediata, menos ainda foi a escolha daquele que seria a minha primeira compra, nesta nova era do vinil. Depois de ter reunido vários candidatos, decidi começar pelo princípio, e no meu caso princípio remonta ao ano da graça de 1972. Acabei assim por escolher um álbum do meu ano, um álbum com a minha idade: Pink Moon, de Nick Drake, edição especial de 180g. Não me vou alongar sobre Nick Drake, nem sobre este seu último álbum de estúdio (editado em vida). Deixo antes vários links como sugestão de leitura.
nickdrake.net
Nick Drake na Wikipedia (inglês)
Nick Drake na Wikipedia (português)
Nick Drake no MySpace
Nick Drake – Pink Moon (1972)
Lado A
Pink Moon
Place to Be
Road
Which Will
Horn
Things Behind the Sun
Lado B
Know
Parasite
Free Ride
Harvest Breed
From the Morning
Lado A
Pink Moon
Place to Be
Road
Which Will
Horn
Things Behind the Sun
Lado B
Know
Parasite
Free Ride
Harvest Breed
From the Morning
E como aperitivo…
PM - ND
Amanhã vou acordar assim...
PS 1 - Quem fizer comentários jocosos sobre a quantidade das minhas férias (ex: "ah! estás sempre de férias e tal...") é uma das pessoas menos sexys do planeta!
PS 2 - Só para reforçar: quem fizer comentários jocosos sobre a quantidade das minhas férias merece um frúnculo no cóccix! (Acho que assim está melhor)
terça-feira, 14 de julho de 2009
Adivinha
Qual é coisa, qual é ela, que tem a chave na ignição e o dono a mais de 1km a desbundar num festival?
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Optimus Alive [Fotos + Balanço]
É um facto incontornável, em três anos, o Alive tornou-se o grande festival citadino nacional. Depois do ano de arranque em que teve de ombrear (e no meu entender, sair vencido) com o melhor SBSR de sempre, nos últimos dois anos a concorrência foi simplesmente arrasada, tendo de sofrer downgrades para não sucumbir, deixando o Alive assumir o papel de grande festival de Lisboa. Apesar disto, não é o festival perfeito e, na minha opinião, há alguma (para não dizer muita) coisa a melhorar. Por isso, Sr. Covões saque lá do bloco de notas e comece a escrever, que consultoria festivaleira sénior é algo que se paga a peso de ouro, mas como eu hoje estou uns mãos largas…
1º - Acessibilidades
A parceria com a CP e a proximidade da Estação de Algés (comboios, táxis e autocarros) são mais valias fundamentais e praticamente resolvem a questão para os que vão de transportes públicos. Já para quem vai de carro, o cenário é o oposto. O Alive é o pior festival para se ir de carro, sendo que esta opção acaba sempre por se traduzir em voltas e voltas para estacionar, na maior parte dos casos em transgressão e bem longe da entrada. Penso que deveria ser articulado com as entidades responsáveis (APL, Câmara, etc.) uma solução (mesmo que paga) para o estacionamento automóvel. Por exemplo, poderiam ser aproveitadas zonas de estacionamento em Belém, Algés ou Estádio Nacional e criados shutles de ligação ao festival.
2º - Acesso
Outra que não há volta a dar. O Alive é o pior festival para se entrar e é-o por larga margem. Um festivaleiro demora mais tempo a entrar no Alive que um paquistanês num voo para Nova Iorque. Será que é pela segurança? Não, não é. Se quiser entrar com um faqueiro de cozinha ou com um tapperware de haxixe entrará sem problemas. O objectivo parece ser mesmo levar as pessoas a perder tempo. Aquelas passagens de meio metro, controladas por um ou dois seguranças, por onde punham milhares de pessoas a passar eram autênticas aberrações no que se refere à logística de acesso. Relativamente a esta questão, acho que nem é preciso dizer como se deve fazer. A concorrência está muito melhor neste aspecto, é só uma questão de ir ver como se faz e fazer igual.
3º - Recinto
O recinto é plano e está numa zona ventosa. Quanto a isto nada a fazer. Já a área em terra batida devia ser objecto de mais atenção, pois quando se levanta vento é penoso circular e, principalmente, estar na zona dos comes-e-bebes. Penso que se poderia melhorar este problema espalhando gravilha, ou outro material, ou em último recurso com aspersão periódica de água.
4º - Palco Super Bock
Curto e grosso: o som deste palco é uma caquinha. Tratem disso!
5º - WC
No caso dos homens, os urinóis estavam muito afastados do palco principal tornando em certos casos inevitável a “mijadinha fora do penico”.
6º - Excesso de oferta musical
Esta admito que é um pouco paradoxa e tem a ver mais com uma opinião pessoal, mas se dois palcos já representam música a mais, três palcos então é um verdadeiro atentado. Poluições sonoras à parte (que eu já dou de barato), penso que hoje em dia, com a oferta musical em rádio, televisão e principalmente internet, o ouvinte de música, tirando a franja do metal, tem um leque de abrangência muito grande, sendo normal gostar-se de vários estilos de música (pop, rock, electrónica e suas subvariantes). Deste modo, a divisão entre dois palcos de bandas de renome, mesmo que de estilos diferentes, acaba por se traduzir na velha máxima “ter mais olhos que barriga”, neste caso “mais olhos que ouvidos”. Para mim, foi especialmente penoso estar a ouvir Placebo e saber que estava a perder um concerto de Fischerspooner, ou então, estar a ouvir The Kooks sabendo que estava a perder Hadouken!, idem para Metallica / Cristal Castles. Aqui talvez me possam dizer: “Deixa-te disso que isto é assim em todo lado!”. Talvez, mas mais uma vez tenho de mencionar o SBSR 2007 (perfeito em termos musicais) ou então o formato soundclash utilizado pela Vodafone no seu evento musical, que quanto a mim aproveitam melhor a potencialidade das bandas participantes. Para aqueles que eventualmente não gostam de uma ou outra banda desta “oferta única”, há toda a oferta não-musical proporcionada pelo festival e é mesmo por aqui que vou começar a referir os pontos positivos do Alive.
1º - Oferta não-musical
Muito bom. Pode melhorar mas já é sem dúvida muito positiva. Desde os comes-e-bebes com zona de bancos e mesas, às lojinhas de discos, roupa e merchandising, passando pelas actividades dos patrocinadores, às exposições, à fanzone, o Alive pode gabar-se de ser, mais do que um evento musical, um evento de entretenimento.
2º - Som do palco principal
Tirando algumas falhas, notórias em Black Eyed Peas e The Prodigy, o som e as luzes deste palco estiveram muito bem.
3º - Bengaleiro para capacetes
Excelente ideia. Podia era estar melhor sinalizada para não acontecer chegar-se à última barreira e mandarem-nos para trás para deixar o capacete, tendo depois de ir para o princípio da fila.
4º Caixotes do lixo
Em número mais que suficiente e a apostar na diferenciação da recolha para reciclagem, o que conjugado com um bom serviço de limpeza resultou num recinto de um modo geral limpo.
Podia ainda dar meia dúzia de sugestões de melhoria mas este post já vai muito longo e como disse, a consultoria festivaleira sénior paga-se bem. Fico-me então por aqui e para o ano há mais.
1º - Acessibilidades
A parceria com a CP e a proximidade da Estação de Algés (comboios, táxis e autocarros) são mais valias fundamentais e praticamente resolvem a questão para os que vão de transportes públicos. Já para quem vai de carro, o cenário é o oposto. O Alive é o pior festival para se ir de carro, sendo que esta opção acaba sempre por se traduzir em voltas e voltas para estacionar, na maior parte dos casos em transgressão e bem longe da entrada. Penso que deveria ser articulado com as entidades responsáveis (APL, Câmara, etc.) uma solução (mesmo que paga) para o estacionamento automóvel. Por exemplo, poderiam ser aproveitadas zonas de estacionamento em Belém, Algés ou Estádio Nacional e criados shutles de ligação ao festival.
2º - Acesso
Outra que não há volta a dar. O Alive é o pior festival para se entrar e é-o por larga margem. Um festivaleiro demora mais tempo a entrar no Alive que um paquistanês num voo para Nova Iorque. Será que é pela segurança? Não, não é. Se quiser entrar com um faqueiro de cozinha ou com um tapperware de haxixe entrará sem problemas. O objectivo parece ser mesmo levar as pessoas a perder tempo. Aquelas passagens de meio metro, controladas por um ou dois seguranças, por onde punham milhares de pessoas a passar eram autênticas aberrações no que se refere à logística de acesso. Relativamente a esta questão, acho que nem é preciso dizer como se deve fazer. A concorrência está muito melhor neste aspecto, é só uma questão de ir ver como se faz e fazer igual.
3º - Recinto
O recinto é plano e está numa zona ventosa. Quanto a isto nada a fazer. Já a área em terra batida devia ser objecto de mais atenção, pois quando se levanta vento é penoso circular e, principalmente, estar na zona dos comes-e-bebes. Penso que se poderia melhorar este problema espalhando gravilha, ou outro material, ou em último recurso com aspersão periódica de água.
4º - Palco Super Bock
Curto e grosso: o som deste palco é uma caquinha. Tratem disso!
5º - WC
No caso dos homens, os urinóis estavam muito afastados do palco principal tornando em certos casos inevitável a “mijadinha fora do penico”.
6º - Excesso de oferta musical
Esta admito que é um pouco paradoxa e tem a ver mais com uma opinião pessoal, mas se dois palcos já representam música a mais, três palcos então é um verdadeiro atentado. Poluições sonoras à parte (que eu já dou de barato), penso que hoje em dia, com a oferta musical em rádio, televisão e principalmente internet, o ouvinte de música, tirando a franja do metal, tem um leque de abrangência muito grande, sendo normal gostar-se de vários estilos de música (pop, rock, electrónica e suas subvariantes). Deste modo, a divisão entre dois palcos de bandas de renome, mesmo que de estilos diferentes, acaba por se traduzir na velha máxima “ter mais olhos que barriga”, neste caso “mais olhos que ouvidos”. Para mim, foi especialmente penoso estar a ouvir Placebo e saber que estava a perder um concerto de Fischerspooner, ou então, estar a ouvir The Kooks sabendo que estava a perder Hadouken!, idem para Metallica / Cristal Castles. Aqui talvez me possam dizer: “Deixa-te disso que isto é assim em todo lado!”. Talvez, mas mais uma vez tenho de mencionar o SBSR 2007 (perfeito em termos musicais) ou então o formato soundclash utilizado pela Vodafone no seu evento musical, que quanto a mim aproveitam melhor a potencialidade das bandas participantes. Para aqueles que eventualmente não gostam de uma ou outra banda desta “oferta única”, há toda a oferta não-musical proporcionada pelo festival e é mesmo por aqui que vou começar a referir os pontos positivos do Alive.
1º - Oferta não-musical
Muito bom. Pode melhorar mas já é sem dúvida muito positiva. Desde os comes-e-bebes com zona de bancos e mesas, às lojinhas de discos, roupa e merchandising, passando pelas actividades dos patrocinadores, às exposições, à fanzone, o Alive pode gabar-se de ser, mais do que um evento musical, um evento de entretenimento.
2º - Som do palco principal
Tirando algumas falhas, notórias em Black Eyed Peas e The Prodigy, o som e as luzes deste palco estiveram muito bem.
3º - Bengaleiro para capacetes
Excelente ideia. Podia era estar melhor sinalizada para não acontecer chegar-se à última barreira e mandarem-nos para trás para deixar o capacete, tendo depois de ir para o princípio da fila.
4º Caixotes do lixo
Em número mais que suficiente e a apostar na diferenciação da recolha para reciclagem, o que conjugado com um bom serviço de limpeza resultou num recinto de um modo geral limpo.
Podia ainda dar meia dúzia de sugestões de melhoria mas este post já vai muito longo e como disse, a consultoria festivaleira sénior paga-se bem. Fico-me então por aqui e para o ano há mais.
domingo, 12 de julho de 2009
Alive and rotting
O bom: perdi três quilos. O resto: cheiro mal de um modo geral; tenho o cérebro a fazer jogging dentro do crânio; do nariz e da boca são expelidas substâncias desconhecidas da ciência; a garganta dói-me e quase não tenho voz; o estômago virou-se do avesso mas sem ser pelos vincos; as tripas estão à moda do Porto 0 – Manchester 1; mais abaixo há quem reclame que quer tudo de pernas para o ar; não é o caso dos pés porque os comatosos não reclamam.
Ah! Se soubesse que era assim… repetia tudo outra vez!
Ah! Se soubesse que era assim… repetia tudo outra vez!
Optimus Alive - Dia 3
Depois da maratona de ontem, o terceiro dia do Alive tinha de ser muito bem gerido para estar na minha melhor forma no sprint final. A prova começou com uns Los Campesinos! a confirmarem as minhas melhores expectativas, num concerto repleto de pontos altos. Há por exemplo uma altura em que o guitarrista dá uma grande golada numa lata de Super Bock para depois a utilizar para fazer um solo. Não sei se é claro para todos, mas todo aquele que faz um solo de guitarra com uma lata de Super Bock merece todo o meu respeito. Mais tarde o vocalista confessaria que a banda é fã do Benfica, deitando assim por terra a hipótese de haver mais alguma coisa entre nós que a minha admiração.
Seguiu-se uma curta audição de Madame Godard. A repetir no futuro.
Tempo ainda para ouvir alguns clássicos entoados pelo Chris Cornell como: Hunger Strike, Black Hole Sun e Spoonman.
O segundo nome que vinha marcado no horário era Linda Martini. Antes de mais, um reparo à organização. Quem mete Linda Martini no Palco Discos (nanopalco para os amigos) não sabe o que anda a fazer e o concerto que deram foi a melhor prova disso. Grande concerto da banda de Coimbra, que me vai fazer andar de olho no myspace deles, em busca de uma data compatível para os ir ver em nome próprio. Alguém disse Manique do Intendente, em Agosto?
Para repor energias, o belo do hamburger da Carnalentejana (o melhor dos festivais), deglutido ao som de Autokratz.
Depois houve que preparar a prova final e para tal havia que reservar um bom lugar. Para isso nada melhor do que assistir ao final do concerto de Black Eyed Peas.
E por fim o momento tão aguardado. A razão, acima de todas, que me fez comprar o bilhete para este festival. Depois de 18676 horas, 7 minutos e 32 segundos, o meu coração voltava a bater ao ritmo da bateria de Carter Beauford. Muitas vezes dei por mim a questionar-me se o concerto de há dois anos aconteceu mesmo, ou se tudo não passou de um sonho. Hoje tenho a certeza que foi um sonho… porque voltei a sonhar tudo outra vez!
Seguiu-se uma curta audição de Madame Godard. A repetir no futuro.
Tempo ainda para ouvir alguns clássicos entoados pelo Chris Cornell como: Hunger Strike, Black Hole Sun e Spoonman.
O segundo nome que vinha marcado no horário era Linda Martini. Antes de mais, um reparo à organização. Quem mete Linda Martini no Palco Discos (nanopalco para os amigos) não sabe o que anda a fazer e o concerto que deram foi a melhor prova disso. Grande concerto da banda de Coimbra, que me vai fazer andar de olho no myspace deles, em busca de uma data compatível para os ir ver em nome próprio. Alguém disse Manique do Intendente, em Agosto?
Para repor energias, o belo do hamburger da Carnalentejana (o melhor dos festivais), deglutido ao som de Autokratz.
Depois houve que preparar a prova final e para tal havia que reservar um bom lugar. Para isso nada melhor do que assistir ao final do concerto de Black Eyed Peas.
E por fim o momento tão aguardado. A razão, acima de todas, que me fez comprar o bilhete para este festival. Depois de 18676 horas, 7 minutos e 32 segundos, o meu coração voltava a bater ao ritmo da bateria de Carter Beauford. Muitas vezes dei por mim a questionar-me se o concerto de há dois anos aconteceu mesmo, ou se tudo não passou de um sonho. Hoje tenho a certeza que foi um sonho… porque voltei a sonhar tudo outra vez!
sábado, 11 de julho de 2009
Optimus Alive - Dia 2
Autêntica maratona musical! 8 horas e 36 minutos a ouvir música, que é só a melhor marca do ano. No fim, não podia com um copo de cerveja pelo rabo mas isso são outros quinhentos.
Destaques da maratona
Eagles of Death Metal (só uma amostra)
Late of the Pier
Hadouken! (surpresa 1)
The Kooks
Blasted Mechanism
Coldfinger (surpresa 2)
Does it offend you, yeah?
Placebo (concerto da noite)
Fischerspooner
Prodigy (terraplenagem da noite)
The Ting Tings
PS - Post a editar quando houver vagar. E agora se me dão licença, tenho uma piscina e três miúdas em bikini à minha espera. OK, e um marmanjo que também não é má pessoa, vá!
[Edit: seis miúdas. Estava a esquecer-me das mães]
Destaques da maratona
Eagles of Death Metal (só uma amostra)
Late of the Pier
Hadouken! (surpresa 1)
The Kooks
Blasted Mechanism
Coldfinger (surpresa 2)
Does it offend you, yeah?
Placebo (concerto da noite)
Fischerspooner
Prodigy (terraplenagem da noite)
The Ting Tings
PS - Post a editar quando houver vagar. E agora se me dão licença, tenho uma piscina e três miúdas em bikini à minha espera. OK, e um marmanjo que também não é má pessoa, vá!
[Edit: seis miúdas. Estava a esquecer-me das mães]
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Optimus Alive - Dia 1
Um dia musicalmente muito abaixo das expectativas. O som do palco Super Bock, aquele cujo cartaz mais me atraía, esteve simplesmente horrível. Mal empregues Silversun Pickups, Air Traffic e TV on the Radio! Quando chegou a vez de Klaxons, que também pretendia ver, nem arrisquei colocar em risco a boa impressão que tinha deles da actuação no SBSR de 2007 e zarpei para o palco principal. Felizmente, ontem, tive a companhia de vários amigos, alguns que já não via há muito tempo, o que compensou a má prestação musical deste festival. Isso e Metallica, claro!
Reportagem aqui.
Catchamela*
É um termo que apenas umas 30 pessoas (se tanto), de proveniência bem definida, conhecem e sabem o significado… até agora! Os gramáticos de serviço dirão que se trata de gíria, eu gosto de pensar nela como um nanoregionalismo. É uma palavra que se pode considerar nova, recente. Tem cerca de 17 anos. Foi inventada por um amigo, para descrever o comportamento de outro amigo comum. Na sua origem está um prazer incompreendido. Refiro-me concretamente ao prazer de andar de mota. Aos 16 anos, a liberdade proporcionada por uma mota era (e ainda é) algo de incrível. De repente, a cidade ficava do tamanho de uma aldeia. As praias, os cinemas, as discotecas, tudo era “logo ali”. E os amigos faziam-se cada vez mais longe. Nessa vertigem de prazer, arrancar com a mota ruas e estradas fora era absolutamente irresistível, mesmo que não houvesse uma razão a justificar os quilómetros percorridos. O termo catchamela nasce assim para descrever um passeio de mota sem nenhum objectivo, que não o próprio prazer de andar de mota. É, como cantava o Luís Represas, na 125 Azul, o “partir sem destino nenhum”.
Para simplificar a vida aos senhores que hão-de fazer os dicionários da Língua Portuguesa, daqui a uns anos, deixo já a entrada:
Para simplificar a vida aos senhores que hão-de fazer os dicionários da Língua Portuguesa, daqui a uns anos, deixo já a entrada:
Catchamela – s. f. o acto de passear, de percorrer ou fazer percorrer uma certa extensão de caminho por prazer;
dar uma catchamela – dar um passeio
andar às catchamelas – andar às voltas
és um catchamelas - és errante, aéreo (com a cabeça no ar)
* - Respondendo à Io, a quem agradeço desde já a visita e o comentário que muito me honram.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Mas com corpinho de 36!
- Então,sempre vais ao Alive?
- Sim, comprei hoje o bilhete.
- Os três dias?
- Sim.
- Não tens vergonha!? Pareces um puto de 18 anos!
- Obrigado, tu também não estás nada mal!
- E sempre levas mota?
- Levo a mota para Lisboa mas o meu pai vai-me lá pôr.
- Correcção: pareces um puto de 15 anos!
- Sim, comprei hoje o bilhete.
- Os três dias?
- Sim.
- Não tens vergonha!? Pareces um puto de 18 anos!
- Obrigado, tu também não estás nada mal!
- E sempre levas mota?
- Levo a mota para Lisboa mas o meu pai vai-me lá pôr.
- Correcção: pareces um puto de 15 anos!
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Sopa de cação
Afinal tudo se resolveu com uma ida ao Continente da Amadora, onde se encontrava todo o cação disponível para a zona de Lisboa, ao módico preço de 14,79€/kg. É caso para dizer: nunca se encontra uma Alta Autoridade para a Concorrência quando é preciso uma! Desdramatizado o drama, caçãozinho do melhor no saco e siga para Sopa de Cação, naquele que foi mais um jantar ajantarado em contexto laboral, desta vez com a participação de altas patentes que se juntaram às patentes habitues.

Ingredientes (para 7 atletas)
2kg de cação cortado às postas
1 molho grande de coentros
1 cabeça de alho
1 folha de louro
1 malagueta pequena
1 limão
1dl de azeite
1dl de vinagre de vinho

100g de farinha de trigo
1kg de pão alentejano cortado em fatias finas
Sal, pimenta e água q.b.
Preparação
Tempere o cação com sal e pimenta e regue com sumo de limão. Pique os alhos muito bem picadinhos, deite numa panela grande, regue com o azeite e refogue em lume brando. Quando os alhos estiverem meio cozinhados, junte os coentros e a malagueta também muito bem picados assim como a folha de louro. Passado uns minutos – com o cuidado de não deixar queimar nem os alhos nem os coentros – regue com água previamente aquecida (para poupar tempo). Quando levantar fervura, junte o cação e deixe cozer cerca de 10 minutos, sempre em lume brando. Ajuste de sal. Depois de cozido o cação retire as postas e reserve. Retire também alguma água da cozedura e dissolva nela a farinha e o vinagre. Se necessário triture com a varinha mágica para dissolver eventuais grânulos. Deite este preparado na panela através de um passador, novamente para evitar a formação de grânulos no caldo. Deixe ferver por 5 minutos para engrossar ligeiramente. Sirva em malgas, ou pratos de sopa, da seguinte maneira: coloque algumas fatias de pão, a dose de cação e regue com o caldo.
terça-feira, 7 de julho de 2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Delta Tejo - dia 3
A kizomba dos Irmãos Verdade e os ritmos brasileiros de Alexandre Pires a confirmarem pela enésima vez que, ao contrário do sangue (que é O+), em termos de ouvido sou AB+, ou seja, receptor universal. Haja boa disposição… E boa disposição foi o que não faltou, ao muito público que participou neste último dia de Delta Tejo e que foi, ele próprio, um espectáculo dentro do espectáculo, pelo menos para mim, que gosto de apreciar o trabalho de quem percebe da poda no que se refere a abanar o esqueleto. Um regalo... a repetir para o ano!
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