sábado, 17 de abril de 2010

Letters from Iwo Jima

Oquestrada @ Aveiras de Cima

Ai... Como é que diz o ditado? Pérolas... Ou será diamantes?
E sei que mete bichos também... Patos ou javalis ou lá o que é...
Chatisse! Preciso mesmo desta expressão para escrever sobre este concerto.


sexta-feira, 16 de abril de 2010

A sombra do que fomos, de Luis Sepúlveda

«Aos velhos só nos resta Carlitos Santana», pensou o veterano. E lembrou-se de outro velho que há quarenta anos teve o mesmo pensamento, com a diferença de um apelido, e que o disse enquanto lhe servia um copo de vinho.
- Aos velhos só nos resta Carlitos Gardel, à saúde do morocho - suspirou então o seu avô, olhando com nostalgia para o vinho cor de rubi.
Isso foi tudo, recordou o veterano. No dia seguinte, o avô estoirou os miolos com uma Smitth and Wesson de calibre trinta e oito especial, a mesma arma que manteve durante décadas bem limpa e lubrificada, com os seis projécteis no tambor, envolta num pedaço de feltro vermelho e preto resistente à humidade, às traças e ao esquecimento.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Thor

Parece que cócegas no cérebro é maleita contagiosa. Um dos colegas envolvidos nisto, veio ter comigo propondo-me o seguinte:
- A empresa tem um armazém num local algo isolado, onde se guardam materiais de valor considerável.
- Sim...
- Esse armazém só está guarnecido nos dias úteis, das 8:00 às 17:00, pelo que, apesar do sistema de alarme é, esporadicamente, alvo de visitas dos amigos do alheio.
- Sim...
- Falei com o chefe para se contratar serviços de vigilância humana...
- E...
- Nada feito. Diz que a vidinha anda pela hora da morte.
- OK, e qual é a ideia?
- Um cão.
- Espaço?
- Enorme e vedado.
- Quem toma conta do cão... limpeza... banhos?
- Eu e malta do armazém.
- Comida?
- Já tratei. Fulano patrocina.
- Casota?
- Sicrano faz.
- E onde é que eu entro nisso?
- Bom, você apadrinhava a ideia junto do Director e... arranjava-nos o cão.
Ou seja, basicamente precisavam do gajo dos contactos. A parte do Director foi fácil. Basta mencionar as palavras mágicas “sem custos para a empresa” e a carta é praticamente branca. Faltava o cão. Dois ou três telefonemas e estava a ser simpaticamente recebido na Focinhos & Bigodes. Depois de algumas conversas, consumou-se a adopção, ou será melhor dizer contratação, de um cachorro com cerca de um ano, que foi encontrado a agonizar numa lixeira com uma fractura exposta numa pata, tinha ele na altura seis meses. Agora, totalmente recomposto e com ótimo aspecto é o meu mais recente colega. Apresento-vos o Thor.

E o seu posto de trabalho.

Sean Riley and the Slowriders - Only Time Will Tell



A ideia era ir lá só para comprar o bilhete para o concerto de Foge Foge Bandido. Acontece que a FNAC contrata pessoas más para estudarem os hábitos de consumo dos seus clientes, com o intuito de lhes extorquir a maior quantidade de dinheiro possível. Pois da minha experiência o que posso dizer é que o fulano contratado para estudar os meus hábitos de consumo é um mercenário exímio e tem a lição muito bem estudada, pois sempre que entro numa FNAC, toda a loja está organizada para me fazer saltar aos olhos coisas que eu simplesmente tenho que ter. Desta feita, estava eu na fila da bilheteira de espectáculos, depois de lá ter chegado em passo apressado, sempre de olhos pespegados no chão, mentalizado de que só iria comprar a porra do bilhete, quando numa fracção de segundo de distracção, olho para o lado e lá estava ela, uma espécie de obra-prima do fulaninho aquele, em formato LP. Mas como será que ele sabe que eu ando... digamos, muito sensível a tudo o que é bolacha de vinil? Como é que sabe que eu gosto de Sean Riley, de quem tenho o primeiro álbum autografado por toda a banda? O que é certo é lá estava ele bem à altura dos meus olhos, o último álbum de Sean Riley and the Slowriders em destaque numa prateleira de CD (atente-se no pormenor), ainda por cima numa edição especial, limitada a 500 unidades numeradas, com disco de 180g, em vinil verde e autografada à mão por toda a banda. Dá para resistir? Pois é claro que não deu.

Sean Riley ant the Slowriders no MySpace


sábado, 10 de abril de 2010

- Catarina, tira uma fotografia ao hospital!


Gostou de ser bombeira, repórter fotográfica, médica e de ter confeccionado o seu almoço. Não gostou de ser cabeleireira. Também não achou piada a tudo o que envolvesse gastar dinheiro. Forreta como só ela, conseguiu trazer mais dinheiro (de brincar) para casa do que aquele que lhe deram à entrada, mesmo havendo mil e uma coisas onde o gastar e podendo trocar o que lhe restasse por bugigangas, no final. "Deixa estar mãe, assim quando cá voltar já tenho mais dinheiro".

Por este andar, quando lá voltar vai ser como accionista da Kidzania.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

domingo, 4 de abril de 2010

sábado, 3 de abril de 2010

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Ovos da Páscoa

- Estou.
- Olá pai.
- Olá filha. O que é que andas a fazer?
- Vim agora da escola. Foi a reunião para a professora dizer as notas.
- E então…?
- Tive Muito Bom a tudo!!! Os meus ditados não tiveram nenhum erro e até a ginástica tive Muito Bom!
- Linda menina! Estou muito feliz, assim é que é! Muitos parabéns!
- Obrigada!
- E a mãe?
- Está ali a chorar…
- Hã?
- … de felicidade.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Mamma Mania

Foi o Blu-Ray que estreou as novas funcionalidades do sistema AV e num instante tornou-se no último vício multimédia do Pirralho. Sabe as músicas (que também já moram no seu mp3), decorou as coreografias e, apesar de não perceber 98% do que é dito no filme, conhece todo o enredo. E claro, ela é a Sophie. Por aqui atravessa-se uma Abbamania aguda mas não há quem se importe.


Meryl Streep - Dancing Queen from Mamma Mia
Enviado por gokhanh. - Veja mais vídeos de musica, em HD!

quarta-feira, 17 de março de 2010

terça-feira, 16 de março de 2010

Malandro, de Chico Buarque

A bolacha que tem rodado por estes dias. Vai fazer 31 anos e foi mais um dos que vieram no enxoval musical de Mrs. Crama. Foi lançado em 1979 e era composto pelas músicas da peça musical Ópera do Malandro que estreara um ano antes. Mais informação aqui.


segunda-feira, 15 de março de 2010

"Vai pagar com dinheiro ou cartão?"

Esquecer-me da carteira já não é mau. Mas bom, bom é esquecer-me que me esqueci da carteira.

sexta-feira, 12 de março de 2010

quinta-feira, 11 de março de 2010

Jardineiro

Começou como uma cocegazinha no cérebro. E foi crescendo. Às tantas, a comichão era tanta que tive de lhe dar caminho. Ponto de partida. Há um jardim que custava à empresa 1200€ por mês. O contrato de manutenção foi rescindido e o espaço ameaça deteriorar-se rapidamente. Ideia. Reunir um grupo de voluntários para cuidar do jardim. No mínimo seis, para a máquina poder arrancar. Além disso era preciso que fossem dos melhores e principalmente de confiança. A minha equipa portanto. Havia muito pouco por onde falhar. Talvez só a parte do “ok, preciso de voluntários para virem trabalhar como jardineiros, aos sábados e/ou domingos (não todos, atenção). Ah! E esqueci-me de dizer: de borla.” Penso que o “não todos” foi um forte argumento. Doze convites feitos entre algumas vidas complicadas. Resultado, aceitaram dez. Comigo onze. Proposta para a frente. Aguarda-se resposta. Entretanto, onde é que se tira a carta de corta-relvas?

terça-feira, 9 de março de 2010

Agora que penso nisso...

... o júri dos Cramalheiras de Oiro talvez não tenha sido totalmente justo.

Já agora...

... senhores da EIN, se fazem o favor.
Ando com saudades destes senhores.
Ando com saudades de cantar num coro.

Sónia, gramava de uma cena... (nova versão)



Optimus Alive - 9 de Julho
Skunk Anansie (Palco Optimus)

Abrindo uma nova janela


Parece um post igual a todos os outros mas não é. Começou por ser um ficheiro .odt em vez de um .doc, ou seja, difere na origem, na plataforma onde foi produzido. Depois de um vírus me ter obrigado a formatar o disco do PC, decidi finalmente dar uma oportunidade ao software de distribuição livre, tendo optado pelo sistema Ubuntu/OpenOffice/Mozilla. Primeiras impressões: UAU! Segundas impressões: tudo funciona e tudo é mais rápido (bem mais rápido). Internet, mail, aplicações de escritório, filmes, fotografias, inclusive ficheiros que estão na partição do Windows, tudo é aberto e tudo pode ser editado... Sem esquecer aqueles dois pormenorzinhos: crashes=0 e cash=0.
Costuma-se dizer que a cavalo dado não se olha o dente, pois a este pode-se olhar, mandar analisar, dissecar, o que quiserem, que pelo que vi, é um puro sangue e em perfeita forma.

domingo, 7 de março de 2010

Norberto Lobo & Tigrala @ Culturgest

Quando for guitarrista quero ser grande.



Tigrala from ivan goite on Vimeo.

terça-feira, 2 de março de 2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

domingo, 28 de fevereiro de 2010

O meu primeiro bailado




- Então filha, estás a gostar?
- Estou a gostar do tamanho do mundo!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Teletrabalho

A parte boa é que me levantei às 8:00 e às 8:30 já estava à secretária a trabalhar.
A parte má é que o chefe não sabe disso.
A parte boa é que, num dia, fiz o trabalho de três.
A parte má é que não tenho mais 2 dias de férias por causa disso.
A parte boa é não precisar de fazer 100km para reunir com os colegas do grupo de trabalho.
A parte má é ter o PC e o telefone de casa ocupados toda a manhã e ter de subir 17 degraus sempre que quero falar ao telemóvel.
A parte boa é que estou em casa quando o Pirralho chega da escola.
A parte má é convencê-la que o pai precisa de trabalhar e não pode brincar com ela.
A parte boa é que almoço em casa.
A parte má é que se fizesse isto todos os dias perdia as açordas do Sr. F.
A parte boa é que, em casa, tenho uma “secretária” que me pode trazer o 2º pequeno-almoço, ou um cafezinho, sempre que me apetece.
A parte má é que não tenho os 12 colaboradores que realmente fazem tudo o que eu mando, ao contrário da “secretária”.
A parte boa é que posso trabalhar a partir de casa sempre que assim o entendo.
E a parte mesmo boa é que saio para trabalhar com o mesmo prazer com que trabalho a partir de casa.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O plano A é o seguinte

- Sabes mãe, eu tenho dois sonhos.
- Ai é filha! Quais são?
- Um é ter o cabelo por aqui – apontando com a mão o fundo das costas.
- Esse está quase.
- Pois está.
- E o outro?
- O outro é ter uma quinta a sério.
- Bom, esse é muito mais difícil…
- Mas eu tenho uma maneira de resolver.
- Ai sim!? Qual é?
- Nós podemos fazer batota!
- Batota! Como assim!?
- É fácil! Nós pomo-nos ao lado de uma pessoa que tenha ganho o Euromilhões… e COPIAMOS!!!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

domingo, 21 de fevereiro de 2010

B Fachada @ F. C. de Alcochete

A noite escura, a chuva, o frio e o vento mais do que justificavam um serão caseiro de convívio familiar e, quanto muito, uma sessão no cinema-aqui-de-casa depois de o Pirralho ir à cama. Acontece que isto é, não há como negá-lo, uma família de galdérios e havendo uma desculpa para sair de casa, “ala que se faz tarde” é o mote que faz regra. Ontem não foi excepção. E à pergunta: “Queres ir a um concerto com o pai?”, a resposta foi a esperada, ou seja, um sorriso de orelha a orelha a que é impossível resistir. O motivo ainda por cima afigurava-se dos melhores: poder ver (rever no meu caso) o B Fachada, era razão mais que suficiente para fazer 70km numa noite de temporal. E foi. B Fachada, mais uma vez não desiludiu e com a sua música simples, mas nada simplória, e com a sua divertida presença em palco proporcionou um óptimo serão musical, apreciado por crescidos e pirralhos.




PS – Um grande bem-haja, Rita!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

$$$

OK, já dei com a página onde se pode trocar dinheiro verdadeiro por dinheiro do Farmville. Aliás, os senhores que gerem aquela traquitana informática fazem questão de a tornar uma página de muito fácil acesso. Só não consegui descobrir ainda a página onde se troca dinheiro do Farmville em dinheiro verdadeiro. Help, please!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Cheesecake de morango

Querem ver este menino feliz, dêem-lhe cheesecake de morango. Curiosamente não é fácil encontrar um espécime que me satisfaça. Ou são muito doces, ou sabem muito a natas, o que é certo é que, fora de casa, raramente escolho um cheesecake como sobremesa por medo da decepção. Não foi certamente o caso deste que aqui trago, cuja receita foi importada ali das bandas de Benfica (um abraço para a Gomes Pereira) e que em pouco tempo se tornou num clássico aqui em casa.

Ingredientes

300g de bolacha Maria
200g de manteiga sem sal
4dl de natas
1 lata de leite condensado
300g de queijo fresco para barrar
7 folhas de gelatina
2 colheres de sopa de leite
Doce de morango q.b.
Morangos q.b.

Preparação

Triturar a bolacha (à mão, ou numa picadora) e misturar com a manteiga derretida. Com a massa obtida, forre uma forma de tarte com fundo destacável e leve ao frigorífico.
Coloque as folhas de gelatina em água fria. Bata as natas até estarem quase em ponto de chantilly e, sem parar de bater, junte o leite condensado e o queijo. Recolha as folhas de gelatina num fervedor, junte o leite e leve a aquecer até dissolver a gelatina. Incorpore no creme e bata até estar homogéneo. Verta o creme sobre a base de bolacha e leve ao frio até solidificar. Retire da forma, cubra com o doce de morango e decore com os morangos. Sirva bem frio.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Quero o meu país de volta

Comprei o último de sete bilhetes da 2ª data de Norberto Lobo na Culturgest.
Reparou bem na dimensão do que esta frase encerra? Não? Vou repetir.
Comprei o último de sete bilhetes da 2ª data de Norberto Lobo na Culturgest.
E então, já está a ver? Sociologia… Comportamento de massas… Perca de identidade… Não?
OK, vou explicar. A segunda data (adicional) de Norberto Lobo está tecnicamente esgotada. A primeira esgotou faz tempo. Estamos a um mês dos concertos. Ou seja, a um mês dos concertos, se me descuido, ficava a arder. Foi o que me aconteceu com Muse, idem idem com Franz Ferdinand, aspas aspas com Arctic Monkeys e por pouco com o Três Cantos, Rodrigo Leão e Tindersticks. Perante isto, pergunto eu: mas onde está o bom e velho hábito português de deixar tudo para a última!? O célebre “deixa para amanhã o que podes fazer hoje”? Mas anda tudo maluco, ou quê!? Querem ser suecos, é!? No outro dia ouvi que o IRS ia ser pago em Março. E o que é que se segue, deixarmo-nos de digladiar na estrada, um serviço nacional de saúde decente, é isso que querem, é!?
Sempre disse que esta treta da União Europeia iria acabar com a identidade nacional.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Brincando aos Clássicos


Mais um dos discos trasladados do Alentejo que tem tido requisições constantes. Está-se mesmo a ver de quem, não é verdade? Não chegou ter sido completamente estafado na meninice de Mrs. Crama y su irmanita, renasce agora, quase 30 anos depois, para nova saga de trabalhos forçados, numa prova de que este “Brincando aos Clássicos” pode ser também ele considerado um clássico. A fórmula era simples. Pegando em melodias orelhudas de obras clássicas, adapta-se um arranjo de sonoridade popular, mais uma letra consonante com o universo infantil, et voilà, algo para levar qualquer pai ao tormento. Não é felizmente o meu caso, que por aqui as refeições musicais são regradas de modo a proporcionarem uma alimentação variada e saudável. Caso contrário, não duvido que ouviria este disco em repeat dia e noite a mando de Sua Exa. Pirralheira. Curiosamente, uma das músicas deste disco chama-se Catarina e a sua letra não podia ser mais adequada.

Brincando aos Clássicos – Ana Faria

Lado A
Luís (adaptado da ária “La Donna è Mobile” da ópera Rigoletto de Verdi)
Clara (adaptado do “Hino à Alegria” da 9ª sinfonia de Beethoven)
João (adaptado da Abertura da ópera de Guilhermo Tell de Rossini)
Ana (adaptado da 1ª cena do II Acto do Lago dos Cisnes de Tchaikovsky)
Miguel (adaptado da Marcha Turca de Mozart)
Catarina (adaptado do 4º Andamento da 7ª sinfonia de Beethoven)

Lado B
Nuno (adaptado da Dança das Horas da ópera Gioconda de Ponchielli)
Joana (adaptado da “Barcarola” dos contos de Hoffmann de Offenbach)
Marta (adaptado da “Habanera” da zarzuela La Verbena de la Paloma de Breton)
Pedro (adaptado do Concerto n.º1 para piano de Tchaikovski)
Rita (adaptado da Valsa Brilhante, op. 18 de Chopin)
(adaptado da “Habanera” da ópera Carmen de Bizet)
Clara (adaptado do “Hino à Alegria” da 9ª sinfonia de Beethoven)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Digamos que uma pessoa incha

Na catequese:
- "Agora os meninos vão dizer-me uma coisa boa que Deus tenha feito por vocês. Catarina, o que é que Deus fez de bom por ti?"
- "Deu-me o meu pai e a minha mãe."

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Virou costas e saltou

Não o conheci, não sei nada dele, apenas o senti morrer debaixo dos pés, no dia em que decidiu fazer do comboio o fim da linha.

I bet I'd look good on this dance floor

Não me entendam mal, Tindersticks foi muito bom. A voz do Staples, a qualidade da banda, a melancolia dos temas a roçar a magia, blá, blá, blá. Mas, num mundo perfeito, eu era ubíquo e hoje acordava com uma ressaca das antigas.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Tindersticks @ CCC Caldas da Rainha

O arranque da tournée de apresentação de Falling Down A Mountain. Sala cheia, som 5 estrelas, banda impecável nesta nova configuração e a voz de Stuart A. Staples que continua a ser tudo aquilo que se ouve em disco. No entanto, ia à espera de algo mais. Achei o concerto curto (para variar) e acho que a aposta nos temas do novo álbum (como é natural) não justifica o deixar de lado alguns clássicos mais antigos.
Para mais tarde recordar, um clip de alguém (a quem eu agradeço) que conseguiu ludibriar os vigilantes da sala



e o videoclip do (quanto a mim) momento mais alto do concerto


Tindersticks - "Dying Slowly"
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco

Úria - 1 Tindersticks - 1



O Cante da Terra

- “Então e os vinis!?”
Os vinis vão bem e recomendam-se. Há três meses, desenterrou-se e trasladou-se a colecção de juventude da Mrs. Crama e, desde então, tem sido um corrupio de lavar vinil e pôr a tocar. Só a falta de vagar tem impedido a actualização da saga “Bolachas”. Hoje, no entanto, como estou com a mão quente, deixo aqui uma amostra de um disco que deu muito prazer a redescobrir à Mrs. Crama. Trata-se de um LP que rodou muito durante a sua infância, de tal maneira que ainda hoje sabe a maior parte das músicas de cor. O desgaste visível e audível é notório mas mesmo assim continua a ter um som perfeitamente aceitável, sendo fácil identificar as vozes do grupo de cantadores, onde se destacam os mediáticos Vitorino e Janita Salomé. Directamente da Vila do Redondo e do ano 1978…


Cantadores do Redondo – O Cante da Terra

Lado A

É na Vila do Redondo
Quando caiu a neve
Décimas e saias da camisinha azul (Mote)
Décimas e saias da camisinha azul (Saias)
Rosa branca desmaiada
Salas dos Foros
Borboleta mensageira

Lado B

Cavaleiro real
Décimas e saias do Redondo
As nuvens que andam no ar
Saias de Santo Aleixo
Oh menina Florentina



Décimas e saias da camizinha azul
(São Romão / Vila Viçosa)