terça-feira, 6 de outubro de 2009

Au Revoir Simone @ Aula Magna

E se isto não é acabar o fim-de-semana em beleza, não sei o que seja.



sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Napolitanos, estamos à vossa espera!

Les plages d'Agnès


Realização: Agnès Varda
Elenco: Agnès Varda, Mathieu Demy, Rosalie Varda
Ano: 2008
Título em português: As Praias de Agnès

A mulher de trinta anos, de Honoré de Balzac

domingo, 27 de setembro de 2009

Música para estes dias

Dia 4

Naquele que foi sem dúvida o dia mais trabalhoso da saga vinícola, foi passado o restante mosto para a cuba de 150 litros. Este mosto encontrava-se já com a fermetação em velocidade de cruzeiro, verificando-se emersão das massas sólidas e aumento de temperatura notório.

Feita também a recolha do engaço sobrante, que será futuramente incorporado na destilação de aguardente bagaceira, assim como a lavagem ligeira de todos os utensílios.

Como balanço, neste momento encontram-se a fermentar cerca de 180 litros de mosto, distribuídos por duas cubas, em temperatura ambiente de 24ºC, com temperatura de mosto de 26ºC. O aroma é agradável, assim como o sabor, o que me deixa esperançado quanto ao resultado final. Quanto à côr, parece-me que será mais carregada em relação à do ano passado, fruto do maior período de contacto do mosto com as partes sólidas.

Conhecer e trabalhar o vinho, de Emile Peynaud

Dia 3

Dia D da vinificação. O dia em que, segundo as minhas intenções, pretendia ter o processo de fermentação iniciado, o que não se verificou até às 13:00 horas. Comecei a ficar preocupado, pois sabia que o fornecedor das uvas, na sua vinificação, teve de fazer desdobramento (adição de água), algo que não pretendia fazer à partida. Apesar de ter ainda algum tempo até ao ponto de não retorno, ou ponto de desastre para ser mais preciso, decidi não arriscar e criei uma zona de menor densidade de açúcar com a adição muito suave de 1 litro de água mineral, dividido proporcionalmente por ambas as dornas. Mesmo assim, numa de cintos e suspensórios, decidi sair à procura de uma adega onde estivesse já a decorrer a fermentação, afim de arranjar uma pequena quantidade de mosto que servisse de motor de arranque no meu “lagar”. À segunda tentativa, não só já tinha uma garrafa de 1,5 litro de mosto em fermentação, como ainda consegui uma “consulta” com um enólogo muito simpático, que para além de me ter dado uma série de valiosos conselhos, ainda se ofereceu para fazer a análise laboratorial da minha mistela. Realmente, não há vida como a do campo! E com esta coisa do passeio e da conversa, verifiquei, quando cheguei a casa, que afinal não havia necessidade dos suspensórios. Numa das dornas percebia-se já claramente a fermentação, apesar da subida de temperatura do mosto ainda não se fazer sentir, e na outra dorna o processo também tinha tido início. Mesmo assim, decidi seguir o conselho do enólogo e separei 38,5 litros de mosto para a cuba pequena, aos quais adicionei o litro e meio do mosto em fermentação. Resumindo: tenho 40 litros de mosto em vinificação de bica-aberta, sendo que os restantes vão ficar mais um dia em curtimenta, concluindo amanhã a passagem do mosto.



sábado, 26 de setembro de 2009

"Já nascem a saber falar" é tão anos noventa!

Pirralha sentada em frente a um computador desligado, teclando compenetradamente.
- Olá filha, estás a brincar no computador?
- Estou.
- Estás a jogar o jogo das princesas, é?
- Não, estou a escrever no meu blogue.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Dia 2

Esperando...

e lavando.

Parabéns Juca!

E até logo...

Hóspede


É a mais recente hóspede aqui de casa. Está connosco há um mês e escolheu o vaso das hortenses para alojamento. É muito simpática, sossegada mas nada envergonhada. Também é muito prestável e dá uma grande ajuda nas lides domésticas, tomando conta da bicharada indesejável. Já a vi comer moscas, melgas e até uma vespa. Ontem dei-lhe um gafanhoto que era maior que ela. Ficou toda satisfeita. Ah! Esqueci-me de a apresentar, é (um)a Argiope lobata mas nós tratamo-la por Gigi.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Dia 1

Contra adversidades de várias ordens lá se deu início à temporada vinícola 2009. Este primeiro dia começou com a parte da manhã toda ela dedicada a limpezas e lavagens. Foi o conselho que a avó me deu quando as coisas correram mal no meu primeiro ano vinícola. “O vinho quer muita limpeza.”, disse-me ela. Desde então (como isto entre Virgens, se um diz mata o outro diz esfola), o lema cá em casa passou a ser: “Se não serve para neurocirurgia, não serve para vinho.” Posto isto só há um remédio, ou melhor, dois: água, soda cáustica, água, soda cáustica, água, água, água, água. É assim no fim da temporada, antes de se guardarem todos os utensílios, é assim nesta altura antes de os pôr a uso. Dornas, prensa, baldes, funis, cubas… tudo vai à desinfecção, inclusive a adega que, depois de arrumada, foi bem mechada.


Da parte da tarde, já na companhia do mecenas-pai rumou-se ao Pinhal Novo para buscar as uvas, mais uma vez fornecidas pela família do colega N. 230kg da casta Periquita com os cachos a apresentarem-se bonitos, em muito bom estado, sem mosquitos ou vestígios de doenças e com alcool provável de 13,5º. O único senão foi a temperatura a que se encontravam as uvas, fruto do calor que hoje se fez sentir. Nada de grave, no entanto.


Com o início da noite, passou-se à pisa, com o Pirralho a dar início ao baile, seguido aqui do Je e por fim pela renitente Mrs.. Pisa sem desengaço, como é hábito aqui em casa, apenas com remoção de folhas e de um ou outro granho maior. Desinfecção do mosto e correcção ácida durante a pisa e está feito o dia. Amanhã há mais.

Verdade com 2500 anos

Se um general se comporta
Por vezes como um tirano
Outras como um cobarde
No trato com os seus próprios homens,
É sinal
De suprema incompetência.


Sun Tzu, em "A Arte da Guerra"

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Manual básico para multidões

Como juntar alguns milhares de pessoas em 5 minutos...



Como os pôr a cantar em uníssono...



Como lhes drenar a energia até ao último quilowatezinho...

Daqui a 10 anos vai ser uma carga de trabalhos

Eu vi o futuro do terrorismo

JH

O meu primeiro clássico


Mais uma estreia no mundo “vinílico”, desta vez dupla. O primeiro LP de música clássica comprado em 2ª mão. Não era suposto ser este o primeiro “clássico” mas o mercado de ocasião obriga a aproveitar as oportunidades quando elas surgem. Por outro lado, 58€ por um disco, que é quanto custa aquele que devia estar aqui a ser mencionado, obriga a um conjunto de medicação que ainda não estou disposto a tomar. Vai daí “ó faxavor era aquele disco com a incompleta de Schubert mais três aberturas Beethoveanas a encher o lado B”, tudo tocadinho pela Filarmónica de Berlim, sob a batuta do mestre Karajan, em edição Deutsche Grammophon. Não me arrependi nadinha. O disco está num estado aceitável e como se costuma dizer: “a cavalo que custa 5€ não se olha ao dente”. É a partir de hoje a bolacha da época.

Lado A

Franz Schubert (1797-1828)

Sinfonia N.º 8 em Si Menor “Inacabada”
1º andamento: Allegro moderato
2º andamento: Andante com moto


Lado B

Ludwig Van Beethoven (1770-1827)

Abertura “Fidelio” op. 72b
Abertura “Leonor III” op. 72a
Abertura Coriolano op.62


Não tendo encontrado um clip adequado da obra de Schubert, fica a abertura de Fidelio como aperitivo (para deglutir até ao fim).