domingo, 28 de novembro de 2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Just feed it

Eu e o Pirralho estamos a contar com pessoas com altos níveis de espectacularidade para nos ajudar a bater mais um recorde.
E é já este fim-de-semana.
Apareçam.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Para o quarto da Nancy e em força!




Teve início há dois dias a operação Beliche Dourado e o ponto de situação é, mais ou menos, aquele que as imagens documentam.
O ritmo dos trabalhos nem começou mal, com os primeiros cortes a decorrem em bom ritmo mas, há medida que o trabalho ia avançando, a intenção de fazer uma surpresa à Pirralha, ameaçava arrastar a conclusão para as calendas. É que quando a Pirralha estava acordada, não podia trabalhar para ela não perceber o que estava a fazer; quando se deitava, não podia executar tarefas que provocassem ruído, ou seja quase todas, para não a acordar. Por outro lado, um dos objectivos desta história dos brinquedos de madeira é precisamente ela tomar consciência do trabalho que dão a fazer, não só por ver fazer mas também por poder participar. Quero que perceba a diferença entre um bocado de plástico que se paga e se traz da loja e algo que resulta de um processo moroso e que sai do lombo, meu e dela. Sim, que umas bolhas nas mãos por passar tábuas à lixa, nunca fizeram mal a ninguém. Foi por isso que hoje decidi revelar a surpresa. Resultado: parecia um desenho animado com um sorriso de orelha a orelha e os olhos a ameaçarem saltar das órbitas. De maneira que a partir de agora só vai haver uma velocidade na marcenaria - a todo o vapor.

sábado, 20 de novembro de 2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Vamos aproveitar os saldos

Estou também a pensar em propôr a compra do Dick Mac's Pub.
Alguém para sócio?


Como forma de ajudar a Irlanda...

... informo que estou disposto a perfilhar a Lisa Hannigan.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

The Walkmen @ Coliseu dos Recreios












Setlist

1.While I Shovel The Snow
2.In The New Year
3.Angela Surf City
4.The Rat
5.Blue As Your Blood
6.Victory
7.On The Water
8.Everyone Who Pretended To Like Me Is Gone
9.Canadian Girl
10.Woe Is Me
11.Lisbon
12.All Hands And The Cook
13.Juveniles
Encore:
14.Donde Está La Playa
15.I Lost You
16.We've Been Had

Os Golpes @ Coliseu dos Recreios




domingo, 14 de novembro de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Toca e foge


Sim Hamilton, Portugal é mesmo um dos melhores países para tocar... e fugir.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

RIP

14/09/2003 - 21/10/2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Please


Estanho


Vila Viçosa, 14 de Outubro de 2000

Lembro-me que uma das minhas maiores preocupações, nesse dia, foi a de certificar-me que punham a tocar a música certa.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Out of office


Saí para visitar um circo com um clima melhor que o nosso.
Qualquer coisa estarei na 3ª palmeira a contar da esquerda.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Clic

Will you feel better

domingo, 3 de outubro de 2010

Outra aventura na cozinha

Depois de "A minha primeira pizza", chegou a vez de " A minha primeira quiche".

PS - E posso assegurar que estava tão boa quanto a do pai.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Klepth @ Portela

As previsões apontavam para mais uma quinta-feira de cinema mas um inesperado convite alterou o programa.
- Queres is ver Klepth?
- O que é isso?
- São estes.
- Não sei quem são mas já ouvi, algures, esta...



Mas nem era preciso a desculpa da música. Bastaria o jantar e a companhia para preterir o cinema, apesar do binómio música + à borla ser sempre meio caminho andado para fora de casa.
Agora, vistos que estão os Klepth, posso assegurar que se tratam de uns rapazes que, apesar de bastante competentes e inspirados, e mesmo com o seu pop-rock orelhudo e FM-friendly, irão passar ao lado de uns largos milhares de discos vendidos e de proveitosos concertos por esse mundo fora, devido ao conjunto de crimes capitais que cometem: serem portugueses e cantar em português.

Este era o post em que eu vinha aqui falar de política…

… mas andando por estes dias a ler os Maias, vou constatando que o Sr. Eça já disse, há cerca de 100 anos, praticamente tudo o que tenho a dizer. Passo-lhe assim a palavra:


“É extraordinário! Neste abençoado país todos os políticos têm «imenso talento». A oposição confessa sempre que os ministros, que ela cobre de injúrias, têm, à parte os disparates que fazem, um «talento de primeira ordem»! Por outro lado a maioria admite que a oposição, a quem ela constantemente recrimina pelos disparates que fez, está cheia de «robustíssimos talentos»! De resto todo o mundo concorda que o país é uma choldra. E resulta portanto este facto supracómico: um país governado «com imenso talento», que é de todos na Europa, segundo o consenso unânime, o mais estupidamente governado! Eu proponho isto, a ver: que, como os talentos sempre falham, se experimentem uma vez os imbecis!

(…)

Esta política, este S. Bento, esta eloquência, estes bacharéis matam-me. Querem dizer agora aí que isto por fim não é pior que a Bulgária. Histórias! Nunca houve uma choldra assim no Universo!
- Choldra em que você chafurda! – observou o Ega, rindo.
O outro recuou com um grande gesto:
- Distingamos! Chafurdo por necessidade, como político: e troço por gosto, como artista!
Mas Ega, justamente, achava uma desgraça incomparável para o país – esse imoral desacordo entre a inteligência e o carácter. Assim ali estava o amigo Gonçalo, como homem de inteligência, considerando o Gouvarinho um imbecil…
- Uma cavalgadura – corrigiu o outro.
- Perfeitamente! E todavia, como político, você quer essa cavalgadura para ministro, e vai apoiá-la com votos e com discursos sempre que ela relinche ou escoucinhe.
Gonçalo correu lentamente a mão pela gaforinha, com a face franzida:
- É necessário, homem! Razões de disciplina e solidariedade partidária… Há compromissos. O Paço quer, gosta dele…
Espreitou em roda, murmurou, colado ao Ega:
- Há aí umas questões de sindicatos, de banqueiros, de concessões em Moçambique… Dinheiro, menino, dinheiro, o omnipotente dinheiro!
E como Ega se curvava, vencido, cheio só de respeito – o outro, faiscando todo de finura e cinismo, atirou-lhe uma palmada ao ombro:
- Meu caro, a política hoje é uma coisa muito diferente! Nós fizemos como vocês os literatos. Antigamente a literatura era a imaginação, a fantasia, o ideal… Hoje é a realidade, a experiência, o facto positivo, o documento. Pois cá a política em Portugal também se lançou na corrente realista. No tempo da Regeneração e dos Históricos, a política era o progresso, a viação, a liberdade, o palavrório… Nós mudamos tudo isso. Hoje é o factor positivo – o dinheiro, o dinheiro! O bago! A massa! A rica «massinha» da nossa alma, menino! O divino dinheiro!”

sábado, 25 de setembro de 2010

Quase tudo

Um casal amigo, proveniente do Alentejo profundo, veio passar o fim-de-semana connosco. Precisando de fazer algumas compras, pediram-me para os levar ao IKEA e à Decathlon. Estamos a falar de um sábado à tarde. Desaconselhei, tentei persuadi-los em contrário, protestei mas acabei por condescender. Levei-os a ambas as lojas mas não os acompanhei no périplo consumista, quedando-me pelas esplanadas à entrada. Pelos amigos faço quase tudo. Quase.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

El Secreto de sus Ojos


E o Oscar para Melhor Comedor de Cadeados ao Pequeno Almoço... perdão... Melhor Filme Estrangeiro vai para...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

terça-feira, 21 de setembro de 2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Como é que se diz "É a minha filha" em orgulhês?



Tasca report - Balanço e créditos

- Então, valeu a pena?
- É para repetir?
Eram estas as perguntas que mais me faziam, à medida que o fim-de-semana chegava ao fim, e para ambas a resposta era (e continua a ser): não. Trabalhar 60 horas em 3 dias, de volta de tachos, dentro de uma tenda com temperaturas altíssimas, para um saldo contabilístico que se aproxima do zero, está absolutamente fora de hipótese de se repetir no futuro. É certo que houve aspectos positivos. Gosto (e continuo a gostar) de cozinhar e gostei de verificar que a mão não me falha, quando passo de tachadas para 10/15 pessoas para tachadas para 50. Gostei de atender ao público (em verdade, quase todo o público...). É algo que fiz no passado e continuo a fazer com prazer. Gosto de receber com um sorriso e receber um sorriso de volta, no fim do serviço. Gostei do ambiente de camaradagem que se gerou entre os vizinhos tendeiros e gostei de confirmar que os amigos são mesmo para as ocasiões. Last but not least saltaram-me mais 3kg do lombo, o que são ótimas notícias para a minha sofrida balança. Mas, apesar de tudo, tasquinhas nestas condições: jamé.

Posto isto, restam apenas os agradecimentos. Assim, gostaria de agradecer à organização, por ter feito metade do que poderia ter feito para que as coisas corressem bem (sim, estou a tentar ser simpático). Agora já sem ironia, agradeço a todos os clientes que deram preferência à Tasquinha dos Lampanas. Foram eles a razão, acima de todas, para o desenvolvimento deste “projecto”, pelo que espero que a experiência no tasco tenha sido sinónimo de prazer e satisfação. Agradeço também ao meu “staff” (filha, mulher e sogra) por possuírem níveis de demência semelhantes e ao mesmo tempo compatíveis com os meus. Um agradecimento especial também aos amigos que se prontificaram para ajudar num momento difícil: à Sónia, ao Nuno, ao Francisco, ao Pedro, à Maria Irene, à Conceição, à Francisca e ao Paulo, muito obrigado por tudo. Por fim, o maior bem-haja de todos tem necessariamente de ir para o Vitó, por ter evitado uma catástrofe anunciada e por ter feito parte daquilo que foi o melhor destes três dias. Grande, grande bem-haja.

domingo, 29 de agosto de 2010

Tasca report - Dia 4

9:00 – O tasco está aberto... mas não em funcionamento.

Estava previsto servir almoços, mas basta um pouco de atenção ao movimento nas ruas para perceber que não vale a pena o esforço. No máximo venderia meia dúzia de cervejas (se as tivesse) e, calhando, nem isso de refeições. Dou por terminada a festa e começo a preparar a retirada.
Dos 15kg de chili que sobraram separo cerca de um terço para o almoço com alguns amigos. O restante dou à D. Conceição que me tem ajudado com a abertura do tasco e com a lavagem da louça XXL.

Ao fim de 3 dias com refeições restritas a um copo de leite com um (bolo) esquecido ao levantar e ao deitar, estou a comer de faca e garfo. Mesmo assim não estou com grande apetite.

Uma mesa, amigos, cavaqueira... Agora ficava aqui o resto da tarde mas há uma tasca para desmontar e dois carros para carregar.

Sou poupado ao trabalho de carregar os materiais que vieram do Kosovo. Bem haja a quem de direito.

O Pirralho tem o seu workshop de cestaria em papel reciclado. A banca do artesão está cheia de gente curiosa com a nova aquisição mas nem isso posso acompanhar. Como projecto didático a tasca foi um fracasso quase total. Estive 1 hora, no máximo, com o Pirralho e ela pouco pode fazer. No tasco, ou se trabalha a 100%, ou se atrapalha a 100%.

19:30 – Adeus e até ao meu regresso.

22:00 – Estaciono o carro e descarrego apenas o que se pode estragar. Está na hora de descansar... até às 7:30 de amanhã.


sábado, 28 de agosto de 2010

Tasca report - Dia 3

9:00 – Tasco is now open.

10:00 – É que não há mesmo nada como o cheiro a refogado pela manhã. Um gajo fica alimentado para o resto do dia.

Há qualquer coisa de dia D no ar. A ver se não é de Desgraça.
Decido jogar o ás de trunfo. Atiro-me à Feijoada à Transmontana.
Onde é que pus a receita que tirei da net?

Acabado de criar o lema do estabelecimento:


Tasquinha dos Lampanas
A servir bem desde sexta-feira

Negoceio com a vizinhança toda a sombra disponível.
Os meus vizinhos tendeiros são, decididamente, melhores que os vossos.

A feijoada começa a sair.
Ouvem-se os primeiros elogios.

Um senhor muçulmano quer saber o que tenho para comer. Explico-lhe o que são rojões e feijoada à transmontana. Com um esgar de horror pergunta-me se tenho algo que não leve carne de porco. Preparo-lhe um prato de carne de vaca picada (que estou a preparar para o chili) com arroz. O senhor senta-se numa mesa onde várias pessoas se atiram à feijoada. Passados 15 minutos, com tantos elogios dos comensais, não resiste ao bom aspecto da feijoada e pede-me um prato. Tento explicar-lhe o que é salpicão, chouriço de sangue, chouriço, chispe, entrecosto e orelha. Não vale a pena, está decidido. Enquanto lhe avio um prato “de cagulo” penso quais as probabilidades de arranjar, em Almeida, um exemplar do Exorcismo Islâmico para Tótós.

Atingi o ponto mais alto da minha carreira de cozinheiro: tenho um muçulmano a refastelar-se com a minha feijoada. Tanta trabalheira com as cruzadas! Batalhas, cercos, espadas, guerra, morte... Levassem umas tachadas de feijoada e o Médio Oriente era hoje um local mais tranquilo que a Suíça.
A propósito, se o Adrià perguntar pelo meu mail, digam-lhe que está ali na barra ao lado.

Ainda mal acabei de servir os almoços e já tenho o tasco à pinha com gente a pedir-me feijoada.
Todo o staff labuta a mil à hora.
Staff quer dizer adorável esposa e senhora minha sogra. O Pirralho está a usufruir dos benefícios sociais, que isto é uma empresa como deve de ser.

Alguém pergunta à Mrs. Crama onde é que fica o nosso restaurante. Infelizmente não tenho tempo de lhe dar um beijinho.

Em 45 minutos “à Académica” voaram 15kg de feijoada. E a fona ainda não acabou.

O ritmo começa a abrandar.
Vai começar a recriação.
A pouco e pouco a tasca fica deserta.
Temos pouco mais de uma hora para arrumar tudo e preparar-mo-nos para o segundo ataque ao bar.

Ainda mal se calaram os canhões e ei-los, metade da NATO!
O Vitó junta-se às forças sitiadas.

Avio cerveja em quatro línguas diferentes.
Atendo espanhóis em português, franceses em inglês e às vezes vice e outras vezes versa.

Minis, médias, sangria, minis, médias, sangria, minis, médias, sangria, minis, médias, sangria, minis, médias, sangria, minis, médias, sangria, minis, médias, sangria, minis, médias, sangria, minis, médias, sangria, minis, médias, sangria, minis, médias, sangria, minis, médias, sangria
Por mais que a gente dispare eles não param de atacar.

2:30 – Vendi a minha última mini.
Tal como Almeida, a Tasca caiu ao segundo dia de cerco.

5:00 – Que se lixe o despertador. À hora que acordar, acordei.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Tasca report - Dia 2

8:00 – The bar is now open.

9:00 – Nada como o cheiro a refogado pela manhã!

10:00 – Houston we've a(nother) problem.
Reparo agora que vou ter a esplanada ao sol durante toda a hora de almoço e quase toda a tarde. Chapéus-de-sol, tenho um cedido pela Maria Irene. Com boa vontade abriga duas pessoas da esturrina.
Começo a fazer contas de cabeça. Feijoada + Cabeça ao Sol + 34ºC, deve dar qualquer coisa ao nível de um “Porreiro, pá!”.
Volto a pensar em coisas bonitas para a organização.

Os poucos tempos livres são aproveitados para conhecer a vizinhança.
Para além da concorrência, tenho como vizinhos alguns artesãos e vendedores de artigos de artesanato.
O Pirralho já tem prometida uma aula de cestaria com “vime” feito de papel de jornal reciclado.
Descubro que o vizinho da frente, que talha estátuas e presépios em madeira, é meu ex-colega reformado.
Começo a sentir-me um verdadeiro tendeiro.

21:00 – A comida pouca saída teve. Agora resta esperar o fim da recriação para entrar em modo Bar.

Não sei que horas são mas sei que é de noite. Tenho a tasca cercada por uma aliança de franceses, ingleses, espanhóis e portugueses que me querem assaltar o paiol. Despacho-os com cargas de obus (médias) e metralha (minis). O Vitó avia-os de tal maneira que é uma sangria desatada.
A Tasca dos Lampanas resiste ao primeiro dia de ofensiva mas amanhã tenho de ir comprar mais munições.

4:00 – Estou de rastos. Olho para o chão da tasca e para o famigerado colchão. Que se lixe a tasca. Arrumo tudo para dentro da tenda e vou dormir a casa.

5:00 – A roda foi a melhor invenção depois da cama.
Ainda não adormeci e já estou a ter pesadelos: acerto o despertador para as 8:00.


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Tasca report - Dia 1

A comitiva Lampanas - dois carros carregados de comida, bebida e equipamentos - chega a Almeida a meio da tarde. A ideia é, à custa de mais um dia de férias, ter a tasca a laborar, hoje à noite, durante o concerto da banda militar. Cozinhar está fora de hipótese mas pode ser que se venda alguma bebida e petiscos.

Dirijo-me ao local onde deveria estar a barraquinha. Não há barraquinha. Há uma tenda com um lava-louças, uma tábua assente em dois cavaletes e uma mesa para oito pessoas. Procuro pelas câmaras de filmar, pois acredito que estou a fazer parte de um número para uma nova série dos “Apanhados”. Até o nome da tasca está mal escrito.

O contacto na organização diz-me que “aquilo” é tudo o que estava previsto mas que ia ver se conseguia mais alguns meios. Conforme percebi mais tarde, o que me estava a dizer, na gíria local, era: safa-te. Não fosse a comida perecível que trago e o projecto “Tasquinha” acabava já aqui.

Estou a 350km de casa e tenho duas horas para montar uma tasca. Há vários amigos que se prontificam para ajudar mas há só um que tem os meios de que necessito.

- Vitó, tenho um negócio para te propor. Na verdade é mais uma parceria.
- Fala.
- Queres vender a tua sangria no meu tasco?
- O que queres em troca?
- Preciso de mesas, cadeiras e bancadas.
- Feito.

Criada ponte aérea (onde se voava muito baixinho) entre o Vale Felizes (aka Kosovo) e Almeida. Pilotadas pelo Chico e pelo Nuno, duas carrinhas acabam por transportar uma arca frigorífica, um balcão, duas bancadas, três mesas para oito pessoas e seis bancos. Entretanto, o Pedro já tinha ajudado a transportar a arca frigorífica de casa da avó.

A tasca está montada. Basicamente consiste numa tenda 6x3 com um frigorífico, duas arcas congeladoras, um balcão, três bancadas, um lava-louça, uma placa vitrocerâmica, um fogão a gás com um bico, três mesas para oito pessoas e assentos para vinte.

A banda militar está a tocar mas não dá para abrir ao público. Vinho a esta hora não sai e a cerveja não está fria.

A organização tem mais umas prendas para mim. Todas sob a forma de “não”.
Pergunto (como se fosse só para confirmar) se o espaço onde estão as tendas vai ser fechado durante a noite. Resposta: não.
Pergunto se vai haver segurança a vigiar o local. Resposta: não.
Por esta altura acho que já deu para perceber o padrão das respostas.
Quando já estou a pensar que a lapidação talvez não seja um castigo assim tão desajustado em certos casos, lá me dizem: “a gente depois pede à GNR para passar, de vez em quando, por aqui.
Agora dirijo-me a si, leitor. Entre o dia 26 e 29 de Agosto, por um mero acaso, viu algum elemento da GNR em sua casa?
Pois, assim vi eu.

São 3 da manhã e estou prestes a deitar-me no colchão insuflável da minha afilhada que está instalado no meio da tasca. Apesar de não ser um gajo muito alto, meço mais 30cm que o colchão. Não é preciso perceber muito de futebol para adivinhar que o gajo me vai partir os rins.

São 5 e meia da manhã e estou a regar algumas ervinhas da muralha. O nascer do Sol é lindo em Almeida.