sexta-feira, 26 de junho de 2009

Afinal nem tudo é mau

Pelos vistos, os senhores da FNAC também tiveram um flash conscienciazitiório e, com pena de mim, não incluíram o CD do Horowitz na promoção “50% Desconto”. Menos mal. Fico só com a sensação de azia normal por ter dado 18€ por um CD. Outra atitude nobre que os senhores tiveram, e que têm vindo a ter nos últimos anos (agora estou mesmo a falar a sério), é a edição da colectânea “Novos Talentos”, que junta num álbum duplo músicas de artistas ainda desconhecidos do grande público mas cujo trabalho tem qualidade reconhecida. Para além da louvável acção de divulgação, o “Novos Talentos” ainda tem a particularidade de apoiar a campanha contra a Info Exclusão nas Infotecas FNAC/AMI, para quem revertem na íntegra as receitas da venda. Custa 4€ e vale muito a pena.Uma pequena amostra.


My Falling House - At Freddys House

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Falava eu em ódio

Já expliquei as minhas razões sobre o ódio à FNAC, ali no testamen... perdão, post de baixo.
Tenho ou não tenho as minhas razões?
Claro que tenho. E o pior é que elas estão constantemente a aumentar.
A última.
Acabar de comprar os discos que mencionei atrás, "verde código verde", "aqui tem o seu cartão e o recibo", viro costas e (ta-da!!!!) cartaz gigante:

Horowitz a metade do preço a partir de amanhã.
E agora dizem vocês:
"Vá lá Crama, deixa-te desses pensamentos que isso com matracas e moto-serras é capaz de aleijar alguém! E depois qual é o drama? Saberes que afinal o burro não era mesmo o Scolari? Deixa lá que isso passa... só que muito devagar."

Enxoval

Não há volta a dar. Pensava que nutria pela FNAC uma espécie de ódio de estimação mas não, é só mesmo ódio. E isto porquê? Porque por um lado, detesto de um modo genérico multinacionais com tendências monopolistas, por outro, porque me fazem gastar um dinheirão do catano sempre que passo nas imediações de uma das suas lojas. Sim é verdade, coerência por estas bandas é algo tão provável como uma distribuição de preservativos no santuário de Fátima. Adiante. Hoje, quando dei por mim, já lá estava batido. Subsídio de férias na conta e o que é que um homem pensa? Bom, se é férias é para viajar e para nos fazer viajar nada melhor que um bom livro ou um bom disco. Deste pensamento até à loja da FNAC do Vasco da Gama são dois passos. Dois não, um, um e meio vá. Ora estou eu todo contentinho, de volta daqueles escaparates todos, a ver onde hei-de esturrar o dinheirinho que me saiu do lombo, já com dois CD a tiracolo, dá-se-me um flash conscienciazitório. (Ndr: escusam de ir procurar ao dicionário se conscienciazitório está bem escrito porque está e eu é que sei e não quero mais conversa) “Então Crama, tu não tens vergonha! Um pai de família, com uma filha por criar e a esturrar dinheiro em música dessa maneira!!!” E não é que o meu conscienciazitório tinha razão! Como é que eu podia agir de modo tão leviano!? Um pai com uma filha pequena tem que se preocupar com os gastos associados às suas necessidades básicas, à sua educação, ao seu crescimento enquanto pessoa e claro, tem que se preocupar com o seu enxoval. Vai daí, eu tenho que esturrar dinheiro em música sim, mas com critérios rigorosos. Eu tenho que comprar discos que sejam referências incontornáveis, que sejam marcos da civilização, discos que não sejam menos que património da humanidade. Discos que a Pirralha possa apresentar quando desembarcar em Marte: “Hi, my name is Domeupai, Pirralha Domeupai and i’m human. Back in Earth we humans did this.” (Ndr: como os filmes de ficção científica ensinam, todos os alienígenas incluindo os marcianos falam inglês) E ao terceiro CD metade do planeta já é dela, subjugados que estão todos os ditos alienígenas pela música made by terráqueos. Pois com esta nova orientação estratégica lá fui eu de novo à procura das tais referências incontornáveis.

Ora dizia eu, ali para cima, que ouvir música é viajar. Viajemos então até à cidade de Hamburgo e recuemos a 21 de Junho de 1987. Neste dia, Vladimir Horowitz, um dos grandes pianistas do século XX, dava o seu último recital público, constituído por peças de compositores que foram os seus preferidos nos últimos anos da sua carreira: Schubert, Schumann, Chopin, Liszt e Mozart (paixão mais recente). (Ndr: Lá porque estou a escrever aqui estas coisas culturais e assim, escusam de pensar que eu sou um gajo inteligente, intelectual e essas merdas, que não sou, estou só a traduzir o que vem no disco) Continuando, felizmente, como também diz no disco, estavam lá no recital uns microfones ligados a umas maquinetas da Deutsche Grammophon, que registaram tudo e que permitiram criar mais um artigo do enxoval da pirralha.
Fica um excerto em vídeo de uma das peças constantes do disco, não da actuação que mencionei, da qual não encontrei nenhum clip decente, mas sim de uma actuação em Viena, no mesmo ano.



A outra viagem tem um destino mais difuso, pois abarca um período considerável da carreira de um corredor de fundo da música contemporânea e dos seus companheiros de coboiadas. Tratam-se de 16 músicas, que percorrem 13 anos e 10 álbuns, condensadas num só disco, um best of. A ideia era comprar, se não todos os álbuns, pelo menos os indiscutíveis como Boatman’s Call ou Murder Ballads, o problema é que mesmo estes são muitos e isto também não é para matar. Falo, como já perceberam, de Nick Cave e são dele algumas das histórias que hei-de contar à pirralha, nos próximos tempos.


quarta-feira, 24 de junho de 2009

terça-feira, 23 de junho de 2009

"Take these three items, some WD-40, a vice grip, and a roll of duct tape. Any man worth his salt can fix almost any problem with this stuff alone. "


Hoje arranjei um gingarelho do tamanho de um prédio de 4 andares e nem precisei do alicate. Depois desta, acho que só me falta mesmo arranjar a porta por avariar.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

sábado, 20 de junho de 2009

Crama goes political

As chamadas partidas do destino são decididamente infinitas e pródigas na sua constante renovação. Sem mais demoras e direito ao assunto. Ontem, os Crama estiveram presentes num jantar-comício de apoio a uma candidatura que irá a votos nas próximas eleições autárquicas! É verdade! Podem subir o maxilar inferior! Logo eu, que “havendo governo, estou contra”! Logo eu, que considero o poder autárquico como um dos cancros da nossa (chamada) democracia e um dos grandes responsáveis pela merda de país que temos. Eu, que tenho a firme convicção de que existe corrupção, compadrios, gestão danosa ou outras trafulhices, em pelo menos 80% das câmaras municipais, incluindo a minha, e que estas se deixam invariavelmente vergar perante interesses de construtores ou outros poderes económicos. Eu que não consigo dar dois passos no meu burgo, ou em qualquer burgo, sem deixar de reparar logo numa série de coisas que as câmaras podiam fazer melhor, mais barato, ou melhor e mais barato. Mas a vida num meio pequeno tem destas coisas. O presidente é o fulano que toma pequeno-almoço na mesa ao lado da nossa, no café. O vereador é aquele bacano que de vez em quando encontramos em concertos e que até tem bons gostos musicais. O candidato da oposição é o pai da amiguinha do pirralho… E daí a “Cramas em jantares-comício” é um passo, de formiga. Mas como uma desgraça nunca vem só, e para compor melhor o surreal ramalhete, em que mesa é que julgam que o Crama se sentou, no tal jantar, depois de muito procurar por aquela que lhe pareceu como a de localização mais discreta? Claro, aquela ao lado da mesa dos candidatos e de outros personagens de renome da política local e regional. Aquela bem no enfiamento dos holofotes e objectivas! Não sei se dá para perceber a dinâmica: “Ora temos aqui em primeiro plano, o candidato e os restantes políticos, e ali em segundo plano, a família Crama a braços com os lombinhos de porco e o sortido de legumes.” Lindo! E por fim, a cereja no topo do bolo: quem é que vocês acham que foi cravado para dar uma entrevista para a comunicação social, ali, com microfone em riste e camera de televisão em plano americano? Quem respondeu “Tu, Crama”, é evidente que não conhece a minha melhor cara “Se-dás-mais-um-passo-na-minha-direcção-levas-com-a-taça-do-pudim”. Garanto, afugenta qualquer repórter metido à besta. Quem respondeu “A Mrs. Crama que até já tem experiência no ramo”, acertou. Já agora, numa de continuar com isto da interacção e como acredito que toda esta saga ainda tem margem para evoluir, estou a ponderar aceitar apostas para ver quem acerta em que telejornal é que vão passar as imagens do evento. Os vencedores habilitam-se a algo que pode ir da garrafa de licor de poejo, à caixa de cookies, tudo com proveniência Crama – Produtos Alimentares, SA.

Bem hajam!

Disse-o aqui, algures, que raramente via televisão. Tomei esta decisão na plena convicção de que seria a melhor para a minha saúde mental. Todavia, por uma pequena amostra do telejornal de ontem, concluo que há todo um mundo de acontecimentos que, por não ver televisão, me passam totalmente ao lado, contribuindo para o aumento da minha estupidificação, já de si elevada. Só um exemplo de algo que tive conhecimento ontem, por uma maravilhosa reportagem televisiva: Então não é que há gajos, que em pleno mês de Junho, vão para a praia!!! Sinceramente, ele há malucos para tudo! Sol do caraças, 38ºC e os tugas vai de costados na areia à beira-mar! Felizmente há a televisão para nos dar conta destes fenómenos em primeira-mão! Felizmente há directores de programação e informação que prescindem de chorudas receitas publicitárias para gastarem 10 minutos informando o país do que se passa nos nossos areais! Felizmente há repórteres que correm riscos elevadíssimos, que não viram as costas ao dever e que vão ao local fazer perguntas aos malucos! “Então como é que está a água?”. “Costuma vir para aqui todos os anos?”. Nem sei como é que aguentam tanta tensão, tanto esforço, tanto suor! Ou melhor, sei. É para que a toda a sociedade, todos os poderes instituídos, todos os centros de decisão saibam que há gente capaz de ir para a praia em pleno mês de Junho, quando estão 38ºC e faz sol. Bem hajam comunicação social!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

This is England


Realização: Shane Meadows
Elenco: Thomas Turgoose, Stephen Graham, Jo Hartley, Andrew Shim, Vicky McClure, Joseph Gilgun
Ano: 2006
Título em português: Isto é Inglaterra

A Tia Júlia e o Escrevedor, de Mario Vargas Llosa

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Sopa de corvina com hortelã da ribeira

- Chefe, a pescaria do fim-de-semana rendeu uma corvina com 13kg, dois sargos e uma safia. Também tenho aqui pão caseiro que trouxe do Alentejo. Não quer fazer qualquer coisita para a gente?
- Então não houvera de fazer!!! Traga lá o material que isto amanha-se para aqui qualquer coisa!

E amanhou-se…

Ingredientes (para 8 atletas de alta competição)

2 kg de corvina (a que se juntou os ditos sargos e safia)
2kg de tomate maduro
2kg de batata
5 cebolas médias
6 dentes de alho
50g de gengibre
½ pimento vermelho
3 malaguetas pequenas
1 ramo de hortelã da ribeira
1 ramo de poejos
2,5dl de azeite
Sal q.b
4l de água (aproximadamente)

Preparação

Corte as cebolas em semi-rodelas para uma panela grande, junte o azeite e leve a refogar. Quando a cebola estiver cozinhada junte o alho e o gengibre picados muito finamente. Deixe refogar mais dois minutos, juntando de seguida o tomate previamente pelado, as malaguetas, o pimento cortado em pedaços pequenos e as ervas (hortelã e poejos) picadas. Reserve uma pequena porção das ervas picadas para juntar no final. Tape e deixe cozinhar até desfazer os pedaços de tomate. Junte a água e deixe levantar fervura, após o que se junta as batatas cortadas em cubos. Passados cinco minutos junte o peixe. Quando o peixe estiver cozinhado, apague o lume e junte as ervas que se reservou. Deixe apurar pelo menos 10 minutos e sirva acompanhada do pão cortado em fatias.

Antes:

Depois:

terça-feira, 16 de junho de 2009

sábado, 13 de junho de 2009

Finalista

Há quase três anos, o pirralho ganhou uma segunda casa e com ela alguém que foi, neste período de tempo, o terceiro pilar da sua educação e formação como pessoa. Tudo começou com um dia terrível. Acho que era impossível ser de outra forma. Pela primeira vez, a minha filha iria ficar a cargo de uma pessoa que não pertencia nem à família, nem ao grupo dos amigos mais chegados. Alguém de quem não sabia praticamente nada. E quando se constata isso, e quando chega de facto aquele primeiro dia na escolinha, é inevitável a angustia. Será que vai ser bem tratada? Será que têm tempo e vagar para tanta criança? Será que o modelo de educação é compatível com o meu e o da mãe? Mil e uma perguntas que não paravam de cirandar na cabeça. Felizmente calhou-nos em sorte alguém que mete o E maiúsculo na palavra Educadora. Porque para se ser Educadora não basta ter o curso. Ser Educadora não é só uma profissão. É também uma vocação, requer compatibilidade genética. Falando por mim, eu que até me considero bastante polivalente, posso dizer que não houve uma única vez em que tivesse ido à escola do pirralho, nestes três anos, sem que saísse de lá a pensar que nunca, mas nunca mesmo, poderia ser Educador de Infância. Nem um dia aguentava. Mas a L. aguenta, a L. não é como eu nem como a maior parte dos mortais. A L. consegue estar com 20 crianças pequenas, 8 ou mais horas por dia, 5 dias por semana, ensinando, brincando, limpando, dando de comer, e fazendo com que tudo isto se assemelhe a uma profissão normal. Mas não é. É algo que ultrapassa conceitos materiais de profissão e valorização monetária. E é por isso que hoje, dia da festinha de finalistas da escola do pirralho, eu agradeço aqui à L. por ter ensinado o que era para ser ensinado, por ter brincado quando era para brincar, por ter apaparicado e protegido quando era preciso apaparicar e proteger, por ter ralhado e posto de castigo quando foi preciso ralhar e pôr de castigo, enfim por ter ajudado a educar a minha filha. Sei que existem escolas melhores, consigo conceber vários grupos de meninos que seriam melhores colegas, mas sei que não arranjaria uma melhor Educadora. À L., muito obrigado por tudo!

terça-feira, 9 de junho de 2009

Ginja #1

"Estou aqui no Fundão, queres que te leve ginjas?"
Começou assim a Ginja do Crama. Depois foi só lavá-las e juntar-lhes 1 litro de aguardente vinícola. Agora resta esperar...

Transplante cerebral

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mayra Andrade @ CAE Portalegre


Com amizade mesmo!
Gosto da Mayra Andrade daqui até Cabo Verde!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Marcha contra a fome

DIA 7 DE JUNHO, ÀS 10:00 HORAS

Às 10 horas de dia 7 de Junho, e no mesmo fuso horário em cerca de 100 países em todo o mundo, dezenas de milhares de pessoas juntam-se numa iniciativa comum, a Marcha Contra a Fome - Walk the World 2009.
Este é um projecto promovido pela TNT e pelo World Food Programme, das Nações Unidas, que tem como objectivo minimizar as carências alimentares e educacionais das crianças.

Para se juntarem a esta iniciativa os participantes contribuem com 5 Euros, que revertem integralmente para o World Food Programme, e marcham com uma t-shirt e um boné alusivos.

As inscrições poderão ser feitas nas delegações da TNT, no BES (locais a determinar) e nas lojas SPORTZONE no Almada Fórum, Armazéns do Chiado, CascaiShopping, Colombo, Oeiras Parque e Vasco da Gama na zona da grande Lisboa, e Arrábida Shopping, GaiaShopping, Ikea de Matosinhos, NorteShopping, Parque Nascente e Via Catarina na zona do grande Porto.

Mais informações em www.tnt.com, www.movingtheworld.org e www.wfp.org


Cavalgadura e maso

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Adivinha

Qual é a coisa qual é ela, que é uma cavalgadura e é conhecido por Crama?

Once upon a time there was a cavalgadura...

… que um dia recebeu uma chamada telefónica de uma amiga que lhe disse:
- Se eu arranjar bilhetes, queres vir aos AC/DC?
- Epá, acho que vou passar. Não era um concerto a que iria, se fosse a pagar, por isso dá-os antes a alguém que realmente seja fã. – respondeu-lhe a cavalgadura.
- A sério!? Olha que sei de fonte muito bem informada que vai ser qualquer coisa de memorável! – tentou convence-la a amiga da cavalgadura.
- Eu sei que sim, e até gosto de AC/DC, ouvia-os muito nos meus tempos de juventude, mas mesmo assim...
E assim foi. A amiga arranjou os bilhetes, a cavalgadura não foi ao concerto dos AC/DC e viveu atormentado para sempre.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Hoje não há post

Se eu fosse um gajo que gostasse de armar ao pingarelho, hoje punha aqui mais um post dedicado ao tema “petisco-em-contexto-laboral”. E para ser mesmo, mesmo mete-nojo, não faltariam umas fotos dos pratos de caracóis servidos, dignos de várias estrelas Michelin, que inundaram todo o edifício de aromas de temperos e especiarias variados. Nem tão pouco das travessas de gambas à guillo, com aquela molhanga espessa, picante e apetitosíssima, que quase levaram às lágrimas os meus colegas. Já para não falar das cervejolas estupidamente geladas que acompanharam os pitéus, nem da dupla Bushmills/Bowmore que rematou com chave de ouro um repasto digno de uma cimeira do G7. Era isso que eu faria, mas como hoje estou com a modéstia à flor da pele, ficamos assim.

terça-feira, 2 de junho de 2009

(Happily) Laughing With (Regina)

A menina que se pode gabar de me ter levado a fazer 3600km para a ver tem um novo álbum que será comercializado a partir de 23 deste mês. Chama-se Far e enquanto não lhe posso deitar a mão sacio-me com isto...



segunda-feira, 1 de junho de 2009

Geriátricos do catano!


Realmente a idade não perdoa!
Nem os que agora dão os primeiros passos se aproveitam!
É só arrastadeiras!!!

E amanhã (ainda) há mais

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Unleash hell

A Feira de Maio começou oficialmente ontem e só pela noite de arranque já ficou claro que vai ser um fim-de-semana complicadíssimo. Hoje, é a noite da sardinha assada, com a dita à descrição, juntamente com pão e vinho. Há por aqui umas fotos para pôr mas agora não tenho vagar. E com o vosso perdão, se me dão licença, vou ali travar uma batalha dificílima. Vou ver se consigo ir até ao fim da rua e regressar, visitando meia dúzia de tertúlias, sem fazer as figuras do Dias da Cunha (o que era mau) e sem dançar flamenco (que era ainda pior). As probabilidades são as mesmas de o Ronaldo fazer um hat-trick pela selecção mas não se pode desanimar. Tenho de acreditar na vitória… ou não.

Bailaora - O Filme

Ana Moura @ Azambuja

Tudo isto é fado.
E do bom!



Clic

Bailaora

terça-feira, 26 de maio de 2009

Mayra Andrade



Mayra Andrade regressa ao nosso país para apresentar o seu novo disco “Storia, Storia”, numa digressão que irá percorrer as seguintes cidades:

04.06 Porto - Coliseu
06.06 Portalegre - Centro de Artes
07.06 Lisboa - Centro Cultural Belém
09.06 Aveiro - Centro Cultural e de Congressos
10.06 Coimbra - Teatro Académico Gil Vicente
12.06 Caldas da Raínha - Centro Cultural e de Congressos
13.06 Faro - Teatro das Figuras

Eu, por mim, gosto muito de Portalegre.
Da Mayra Andrade então, nem se fala!

A misteriosa produção de estrelas


A teoria não se confirmou. Continuo a perceber o mesmo de violinos que a Manuela Moura Guedes de jornalismo. Aliás, acho que mesmo assim percebo um pouco mais de violinos. De qualquer maneira, a não confirmação desta minha teoria cria automaticamente um nova. Se o talento de Andrew Bird, sendo crescente (facto facilmente constatável na sua discografia), não vai sendo irradiado por este, e portanto diminuindo ou mantendo níveis estáveis na sua pessoa, então esse talento irá se acumular, acumular, acumular, até ele se transformar inevitavelmente numa supernova. Prevejo inclusive que será uma supernova do calibre de um Buckley, de um Byrne ou até mesmo de um Dylan. Digo-vos eu! E olhem que eu percebo mais destas merdas de astrofísica do que a Manuela Moura Guedes percebe de fazer más entrevistas!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Andrew Bird @ Cinema São Jorge

O concerto de ontem serviu para confirmar uma teoria e desenvolver outra. A teoria confirmada, aliás confirmada pela enésima vez, é que para ir para a zona da Baixa/Marquês de Pombal, não há nada que chegue aos transportes públicos. No meu caso, a conjugação comboio/metro é de tal forma eficaz, que se a tivesse utilizado, como chegou a ser ponderado, no último concerto do Antony, nenhuma daquelas más recordações existiriam. No caso de ontem demorei sensivelmente o mesmo tempo de uma deslocação de popó, tanto na ida como no regresso, gastei uma fracção do dinheiro (não há cá pão prás Brisas, nem prás Galps, nem prás Emparques, nem pra malucos), fui a ler o calhamaço, vim a ouvir o Andrew, deu tempo para a bela da jola na varanda do São Jorge… enfim, só vantagens.
A segunda teoria é de que eu, em princípio, devo saber tocar umas coisas de violino. Como podem ver esta segunda teoria é um pouco mais rebuscada, tendo-me ocupado inclusive boa parte do dia, na sua demonstração. Passando à explicação: “ocupou-me grande parte do dia” porque andei a pesquisar lojas de instrumentos musicais, onde pudesse experimentar um violino; “devo saber tocar umas coisas de violino” porque… bem, é melhor fundamentar primeiro. Se uma pessoa se aproximar muito do fogo… queima-se. Se andar-mos à chuva… molhamo-nos. Se um branquela como eu se expuser ao sol… bronzeia-se. Deu para perceber o padrão? Ora bem, a teoria é a seguinte: a concentração de talentos no Andrew Bird é de tal forma colossal, que o seu corpo deve ter assim uma espécie de capacidade radioactiva emanadora desse mesmo talento. É impossível conjugar naquele lingrinhas os dotes de composição, a voz, o assobio, o domínio do violino, da guitarra… o diabo a sete, sem que aquilo respingue deixando um rasto à sua passagem. Vai daí, estou convicto que a exposição a que fui sujeito ontem deve, aliás só pode, ter produzido algum efeito em mim e possivelmente em todas as pessoas que estiveram no São Jorge. Ora como compor não é, já experimentei e não foi bonito, a voz continua deprimente, o assobio ridículo, a guitarra que tenho ali já me fez saber que também não é por aí, então… só pode ser o violino! Percebem agora porque tenho de experimentar um violino? Tenho de comprovar a teoria antes que o “bronzeado” desapareça.

Ah! Se quiserem saber como foi o concerto leiam aqui que foi mais ou menos isto. Uns videozitos ranhosos ainda se podem arranjar.






[Edit] Setlist: Intro (Swirly, Etho, The Waterjet Cilce); Sovay; A Nervous Tic Motion of the Head to the Left; Why?; Natural Disaster; Oh No; Effigy; SweetMatter (Sweetbreads/Dark Matter); Fitz & the Dizzyspells; Skin Is, My; Masterfade, Tenuousness, Anonanimal. Encore 1: Happy Day; Sectionate City. Encore 2: Tables and Chairs

Pássaro

- Olá pai, como é que foi o concerto ontem?
- Foi muito bom. Sabes, umas filas à minha frente estava uma menina pouco mais velha do que tu.
- Estás a ver! A próxima vez que o André Pássaro cá vier, eu também quero ir!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Depois de os ter visto a andar de bicicleta

Gonçalo Pereira, editor executivo do 24 Horas, escreve hoje no jornal Global:

“UM POVO QUE NÃO VAI COM OS PORCOS

A gripe suína, rebaptizada como gripe A para não ofender os humanos que se travaram de razões com ela, é um tema enfadonho. Nem é uma doença, é uma expectativa. Esperamos que ela apareça; de vez em quando temos um ameaço e depois... népias. Devemos ter uns anticorpos fantásticos. Aliás, sendo a gripe suína, deveriam ser
chamados antiporcos...
Mas se o vírus chegar, vai ser uma catástrofe. Alguém imagina portugueses de máscara na rua? Esta semana, uma idosa sob observação fartou-se e foi-se embora do hospital, prometendo não voltar.
O melhor é arranjarem outros métodos de despistagem: quando alguém for candidato à doença ponham um trilho de bolotas desde casa até ao hospital. Se o suspeito lá aparecer, nem mandam análises ao Instituto Ricardo Jorge.”

Nesta crónica detecto (pelo menos) dois erros que me merecem reparo. Em primeiro lugar, o último parágrafo, que devia ser: “O melhor é arranjarem outros métodos de despistagem: quando alguém for candidato à doença ponham um trilho de bolotas desde casa até ao hospital. Se o suspeito lá parecer, mandem-no para a redacção do 24 Horas. As análises são desnecessárias.” O segundo erro encontra-se no título, o qual se percebe facilmente que está incompleto. Correctamente será: “UM POVO QUE NÃO VAI COM OS PORCOS MAS QUE LHES COMPRA JORNAIS”

quinta-feira, 21 de maio de 2009

É uma questão de seguir as pisadas...

- Olá filha, que tal o teu dia?
- Foi bom, e o teu?
- Também.
- Ontem vieste tarde. O que é que foi o petisco?
- Ontem foi açorda!
- E no outro dia?
- No outro dia foi rojões!
- Quando for grande quero ter um emprego assim!

E aos morangos juntam-se as...


... framboesas!

terça-feira, 19 de maio de 2009

20 anos* sobre (duas) rodas



* - Para comemorar os meus 20 anos de motociclista foi reeditado o mítico álbum Ten, um dos meus preferidos de todos os tempos. Há quem diga que teve a ver com os 20 anos dos Pearl Jam mas isso é puro mito urbano.

domingo, 17 de maio de 2009

Quer dizer que é de hoje a 7 dias...

... então é melhor treinar.

Este é para ver e ouvir...


Andrew Bird no Cinema São Jorge.
24.05.2009 - 21:30.
Repitam, todos comigo: 21:30.
Outra vez: 21:30.
Boa! Agora com data: 24.05.2009 - 21:30.
OK, acho que está.
Bem hajam!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Antony and the Johnsons @ Coliseu dos Recreios

Do concerto de Antony and the Johnsons, ontem, no Coliseu, vou ter boas e más recordações. Comecemos pelas más. Mais uma vez não dominei o binómio data/hora de início de um concerto e se desta vez acertei na data, já o mesmo não se passou para a hora de início. Na demência que me é natural, pensava que era às 22:00 quando na verdade era às 21:30 pelo que, atente-se nisto: (rufar de tambores) Cheguei atrasado (ta-da!). Pois é! Desde ontem que se pode juntar na mesma frase “Crama” e “atrasado”. Quem diria! Logo eu que defendo a pena de morte para atrasos superiores a 10 minutos! É claro que não cheguei a este extremo criminoso, atrasei-me apenas 5 minutos, no entanto, foram os suficientes para me mandarem sentar num local que… como é que eu hei-de descrever… estão a ver Bardalhais-de-Baixo!? Era para lá de Bardalhais mas na direcção oposta à do palco. Deixem-me dar-vos uma perspectiva, era algo assim como estar no cimo do Cristo-Rei para ver Lisboa mas virado para o Barreiro. Digo-vos: ver Lisboa a partir do Cristo-Rei, quando se está virado para o Barreiro é péssimo, pior só mesmo ver o Barreiro quando se está virado para o Barreiro. Adiante. Estamos então num ponto em que temos “Crama atrasaso” + “Crama sentado quase de costas para o palco e a ver apenas uma nesguinha deste”. Acham que chega de desgraças? Claro que não! Pois nessa tal nesguinha por onde eu via meio metro de palco, há um panasca que, a uns 10 metros de mim, decide ver o concerto de pé, tapando-me totalmente a visibilidade, ou seja, numa sala onde estão 3000 pessoas sentadas, onde todos os músicos tocam sentados, onde o artista canta e toca sentado (Antony: se o artigo masculino for pejorativo diz-me que eu edito o texto), resumindo, num concerto que devia ser todo ele uma ode à nobre posição de estar sentado, há um panasca que decide ver o concerto de pé. E onde? Mesmo á frente dos meus 50cm de palco. E mais! Vê o concerto de pé e, pasme-se, bamboleia-se!!! Sim, isso mesmo, bam-bo-lei-a--se. Ali está o Antony a cantar todas as agruras deste mundo e o panisgas abana-se como se estivesse a assistir a um tributo da Deborah Kristal à Cármen Miranda. Perante este cenário verdadeiramente hecatombico, o que fazer? Claro, fechar os olhos e ouvir. E é aqui que as boas recordações começam. Começam na qualidade do som, passam pela competência dos Johnsons e acabam, em grande, na voz do Antony. Uma voz que vai do murmúrio ao brado com um controlo irrepreensível, com um timbre único e que se passeou ontem sobretudo por temas do "Crying Light" e do "I Am A Bird Now", numa set-list que só não me deixou plenamente satisfeito, porque não foi repetida três vezes. Para além da música ainda deu para desfrutar de conversas que foram de Sintra a Obama, da subida do nível do mar a Jesus Cristina no Afeganistão, da bruxa criada no seio da família católica ao divino feminino. Como disse lá em cima, deste concerto vão ficar boas e más recordações. Das más já falei, as boas vão ser: "Where Is My Power?", "Her Eyes Are Underneath the Ground", "Epilepsy Is Dancing", "One Dove", "For Today I Am a Boy", "Kiss My Name", "Everglade", "Another World", "Shake That Devil", "The Crying Light", "I Fell in Love With a Dead Boy", "Fistful of Love", "You Are My Sister", "Hope Mountain", "Twilight", "Aeon", "Cripple and the Starfish", "Hope There's Someone" e todos os sons que escutei pelo meio.

E já agora um clipezinho para VER o Antony.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Fazendo por justificar o cargo

Trabalhos da quarentena em prol do colectivo laboral:

Frigideira Lili Caneças. Uns toques de rebarbadora, um polimento a escova de arame e eis uma frigideira salva da reforma e pronta para uma segunda vida de refogados e estufados. Parece que a estou a ouvir: "Enche-me de rojões".
Nota: Miúdos, não tentem isto em casa. O pó de teflon é tramado e as rebarbadoras tem uma apetência natural para jogar muito bem ao "Vamos cortar uns dedinhos". OK?

Uma placa vitrocerâmica também a caminho da reforma, devidamente reparada e transformada em fogão de campanha. Quer dizer campanha, campanha não é bem o termo, que a bicha deve pesar para aí uns 10kg, mas trabalha que é um reloginho. Digo eu que sou director destas coisas.


Director

- E então, fizeram muitos lanches na minha ausência?
- Não, nem um.
- Nem uma patuscada! Mas porquê?
- Então como! Não estava cá o Director dos Petiscos!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Dúvida a colocar amanhã

Será que se eu for lanchar à Mexicana me põem mais 7 dias de quarentena?

Aproveitando novas oportunidades de negócio


Vende-se serradura caseira.

Na compra de um saco de 5kg oferta de uma rinite alérgica.

Passar o tempo

Aquário antes da manutenção...

... e depois

Reparando um furo

Fazendo uma moldura para um quadro


Fazendo um móvel.
Primeiro o esboço...


... depois o desenho...

... e por fim passando à prática.

domingo, 10 de maio de 2009

Sopa de feijão com espinafres e poejos

Henry Ford, no início do século passado, inquirido sobre a (única) cor dos seus Model T, respondia dizendo: "The customer can have any color he wants so long as it's black." Eu aplico uma variante desta filosofia às sopas: “Pode ser qualquer uma, desde que tenha feijão.” Não é que não goste de outro tipo de sopas mas é sempre isto que me sai quando me perguntam: “Que sopa queres que faça?” A Mrs. Crama tantas vezes ouviu isto, nos últimos 14 anos, que há muito passou a questão a: “Queres sopa de feijão com mogango, com alabaças, com espinafres…?” Hoje fica aqui a receita passo-a-passo desta última (feijão com espinafres e poejos), made by Mrs. Crama, que é uma sopa muito simples de fazer, mas que me regala muito.

Ingredientes:

2 dentes de alho picados
1dl de azeite
1 molho de poejos
1 molho de espinafres
1kg de feijão manteiga
1 cebola
Sal q.b.

Preparação

De véspera, lave o feijão, deixe de molho (12 horas no mínimo) e coza-o com a cebola e um pouco de sal, aproveitando a água da demolha para a cozedura.

Leve o azeite ao lume com o alho picado e deixe refogar ligeiramente. Junte o molho de poejos inteiro (ao servir é mais fácil separar).


Junte os espinafres e envolva.


Junte a água da cozedura do feijão, mais alguma que se côa através do feijão cozido.


Deixe ferver até os espinafres estarem cozidos. Junte de seguida o feijão cozido, deixe levantar novamente fervura e apague.


quinta-feira, 7 de maio de 2009

Acabou-se o rum


Na verdade não se acabou o rum. Acabou-se sim o rum branco (sem envelhecimento em madeira) que, para mim, faz o melhor mojito. De qualquer forma, como o Caribe já lá vai (facto comprovado pela minha pele que retoma, a pouco e pouco, a sua natural palidez britânica) viro-me agora para uma bebida mais europeia mas que rima como poucas com dias quentes e noites mornas. Não tenho uma receita exacta, é uma questão de mão e de disposição. Umas pedras de gelo, algumas gotas de sumo de limão, uma rodela do mesmo para decorar, uma dose de gin e água tónica. Eis o do gin do Peter. Crama neste caso, que não fica nada a dever ao outro.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Cookies de chocolate


Pois então, sai uma receita de Cramie’s, que é como quem diz de cookies do Crama. Por agora deixo só a receita clássica com pepitas de chocolate. Experimentei também umas de chocolate e banana mas esta fica para a próxima.

Ingredientes

225g de manteiga
100g de açúcar branco
220g de açúcar amarelo
2 colheres de café de extracto de baunilha
2 colheres de vinho da Madeira
2 ovos
310g farinha
1 colher de café de fermento em pó
200g de chocolate em pedaços pequenos
100g de noz em pedaços

Preparação

Numa taça grande, bater a manteiga e o açúcar (branco e amarelo) até ficar um creme uniforme. Adicionar um ovo de cada vez, a baunilha e o vinho da Madeira. Juntar a farinha misturada com o fermento. Por fim, juntar os pedaços de chocolate e noz. Deixe arrefecer no frigorífico durante duas horas. Após o período de repouso, aquecer o forno a 200ºC. Deitar bolinhas de massa num tabuleiro coberto de papel vegetal. Cozinhar durante 8 a 10 minutos. Retirar os cookies ainda no papel vegetal e deixar arrefecer.

PS - A receita base é com 300g de chocolate e sem noz mas eu gostei mais desta versão. Hoje, por acaso, troquei a noz por passas. Também ficaram boas. É uma questão de albardar o burro à vontade do dono.
Vá, experimentem lá que a gente depois trata dos royalties.

Dia 1

Passei a manhã a fazer tuning a uma frigideira. Coisa de mestre, com rebarbadora e tudo. Ficou impec! Ainda está por testar mas penso que vai dos 0 aos 100 joaquinzinhos em menos de 10 segundos. Da parte da tarde estive a fazer cookies de chocolate que é por causa da dieta. Agora estou aqui indeciso se faço um post com a receita das bolachas, ou se explico como é que se kita uma frigideira. Enquanto decido vou ali tratar de um hematoma que me apareceu na mão direita, que é um cheiro a hortelã e rum que não se aguenta. Parece que o sacana do vírus ficou mal curado.