quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Cats (and candles) on Fire

“Posto isto, resta-me apenas começar a pensar no concerto de aniversário do próximo ano. Dando continuidade ao sistema de rotatividade, depois da Vodafone e da EIN, propunha que o concerto de 8 de Setembro de 2009 fosse organizado pela Undergrave. Eu sei que a fasquia ficou muito alta para a Rita e para o Kraak mas tenho a certeza que eles estão à altura. Que me dizem rapazes?”

Eu sabia que podia contar com eles! Onze meses volvidos e eis a resposta ao desafio aqui de cima sob a forma de flyer.





Está então encontrado o concerto de aniversário 2009. Bem hajam a Rita e o Kraak!

PS – Aos que aparecerem (e me vierem agradecer pelo concerto), a primeira é por minha conta.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Convalescença

Dois anos, duas oportunidades perdidas, dois grandes desgostos.
Uma pequena consolação, num DVD perto de mim.



domingo, 2 de agosto de 2009

O Carteiro de Pablo Neruda, de Antonio Skármeta


— Venho pelo anúncio — declamou ao funcionário, com um sorriso que emulava o de Burt Lancaster.
— Tem bicicleta? — perguntou aborrecido o funcionário.
O seu coração e os lábios disseram em uníssono:
— Sim.
— Bom — disse o empregado, limpando as lentes, — trata-se de um lugar de carteiro para a Ilha Negra.
— Que coincidência — disse Mário. — Eu vivo mesmo ao lado, na calheta.
— Ainda bem. Mas o que está mal é que só há um cliente.
— Um e mais ninguém?
— Sim, claro. Na calheta são todos analfabetos. Não sabem ler nem as contas.
— E quem é o cliente?
— Pablo Neruda. — Mário Jiménez engoliu o que lhe pareceu um litro de saliva.
— Mas esse é formidável.
— Formidável? Recebe quilos de correspondência todos os dias. Pedalar com a sacola às costas é o mesmo que levar um elefante aos ombros. O carteiro que o servia reformou-se marreco que nem um camelo.
— Mas eu tenho só dezassete anos.
— E és saudável?
— Eu? Sou de ferro. Nem uma constipação em toda a vida!

Casota do cão

MDF de 3mm, cola de madeira, tapa-poros, esmalte aquoso e eis mais uma peça da quinta. Só já faltam 347...


Those lazy hazy crazy days of summer

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Comer e madeirar é só começar

Tudo começou com o Tio Juca a achar que o Pirralho ia gostar de ter um estábulo para brincar.

Depois, como achou que dormir, ler e ir à praia não eram actividades suficientemente cansativas, tratou de alinhavar um segundo estábulo para o papá também poder fazer o gosto ao dedo, durante os dias marroquinos-de-cima.

Acabados os estábulos, porque não um picadeiro?
Claro, como é que eu não me lembrei! Sai um picadeiro!

Mas a coisa não fica por aqui. Ali o metro e vinte de gente já me fez saber que giro, giro era haver também um galinheiro para os patos e as galinhas, um curral para as cabras e ovelhas, um cortelho para o porco, uma carroça para o burro, uma casota para o cão…

Estou feito!
Bem hajas Tio Juca!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Agora que penso nisso...

A experiência da gramática
trouxe consigo silenciosos prazeres, estreitos
de mar junto ao sensível estuário,

o mais exacto modo
de servir nuvens, lenços escarlates,
o sonho de muitos dias absortos

e misteriosamente recentes, como o golfo
e o irresistível silvo das flechas,
ou seja: a indicação
de caminhos no som, aonde
não chegámos às primeiras horas, e o vento
está traduzindo nas madeiras,

disciplinado, minucioso, percorrido
pelo frémito de a
morais figuras:

alguma vez já não fará sentido
o cheiro das pálpebras, o ruído
das limas na garganta;

António Franco Alexandre, in Poemas

... acho que nunca me tinham oferecido um poema.

Um repetido bem-haja à Io por este aquecedor de alma!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Estou lixado


Gosto de projectar, de marcar, de cortar e de montar. Não gosto de pintar ou envernizar, nem de aplicar velaturas. Dos produtos que se aplicam a pincel ou rolo, o único que escapa é o tapa-poros, que seca rápido. Agora seca, seca é lixar. A minha aversão a lixar é tal que compro compulsivamente todo o gingarelho que possa representar uma ínfima poupança de tempo ou esforço. Lixadeiras delta, vibratórias, excêntricas, de rolos! Senhores Bosch e DeWalt, inventem mais que essas já cá moram e eu continuo a perder muito tempo a lixar. Detesto lixar! Lixar está para o madeirame como passar a ferro está para as lides domésticas. Ainda hei-de arranjar uma mulher-a-dias só para me lixar as peças de madeira. E já agora, empreendedores de Portugal: para quando um Lixar-à-Sec!?

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Pink Moon, de Nick Drake


Não é propriamente o primeiro. É o primeiro desta nova era. Difere da anterior por os discos serem comprados com dinheiro que me sai do lombo. Garanto, para um "Natural Born Pirata" é toda uma nova perspectiva. 20€ e 30€ por disco! Upa upa, puxadote! Adiante.

Se a decisão de escolher o LP que iria estrear o gira-bolachas não foi imediata, menos ainda foi a escolha daquele que seria a minha primeira compra, nesta nova era do vinil. Depois de ter reunido vários candidatos, decidi começar pelo princípio, e no meu caso princípio remonta ao ano da graça de 1972. Acabei assim por escolher um álbum do meu ano, um álbum com a minha idade: Pink Moon, de Nick Drake, edição especial de 180g. Não me vou alongar sobre Nick Drake, nem sobre este seu último álbum de estúdio (editado em vida). Deixo antes vários links como sugestão de leitura.

nickdrake.net
Nick Drake na Wikipedia (inglês)
Nick Drake na Wikipedia (português)
Nick Drake no MySpace


Nick Drake – Pink Moon (1972)

Lado A

Pink Moon
Place to Be
Road
Which Will
Horn
Things Behind the Sun

Lado B

Know
Parasite
Free Ride
Harvest Breed
From the Morning

E como aperitivo…


PM - ND

Amanhã vou acordar assim...

... de férias!!!

PS 1 - Quem fizer comentários jocosos sobre a quantidade das minhas férias (ex: "ah! estás sempre de férias e tal...") é uma das pessoas menos sexys do planeta!

PS 2 - Só para reforçar: quem fizer comentários jocosos sobre a quantidade das minhas férias merece um frúnculo no cóccix! (Acho que assim está melhor)

terça-feira, 14 de julho de 2009

Adivinha

Qual é coisa, qual é ela, que tem a chave na ignição e o dono a mais de 1km a desbundar num festival?

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Optimus Alive [Fotos + Balanço]



É um facto incontornável, em três anos, o Alive tornou-se o grande festival citadino nacional. Depois do ano de arranque em que teve de ombrear (e no meu entender, sair vencido) com o melhor SBSR de sempre, nos últimos dois anos a concorrência foi simplesmente arrasada, tendo de sofrer downgrades para não sucumbir, deixando o Alive assumir o papel de grande festival de Lisboa. Apesar disto, não é o festival perfeito e, na minha opinião, há alguma (para não dizer muita) coisa a melhorar. Por isso, Sr. Covões saque lá do bloco de notas e comece a escrever, que consultoria festivaleira sénior é algo que se paga a peso de ouro, mas como eu hoje estou uns mãos largas…
1º - Acessibilidades
A parceria com a CP e a proximidade da Estação de Algés (comboios, táxis e autocarros) são mais valias fundamentais e praticamente resolvem a questão para os que vão de transportes públicos. Já para quem vai de carro, o cenário é o oposto. O Alive é o pior festival para se ir de carro, sendo que esta opção acaba sempre por se traduzir em voltas e voltas para estacionar, na maior parte dos casos em transgressão e bem longe da entrada. Penso que deveria ser articulado com as entidades responsáveis (APL, Câmara, etc.) uma solução (mesmo que paga) para o estacionamento automóvel. Por exemplo, poderiam ser aproveitadas zonas de estacionamento em Belém, Algés ou Estádio Nacional e criados shutles de ligação ao festival.
2º - Acesso
Outra que não há volta a dar. O Alive é o pior festival para se entrar e é-o por larga margem. Um festivaleiro demora mais tempo a entrar no Alive que um paquistanês num voo para Nova Iorque. Será que é pela segurança? Não, não é. Se quiser entrar com um faqueiro de cozinha ou com um tapperware de haxixe entrará sem problemas. O objectivo parece ser mesmo levar as pessoas a perder tempo. Aquelas passagens de meio metro, controladas por um ou dois seguranças, por onde punham milhares de pessoas a passar eram autênticas aberrações no que se refere à logística de acesso. Relativamente a esta questão, acho que nem é preciso dizer como se deve fazer. A concorrência está muito melhor neste aspecto, é só uma questão de ir ver como se faz e fazer igual.
3º - Recinto
O recinto é plano e está numa zona ventosa. Quanto a isto nada a fazer. Já a área em terra batida devia ser objecto de mais atenção, pois quando se levanta vento é penoso circular e, principalmente, estar na zona dos comes-e-bebes. Penso que se poderia melhorar este problema espalhando gravilha, ou outro material, ou em último recurso com aspersão periódica de água.
4º - Palco Super Bock
Curto e grosso: o som deste palco é uma caquinha. Tratem disso!
5º - WC
No caso dos homens, os urinóis estavam muito afastados do palco principal tornando em certos casos inevitável a “mijadinha fora do penico”.
6º - Excesso de oferta musical
Esta admito que é um pouco paradoxa e tem a ver mais com uma opinião pessoal, mas se dois palcos já representam música a mais, três palcos então é um verdadeiro atentado. Poluições sonoras à parte (que eu já dou de barato), penso que hoje em dia, com a oferta musical em rádio, televisão e principalmente internet, o ouvinte de música, tirando a franja do metal, tem um leque de abrangência muito grande, sendo normal gostar-se de vários estilos de música (pop, rock, electrónica e suas subvariantes). Deste modo, a divisão entre dois palcos de bandas de renome, mesmo que de estilos diferentes, acaba por se traduzir na velha máxima “ter mais olhos que barriga”, neste caso “mais olhos que ouvidos”. Para mim, foi especialmente penoso estar a ouvir Placebo e saber que estava a perder um concerto de Fischerspooner, ou então, estar a ouvir The Kooks sabendo que estava a perder Hadouken!, idem para Metallica / Cristal Castles. Aqui talvez me possam dizer: “Deixa-te disso que isto é assim em todo lado!”. Talvez, mas mais uma vez tenho de mencionar o SBSR 2007 (perfeito em termos musicais) ou então o formato soundclash utilizado pela Vodafone no seu evento musical, que quanto a mim aproveitam melhor a potencialidade das bandas participantes. Para aqueles que eventualmente não gostam de uma ou outra banda desta “oferta única”, há toda a oferta não-musical proporcionada pelo festival e é mesmo por aqui que vou começar a referir os pontos positivos do Alive.
1º - Oferta não-musical
Muito bom. Pode melhorar mas já é sem dúvida muito positiva. Desde os comes-e-bebes com zona de bancos e mesas, às lojinhas de discos, roupa e merchandising, passando pelas actividades dos patrocinadores, às exposições, à fanzone, o Alive pode gabar-se de ser, mais do que um evento musical, um evento de entretenimento.
2º - Som do palco principal
Tirando algumas falhas, notórias em Black Eyed Peas e The Prodigy, o som e as luzes deste palco estiveram muito bem.
3º - Bengaleiro para capacetes
Excelente ideia. Podia era estar melhor sinalizada para não acontecer chegar-se à última barreira e mandarem-nos para trás para deixar o capacete, tendo depois de ir para o princípio da fila.
4º Caixotes do lixo
Em número mais que suficiente e a apostar na diferenciação da recolha para reciclagem, o que conjugado com um bom serviço de limpeza resultou num recinto de um modo geral limpo.
Podia ainda dar meia dúzia de sugestões de melhoria mas este post já vai muito longo e como disse, a consultoria festivaleira sénior paga-se bem. Fico-me então por aqui e para o ano há mais.

domingo, 12 de julho de 2009

Alive and rotting

O bom: perdi três quilos. O resto: cheiro mal de um modo geral; tenho o cérebro a fazer jogging dentro do crânio; do nariz e da boca são expelidas substâncias desconhecidas da ciência; a garganta dói-me e quase não tenho voz; o estômago virou-se do avesso mas sem ser pelos vincos; as tripas estão à moda do Porto 0 – Manchester 1; mais abaixo há quem reclame que quer tudo de pernas para o ar; não é o caso dos pés porque os comatosos não reclamam.
Ah! Se soubesse que era assim… repetia tudo outra vez!

Optimus Alive - Dia 3

Depois da maratona de ontem, o terceiro dia do Alive tinha de ser muito bem gerido para estar na minha melhor forma no sprint final. A prova começou com uns Los Campesinos! a confirmarem as minhas melhores expectativas, num concerto repleto de pontos altos. Há por exemplo uma altura em que o guitarrista dá uma grande golada numa lata de Super Bock para depois a utilizar para fazer um solo. Não sei se é claro para todos, mas todo aquele que faz um solo de guitarra com uma lata de Super Bock merece todo o meu respeito. Mais tarde o vocalista confessaria que a banda é fã do Benfica, deitando assim por terra a hipótese de haver mais alguma coisa entre nós que a minha admiração.



Seguiu-se uma curta audição de Madame Godard. A repetir no futuro.



Tempo ainda para ouvir alguns clássicos entoados pelo Chris Cornell como: Hunger Strike, Black Hole Sun e Spoonman.



O segundo nome que vinha marcado no horário era Linda Martini. Antes de mais, um reparo à organização. Quem mete Linda Martini no Palco Discos (nanopalco para os amigos) não sabe o que anda a fazer e o concerto que deram foi a melhor prova disso. Grande concerto da banda de Coimbra, que me vai fazer andar de olho no myspace deles, em busca de uma data compatível para os ir ver em nome próprio. Alguém disse Manique do Intendente, em Agosto?



Para repor energias, o belo do hamburger da Carnalentejana (o melhor dos festivais), deglutido ao som de Autokratz.



Depois houve que preparar a prova final e para tal havia que reservar um bom lugar. Para isso nada melhor do que assistir ao final do concerto de Black Eyed Peas.



E por fim o momento tão aguardado. A razão, acima de todas, que me fez comprar o bilhete para este festival. Depois de 18676 horas, 7 minutos e 32 segundos, o meu coração voltava a bater ao ritmo da bateria de Carter Beauford. Muitas vezes dei por mim a questionar-me se o concerto de há dois anos aconteceu mesmo, ou se tudo não passou de um sonho. Hoje tenho a certeza que foi um sonho… porque voltei a sonhar tudo outra vez!

sábado, 11 de julho de 2009

Optimus Alive - Dia 2

Autêntica maratona musical! 8 horas e 36 minutos a ouvir música, que é só a melhor marca do ano. No fim, não podia com um copo de cerveja pelo rabo mas isso são outros quinhentos.

Destaques da maratona

Eagles of Death Metal (só uma amostra)



Late of the Pier



Hadouken! (surpresa 1)



The Kooks



Blasted Mechanism



Coldfinger (surpresa 2)



Does it offend you, yeah?



Placebo (concerto da noite)



Fischerspooner



Prodigy (terraplenagem da noite)



The Ting Tings



PS - Post a editar quando houver vagar. E agora se me dão licença, tenho uma piscina e três miúdas em bikini à minha espera. OK, e um marmanjo que também não é má pessoa, vá!
[Edit: seis miúdas. Estava a esquecer-me das mães]

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Optimus Alive - Dia 1

Um dia musicalmente muito abaixo das expectativas. O som do palco Super Bock, aquele cujo cartaz mais me atraía, esteve simplesmente horrível. Mal empregues Silversun Pickups, Air Traffic e TV on the Radio! Quando chegou a vez de Klaxons, que também pretendia ver, nem arrisquei colocar em risco a boa impressão que tinha deles da actuação no SBSR de 2007 e zarpei para o palco principal. Felizmente, ontem, tive a companhia de vários amigos, alguns que já não via há muito tempo, o que compensou a má prestação musical deste festival. Isso e Metallica, claro!

Reportagem aqui.