quarta-feira, 15 de julho de 2009

Pink Moon, de Nick Drake


Não é propriamente o primeiro. É o primeiro desta nova era. Difere da anterior por os discos serem comprados com dinheiro que me sai do lombo. Garanto, para um "Natural Born Pirata" é toda uma nova perspectiva. 20€ e 30€ por disco! Upa upa, puxadote! Adiante.

Se a decisão de escolher o LP que iria estrear o gira-bolachas não foi imediata, menos ainda foi a escolha daquele que seria a minha primeira compra, nesta nova era do vinil. Depois de ter reunido vários candidatos, decidi começar pelo princípio, e no meu caso princípio remonta ao ano da graça de 1972. Acabei assim por escolher um álbum do meu ano, um álbum com a minha idade: Pink Moon, de Nick Drake, edição especial de 180g. Não me vou alongar sobre Nick Drake, nem sobre este seu último álbum de estúdio (editado em vida). Deixo antes vários links como sugestão de leitura.

nickdrake.net
Nick Drake na Wikipedia (inglês)
Nick Drake na Wikipedia (português)
Nick Drake no MySpace


Nick Drake – Pink Moon (1972)

Lado A

Pink Moon
Place to Be
Road
Which Will
Horn
Things Behind the Sun

Lado B

Know
Parasite
Free Ride
Harvest Breed
From the Morning

E como aperitivo…


PM - ND

Amanhã vou acordar assim...

... de férias!!!

PS 1 - Quem fizer comentários jocosos sobre a quantidade das minhas férias (ex: "ah! estás sempre de férias e tal...") é uma das pessoas menos sexys do planeta!

PS 2 - Só para reforçar: quem fizer comentários jocosos sobre a quantidade das minhas férias merece um frúnculo no cóccix! (Acho que assim está melhor)

terça-feira, 14 de julho de 2009

Adivinha

Qual é coisa, qual é ela, que tem a chave na ignição e o dono a mais de 1km a desbundar num festival?

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Optimus Alive [Fotos + Balanço]



É um facto incontornável, em três anos, o Alive tornou-se o grande festival citadino nacional. Depois do ano de arranque em que teve de ombrear (e no meu entender, sair vencido) com o melhor SBSR de sempre, nos últimos dois anos a concorrência foi simplesmente arrasada, tendo de sofrer downgrades para não sucumbir, deixando o Alive assumir o papel de grande festival de Lisboa. Apesar disto, não é o festival perfeito e, na minha opinião, há alguma (para não dizer muita) coisa a melhorar. Por isso, Sr. Covões saque lá do bloco de notas e comece a escrever, que consultoria festivaleira sénior é algo que se paga a peso de ouro, mas como eu hoje estou uns mãos largas…
1º - Acessibilidades
A parceria com a CP e a proximidade da Estação de Algés (comboios, táxis e autocarros) são mais valias fundamentais e praticamente resolvem a questão para os que vão de transportes públicos. Já para quem vai de carro, o cenário é o oposto. O Alive é o pior festival para se ir de carro, sendo que esta opção acaba sempre por se traduzir em voltas e voltas para estacionar, na maior parte dos casos em transgressão e bem longe da entrada. Penso que deveria ser articulado com as entidades responsáveis (APL, Câmara, etc.) uma solução (mesmo que paga) para o estacionamento automóvel. Por exemplo, poderiam ser aproveitadas zonas de estacionamento em Belém, Algés ou Estádio Nacional e criados shutles de ligação ao festival.
2º - Acesso
Outra que não há volta a dar. O Alive é o pior festival para se entrar e é-o por larga margem. Um festivaleiro demora mais tempo a entrar no Alive que um paquistanês num voo para Nova Iorque. Será que é pela segurança? Não, não é. Se quiser entrar com um faqueiro de cozinha ou com um tapperware de haxixe entrará sem problemas. O objectivo parece ser mesmo levar as pessoas a perder tempo. Aquelas passagens de meio metro, controladas por um ou dois seguranças, por onde punham milhares de pessoas a passar eram autênticas aberrações no que se refere à logística de acesso. Relativamente a esta questão, acho que nem é preciso dizer como se deve fazer. A concorrência está muito melhor neste aspecto, é só uma questão de ir ver como se faz e fazer igual.
3º - Recinto
O recinto é plano e está numa zona ventosa. Quanto a isto nada a fazer. Já a área em terra batida devia ser objecto de mais atenção, pois quando se levanta vento é penoso circular e, principalmente, estar na zona dos comes-e-bebes. Penso que se poderia melhorar este problema espalhando gravilha, ou outro material, ou em último recurso com aspersão periódica de água.
4º - Palco Super Bock
Curto e grosso: o som deste palco é uma caquinha. Tratem disso!
5º - WC
No caso dos homens, os urinóis estavam muito afastados do palco principal tornando em certos casos inevitável a “mijadinha fora do penico”.
6º - Excesso de oferta musical
Esta admito que é um pouco paradoxa e tem a ver mais com uma opinião pessoal, mas se dois palcos já representam música a mais, três palcos então é um verdadeiro atentado. Poluições sonoras à parte (que eu já dou de barato), penso que hoje em dia, com a oferta musical em rádio, televisão e principalmente internet, o ouvinte de música, tirando a franja do metal, tem um leque de abrangência muito grande, sendo normal gostar-se de vários estilos de música (pop, rock, electrónica e suas subvariantes). Deste modo, a divisão entre dois palcos de bandas de renome, mesmo que de estilos diferentes, acaba por se traduzir na velha máxima “ter mais olhos que barriga”, neste caso “mais olhos que ouvidos”. Para mim, foi especialmente penoso estar a ouvir Placebo e saber que estava a perder um concerto de Fischerspooner, ou então, estar a ouvir The Kooks sabendo que estava a perder Hadouken!, idem para Metallica / Cristal Castles. Aqui talvez me possam dizer: “Deixa-te disso que isto é assim em todo lado!”. Talvez, mas mais uma vez tenho de mencionar o SBSR 2007 (perfeito em termos musicais) ou então o formato soundclash utilizado pela Vodafone no seu evento musical, que quanto a mim aproveitam melhor a potencialidade das bandas participantes. Para aqueles que eventualmente não gostam de uma ou outra banda desta “oferta única”, há toda a oferta não-musical proporcionada pelo festival e é mesmo por aqui que vou começar a referir os pontos positivos do Alive.
1º - Oferta não-musical
Muito bom. Pode melhorar mas já é sem dúvida muito positiva. Desde os comes-e-bebes com zona de bancos e mesas, às lojinhas de discos, roupa e merchandising, passando pelas actividades dos patrocinadores, às exposições, à fanzone, o Alive pode gabar-se de ser, mais do que um evento musical, um evento de entretenimento.
2º - Som do palco principal
Tirando algumas falhas, notórias em Black Eyed Peas e The Prodigy, o som e as luzes deste palco estiveram muito bem.
3º - Bengaleiro para capacetes
Excelente ideia. Podia era estar melhor sinalizada para não acontecer chegar-se à última barreira e mandarem-nos para trás para deixar o capacete, tendo depois de ir para o princípio da fila.
4º Caixotes do lixo
Em número mais que suficiente e a apostar na diferenciação da recolha para reciclagem, o que conjugado com um bom serviço de limpeza resultou num recinto de um modo geral limpo.
Podia ainda dar meia dúzia de sugestões de melhoria mas este post já vai muito longo e como disse, a consultoria festivaleira sénior paga-se bem. Fico-me então por aqui e para o ano há mais.

domingo, 12 de julho de 2009

Alive and rotting

O bom: perdi três quilos. O resto: cheiro mal de um modo geral; tenho o cérebro a fazer jogging dentro do crânio; do nariz e da boca são expelidas substâncias desconhecidas da ciência; a garganta dói-me e quase não tenho voz; o estômago virou-se do avesso mas sem ser pelos vincos; as tripas estão à moda do Porto 0 – Manchester 1; mais abaixo há quem reclame que quer tudo de pernas para o ar; não é o caso dos pés porque os comatosos não reclamam.
Ah! Se soubesse que era assim… repetia tudo outra vez!

Optimus Alive - Dia 3

Depois da maratona de ontem, o terceiro dia do Alive tinha de ser muito bem gerido para estar na minha melhor forma no sprint final. A prova começou com uns Los Campesinos! a confirmarem as minhas melhores expectativas, num concerto repleto de pontos altos. Há por exemplo uma altura em que o guitarrista dá uma grande golada numa lata de Super Bock para depois a utilizar para fazer um solo. Não sei se é claro para todos, mas todo aquele que faz um solo de guitarra com uma lata de Super Bock merece todo o meu respeito. Mais tarde o vocalista confessaria que a banda é fã do Benfica, deitando assim por terra a hipótese de haver mais alguma coisa entre nós que a minha admiração.



Seguiu-se uma curta audição de Madame Godard. A repetir no futuro.



Tempo ainda para ouvir alguns clássicos entoados pelo Chris Cornell como: Hunger Strike, Black Hole Sun e Spoonman.



O segundo nome que vinha marcado no horário era Linda Martini. Antes de mais, um reparo à organização. Quem mete Linda Martini no Palco Discos (nanopalco para os amigos) não sabe o que anda a fazer e o concerto que deram foi a melhor prova disso. Grande concerto da banda de Coimbra, que me vai fazer andar de olho no myspace deles, em busca de uma data compatível para os ir ver em nome próprio. Alguém disse Manique do Intendente, em Agosto?



Para repor energias, o belo do hamburger da Carnalentejana (o melhor dos festivais), deglutido ao som de Autokratz.



Depois houve que preparar a prova final e para tal havia que reservar um bom lugar. Para isso nada melhor do que assistir ao final do concerto de Black Eyed Peas.



E por fim o momento tão aguardado. A razão, acima de todas, que me fez comprar o bilhete para este festival. Depois de 18676 horas, 7 minutos e 32 segundos, o meu coração voltava a bater ao ritmo da bateria de Carter Beauford. Muitas vezes dei por mim a questionar-me se o concerto de há dois anos aconteceu mesmo, ou se tudo não passou de um sonho. Hoje tenho a certeza que foi um sonho… porque voltei a sonhar tudo outra vez!

sábado, 11 de julho de 2009

Optimus Alive - Dia 2

Autêntica maratona musical! 8 horas e 36 minutos a ouvir música, que é só a melhor marca do ano. No fim, não podia com um copo de cerveja pelo rabo mas isso são outros quinhentos.

Destaques da maratona

Eagles of Death Metal (só uma amostra)



Late of the Pier



Hadouken! (surpresa 1)



The Kooks



Blasted Mechanism



Coldfinger (surpresa 2)



Does it offend you, yeah?



Placebo (concerto da noite)



Fischerspooner



Prodigy (terraplenagem da noite)



The Ting Tings



PS - Post a editar quando houver vagar. E agora se me dão licença, tenho uma piscina e três miúdas em bikini à minha espera. OK, e um marmanjo que também não é má pessoa, vá!
[Edit: seis miúdas. Estava a esquecer-me das mães]

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Optimus Alive - Dia 1

Um dia musicalmente muito abaixo das expectativas. O som do palco Super Bock, aquele cujo cartaz mais me atraía, esteve simplesmente horrível. Mal empregues Silversun Pickups, Air Traffic e TV on the Radio! Quando chegou a vez de Klaxons, que também pretendia ver, nem arrisquei colocar em risco a boa impressão que tinha deles da actuação no SBSR de 2007 e zarpei para o palco principal. Felizmente, ontem, tive a companhia de vários amigos, alguns que já não via há muito tempo, o que compensou a má prestação musical deste festival. Isso e Metallica, claro!

Reportagem aqui.

Ode à Catchamela

Catchamela*

É um termo que apenas umas 30 pessoas (se tanto), de proveniência bem definida, conhecem e sabem o significado… até agora! Os gramáticos de serviço dirão que se trata de gíria, eu gosto de pensar nela como um nanoregionalismo. É uma palavra que se pode considerar nova, recente. Tem cerca de 17 anos. Foi inventada por um amigo, para descrever o comportamento de outro amigo comum. Na sua origem está um prazer incompreendido. Refiro-me concretamente ao prazer de andar de mota. Aos 16 anos, a liberdade proporcionada por uma mota era (e ainda é) algo de incrível. De repente, a cidade ficava do tamanho de uma aldeia. As praias, os cinemas, as discotecas, tudo era “logo ali”. E os amigos faziam-se cada vez mais longe. Nessa vertigem de prazer, arrancar com a mota ruas e estradas fora era absolutamente irresistível, mesmo que não houvesse uma razão a justificar os quilómetros percorridos. O termo catchamela nasce assim para descrever um passeio de mota sem nenhum objectivo, que não o próprio prazer de andar de mota. É, como cantava o Luís Represas, na 125 Azul, o “partir sem destino nenhum”.
Para simplificar a vida aos senhores que hão-de fazer os dicionários da Língua Portuguesa, daqui a uns anos, deixo já a entrada:

Catchamela – s. f. o acto de passear, de percorrer ou fazer percorrer uma certa extensão de caminho por prazer;
dar uma catchamela – dar um passeio
andar às catchamelas – andar às voltas
és um catchamelas - és errante, aéreo (com a cabeça no ar)

* - Respondendo à Io, a quem agradeço desde já a visita e o comentário que muito me honram.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Mas com corpinho de 36!

- Então,sempre vais ao Alive?
- Sim, comprei hoje o bilhete.
- Os três dias?
- Sim.
- Não tens vergonha!? Pareces um puto de 18 anos!
- Obrigado, tu também não estás nada mal!
- E sempre levas mota?
- Levo a mota para Lisboa mas o meu pai vai-me lá pôr.
- Correcção: pareces um puto de 15 anos!

Apelo

Por favor, matem o Michael Jackson!!!

Gunzoners - 6º Aniversário


Uma coisa garanto: a cerveja será muito mais barata que no Delta Tejo.
Apareçam!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Sopa de cação

Afinal tudo se resolveu com uma ida ao Continente da Amadora, onde se encontrava todo o cação disponível para a zona de Lisboa, ao módico preço de 14,79€/kg. É caso para dizer: nunca se encontra uma Alta Autoridade para a Concorrência quando é preciso uma! Desdramatizado o drama, caçãozinho do melhor no saco e siga para Sopa de Cação, naquele que foi mais um jantar ajantarado em contexto laboral, desta vez com a participação de altas patentes que se juntaram às patentes habitues.

Ingredientes (para 7 atletas)

2kg de cação cortado às postas
1 molho grande de coentros
1 cabeça de alho
1 folha de louro
1 malagueta pequena
1 limão
1dl de azeite
1dl de vinagre de vinho
100g de farinha de trigo
1kg de pão alentejano cortado em fatias finas
Sal, pimenta e água q.b.

Preparação

Tempere o cação com sal e pimenta e regue com sumo de limão. Pique os alhos muito bem picadinhos, deite numa panela grande, regue com o azeite e refogue em lume brando. Quando os alhos estiverem meio cozinhados, junte os coentros e a malagueta também muito bem picados assim como a folha de louro. Passado uns minutos – com o cuidado de não deixar queimar nem os alhos nem os coentros – regue com água previamente aquecida (para poupar tempo). Quando levantar fervura, junte o cação e deixe cozer cerca de 10 minutos, sempre em lume brando. Ajuste de sal. Depois de cozido o cação retire as postas e reserve. Retire também alguma água da cozedura e dissolva nela a farinha e o vinagre. Se necessário triture com a varinha mágica para dissolver eventuais grânulos. Deite este preparado na panela através de um passador, novamente para evitar a formação de grânulos no caldo. Deixe ferver por 5 minutos para engrossar ligeiramente. Sirva em malgas, ou pratos de sopa, da seguinte maneira: coloque algumas fatias de pão, a dose de cação e regue com o caldo.

Help!

Neste momento o drama da minha vida é saber onde posso encontrar 2kg de cação.

terça-feira, 7 de julho de 2009

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Delta Tejo - Fotos

Delta Tejo - dia 3

A kizomba dos Irmãos Verdade e os ritmos brasileiros de Alexandre Pires a confirmarem pela enésima vez que, ao contrário do sangue (que é O+), em termos de ouvido sou AB+, ou seja, receptor universal. Haja boa disposição… E boa disposição foi o que não faltou, ao muito público que participou neste último dia de Delta Tejo e que foi, ele próprio, um espectáculo dentro do espectáculo, pelo menos para mim, que gosto de apreciar o trabalho de quem percebe da poda no que se refere a abanar o esqueleto. Um regalo... a repetir para o ano!



domingo, 5 de julho de 2009

Festival Panda



Cá em casa o verbo conjuga-se:

Eu festivou
Tu festivais
Ela festivai
Nós festivamos
Vós devíeis festivir
Eles se não festivam que festivassem

Uma coisa de cada vez

- Então Crama, não danças!?
- Não, não sou muito dado ao multitasking, só consigo fazer uma coisa de cada vez...
- Como assim!?
- Ou danço, ou estou sóbrio.

Delta Tejo - dia 2

OqueStrada, ou dar por mim, especado em frente a um palco, com um sorriso rasgado e parvinho, a controlar uma vontade enorme de dançar e pular como se o mundo acabasse amanhã. Como se pode perceber, estou (artisticamente) apaixonado pela Miranda e sus muchachos.



Deolinda e a satisfação de assistir ao desempenho de uma máquina cada vez mais oleada e rodada e por isso mesmo, com performances cada vez melhores. Completamente topo de gama, neste Delta Tejo. Qualidade de som como raramente se ouve em festivais, aproveitada por uma Ana Bacalhau simplesmente arrasadora.



Vanessa da Mata. Um concerto que começou (muito) atrasado e algo morno. Melhorou, em crescendo, com o decorrer da actuação justificando a espera e o derradeiro esforço. Pode ser considerado por alguns um tanto ou quanto desfasado para o contexto festivaleiro. Me likes.

sábado, 4 de julho de 2009

Delta Tejo - dia 1



Estreia para mim neste festival que, para já, está a exceder as expectativas. Logo à entrada, nota positiva para o recinto. Gostei da sua inclinação natural, que permite bons locais de visualização sem ser “lá no meio da molhada”. Gostei dos comes-e-bebes distribuídos, que evitam grandes deslocações, e da sombra das árvores, factor sempre importante para este branquela que gosta de ir abrir as portas dos festivais. Ainda antes de entrar, gostei também das acessibilidades e da facilidade de estacionamento, nada a ver com a confusão habitual do Alive. Continuando nos pontos positivos, gostei do programa do palco principal iniciado pelos brasileiros Monobloco que geriram muito bem a ingrata tarefa de abrir as hostilidades ainda com o sol bem alto e com pouca massa crítica (leia-se público). Conseguiram reunir uma excelente moldura humana (estava a ver que não escrevia moldura humana neste blogue!) e pô-la a dançar sob os ritmos do samba, do frevo, do funk, do… eu sei lá o quê! O grupo seguinte – os Orishas – não me cativaram tanto. Apesar dos ritmos caribenhos temperados de electrónica, as perninhas por esta altura já diziam: “Ó Craminha vai lá com calma que ainda só são 9 horas!”. Seguiu-se Baju Banton, esse grandessíssimo filho da Jamaia, que levou o Alto da Ajuda até à sua ilha natal, pondo novamente uma grande maralha a dançar numa festa reggae em Kingston. Como se pode depreender, nesta altura as pernas já viam a sua vida a andar para trás. Acto continuo, nova viagem, desta vez à Nigéria de Nneka. Era uma das actuações que mais me aliciava neste dia, mas o som da tenda e os Skank a bombar no palco principal retiraram alguma magia ao soul africano da menina do cabelo espetado. Ainda assim, alguns bons momentos com destaque para VIP e claro Heartbeat. Como disse, enquanto Nneka actuava, deu-se início a actuação de Skank e bombar é de facto o termo que define o concerto destes mineiros. Grande som e grande prestação do Samuel Rosa, vocalista cheio de carisma que não tem medo de assumir as despesas do jogo (dá para perceber que estou a libertar o Gabriel Alves que há em mim). Last but not least, Bajofondo Tango Club, os argentino/uruguaios que fazem com que a conta “Tango + Electrónica = Gotan Project” não seja uma verdade absoluta. Grande prestação a transformar outra vez o Alto da Ajuda em megadiscoteca e a dar o tiro de misericórdia na minha metade inferior. Isto foi o bom, agora vamos ao menos bom: Cadeiras! Quem diz cadeiras, diz bancos, pufs, troncos, qualquer coisa, mas por amor da santa arranjem mais sítios onde se possa arrear o backside e dar descanso aos jambons! Também me desapontou o segundo palco, principalmente pelo som e pelo ruído vindo do palco principal. Agora verdadeiramente de bradar aos céus foram os preços praticados nos comes-e-bebes. 2,5€ por uma cerveja!!! 3,5€ por qualquer coisa para trincar!!! Eu compreendo que a prevenção de acidentes rodoviários aconselha a implementação de métodos que reduzam o consumo de álcool e nesse aspecto o Delta Tejo tem resultados primorosos mas, se me permitem, só uma pergunta parva: e quem não tem de conduzir!? Repito: 2,5€ por uma cerveja!!! Já vi comas alcoólicos mais baratos!!! Xor Nabeiro, veja lá isso.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Master of Puppets


O brinquedo chegou hoje e é a coisa mai linda do mundo!!! E o melhor é que não é algo que em três tempos esteja a debitar decibéis. Não senhor, dá trabalho, dá luta! É preciso montar porque vem às peças, é preciso afinar com precisão e paciência de relojoeiro – nivelar, ajustar a correia do motor, o peso da agulha, o ângulo vertical – e depois sim, ligar os cabos e desfrutar. É giro isto do vinil, ou melhor “deste vinil”. Faz lembrar as motorizadas 50cc. Dá para inventar e brincar aos mecânicos. Este meu até já vinha kitado e tudo. A célula de origem deu logo lugar a outra mais xpto. Está impec e soa que é um luxo, apesar de lhe faltar a rodagem. E por falar em rodagem… Qual o LP que teria a honra de estrear o biju? Foi a dúvida que se colocou no final da montagem. Depois de passar em revista a colecção de vinis, decidi que inauguraria a nova era do vinil com o Master of Puppets, dos Metallica. Recebi este disco no meu 14º aniversário. Foi prenda da R. que me o ofereceu por sugestão do metaleiro do sobrinho. Na altura, o rock mais pesado que eu ouvia seria Bruce Springsteen, ou algo por aí. Lembro-me perfeitamente, quando tirei o disco do embrulho. A primeira reacção foi de espanto. Nunca tinha visto um Picture Disc. Já Metallica não me dizia nada. Prato a girar e passados uns segundos os primeiros acordes de Battery. A princípio agradou-me a introdução de guitarra mas aos primeiros reefs frenéticos a reacção ficou entre o medo e o trauma. Não estava preparado para aquilo. O disco recolheu à embalagem e ali esteve durante anos. Só após o lançamento de Metallica, o álbum preto, que em 1991 massificou o fenómeno Metallica (quer queiram, quer não) é que me lembrei que tinha, lá no meio dos vinis, nesta altura já encafuados dentro de um armário, algo desta banda. Quando redescobri este disco fiquei siderado. É, de todos os álbuns que tenho, aquele que está mais perto do conceito de jóia. Tenho-lhe uma estima imensa. E continua a soar que é uma maravilha apesar de precisar de uma limpeza a fundo, como todos os outros discos. Melhor que isto só ao vivo. Por falar nisso… falta uma semana! Hell Yeah!!!

Metallica - Master of Puppets (1986)

Lado A

Battery (5:10)
Master Of Puppets (8:38)
The Thing That Should Not Be 6:32
Welcome Home (Sanitarium) (6:28)

Lado B

Disposable Heroes (8:14)
Leper Messiah (5:38)
Orion (Instrumental) (8:12)
Damage, Inc. (5:08)

Monólogos da Vagina

Calma, calma! Não é mais um post provocatório. É mesmo a peça que os Crama foram ver ontem e que recomendam vivamente.

PS - Um grande bem-hajas G.!


Eu hoje acordei assim

quarta-feira, 1 de julho de 2009

"O que é que está a fazer uma gaja em bikini no teu blogue!?"

Por mais que eu tentasse explicar que a Gisele não existe, que não há mulheres assim, que aquilo mais não é que o resultado de softwares informáticos state-of-the-art e de computação gráfica levada ao extremo, a Provedora do Blogue (aka Censora-Mor) fez saber que discorda da publicação daquele tipo de conteúdos, num nível que fica assim entre o tapete da rua e os sacos do Continente à porta.
Face ao exposto, a Administração do Tasco vem por este meio informar todos aqueles que pensavam vir para aqui à procura de fotos da Adriana


da Heidi
da Doutzen
da Miranda

e de outros softwares que tais, que este blogue é pouco dado às novas tecnologias.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Agora que tenho a vossa atenção...



Segurança em passagens de nível. Basicamente quer dizer: peões e condutores cumprirem regras que estão há muito definidas e que deviam ser aprendidas desde tenra idade. É que não dá para ser de outra maneira. Os comboios são bichos muito pesados e duros para se andar a brincar com eles. E depois, o atravessamento de uma passagem de nível é algo que representa, na pior das hipóteses, meia dúzia de minutos. Não vale a pena arriscar. Mesmo as infracções que não terminam em acidentes podem ter repercussões futuras graves. Para além do stress a que é sujeito o maquinista há a questão do exemplo. Ao ver alguém cometer uma infracção – por ex: atravessar uma passagem de nível com as barreiras fechadas e as campainhas a tocar –, uma criança, um idoso, ou qualquer outra pessoa com menos capacidades físicas pode ser levado a tentar também a sorte e o resultado ser catastrófico. Continuo a dizer: não vale a pena arriscar. E ao fim ao cabo é tão fácil:

Em passagens de nível

PARE, ESCUTE E OLHE

Mais informação aqui.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O trânsito em Lisboa anda impossível...


... e a sinalização vertical não ajuda nada!

Caça grossa

9 de Julho (Quinta-Feira)
Metallica + Slipknot + Machine Head + Mastodon + Lamb of God + Ramp | Erol Alkan + Crystal Castles + Klaxons + TV on the Radio + Air Traffic + Delphic + Silversum Pickups + Os Golpes | Mr. Mitsuhirato + Nuno Lopes + The Vicious Five + Tiguana Bibles + The Bombazines + Mazgani

4 de Julho (Sexta-Feira)
The Prodigy + Placebo + Blasted Mechanism + The Kooks + Eagles of Death Metal + Os Pontos Negros | Zombie Nation + The Ting Tings + Fisherspooner + Does It Offend You, Yeah? + Hadouken! + Late of the Pier + John is Gone + The Gaslight Anthem | Zig Zag Warriors + Coldfinger + DJ Ride + Bezegol + Youthless

5 de Julho (Sábado)
Dave Matthews Band + The Black Eyed Peas + Chris Cornell + Ayo + Boss AC | Deadmau5 + Ghostland Observatory + Lykke Li + Autokratz + Trouble Andrew + Los Campesinos + A Silent Film + X-Wife | DJ Kitten + Sofia M + Linda Martini + Madame Godard + The Pragmatic + Olive Tree Dance

Bilhetes
1 dia – 50€
3 dias – 90€

Está quase a abrir a época de caça (aos acordes)


3 de Julho (Sexta-Feira)
Bajofondo Tango Club + Buju Banton + Skank + Orishas + Monobloco | Nneka + Natiruts + Macacos do Chinês | Katembe Soundsystem + Snowboy

4 de Julho (Sábado)
Vanessa da Mata + Deolinda + Sara Tavares + Bossa Nossa | OqueStrada + Pedro Luís & A Parede + Per7ume | Diego Miranda + Frederic Galliano

5 de Julho (Domingo)
Banda Calypso + Alexandre Pires + Irmãos Verdades + NBC | Cidinho & Doca + Kalibrados + Cais Sodré Funk Connection | TT + Flow 212

Bilhetes
1 dia – 25€
3 dias – 40€

domingo, 28 de junho de 2009

Mujeres al borde de un ataque de nervios


Realização: Pedro Almodóvar
Elenco: Carmen Maura, Antonio Banderas, Julieta Serrano, María Barranco, Rossy de Palma, Kiti Manver
Ano: 1988
Título em português: Mulheres à beira de um ataque de nervos

sábado, 27 de junho de 2009

Thriller


Foi dos primeiros álbuns de um só artista que fiz com que me comprassem, depois de anos a consumir colectâneas, tinha eu 11 anos. Foi também um dos mais tocados, apesar de nunca me ter considerado grande fã de Michael Jackson. Depois de Thriller, ainda vibrei com Bad mas já nessa altura as histórias das operações, do hipocondrismo, da megalomania, e mais tarde da pedofilia, levaram-me a ganhar uma especial aversão ao fenómeno. O talento e a obra reconheço-os como enormes. RIP Michael.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Vinil

Esta semana decidi recuperar e dar continuidade à minha colecção de discos de vinil, os chamados LP. Os discos fui buscá-los a casa dos pais, onde se encontravam desde sempre, e comprei um gira-discos que será entregue, se tudo correr bem, para a semana.
Pretendo que a minha filha conheça como eu e a mãe ouvíamos música quando tínhamos a idade que ela agora tem. E é claro que também quero matar saudades daqueles objectos que são para mim música em estado sólido, como o CD nunca conseguiu ser.

Afinal nem tudo é mau

Pelos vistos, os senhores da FNAC também tiveram um flash conscienciazitiório e, com pena de mim, não incluíram o CD do Horowitz na promoção “50% Desconto”. Menos mal. Fico só com a sensação de azia normal por ter dado 18€ por um CD. Outra atitude nobre que os senhores tiveram, e que têm vindo a ter nos últimos anos (agora estou mesmo a falar a sério), é a edição da colectânea “Novos Talentos”, que junta num álbum duplo músicas de artistas ainda desconhecidos do grande público mas cujo trabalho tem qualidade reconhecida. Para além da louvável acção de divulgação, o “Novos Talentos” ainda tem a particularidade de apoiar a campanha contra a Info Exclusão nas Infotecas FNAC/AMI, para quem revertem na íntegra as receitas da venda. Custa 4€ e vale muito a pena.Uma pequena amostra.


My Falling House - At Freddys House

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Falava eu em ódio

Já expliquei as minhas razões sobre o ódio à FNAC, ali no testamen... perdão, post de baixo.
Tenho ou não tenho as minhas razões?
Claro que tenho. E o pior é que elas estão constantemente a aumentar.
A última.
Acabar de comprar os discos que mencionei atrás, "verde código verde", "aqui tem o seu cartão e o recibo", viro costas e (ta-da!!!!) cartaz gigante:

Horowitz a metade do preço a partir de amanhã.
E agora dizem vocês:
"Vá lá Crama, deixa-te desses pensamentos que isso com matracas e moto-serras é capaz de aleijar alguém! E depois qual é o drama? Saberes que afinal o burro não era mesmo o Scolari? Deixa lá que isso passa... só que muito devagar."

Enxoval

Não há volta a dar. Pensava que nutria pela FNAC uma espécie de ódio de estimação mas não, é só mesmo ódio. E isto porquê? Porque por um lado, detesto de um modo genérico multinacionais com tendências monopolistas, por outro, porque me fazem gastar um dinheirão do catano sempre que passo nas imediações de uma das suas lojas. Sim é verdade, coerência por estas bandas é algo tão provável como uma distribuição de preservativos no santuário de Fátima. Adiante. Hoje, quando dei por mim, já lá estava batido. Subsídio de férias na conta e o que é que um homem pensa? Bom, se é férias é para viajar e para nos fazer viajar nada melhor que um bom livro ou um bom disco. Deste pensamento até à loja da FNAC do Vasco da Gama são dois passos. Dois não, um, um e meio vá. Ora estou eu todo contentinho, de volta daqueles escaparates todos, a ver onde hei-de esturrar o dinheirinho que me saiu do lombo, já com dois CD a tiracolo, dá-se-me um flash conscienciazitório. (Ndr: escusam de ir procurar ao dicionário se conscienciazitório está bem escrito porque está e eu é que sei e não quero mais conversa) “Então Crama, tu não tens vergonha! Um pai de família, com uma filha por criar e a esturrar dinheiro em música dessa maneira!!!” E não é que o meu conscienciazitório tinha razão! Como é que eu podia agir de modo tão leviano!? Um pai com uma filha pequena tem que se preocupar com os gastos associados às suas necessidades básicas, à sua educação, ao seu crescimento enquanto pessoa e claro, tem que se preocupar com o seu enxoval. Vai daí, eu tenho que esturrar dinheiro em música sim, mas com critérios rigorosos. Eu tenho que comprar discos que sejam referências incontornáveis, que sejam marcos da civilização, discos que não sejam menos que património da humanidade. Discos que a Pirralha possa apresentar quando desembarcar em Marte: “Hi, my name is Domeupai, Pirralha Domeupai and i’m human. Back in Earth we humans did this.” (Ndr: como os filmes de ficção científica ensinam, todos os alienígenas incluindo os marcianos falam inglês) E ao terceiro CD metade do planeta já é dela, subjugados que estão todos os ditos alienígenas pela música made by terráqueos. Pois com esta nova orientação estratégica lá fui eu de novo à procura das tais referências incontornáveis.

Ora dizia eu, ali para cima, que ouvir música é viajar. Viajemos então até à cidade de Hamburgo e recuemos a 21 de Junho de 1987. Neste dia, Vladimir Horowitz, um dos grandes pianistas do século XX, dava o seu último recital público, constituído por peças de compositores que foram os seus preferidos nos últimos anos da sua carreira: Schubert, Schumann, Chopin, Liszt e Mozart (paixão mais recente). (Ndr: Lá porque estou a escrever aqui estas coisas culturais e assim, escusam de pensar que eu sou um gajo inteligente, intelectual e essas merdas, que não sou, estou só a traduzir o que vem no disco) Continuando, felizmente, como também diz no disco, estavam lá no recital uns microfones ligados a umas maquinetas da Deutsche Grammophon, que registaram tudo e que permitiram criar mais um artigo do enxoval da pirralha.
Fica um excerto em vídeo de uma das peças constantes do disco, não da actuação que mencionei, da qual não encontrei nenhum clip decente, mas sim de uma actuação em Viena, no mesmo ano.



A outra viagem tem um destino mais difuso, pois abarca um período considerável da carreira de um corredor de fundo da música contemporânea e dos seus companheiros de coboiadas. Tratam-se de 16 músicas, que percorrem 13 anos e 10 álbuns, condensadas num só disco, um best of. A ideia era comprar, se não todos os álbuns, pelo menos os indiscutíveis como Boatman’s Call ou Murder Ballads, o problema é que mesmo estes são muitos e isto também não é para matar. Falo, como já perceberam, de Nick Cave e são dele algumas das histórias que hei-de contar à pirralha, nos próximos tempos.


quarta-feira, 24 de junho de 2009

terça-feira, 23 de junho de 2009

"Take these three items, some WD-40, a vice grip, and a roll of duct tape. Any man worth his salt can fix almost any problem with this stuff alone. "


Hoje arranjei um gingarelho do tamanho de um prédio de 4 andares e nem precisei do alicate. Depois desta, acho que só me falta mesmo arranjar a porta por avariar.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

sábado, 20 de junho de 2009

Crama goes political

As chamadas partidas do destino são decididamente infinitas e pródigas na sua constante renovação. Sem mais demoras e direito ao assunto. Ontem, os Crama estiveram presentes num jantar-comício de apoio a uma candidatura que irá a votos nas próximas eleições autárquicas! É verdade! Podem subir o maxilar inferior! Logo eu, que “havendo governo, estou contra”! Logo eu, que considero o poder autárquico como um dos cancros da nossa (chamada) democracia e um dos grandes responsáveis pela merda de país que temos. Eu, que tenho a firme convicção de que existe corrupção, compadrios, gestão danosa ou outras trafulhices, em pelo menos 80% das câmaras municipais, incluindo a minha, e que estas se deixam invariavelmente vergar perante interesses de construtores ou outros poderes económicos. Eu que não consigo dar dois passos no meu burgo, ou em qualquer burgo, sem deixar de reparar logo numa série de coisas que as câmaras podiam fazer melhor, mais barato, ou melhor e mais barato. Mas a vida num meio pequeno tem destas coisas. O presidente é o fulano que toma pequeno-almoço na mesa ao lado da nossa, no café. O vereador é aquele bacano que de vez em quando encontramos em concertos e que até tem bons gostos musicais. O candidato da oposição é o pai da amiguinha do pirralho… E daí a “Cramas em jantares-comício” é um passo, de formiga. Mas como uma desgraça nunca vem só, e para compor melhor o surreal ramalhete, em que mesa é que julgam que o Crama se sentou, no tal jantar, depois de muito procurar por aquela que lhe pareceu como a de localização mais discreta? Claro, aquela ao lado da mesa dos candidatos e de outros personagens de renome da política local e regional. Aquela bem no enfiamento dos holofotes e objectivas! Não sei se dá para perceber a dinâmica: “Ora temos aqui em primeiro plano, o candidato e os restantes políticos, e ali em segundo plano, a família Crama a braços com os lombinhos de porco e o sortido de legumes.” Lindo! E por fim, a cereja no topo do bolo: quem é que vocês acham que foi cravado para dar uma entrevista para a comunicação social, ali, com microfone em riste e camera de televisão em plano americano? Quem respondeu “Tu, Crama”, é evidente que não conhece a minha melhor cara “Se-dás-mais-um-passo-na-minha-direcção-levas-com-a-taça-do-pudim”. Garanto, afugenta qualquer repórter metido à besta. Quem respondeu “A Mrs. Crama que até já tem experiência no ramo”, acertou. Já agora, numa de continuar com isto da interacção e como acredito que toda esta saga ainda tem margem para evoluir, estou a ponderar aceitar apostas para ver quem acerta em que telejornal é que vão passar as imagens do evento. Os vencedores habilitam-se a algo que pode ir da garrafa de licor de poejo, à caixa de cookies, tudo com proveniência Crama – Produtos Alimentares, SA.

Bem hajam!

Disse-o aqui, algures, que raramente via televisão. Tomei esta decisão na plena convicção de que seria a melhor para a minha saúde mental. Todavia, por uma pequena amostra do telejornal de ontem, concluo que há todo um mundo de acontecimentos que, por não ver televisão, me passam totalmente ao lado, contribuindo para o aumento da minha estupidificação, já de si elevada. Só um exemplo de algo que tive conhecimento ontem, por uma maravilhosa reportagem televisiva: Então não é que há gajos, que em pleno mês de Junho, vão para a praia!!! Sinceramente, ele há malucos para tudo! Sol do caraças, 38ºC e os tugas vai de costados na areia à beira-mar! Felizmente há a televisão para nos dar conta destes fenómenos em primeira-mão! Felizmente há directores de programação e informação que prescindem de chorudas receitas publicitárias para gastarem 10 minutos informando o país do que se passa nos nossos areais! Felizmente há repórteres que correm riscos elevadíssimos, que não viram as costas ao dever e que vão ao local fazer perguntas aos malucos! “Então como é que está a água?”. “Costuma vir para aqui todos os anos?”. Nem sei como é que aguentam tanta tensão, tanto esforço, tanto suor! Ou melhor, sei. É para que a toda a sociedade, todos os poderes instituídos, todos os centros de decisão saibam que há gente capaz de ir para a praia em pleno mês de Junho, quando estão 38ºC e faz sol. Bem hajam comunicação social!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

This is England


Realização: Shane Meadows
Elenco: Thomas Turgoose, Stephen Graham, Jo Hartley, Andrew Shim, Vicky McClure, Joseph Gilgun
Ano: 2006
Título em português: Isto é Inglaterra

A Tia Júlia e o Escrevedor, de Mario Vargas Llosa

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Sopa de corvina com hortelã da ribeira

- Chefe, a pescaria do fim-de-semana rendeu uma corvina com 13kg, dois sargos e uma safia. Também tenho aqui pão caseiro que trouxe do Alentejo. Não quer fazer qualquer coisita para a gente?
- Então não houvera de fazer!!! Traga lá o material que isto amanha-se para aqui qualquer coisa!

E amanhou-se…

Ingredientes (para 8 atletas de alta competição)

2 kg de corvina (a que se juntou os ditos sargos e safia)
2kg de tomate maduro
2kg de batata
5 cebolas médias
6 dentes de alho
50g de gengibre
½ pimento vermelho
3 malaguetas pequenas
1 ramo de hortelã da ribeira
1 ramo de poejos
2,5dl de azeite
Sal q.b
4l de água (aproximadamente)

Preparação

Corte as cebolas em semi-rodelas para uma panela grande, junte o azeite e leve a refogar. Quando a cebola estiver cozinhada junte o alho e o gengibre picados muito finamente. Deixe refogar mais dois minutos, juntando de seguida o tomate previamente pelado, as malaguetas, o pimento cortado em pedaços pequenos e as ervas (hortelã e poejos) picadas. Reserve uma pequena porção das ervas picadas para juntar no final. Tape e deixe cozinhar até desfazer os pedaços de tomate. Junte a água e deixe levantar fervura, após o que se junta as batatas cortadas em cubos. Passados cinco minutos junte o peixe. Quando o peixe estiver cozinhado, apague o lume e junte as ervas que se reservou. Deixe apurar pelo menos 10 minutos e sirva acompanhada do pão cortado em fatias.

Antes:

Depois:

terça-feira, 16 de junho de 2009

sábado, 13 de junho de 2009

Finalista

Há quase três anos, o pirralho ganhou uma segunda casa e com ela alguém que foi, neste período de tempo, o terceiro pilar da sua educação e formação como pessoa. Tudo começou com um dia terrível. Acho que era impossível ser de outra forma. Pela primeira vez, a minha filha iria ficar a cargo de uma pessoa que não pertencia nem à família, nem ao grupo dos amigos mais chegados. Alguém de quem não sabia praticamente nada. E quando se constata isso, e quando chega de facto aquele primeiro dia na escolinha, é inevitável a angustia. Será que vai ser bem tratada? Será que têm tempo e vagar para tanta criança? Será que o modelo de educação é compatível com o meu e o da mãe? Mil e uma perguntas que não paravam de cirandar na cabeça. Felizmente calhou-nos em sorte alguém que mete o E maiúsculo na palavra Educadora. Porque para se ser Educadora não basta ter o curso. Ser Educadora não é só uma profissão. É também uma vocação, requer compatibilidade genética. Falando por mim, eu que até me considero bastante polivalente, posso dizer que não houve uma única vez em que tivesse ido à escola do pirralho, nestes três anos, sem que saísse de lá a pensar que nunca, mas nunca mesmo, poderia ser Educador de Infância. Nem um dia aguentava. Mas a L. aguenta, a L. não é como eu nem como a maior parte dos mortais. A L. consegue estar com 20 crianças pequenas, 8 ou mais horas por dia, 5 dias por semana, ensinando, brincando, limpando, dando de comer, e fazendo com que tudo isto se assemelhe a uma profissão normal. Mas não é. É algo que ultrapassa conceitos materiais de profissão e valorização monetária. E é por isso que hoje, dia da festinha de finalistas da escola do pirralho, eu agradeço aqui à L. por ter ensinado o que era para ser ensinado, por ter brincado quando era para brincar, por ter apaparicado e protegido quando era preciso apaparicar e proteger, por ter ralhado e posto de castigo quando foi preciso ralhar e pôr de castigo, enfim por ter ajudado a educar a minha filha. Sei que existem escolas melhores, consigo conceber vários grupos de meninos que seriam melhores colegas, mas sei que não arranjaria uma melhor Educadora. À L., muito obrigado por tudo!

terça-feira, 9 de junho de 2009

Ginja #1

"Estou aqui no Fundão, queres que te leve ginjas?"
Começou assim a Ginja do Crama. Depois foi só lavá-las e juntar-lhes 1 litro de aguardente vinícola. Agora resta esperar...

Transplante cerebral

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mayra Andrade @ CAE Portalegre


Com amizade mesmo!
Gosto da Mayra Andrade daqui até Cabo Verde!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Marcha contra a fome

DIA 7 DE JUNHO, ÀS 10:00 HORAS

Às 10 horas de dia 7 de Junho, e no mesmo fuso horário em cerca de 100 países em todo o mundo, dezenas de milhares de pessoas juntam-se numa iniciativa comum, a Marcha Contra a Fome - Walk the World 2009.
Este é um projecto promovido pela TNT e pelo World Food Programme, das Nações Unidas, que tem como objectivo minimizar as carências alimentares e educacionais das crianças.

Para se juntarem a esta iniciativa os participantes contribuem com 5 Euros, que revertem integralmente para o World Food Programme, e marcham com uma t-shirt e um boné alusivos.

As inscrições poderão ser feitas nas delegações da TNT, no BES (locais a determinar) e nas lojas SPORTZONE no Almada Fórum, Armazéns do Chiado, CascaiShopping, Colombo, Oeiras Parque e Vasco da Gama na zona da grande Lisboa, e Arrábida Shopping, GaiaShopping, Ikea de Matosinhos, NorteShopping, Parque Nascente e Via Catarina na zona do grande Porto.

Mais informações em www.tnt.com, www.movingtheworld.org e www.wfp.org


Cavalgadura e maso

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Adivinha

Qual é a coisa qual é ela, que é uma cavalgadura e é conhecido por Crama?

Once upon a time there was a cavalgadura...

… que um dia recebeu uma chamada telefónica de uma amiga que lhe disse:
- Se eu arranjar bilhetes, queres vir aos AC/DC?
- Epá, acho que vou passar. Não era um concerto a que iria, se fosse a pagar, por isso dá-os antes a alguém que realmente seja fã. – respondeu-lhe a cavalgadura.
- A sério!? Olha que sei de fonte muito bem informada que vai ser qualquer coisa de memorável! – tentou convence-la a amiga da cavalgadura.
- Eu sei que sim, e até gosto de AC/DC, ouvia-os muito nos meus tempos de juventude, mas mesmo assim...
E assim foi. A amiga arranjou os bilhetes, a cavalgadura não foi ao concerto dos AC/DC e viveu atormentado para sempre.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Hoje não há post

Se eu fosse um gajo que gostasse de armar ao pingarelho, hoje punha aqui mais um post dedicado ao tema “petisco-em-contexto-laboral”. E para ser mesmo, mesmo mete-nojo, não faltariam umas fotos dos pratos de caracóis servidos, dignos de várias estrelas Michelin, que inundaram todo o edifício de aromas de temperos e especiarias variados. Nem tão pouco das travessas de gambas à guillo, com aquela molhanga espessa, picante e apetitosíssima, que quase levaram às lágrimas os meus colegas. Já para não falar das cervejolas estupidamente geladas que acompanharam os pitéus, nem da dupla Bushmills/Bowmore que rematou com chave de ouro um repasto digno de uma cimeira do G7. Era isso que eu faria, mas como hoje estou com a modéstia à flor da pele, ficamos assim.

terça-feira, 2 de junho de 2009

(Happily) Laughing With (Regina)

A menina que se pode gabar de me ter levado a fazer 3600km para a ver tem um novo álbum que será comercializado a partir de 23 deste mês. Chama-se Far e enquanto não lhe posso deitar a mão sacio-me com isto...



segunda-feira, 1 de junho de 2009

Geriátricos do catano!


Realmente a idade não perdoa!
Nem os que agora dão os primeiros passos se aproveitam!
É só arrastadeiras!!!

E amanhã (ainda) há mais

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Unleash hell

A Feira de Maio começou oficialmente ontem e só pela noite de arranque já ficou claro que vai ser um fim-de-semana complicadíssimo. Hoje, é a noite da sardinha assada, com a dita à descrição, juntamente com pão e vinho. Há por aqui umas fotos para pôr mas agora não tenho vagar. E com o vosso perdão, se me dão licença, vou ali travar uma batalha dificílima. Vou ver se consigo ir até ao fim da rua e regressar, visitando meia dúzia de tertúlias, sem fazer as figuras do Dias da Cunha (o que era mau) e sem dançar flamenco (que era ainda pior). As probabilidades são as mesmas de o Ronaldo fazer um hat-trick pela selecção mas não se pode desanimar. Tenho de acreditar na vitória… ou não.

Bailaora - O Filme

Ana Moura @ Azambuja

Tudo isto é fado.
E do bom!



Clic

Bailaora

terça-feira, 26 de maio de 2009

Mayra Andrade



Mayra Andrade regressa ao nosso país para apresentar o seu novo disco “Storia, Storia”, numa digressão que irá percorrer as seguintes cidades:

04.06 Porto - Coliseu
06.06 Portalegre - Centro de Artes
07.06 Lisboa - Centro Cultural Belém
09.06 Aveiro - Centro Cultural e de Congressos
10.06 Coimbra - Teatro Académico Gil Vicente
12.06 Caldas da Raínha - Centro Cultural e de Congressos
13.06 Faro - Teatro das Figuras

Eu, por mim, gosto muito de Portalegre.
Da Mayra Andrade então, nem se fala!

A misteriosa produção de estrelas


A teoria não se confirmou. Continuo a perceber o mesmo de violinos que a Manuela Moura Guedes de jornalismo. Aliás, acho que mesmo assim percebo um pouco mais de violinos. De qualquer maneira, a não confirmação desta minha teoria cria automaticamente um nova. Se o talento de Andrew Bird, sendo crescente (facto facilmente constatável na sua discografia), não vai sendo irradiado por este, e portanto diminuindo ou mantendo níveis estáveis na sua pessoa, então esse talento irá se acumular, acumular, acumular, até ele se transformar inevitavelmente numa supernova. Prevejo inclusive que será uma supernova do calibre de um Buckley, de um Byrne ou até mesmo de um Dylan. Digo-vos eu! E olhem que eu percebo mais destas merdas de astrofísica do que a Manuela Moura Guedes percebe de fazer más entrevistas!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Andrew Bird @ Cinema São Jorge

O concerto de ontem serviu para confirmar uma teoria e desenvolver outra. A teoria confirmada, aliás confirmada pela enésima vez, é que para ir para a zona da Baixa/Marquês de Pombal, não há nada que chegue aos transportes públicos. No meu caso, a conjugação comboio/metro é de tal forma eficaz, que se a tivesse utilizado, como chegou a ser ponderado, no último concerto do Antony, nenhuma daquelas más recordações existiriam. No caso de ontem demorei sensivelmente o mesmo tempo de uma deslocação de popó, tanto na ida como no regresso, gastei uma fracção do dinheiro (não há cá pão prás Brisas, nem prás Galps, nem prás Emparques, nem pra malucos), fui a ler o calhamaço, vim a ouvir o Andrew, deu tempo para a bela da jola na varanda do São Jorge… enfim, só vantagens.
A segunda teoria é de que eu, em princípio, devo saber tocar umas coisas de violino. Como podem ver esta segunda teoria é um pouco mais rebuscada, tendo-me ocupado inclusive boa parte do dia, na sua demonstração. Passando à explicação: “ocupou-me grande parte do dia” porque andei a pesquisar lojas de instrumentos musicais, onde pudesse experimentar um violino; “devo saber tocar umas coisas de violino” porque… bem, é melhor fundamentar primeiro. Se uma pessoa se aproximar muito do fogo… queima-se. Se andar-mos à chuva… molhamo-nos. Se um branquela como eu se expuser ao sol… bronzeia-se. Deu para perceber o padrão? Ora bem, a teoria é a seguinte: a concentração de talentos no Andrew Bird é de tal forma colossal, que o seu corpo deve ter assim uma espécie de capacidade radioactiva emanadora desse mesmo talento. É impossível conjugar naquele lingrinhas os dotes de composição, a voz, o assobio, o domínio do violino, da guitarra… o diabo a sete, sem que aquilo respingue deixando um rasto à sua passagem. Vai daí, estou convicto que a exposição a que fui sujeito ontem deve, aliás só pode, ter produzido algum efeito em mim e possivelmente em todas as pessoas que estiveram no São Jorge. Ora como compor não é, já experimentei e não foi bonito, a voz continua deprimente, o assobio ridículo, a guitarra que tenho ali já me fez saber que também não é por aí, então… só pode ser o violino! Percebem agora porque tenho de experimentar um violino? Tenho de comprovar a teoria antes que o “bronzeado” desapareça.

Ah! Se quiserem saber como foi o concerto leiam aqui que foi mais ou menos isto. Uns videozitos ranhosos ainda se podem arranjar.






[Edit] Setlist: Intro (Swirly, Etho, The Waterjet Cilce); Sovay; A Nervous Tic Motion of the Head to the Left; Why?; Natural Disaster; Oh No; Effigy; SweetMatter (Sweetbreads/Dark Matter); Fitz & the Dizzyspells; Skin Is, My; Masterfade, Tenuousness, Anonanimal. Encore 1: Happy Day; Sectionate City. Encore 2: Tables and Chairs

Pássaro

- Olá pai, como é que foi o concerto ontem?
- Foi muito bom. Sabes, umas filas à minha frente estava uma menina pouco mais velha do que tu.
- Estás a ver! A próxima vez que o André Pássaro cá vier, eu também quero ir!