sexta-feira, 30 de abril de 2010

Port O'Brien @ Santiago Alquimista

- São 21:00 horas.
- Cheguei a Alfama e estacionei a 30m do Santiago. Pensamento: Andar de mota rulez.
- Carrego uma mochila, um capacete e um blusão. Pensamento: Ir a concertos de mota sucks big time!
- Chega o amigo que veio de carro. Pensamento: O meio de transporte ideal é mota + carro de apoio.
- Amigo compra bilhete. Entramos. Santiago às moscas. Passamos ao denominado “pôr a conversa em dia”.
- Amigo tem fome. Saímos. Lisboa está tão às moscas quanto o Santiago.
- A cerveja fora do Santiago é mais cara. Mas o que é que estamos aqui a fazer!?
- Regressamos ao Santiago. Perdemos os Carcrashlander. O duo passa trio. Passamos ao denominado “pôr a conversa em dia”, outra vez.
- Os Port O'Brien são 4 e uma capa.
- O som não está perfeito mas o Santiago Alquimista continua a ser a minha sala de concertos preferida.
- Port O'Brien sem Cambria é bom, mas não é a mesma coisa.
- Van Pierszalowski & Cia. estão empenhados em provar que um concerto para uma sala quase vazia não tem de ser algo necessariamente mau. E estão a conseguir.
- Entre duas músicas, Van Pierszalowski pergunta se o pessoal é de ir para a cama cedo, ou se somos de andar na borga até de madrugada. Respondo-lhe: It's up to you.
- O concerto está a chegar ao fim. Tenho de começar a afinar a garganta.
- Van Pierszalowski pede à assistência para subir ao palco. Eu avisei que me apetecia cantar em coro. Hmmm... Talvez isso explique a fraca assistência.
- Estou a cantar com os Port O'Brien para uma plateia vazia. Lindo!
- Não há ninguém a filmar. Fixe! Isto nunca poderá ser usado contra mim em tribunal.
- "All We Could Do Was Sing" em vinil: 15€. Autógrafo do Van Pierszalowski enquanto se conversa sobre pesca, Alaska, salmão, varicela, Lisboa, um quarto com vista, a tour, o cansaço das viagens, pegadas de carbono, etc... priceless.
- Tenho 5 horas para dormir, os ouvidos a zunir e estou quase sem voz. Mas amanhã tenho a certeza de que vou acordar in a very special way.
- São 1:30 horas.


As fotos de baixo são uma cortesia do Ponto Alternativo, onde também se pode ler uma reportagem a sério sobre este concerto. Um bem-hajam a eles.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Acho que vou levar o meu melhor tacho

Eu pedi e o senhores da EIN fizeram-me a vontade.
É certo que não são os AF mas para cantar em coro servem perfeitamente.
E espero que da próxima vez não sejam precisos 2 anos para me fazer a vontade.



Site oficial
Port O'Brien no MySpace

domingo, 25 de abril de 2010

Cumprindo a minha parte no "Sempre"

Pão de muita coisa

Com o colesterol e o ponteiro da balança em máximos históricos, chegou a altura de pôr fim à tendência neoliberalista da minha alimentação, impondo mais regulação no sector dos morfes. Entre as várias medidas tomadas está a substituição do pão de trigo que habitualmente confeccionava, por um outro mais rico em fibra. Depois de uma primeira tentativa bem sucedida, mas onde não anotei o que fui metendo para dentro da cuba da máquina do pão, chamei a minha ajudante para me auxiliar na preparação do exemplar da foto, anotando todos os ingredientes e respectivas quantidades. Ora, segundo ela:


Para quem não percebe a letra, ou quiser fazer copy/paste.

Ingredientes

Alfarroba – 120g
Aveia (grão inteiro) – 50g
Centeio (grão inteiro) – 50g
Sésamo (sementes) – 20g
Linhaça (sementes) – 20g
Girassol (sementes) – 20g
Farelo de trigo – 30g
Gérmen de trigo – 30g
Pinhão – 20g
Farinha tipo 65 - 450g
Fermento de padeiro (pó) – 1g
Sal – 5g
Água – 500ml

Preparação

Numa picadora ou num moinho (eu utilizei a bimby), triture a alfarroba a aveia e o centeio até obter uma farinha de moagem grosseira. Junte aos restantes ingredientes sólidos na cuba da máquina do pão. Mexa com uma colher de pau para homogeneizar a mistura. Adicione a água. Seleccione Programa 3 (pão integral) – Cor escura – Nível II. Depois de terminado o programa, deixe arrefecer meia-hora e desenforme. O resultado deverá ser mais ou menos este


Já na fase de prova.
- Olha, até está bom!
- Pois está!
- E agora, que nome lhe vamos dar?
- Nome...?
- Sim, o outro que o pai fazia era pão de trigo porque só levava trigo. Este como leva alfarroba, centeio, aveia, sésamo...
- Então, chamamos-lhe pão de muita coisa!
- Boa!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Sonic Youth @ Coliseu dos Recreios

Dentro de mim, há um jovem sónico amassadinho de satisfeito.





PS - Quando for grande quero ser a Kim Gordon.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Sleeping my day away

Sou rapaz pouco dado a insónias mas quando as tenho há um soporífero que se revela invariavelmente eficaz: o toque do despertador.

O Dominó Preto, de Florbela Espanca

segunda-feira, 19 de abril de 2010

domingo, 18 de abril de 2010

Ciclista


Depois de algumas sessões de treino, pode-se dizer que o Pirralho aprendeu hoje a andar de bicicleta. Os arranques e as paragens ainda requerem algum treino extra, mas nada que tenha impedido o brotar de mais um rio de baba por estas bandas.

sábado, 17 de abril de 2010

Letters from Iwo Jima

Oquestrada @ Aveiras de Cima

Ai... Como é que diz o ditado? Pérolas... Ou será diamantes?
E sei que mete bichos também... Patos ou javalis ou lá o que é...
Chatisse! Preciso mesmo desta expressão para escrever sobre este concerto.


sexta-feira, 16 de abril de 2010

A sombra do que fomos, de Luis Sepúlveda

«Aos velhos só nos resta Carlitos Santana», pensou o veterano. E lembrou-se de outro velho que há quarenta anos teve o mesmo pensamento, com a diferença de um apelido, e que o disse enquanto lhe servia um copo de vinho.
- Aos velhos só nos resta Carlitos Gardel, à saúde do morocho - suspirou então o seu avô, olhando com nostalgia para o vinho cor de rubi.
Isso foi tudo, recordou o veterano. No dia seguinte, o avô estoirou os miolos com uma Smitth and Wesson de calibre trinta e oito especial, a mesma arma que manteve durante décadas bem limpa e lubrificada, com os seis projécteis no tambor, envolta num pedaço de feltro vermelho e preto resistente à humidade, às traças e ao esquecimento.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Thor

Parece que cócegas no cérebro é maleita contagiosa. Um dos colegas envolvidos nisto, veio ter comigo propondo-me o seguinte:
- A empresa tem um armazém num local algo isolado, onde se guardam materiais de valor considerável.
- Sim...
- Esse armazém só está guarnecido nos dias úteis, das 8:00 às 17:00, pelo que, apesar do sistema de alarme é, esporadicamente, alvo de visitas dos amigos do alheio.
- Sim...
- Falei com o chefe para se contratar serviços de vigilância humana...
- E...
- Nada feito. Diz que a vidinha anda pela hora da morte.
- OK, e qual é a ideia?
- Um cão.
- Espaço?
- Enorme e vedado.
- Quem toma conta do cão... limpeza... banhos?
- Eu e malta do armazém.
- Comida?
- Já tratei. Fulano patrocina.
- Casota?
- Sicrano faz.
- E onde é que eu entro nisso?
- Bom, você apadrinhava a ideia junto do Director e... arranjava-nos o cão.
Ou seja, basicamente precisavam do gajo dos contactos. A parte do Director foi fácil. Basta mencionar as palavras mágicas “sem custos para a empresa” e a carta é praticamente branca. Faltava o cão. Dois ou três telefonemas e estava a ser simpaticamente recebido na Focinhos & Bigodes. Depois de algumas conversas, consumou-se a adopção, ou será melhor dizer contratação, de um cachorro com cerca de um ano, que foi encontrado a agonizar numa lixeira com uma fractura exposta numa pata, tinha ele na altura seis meses. Agora, totalmente recomposto e com ótimo aspecto é o meu mais recente colega. Apresento-vos o Thor.

E o seu posto de trabalho.

Sean Riley and the Slowriders - Only Time Will Tell



A ideia era ir lá só para comprar o bilhete para o concerto de Foge Foge Bandido. Acontece que a FNAC contrata pessoas más para estudarem os hábitos de consumo dos seus clientes, com o intuito de lhes extorquir a maior quantidade de dinheiro possível. Pois da minha experiência o que posso dizer é que o fulano contratado para estudar os meus hábitos de consumo é um mercenário exímio e tem a lição muito bem estudada, pois sempre que entro numa FNAC, toda a loja está organizada para me fazer saltar aos olhos coisas que eu simplesmente tenho que ter. Desta feita, estava eu na fila da bilheteira de espectáculos, depois de lá ter chegado em passo apressado, sempre de olhos pespegados no chão, mentalizado de que só iria comprar a porra do bilhete, quando numa fracção de segundo de distracção, olho para o lado e lá estava ela, uma espécie de obra-prima do fulaninho aquele, em formato LP. Mas como será que ele sabe que eu ando... digamos, muito sensível a tudo o que é bolacha de vinil? Como é que sabe que eu gosto de Sean Riley, de quem tenho o primeiro álbum autografado por toda a banda? O que é certo é lá estava ele bem à altura dos meus olhos, o último álbum de Sean Riley and the Slowriders em destaque numa prateleira de CD (atente-se no pormenor), ainda por cima numa edição especial, limitada a 500 unidades numeradas, com disco de 180g, em vinil verde e autografada à mão por toda a banda. Dá para resistir? Pois é claro que não deu.

Sean Riley ant the Slowriders no MySpace


sábado, 10 de abril de 2010

- Catarina, tira uma fotografia ao hospital!


Gostou de ser bombeira, repórter fotográfica, médica e de ter confeccionado o seu almoço. Não gostou de ser cabeleireira. Também não achou piada a tudo o que envolvesse gastar dinheiro. Forreta como só ela, conseguiu trazer mais dinheiro (de brincar) para casa do que aquele que lhe deram à entrada, mesmo havendo mil e uma coisas onde o gastar e podendo trocar o que lhe restasse por bugigangas, no final. "Deixa estar mãe, assim quando cá voltar já tenho mais dinheiro".

Por este andar, quando lá voltar vai ser como accionista da Kidzania.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Ovos da Páscoa

- Estou.
- Olá pai.
- Olá filha. O que é que andas a fazer?
- Vim agora da escola. Foi a reunião para a professora dizer as notas.
- E então…?
- Tive Muito Bom a tudo!!! Os meus ditados não tiveram nenhum erro e até a ginástica tive Muito Bom!
- Linda menina! Estou muito feliz, assim é que é! Muitos parabéns!
- Obrigada!
- E a mãe?
- Está ali a chorar…
- Hã?
- … de felicidade.