quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Do contra

Falhei o cineminha de quinta-feira à noite e agora estou aqui macambúzio, irritado, rabujento… Apetece-me embirrar com alguém. Contradizer, contrariar, qualquer coisa com contra. Alguém a fim? Não. Então tenho de ir à procura de um alvo, de alguém que me sirva de saco de pancada. Ora deixa cá ver. Deixa cá procurar. Ah! Pode ser este.

Diz JC das Neves, no Destak de hoje: “A eleição americana foi cheia de surpresas. Há ano e meio ninguém sabia quem era Barack Obama.”

Pronto já chega. Já tenho matéria para aliviar os nervos durante duas horas. Duas frases, duas bacoradas. Então vamos lá. Começo pelo fim. Ninguém conhecia o Obama, alto lá. Fique o JC sabendo que, há ano e meio, já eu recebia, no meio dos mails de gajas nuas, clips do Youtube com o gajo que vinha logo a seguir ao Messias, nestas coisas de salvar o mundo. E isto sou eu aqui, em bardalhais-de-cima, no fundo da minha ignorância e insignificância. Se o JC não viu estes mails, há ano e meio, é porque tinha medo de os abrir, com medo de serem mails de gajas nuas. Aliás, desconfio mesmo que o JC não tem mail e que nunca se aproximou destas coisas da net. Com tanta gaja nua, gajo nu e seres que ficam assim a meio caminho entre os gajos e as gajas, mas também nus, a Internet só pode ser qualquer coisa de sexual e como tal o melhor é manter distância. Vade retrum! Pois se o JC tivesse minimamente “ligado” saberia, há um ano e meio, quem era o tal do Barack Obama.
Na segunda calinada do dia, JC diz que a eleição foi cheia de surpresas e isto deixa-me convicto que JC não só não abre mails de gajas nuas, como é o mais perfeito dos anjinhos – totalmente sem sexo portanto. Depois desta, só faltava o JC espantar-se por o Vale e Azevedo estar na lista dos gajos que desfalcaram o BPN. Ai, ai, mas onde é que eu ia… Ah! Na eleição americana. Então não se estava mesmo a ver que seria este o desfecho desta eleição? Haveria dúvidas que, depois dos 8 anos de Bush, um gajo branco, baixo e estúpido como uma barragem, bastaria aos Democratas candidatarem alguém que fosse exactamente o seu oposto – negro, alto e minimamente inteligente – para a vitória estar garantida? É uma lógica infalível. Veja-se o caso da Alemanha: tinham um gajo sem mamas, a seguir elegem um gajo com mamas. Bem, mas na realidade infalível, infalível não é. Falha na Madeira e nas nossas eleições autárquicas, onde gajos broncos, trafulhas e a braços com a justiça secedem-se a eles próprios, mas lá está: toda a regra…
Continuando numa de contrariar, também acho que não têm razão os que dizem que o Barack terá um duro mandato pela frente. Mas duro onde!? Dura vai ser a vida dos John Stewarts e Michael Moores desta vida, sem matéria-prima para trabalharem nos próximos tempos. Agora o Obama!? Então o gajo tem a papinha toda feita! Sempre que tiver de tomar uma decisão sobre qualquer assunto, basta ir aos canhenhos, ver o que fez o Bush e fazer precisamente o oposto, não está bom de ver. Vejam lá se não é o que já está a acontecer. O Bush abria a boca, metade do mundo ria, em África havia manifestações e queimavam-se bandeiras americanas. Agora o Barack faz o seu discurso de vitória, metade do mundo chora, em Africa dança-se e as bandeiras tá quieto ó arder. Digo-vos, os próximos 4 anos, para o Barack, é como limpar o rabinho a meninos. Menos para o JC que ele não é dessas coisas.
E por aqui me fico. já estou mais bem dispostinho.

4 comentários:

Anónimo disse...

'tá bem!

ILCO

Maria Eva disse...

Belo post!
Tá bem visto :)

Anónimo disse...

Espero que falhes o cinema mais vezes!

Anónimo disse...

Estás tu e estou eu! (mais bem dispostinha)