Realização: Shane Meadows Elenco: Thomas Turgoose, Stephen Graham, Jo Hartley, Andrew Shim, Vicky McClure, Joseph Gilgun Ano: 2006 Título em português: Isto é Inglaterra
- Chefe, a pescaria do fim-de-semana rendeu uma corvina com 13kg, dois sargos e uma safia. Também tenho aqui pão caseiro que trouxe do Alentejo. Não quer fazer qualquer coisita para a gente?
- Então não houvera de fazer!!! Traga lá o material que isto amanha-se para aqui qualquer coisa!
E amanhou-se…
Ingredientes (para 8 atletas de alta competição)
2 kg de corvina (a que se juntou os ditos sargos e safia) 2kg de tomate maduro 2kg de batata 5 cebolas médias 6 dentes de alho 50g de gengibre ½ pimento vermelho 3 malaguetas pequenas 1 ramo de hortelã da ribeira 1 ramo de poejos 2,5dl de azeite Sal q.b 4l de água (aproximadamente)
Preparação
Corte as cebolas em semi-rodelas para uma panela grande, junte o azeite e leve a refogar. Quando a cebola estiver cozinhada junte o alho e o gengibre picados muito finamente. Deixe refogar mais dois minutos, juntando de seguida o tomate previamente pelado, as malaguetas, o pimento cortado em pedaços pequenos e as ervas (hortelã e poejos) picadas. Reserve uma pequena porção das ervas picadas para juntar no final. Tape e deixe cozinhar até desfazer os pedaços de tomate. Junte a água e deixe levantar fervura, após o que se junta as batatas cortadas em cubos. Passados cinco minutos junte o peixe. Quando o peixe estiver cozinhado, apague o lume e junte as ervas que se reservou. Deixe apurar pelo menos 10 minutos e sirva acompanhada do pão cortado em fatias.
Há quase três anos, o pirralho ganhou uma segunda casa e com ela alguém que foi, neste período de tempo, o terceiro pilar da sua educação e formação como pessoa. Tudo começou com um dia terrível. Acho que era impossível ser de outra forma. Pela primeira vez, a minha filha iria ficar a cargo de uma pessoa que não pertencia nem à família, nem ao grupo dos amigos mais chegados. Alguém de quem não sabia praticamente nada. E quando se constata isso, e quando chega de facto aquele primeiro dia na escolinha, é inevitável a angustia. Será que vai ser bem tratada? Será que têm tempo e vagar para tanta criança? Será que o modelo de educação é compatível com o meu e o da mãe? Mil e uma perguntas que não paravam de cirandar na cabeça. Felizmente calhou-nos em sorte alguém que mete o E maiúsculo na palavra Educadora. Porque para se ser Educadora não basta ter o curso. Ser Educadora não é só uma profissão. É também uma vocação, requer compatibilidade genética. Falando por mim, eu que até me considero bastante polivalente, posso dizer que não houve uma única vez em que tivesse ido à escola do pirralho, nestes três anos, sem que saísse de lá a pensar que nunca, mas nunca mesmo, poderia ser Educador de Infância. Nem um dia aguentava. Mas a L. aguenta, a L. não é como eu nem como a maior parte dos mortais. A L. consegue estar com 20 crianças pequenas, 8 ou mais horas por dia, 5 dias por semana, ensinando, brincando, limpando, dando de comer, e fazendo com que tudo isto se assemelhe a uma profissão normal. Mas não é. É algo que ultrapassa conceitos materiais de profissão e valorização monetária. E é por isso que hoje, dia da festinha de finalistas da escola do pirralho, eu agradeço aqui à L. por ter ensinado o que era para ser ensinado, por ter brincado quando era para brincar, por ter apaparicado e protegido quando era preciso apaparicar e proteger, por ter ralhado e posto de castigo quando foi preciso ralhar e pôr de castigo, enfim por ter ajudado a educar a minha filha. Sei que existem escolas melhores, consigo conceber vários grupos de meninos que seriam melhores colegas, mas sei que não arranjaria uma melhor Educadora. À L., muito obrigado por tudo!
"Estou aqui no Fundão, queres que te leve ginjas?" Começou assim a Ginja do Crama. Depois foi só lavá-las e juntar-lhes 1 litro de aguardente vinícola. Agora resta esperar...
Às 10 horas de dia 7 de Junho, e no mesmo fuso horário em cerca de 100 países em todo o mundo, dezenas de milhares de pessoas juntam-se numa iniciativa comum, a Marcha Contra a Fome - Walk the World 2009. Este é um projecto promovido pela TNT e pelo World Food Programme, das Nações Unidas, que tem como objectivo minimizar as carências alimentares e educacionais das crianças.
Para se juntarem a esta iniciativa os participantes contribuem com 5 Euros, que revertem integralmente para o World Food Programme, e marcham com uma t-shirt e um boné alusivos.
As inscrições poderão ser feitas nas delegações da TNT, no BES (locais a determinar) e nas lojas SPORTZONE no Almada Fórum, Armazéns do Chiado, CascaiShopping, Colombo, Oeiras Parque e Vasco da Gama na zona da grande Lisboa, e Arrábida Shopping, GaiaShopping, Ikea de Matosinhos, NorteShopping, Parque Nascente e Via Catarina na zona do grande Porto.
… que um dia recebeu uma chamada telefónica de uma amiga que lhe disse: - Se eu arranjar bilhetes, queres vir aos AC/DC? - Epá, acho que vou passar. Não era um concerto a que iria, se fosse a pagar, por isso dá-os antes a alguém que realmente seja fã. – respondeu-lhe a cavalgadura. - A sério!? Olha que sei de fonte muito bem informada que vai ser qualquer coisa de memorável! – tentou convence-la a amiga da cavalgadura. - Eu sei que sim, e até gosto de AC/DC, ouvia-os muito nos meus tempos de juventude, mas mesmo assim... E assim foi. A amiga arranjou os bilhetes, a cavalgadura não foi ao concerto dos AC/DC e viveu atormentado para sempre.
Se eu fosse um gajo que gostasse de armar ao pingarelho, hoje punha aqui mais um post dedicado ao tema “petisco-em-contexto-laboral”. E para ser mesmo, mesmo mete-nojo, não faltariam umas fotos dos pratos de caracóis servidos, dignos de várias estrelas Michelin, que inundaram todo o edifício de aromas de temperos e especiarias variados. Nem tão pouco das travessas de gambas à guillo, com aquela molhanga espessa, picante e apetitosíssima, que quase levaram às lágrimas os meus colegas. Já para não falar das cervejolas estupidamente geladas que acompanharam os pitéus, nem da dupla Bushmills/Bowmore que rematou com chave de ouro um repasto digno de uma cimeira do G7. Era isso que eu faria, mas como hoje estou com a modéstia à flor da pele, ficamos assim.
A menina que se pode gabar de me ter levado a fazer 3600km para a ver tem um novo álbum que será comercializado a partir de 23 deste mês. Chama-se Far e enquanto não lhe posso deitar a mão sacio-me com isto...
A Feira de Maio começou oficialmente ontem e só pela noite de arranque já ficou claro que vai ser um fim-de-semana complicadíssimo. Hoje, é a noite da sardinha assada, com a dita à descrição, juntamente com pão e vinho. Há por aqui umas fotos para pôr mas agora não tenho vagar. E com o vosso perdão, se me dão licença, vou ali travar uma batalha dificílima. Vou ver se consigo ir até ao fim da rua e regressar, visitando meia dúzia de tertúlias, sem fazer as figuras do Dias da Cunha (o que era mau) e sem dançar flamenco (que era ainda pior). As probabilidades são as mesmas de o Ronaldo fazer um hat-trick pela selecção mas não se pode desanimar. Tenho de acreditar na vitória… ou não.
Mayra Andrade regressa ao nosso país para apresentar o seu novo disco “Storia, Storia”, numa digressão que irá percorrer as seguintes cidades:
04.06 Porto - Coliseu 06.06 Portalegre - Centro de Artes 07.06 Lisboa - Centro Cultural Belém 09.06 Aveiro - Centro Cultural e de Congressos 10.06 Coimbra - Teatro Académico Gil Vicente 12.06 Caldas da Raínha - Centro Cultural e de Congressos 13.06 Faro - Teatro das Figuras
Eu, por mim, gosto muito de Portalegre. Da Mayra Andrade então, nem se fala!
A teoria não se confirmou. Continuo a perceber o mesmo de violinos que a Manuela Moura Guedes de jornalismo. Aliás, acho que mesmo assim percebo um pouco mais de violinos. De qualquer maneira, a não confirmação desta minha teoria cria automaticamente um nova. Se o talento de Andrew Bird, sendo crescente (facto facilmente constatável na sua discografia), não vai sendo irradiado por este, e portanto diminuindo ou mantendo níveis estáveis na sua pessoa, então esse talento irá se acumular, acumular, acumular, até ele se transformar inevitavelmente numa supernova. Prevejo inclusive que será uma supernova do calibre de um Buckley, de um Byrne ou até mesmo de um Dylan. Digo-vos eu! E olhem que eu percebo mais destas merdas de astrofísica do que a Manuela Moura Guedes percebe de fazer más entrevistas!
O concerto de ontem serviu para confirmar uma teoria e desenvolver outra. A teoria confirmada, aliás confirmada pela enésima vez, é que para ir para a zona da Baixa/Marquês de Pombal, não há nada que chegue aos transportes públicos. No meu caso, a conjugação comboio/metro é de tal forma eficaz, que se a tivesse utilizado, como chegou a ser ponderado, no último concerto do Antony, nenhuma daquelas más recordações existiriam. No caso de ontem demorei sensivelmente o mesmo tempo de uma deslocação de popó, tanto na ida como no regresso, gastei uma fracção do dinheiro (não há cá pão prás Brisas, nem prás Galps, nem prás Emparques, nem pra malucos), fui a ler o calhamaço, vim a ouvir o Andrew, deu tempo para a bela da jola na varanda do São Jorge… enfim, só vantagens. A segunda teoria é de que eu, em princípio, devo saber tocar umas coisas de violino. Como podem ver esta segunda teoria é um pouco mais rebuscada, tendo-me ocupado inclusive boa parte do dia, na sua demonstração. Passando à explicação: “ocupou-me grande parte do dia” porque andei a pesquisar lojas de instrumentos musicais, onde pudesse experimentar um violino; “devo saber tocar umas coisas de violino” porque… bem, é melhor fundamentar primeiro. Se uma pessoa se aproximar muito do fogo… queima-se. Se andar-mos à chuva… molhamo-nos. Se um branquela como eu se expuser ao sol… bronzeia-se. Deu para perceber o padrão? Ora bem, a teoria é a seguinte: a concentração de talentos no Andrew Bird é de tal forma colossal, que o seu corpo deve ter assim uma espécie de capacidade radioactiva emanadora desse mesmo talento. É impossível conjugar naquele lingrinhas os dotes de composição, a voz, o assobio, o domínio do violino, da guitarra… o diabo a sete, sem que aquilo respingue deixando um rasto à sua passagem. Vai daí, estou convicto que a exposição a que fui sujeito ontem deve, aliás só pode, ter produzido algum efeito em mim e possivelmente em todas as pessoas que estiveram no São Jorge. Ora como compor não é, já experimentei e não foi bonito, a voz continua deprimente, o assobio ridículo, a guitarra que tenho ali já me fez saber que também não é por aí, então… só pode ser o violino! Percebem agora porque tenho de experimentar um violino? Tenho de comprovar a teoria antes que o “bronzeado” desapareça.
Ah! Se quiserem saber como foi o concerto leiam aqui que foi mais ou menos isto. Uns videozitos ranhosos ainda se podem arranjar.
[Edit] Setlist: Intro (Swirly, Etho, The Waterjet Cilce); Sovay; A Nervous Tic Motion of the Head to the Left; Why?; Natural Disaster; Oh No; Effigy; SweetMatter (Sweetbreads/Dark Matter); Fitz & the Dizzyspells; Skin Is, My; Masterfade, Tenuousness, Anonanimal. Encore 1: Happy Day; Sectionate City. Encore 2: Tables and Chairs
- Olá pai, como é que foi o concerto ontem? - Foi muito bom. Sabes, umas filas à minha frente estava uma menina pouco mais velha do que tu. - Estás a ver! A próxima vez que o André Pássaro cá vier, eu também quero ir!
Gonçalo Pereira, editor executivo do 24 Horas, escreve hoje no jornal Global:
“UM POVO QUE NÃO VAI COM OS PORCOS
A gripe suína, rebaptizada como gripe A para não ofender os humanos que se travaram de razões com ela, é um tema enfadonho. Nem é uma doença, é uma expectativa. Esperamos que ela apareça; de vez em quando temos um ameaço e depois... népias. Devemos ter uns anticorpos fantásticos. Aliás, sendo a gripe suína, deveriam ser chamados antiporcos... Mas se o vírus chegar, vai ser uma catástrofe. Alguém imagina portugueses de máscara na rua? Esta semana, uma idosa sob observação fartou-se e foi-se embora do hospital, prometendo não voltar. O melhor é arranjarem outros métodos de despistagem: quando alguém for candidato à doença ponham um trilho de bolotas desde casa até ao hospital. Se o suspeito lá aparecer, nem mandam análises ao Instituto Ricardo Jorge.”
Nesta crónica detecto (pelo menos) dois erros que me merecem reparo. Em primeiro lugar, o último parágrafo, que devia ser: “O melhor é arranjarem outros métodos de despistagem: quando alguém for candidato à doença ponham um trilho de bolotas desde casa até ao hospital. Se o suspeito lá parecer, mandem-no para a redacção do 24 Horas. As análises são desnecessárias.” O segundo erro encontra-se no título, o qual se percebe facilmente que está incompleto. Correctamente será: “UM POVO QUE NÃO VAI COM OS PORCOS MAS QUE LHES COMPRA JORNAIS”
- Olá filha, que tal o teu dia? - Foi bom, e o teu? - Também. - Ontem vieste tarde. O que é que foi o petisco? - Ontem foi açorda! - E no outro dia? - No outro dia foi rojões! - Quando for grande quero ter um emprego assim!
* - Para comemorar os meus 20 anos de motociclista foi reeditado o mítico álbum Ten, um dos meus preferidos de todos os tempos. Há quem diga que teve a ver com os 20 anos dos Pearl Jam mas isso é puro mito urbano.
Andrew Bird no Cinema São Jorge. 24.05.2009 - 21:30. Repitam, todos comigo: 21:30. Outra vez: 21:30. Boa! Agora com data: 24.05.2009 - 21:30. OK, acho que está. Bem hajam!
Do concerto de Antony and the Johnsons, ontem, no Coliseu, vou ter boas e más recordações. Comecemos pelas más. Mais uma vez não dominei o binómio data/hora de início de um concerto e se desta vez acertei na data, já o mesmo não se passou para a hora de início. Na demência que me é natural, pensava que era às 22:00 quando na verdade era às 21:30 pelo que, atente-se nisto: (rufar de tambores) Cheguei atrasado (ta-da!). Pois é! Desde ontem que se pode juntar na mesma frase “Crama” e “atrasado”. Quem diria! Logo eu que defendo a pena de morte para atrasos superiores a 10 minutos! É claro que não cheguei a este extremo criminoso, atrasei-me apenas 5 minutos, no entanto, foram os suficientes para me mandarem sentar num local que… como é que eu hei-de descrever… estão a ver Bardalhais-de-Baixo!? Era para lá de Bardalhais mas na direcção oposta à do palco. Deixem-me dar-vos uma perspectiva, era algo assim como estar no cimo do Cristo-Rei para ver Lisboa mas virado para o Barreiro. Digo-vos: ver Lisboa a partir do Cristo-Rei, quando se está virado para o Barreiro é péssimo, pior só mesmo ver o Barreiro quando se está virado para o Barreiro. Adiante. Estamos então num ponto em que temos “Crama atrasaso” + “Crama sentado quase de costas para o palco e a ver apenas uma nesguinha deste”. Acham que chega de desgraças? Claro que não! Pois nessa tal nesguinha por onde eu via meio metro de palco, há um panasca que, a uns 10 metros de mim, decide ver o concerto de pé, tapando-me totalmente a visibilidade, ou seja, numa sala onde estão 3000 pessoas sentadas, onde todos os músicos tocam sentados, onde o artista canta e toca sentado (Antony: se o artigo masculino for pejorativo diz-me que eu edito o texto), resumindo, num concerto que devia ser todo ele uma ode à nobre posição de estar sentado, há um panasca que decide ver o concerto de pé. E onde? Mesmo á frente dos meus 50cm de palco. E mais! Vê o concerto de pé e, pasme-se, bamboleia-se!!! Sim, isso mesmo, bam-bo-lei-a--se. Ali está o Antony a cantar todas as agruras deste mundo e o panisgas abana-se como se estivesse a assistir a um tributo da Deborah Kristal à Cármen Miranda. Perante este cenário verdadeiramente hecatombico, o que fazer? Claro, fechar os olhos e ouvir. E é aqui que as boas recordações começam. Começam na qualidade do som, passam pela competência dos Johnsons e acabam, em grande, na voz do Antony. Uma voz que vai do murmúrio ao brado com um controlo irrepreensível, com um timbre único e que se passeou ontem sobretudo por temas do "Crying Light" e do "I Am A Bird Now", numa set-list que só não me deixou plenamente satisfeito, porque não foi repetida três vezes. Para além da música ainda deu para desfrutar de conversas que foram de Sintra a Obama, da subida do nível do mar a Jesus Cristina no Afeganistão, da bruxa criada no seio da família católica ao divino feminino. Como disse lá em cima, deste concerto vão ficar boas e más recordações. Das más já falei, as boas vão ser: "Where Is My Power?", "Her Eyes Are Underneath the Ground", "Epilepsy Is Dancing", "One Dove", "For Today I Am a Boy", "Kiss My Name", "Everglade", "Another World", "Shake That Devil", "The Crying Light", "I Fell in Love With a Dead Boy", "Fistful of Love", "You Are My Sister", "Hope Mountain", "Twilight", "Aeon", "Cripple and the Starfish", "Hope There's Someone" e todos os sons que escutei pelo meio.
Trabalhos da quarentena em prol do colectivo laboral:
Frigideira Lili Caneças. Uns toques de rebarbadora, um polimento a escova de arame e eis uma frigideira salva da reforma e pronta para uma segunda vida de refogados e estufados. Parece que a estou a ouvir: "Enche-me de rojões". Nota: Miúdos, não tentem isto em casa. O pó de teflon é tramado e as rebarbadoras tem uma apetência natural para jogar muito bem ao "Vamos cortar uns dedinhos". OK?
Uma placa vitrocerâmica também a caminho da reforma, devidamente reparada e transformada em fogão de campanha. Quer dizer campanha, campanha não é bem o termo, que a bicha deve pesar para aí uns 10kg, mas trabalha que é um reloginho. Digo eu que sou director destas coisas.
Henry Ford, no início do século passado, inquirido sobre a (única) cor dos seus Model T, respondia dizendo: "The customer can have any color he wants so long as it's black." Eu aplico uma variante desta filosofia às sopas: “Pode ser qualquer uma, desde que tenha feijão.” Não é que não goste de outro tipo de sopas mas é sempre isto que me sai quando me perguntam: “Que sopa queres que faça?” A Mrs. Crama tantas vezes ouviu isto, nos últimos 14 anos, que há muito passou a questão a: “Queres sopa de feijão com mogango, com alabaças, com espinafres…?” Hoje fica aqui a receita passo-a-passo desta última (feijão com espinafres e poejos), made by Mrs. Crama, que é uma sopa muito simples de fazer, mas que me regala muito.
Ingredientes:
2 dentes de alho picados 1dl de azeite 1 molho de poejos 1 molho de espinafres 1kg de feijão manteiga 1 cebola Sal q.b.
Preparação
De véspera, lave o feijão, deixe de molho (12 horas no mínimo) e coza-o com a cebola e um pouco de sal, aproveitando a água da demolha para a cozedura.
Leve o azeite ao lume com o alho picado e deixe refogar ligeiramente. Junte o molho de poejos inteiro (ao servir é mais fácil separar).
Junte os espinafres e envolva.
Junte a água da cozedura do feijão, mais alguma que se côa através do feijão cozido.
Deixe ferver até os espinafres estarem cozidos. Junte de seguida o feijão cozido, deixe levantar novamente fervura e apague.
Na verdade não se acabou o rum. Acabou-se sim o rum branco (sem envelhecimento em madeira) que, para mim, faz o melhor mojito. De qualquer forma, como o Caribe já lá vai (facto comprovado pela minha pele que retoma, a pouco e pouco, a sua natural palidez britânica) viro-me agora para uma bebida mais europeia mas que rima como poucas com dias quentes e noites mornas. Não tenho uma receita exacta, é uma questão de mão e de disposição. Umas pedras de gelo, algumas gotas de sumo de limão, uma rodela do mesmo para decorar, uma dose de gin e água tónica. Eis o do gin do Peter. Crama neste caso, que não fica nada a dever ao outro.
Pois então, sai uma receita de Cramie’s, que é como quem diz de cookies do Crama. Por agora deixo só a receita clássica com pepitas de chocolate. Experimentei também umas de chocolate e banana mas esta fica para a próxima.
Ingredientes
225g de manteiga 100g de açúcar branco 220g de açúcar amarelo 2 colheres de café de extracto de baunilha 2 colheres de vinho da Madeira 2 ovos 310g farinha 1 colher de café de fermento em pó 200g de chocolate em pedaços pequenos 100g de noz em pedaços
Preparação
Numa taça grande, bater a manteiga e o açúcar (branco e amarelo) até ficar um creme uniforme. Adicionar um ovo de cada vez, a baunilha e o vinho da Madeira. Juntar a farinha misturada com o fermento. Por fim, juntar os pedaços de chocolate e noz. Deixe arrefecer no frigorífico durante duas horas. Após o período de repouso, aquecer o forno a 200ºC. Deitar bolinhas de massa num tabuleiro coberto de papel vegetal. Cozinhar durante 8 a 10 minutos. Retirar os cookies ainda no papel vegetal e deixar arrefecer.
PS - A receita base é com 300g de chocolate e sem noz mas eu gostei mais desta versão. Hoje, por acaso, troquei a noz por passas. Também ficaram boas. É uma questão de albardar o burro à vontade do dono. Vá, experimentem lá que a gente depois trata dos royalties.
Passei a manhã a fazer tuning a uma frigideira. Coisa de mestre, com rebarbadora e tudo. Ficou impec! Ainda está por testar mas penso que vai dos 0 aos 100 joaquinzinhos em menos de 10 segundos. Da parte da tarde estive a fazer cookies de chocolate que é por causa da dieta. Agora estou aqui indeciso se faço um post com a receita das bolachas, ou se explico como é que se kita uma frigideira. Enquanto decido vou ali tratar de um hematoma que me apareceu na mão direita, que é um cheiro a hortelã e rum que não se aguenta. Parece que o sacana do vírus ficou mal curado.
É verdade, já cá estou. Nem assim se vêem livres de mim. Pois é, estou de volta, pouco são mas salvo. Sim, pouco são, porque aquilo no México é vírus atrás de vírus. Esse tal do A(H1N1) não o vi, não deu tempo, mas de outros que tais, não me livrei. Houve um que me fez engordar (mais) três quilos, vejam só o poder de devastação deste vírus! Bem que expliquei os sintomas ao técnico de saúde mas ele disse que teve a ver com burritos, chilies, cochinitas, guacamoles, quesadillas… Eu, por mim, tenho a certeza que foi um vírus e agradecia para rápido a respectiva vacina. Houve outro que me atacou as mãos e que me fazia aparecer uma espécie de hematomas, assim em forma de mojitos. Novamente me disseram que não era caso para alarme, que era uma questão de ir bebendo o líquido que se formava no hematoma. Contra minha vontade também consegui curar esta infecção, já mesmo à saída do hotel a caminho do aeroporto. Havia ainda um vírus que atacava na zona da praia e nas piscinas e que punha a temperatura da água a 27ºC! Bem, nem imaginam! Era ver os turistas a entrarem dentro de água e a caírem que nem tordos. Aguinha pelo joelho, tumba, já daí não sais! Acho que se não me arrastassem para fora de água, por esta altura já tinha guelras. E o vírus do sono que me fazia dormir doze horas por dia e descansar nas outras doze!? Bem, aquilo foi de tal maneira que agora vou estar 7 dias em casa para recuperar. Ah pois é! A entidade patronal acha que eu devo ficar em casa a descansar sete dias, sossegadinho, que é para não me cansar! Até que enfim que perceberam a necessidade da quarentena quando se vai de férias para sítios destes! Uma pessoa não pode passar de uma vida daquelas e no dia seguinte reuniões, centros de custos, auditorias e o raio que os parta a todos… é muito violento, o corpo não aguenta! Só acho que 7 dias é capaz de ser pouco. Quarentena, como o nome está mesmo a dizer, deviam ser 40 dias. Mas vamos ver como é que coisa evolui e depois logo se vê. Entretanto umas fotozitas para dar uma ideia da devastação que foram estas férias.