domingo, 10 de maio de 2009

Sopa de feijão com espinafres e poejos

Henry Ford, no início do século passado, inquirido sobre a (única) cor dos seus Model T, respondia dizendo: "The customer can have any color he wants so long as it's black." Eu aplico uma variante desta filosofia às sopas: “Pode ser qualquer uma, desde que tenha feijão.” Não é que não goste de outro tipo de sopas mas é sempre isto que me sai quando me perguntam: “Que sopa queres que faça?” A Mrs. Crama tantas vezes ouviu isto, nos últimos 14 anos, que há muito passou a questão a: “Queres sopa de feijão com mogango, com alabaças, com espinafres…?” Hoje fica aqui a receita passo-a-passo desta última (feijão com espinafres e poejos), made by Mrs. Crama, que é uma sopa muito simples de fazer, mas que me regala muito.

Ingredientes:

2 dentes de alho picados
1dl de azeite
1 molho de poejos
1 molho de espinafres
1kg de feijão manteiga
1 cebola
Sal q.b.

Preparação

De véspera, lave o feijão, deixe de molho (12 horas no mínimo) e coza-o com a cebola e um pouco de sal, aproveitando a água da demolha para a cozedura.

Leve o azeite ao lume com o alho picado e deixe refogar ligeiramente. Junte o molho de poejos inteiro (ao servir é mais fácil separar).


Junte os espinafres e envolva.


Junte a água da cozedura do feijão, mais alguma que se côa através do feijão cozido.


Deixe ferver até os espinafres estarem cozidos. Junte de seguida o feijão cozido, deixe levantar novamente fervura e apague.


quinta-feira, 7 de maio de 2009

Acabou-se o rum


Na verdade não se acabou o rum. Acabou-se sim o rum branco (sem envelhecimento em madeira) que, para mim, faz o melhor mojito. De qualquer forma, como o Caribe já lá vai (facto comprovado pela minha pele que retoma, a pouco e pouco, a sua natural palidez britânica) viro-me agora para uma bebida mais europeia mas que rima como poucas com dias quentes e noites mornas. Não tenho uma receita exacta, é uma questão de mão e de disposição. Umas pedras de gelo, algumas gotas de sumo de limão, uma rodela do mesmo para decorar, uma dose de gin e água tónica. Eis o do gin do Peter. Crama neste caso, que não fica nada a dever ao outro.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Cookies de chocolate


Pois então, sai uma receita de Cramie’s, que é como quem diz de cookies do Crama. Por agora deixo só a receita clássica com pepitas de chocolate. Experimentei também umas de chocolate e banana mas esta fica para a próxima.

Ingredientes

225g de manteiga
100g de açúcar branco
220g de açúcar amarelo
2 colheres de café de extracto de baunilha
2 colheres de vinho da Madeira
2 ovos
310g farinha
1 colher de café de fermento em pó
200g de chocolate em pedaços pequenos
100g de noz em pedaços

Preparação

Numa taça grande, bater a manteiga e o açúcar (branco e amarelo) até ficar um creme uniforme. Adicionar um ovo de cada vez, a baunilha e o vinho da Madeira. Juntar a farinha misturada com o fermento. Por fim, juntar os pedaços de chocolate e noz. Deixe arrefecer no frigorífico durante duas horas. Após o período de repouso, aquecer o forno a 200ºC. Deitar bolinhas de massa num tabuleiro coberto de papel vegetal. Cozinhar durante 8 a 10 minutos. Retirar os cookies ainda no papel vegetal e deixar arrefecer.

PS - A receita base é com 300g de chocolate e sem noz mas eu gostei mais desta versão. Hoje, por acaso, troquei a noz por passas. Também ficaram boas. É uma questão de albardar o burro à vontade do dono.
Vá, experimentem lá que a gente depois trata dos royalties.

Dia 1

Passei a manhã a fazer tuning a uma frigideira. Coisa de mestre, com rebarbadora e tudo. Ficou impec! Ainda está por testar mas penso que vai dos 0 aos 100 joaquinzinhos em menos de 10 segundos. Da parte da tarde estive a fazer cookies de chocolate que é por causa da dieta. Agora estou aqui indeciso se faço um post com a receita das bolachas, ou se explico como é que se kita uma frigideira. Enquanto decido vou ali tratar de um hematoma que me apareceu na mão direita, que é um cheiro a hortelã e rum que não se aguenta. Parece que o sacana do vírus ficou mal curado.

terça-feira, 5 de maio de 2009

México

É verdade, já cá estou. Nem assim se vêem livres de mim. Pois é, estou de volta, pouco são mas salvo. Sim, pouco são, porque aquilo no México é vírus atrás de vírus. Esse tal do A(H1N1) não o vi, não deu tempo, mas de outros que tais, não me livrei. Houve um que me fez engordar (mais) três quilos, vejam só o poder de devastação deste vírus! Bem que expliquei os sintomas ao técnico de saúde mas ele disse que teve a ver com burritos, chilies, cochinitas, guacamoles, quesadillas… Eu, por mim, tenho a certeza que foi um vírus e agradecia para rápido a respectiva vacina. Houve outro que me atacou as mãos e que me fazia aparecer uma espécie de hematomas, assim em forma de mojitos. Novamente me disseram que não era caso para alarme, que era uma questão de ir bebendo o líquido que se formava no hematoma. Contra minha vontade também consegui curar esta infecção, já mesmo à saída do hotel a caminho do aeroporto. Havia ainda um vírus que atacava na zona da praia e nas piscinas e que punha a temperatura da água a 27ºC! Bem, nem imaginam! Era ver os turistas a entrarem dentro de água e a caírem que nem tordos. Aguinha pelo joelho, tumba, já daí não sais! Acho que se não me arrastassem para fora de água, por esta altura já tinha guelras. E o vírus do sono que me fazia dormir doze horas por dia e descansar nas outras doze!? Bem, aquilo foi de tal maneira que agora vou estar 7 dias em casa para recuperar. Ah pois é! A entidade patronal acha que eu devo ficar em casa a descansar sete dias, sossegadinho, que é para não me cansar! Até que enfim que perceberam a necessidade da quarentena quando se vai de férias para sítios destes! Uma pessoa não pode passar de uma vida daquelas e no dia seguinte reuniões, centros de custos, auditorias e o raio que os parta a todos… é muito violento, o corpo não aguenta! Só acho que 7 dias é capaz de ser pouco. Quarentena, como o nome está mesmo a dizer, deviam ser 40 dias. Mas vamos ver como é que coisa evolui e depois logo se vê. Entretanto umas fotozitas para dar uma ideia da devastação que foram estas férias.

Proceed at your own risk

sexta-feira, 1 de maio de 2009

sábado, 25 de abril de 2009

Hasta la vista!

Quando for grande não vou "batater"

Grand Torino


Realização: Clint Eastwood
Elenco: Clint Eastwood, Bee Vang, Ahney Her, Christopher Carley,
Ano: 2008
Título em português: Grand Torino

PS - Se o Clint quisesse, também trabalhava para ele, de graça, durante uma semana. E mesmo assim ainda lhe ficava a dever.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

quarta-feira, 22 de abril de 2009

FAQ

- E o senhor, também monta a cavalo?
- Sim, sim. De preferência aos 150 de cada vez.


domingo, 19 de abril de 2009

sábado, 18 de abril de 2009

Empezando bien el día

- Bom dia, pai!
- Hola, buenos días!
- Vem dar-me o pequeno-almoço.
- Que quieres para desayunar?
- O que é que disseste? Que língua estás a falar?
- Perguntei, em espanhol, o que queres comer ao pequeno-almoço. Tens que começar a treinar!
- Tu sabes falar espanhol?
- Por supuesto que sí!
- Eu também sei falar espanhol!
- Ai sim!?
- Sim. Por qué no te callas!?

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Licor de poejo

Agora que penso um pouco (e um pouco, no meu caso, já é coisa para doer), constato que este licor de poejo levou quase três anos a ser confeccionado. Ah pois é! Se estão a pensar em igualar o menino, preparem-se que isto é assim uma espécie de mestrado, no que ao tempo de preparação diz respeito. Tudo começou na vindima de 2006. Mau ano para o tintol caseiro que, apesar de potável, não reunia os mínimos olímpicos para chegar às goelíadas 2007. Vai daí, se não dá para beber, toca a destilar o vinho. Resultado: aguardente vinícola, feita no alambique velhinho do pai, com a ajuda dos colegas, isto ainda em 2007. Não ficou má, mas como por aqui se prefere a bagaceira, a outra para ali foi ficando, encostada a um canto. Foi então que surgiu a ideia do licor de poejos. Não era tarde nem era cedo, só que faltavam os ditos. É certo que se podiam comprar no supermercado mas não ia ter a mesma piada, não é verdade? Pois bem, vai de plantar uns poejinhos, das melhores proveniências. Estávamos em Setembro do ano passado. De lá para cá, água, que o poejo é erva que gosta da muita água, e ei-los a meterem-se pelos olhos dentro. Chegamos finalmente ao ponto em que temos aguardente vinícola e poejos. Pode-se passar então à fase final que, como se há-de perceber, é a mais simples de todas, apesar de durar cerca de um mês a completar. Comecemos…

Ingredientes (tudo com 7 que é para dar sorte)

70cl de aguardente vinícola
70cl de água
700g de açúcar
Poejos

Preparação

Coloque um molho de poejos dentro de um frasco e encha-o com a aguardente. Deixe macerar durante 15 dias, agitando de vez em quando. Passados os quinze dias, prepare uma calda da seguinte maneira: ponha a água a ferver com outro molho poejos; assim que começar a ferver, retire os poejos e deite o açúcar; deixe ferver três minutos, apague o lume e deixe arrefecer. Entretanto filtre a aguardente (pode utilizar um filtro de papel de máquina de café). Junte por fim a aguardente e a calda, mexa, coloque em garrafas e deixe estagiar durante pelo menos 15 dias.
Et voilà...


Neste momento o meu licor ainda está a estagiar, pelo que não posso atestar o resultado final. Assim que o provar, actualizarei este post.

Nota: segundo me informei, há quem faça este licor utilizando vodka, em vez da aguardente. Se alguém experimentar (ou tenha experimentado), esta ou outra receita, por favor deixe um comentário que a gerência agradece muito o intercâmbio cultural.

Alka Seltzer, sff. Pode deixar o frasco.

Estou a desmoer um foda-se do tamanho de uma barragem.



PS - Obrigado Hug mas já não "vieste" a tempo. Foi ontem, dia 16.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Sem comprimidos de fósforo, nem nada

Agora reparo. Antes de ontem foi dia 14 de Abril, ou seja, antes de ontem faltava exactamente um mês para o concerto de Antony and the Johnsons. E eu não me fui especar à porta do Coliseu!
Ena! Estamos a melhorar!

A Morte de Carlos Gardel, de António Lobo Antunes

quarta-feira, 15 de abril de 2009

"Ena que bom!" - dizem vocês

Hoje não há post.
Estou a fazer licor de poejos.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Sinto que talvez não esteja preparado para ir além dos 5 anos

- Filha, este sábado a ver se vamos ao pinhal apanhar pinhas para o churrasco.
- Sábado é dia de equitação, pai.
- Isso é de manhã, não é? Vamos de tarde então.
- De tarde não dá. Tenho uma massagem marcada na Betty.

PS - Espero já ter reajustado o maxilar, amanhã por esta altura. A recuperação da fala, talvez mais lá para o fim da semana.

Falava eu em pena


Também tenho muita pena dos adeptos do Sporting.

PS - O Dias da Cunha continua a ser a figura pública que consegue ter mais graça que o respectivo boneco do Contra Informação.

Dando seguimento à temática moranguística*


* - ou banda sonora mais do que adequada para o post anterior, conforme lembrado pelo vizinho abraçadeiro.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

domingo, 12 de abril de 2009

Clic

Zêzere

sábado, 11 de abril de 2009

Às vezes, tenho pena dos adeptos do Benfica


"Estamos a perder.
Segunda parte.
O tempo escasseia.
Quero ganhar.
Temos de marcar golos.
Ok, vou tirar o Nuno Gomes."

Deve ser tramado ser adepto de uma equipa para a qual um raciocínio destes faz sentido.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Bati no fundo

McFish e salada!
Sinto que me estou a tornar um homem sem princípios.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Às vezes, tenho pena de não ser adepto do Porto*

* - Apesar de tudo, torci, vibrei e fiquei muito satisfeito, pelo jogo e pelo resultado.

Buraka meets Azambuja

O Mágico, de Hermann Hesse

Deolinda @ Aveiras de Cima

Um largo estreito demais para a voz da Ana Bacalhau.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

The Cinematic Orchestra @ Aula Magna

A forma não era a melhor e as cadeiras da Aula Magna são tramadas para se estar sentado duas horas, quando se está cansado e com horas de sono a menos. Mesmo assim, um concerto que foi um miminho! Exactamente dentro daquilo que estava à espera, com algumas surpresas positivas que vão ficar na memória. Em primeiro lugar, o concerto de abertura de Grey Reverend, um brooklinista, com voz e guitarra de alto nível, e o seu regresso a palco para acompanhar os Cinematic Orquestra em alguns temas, destacando-se To Build a Home, já no encore. Pena foi que um par de jovens atrás de mim (e não eram os únicos) tenham decidido tagarelar durante toda a actuação de abertura. Realmente, por mais que tente, não consigo compreender a lógica de se ir dar à língua para um concerto! Mas adiante… Ficará também em memória ROM a vocalista que acompanhou os Cinematic neste concerto – Heidi Vogel de seu nome – e o seu vozeirão, capaz de encher a Aula Magna de soul. Por fim a bateria de Luke Flowers, que foi para mim uma actuação dentro da actuação. Aliás, desde Carter Beauford que uma bateria ao vivo não me tocava assim. 5 estrelas. Num outro contexto, outra coisa que não esquecerei, foi ver dois bilhetinhos para este concerto irem para o lixo sem serem utilizados. Bom, bom era se dessem para serem convertidos em bilhetes para David Byrne! Isso é que era!
E posto isto, os meus agradecimentos a quem de direito, por mais um concerto com o “selo” SA, e um clip - de boa qualidade, logo não meu - para mais tarde recordar.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

E todos por um

Já o tinha dito aqui anteriormente: “O melhor da minha empresa são as pessoas… e o pior também.” Lembro-me várias vezes desta frase, no decorrer dos dias de trabalho. Como o de hoje. Tinha acabado de regressar do almoço e, de boca em boca, corria a notícia que o Sr. D., um dos nossos contínuos, fora assaltado, quando se deslocava para ir entregar algum correio. Atirado ao chão por dois gandulos e com uma faca no pescoço, foi obrigado a entregar tudo o que tinha de valor. Na contabilidade do acto, um telemóvel pessoal e algum dinheiro que, não sendo muito, é bastante, para a complicada saúde financeira do Sr. D.. Pior ainda, o rombo na saúde psíquica – ainda menos famosa – com o susto que, com certeza, vai deixar mazelas.
Estava ainda a ser informado de alguns detalhes, toque a rebate. Num ápice, todo o departamento mobilizado e, com entusiasmo, todo o departamento a querer contribuir. “E o Auto de Notícia?” “E a queixa na polícia?” “Temos de o apoiar!” “Que tal um jantar de confraternização?” E o óbvio, claro!
No final do dia, já o Sr. D. experimentava o telemóvel novo e o dinheiro perdido tinha-lhe sido restituído, pelos colegas. O jantar será para breve.
Quanto a mim, reconheci que a frase lá de cima talvez peque por excesso de negativismo, pelo que, a partir de agora será: “O melhor da minha empresa são as pessoas… e o melhor são muito mais que o pior.”

Enjoado

Deixei de ver televisão regularmente faz uns aninhos valentes. Telejornais inclusive. Simplesmente não aguentava tanta trampa. À hora do jantar prejudicava-me o apetite, depois do jantar, a digestão. Na altura decidi: trampa por trampa, prefiro os jornais que sempre escolho a que leio. Passado um tempo, fartei-me de jornais. Trampa por trampa, a Internet, que é de borla. Ultimamente, até na Internet vou tendo aversão a manter-me minimamente informado. Acho que enjoei de tanta trampa.

A dita

- Tamboril não temos.
- Grande gaita! Então dê-me raia, safio, cação, lula, corvina, salmão, amêijoas e camarões.

… a que se juntaram batata, cebola, alho, pimento, tomate, coentros, malagueta, louro, mais uns pozinhos de perlimpimpim e a cataplana virou caldeirada. Gabada por todos os comensais, diga-se de passagem, apesar da falta de meios. E no fim a promessa: a próxima vai ficar melhor.




terça-feira, 31 de março de 2009

Na linha com os tachos

Começou com umas cervejinhas na Portugália, para aproveitar até ao fim aqueles dias que se metem pelas noites dentro. Evoluiu para tintinho-com-tapas, observando o lusco virar fusco, da copa de serviço. Quando demos por ela, já eram lanches ajantarados, leia-se bem “alanchados” e bem ajantarados. Na semana passada, sempre em espiral crescente, houve um engraçadinho que se lembrou de fazer um arroz de lampreia, que nos fez ver o dia mudar de número, no local de trabalho. Como não sou de ficar atrás, amanhã mostro a habilidade com uma cataplana de tamboril. Teme-se o melhor…

Se dúvidas houvesse


Leonard Cohen
Pavilhão Atlântico
30/07/2009 - 21:00 horas
Bilhetes de 30€ a 75€

segunda-feira, 23 de março de 2009

Sean Riley and the Slowriders @ Vila Nova de São Pedro



Finalmente o fim do ciclo “ir a concertos com um mês de antecedência” com os Sean Riley and the Slowriders, em Vila Nova de São Pedro, no sábado passado. Noite fria, a condizer com audiência escassa e pouco ligada. Concerto a começar atrasado, com som longe do ideal e a acabar cedo demais mas, utilizando as sapientes palavras de alguém que prefere ficar no anonimato, já tive pior a pagar. Descontando os pontos negativos, o saldo foi ainda assim positivo. Foi positivo, em primeiro lugar, porque “a mi me gusta la” música dos Sean Riley and the Slowriders, segundo porque os rapazes a transpõem bem para ambientes ao vivo, terceiro porque concertos acompanhados de imperial a 60 cêntimos são meio caminho andado para fazer o menino feliz. Mas atenção! Não se pense que as bojecas foram decisivas nesta opinião. Para a Mrs. Crama, a quem esta dinâmica etílica passa ao lado, a deslocação a Vila Nova de São Pedro, também valeu muito a pena. Voltando à música, pouco há a dizer. Gosto daquele rock que funda raízes nos blues, no gospel e na country, gerando sonoridades que se identificam de imediato com a América profunda. Gosto do conjunto de músicas que deu origem a Farewell, álbum de estreia desta banda originária de Coimbra, que me cativou logo à primeira audição e que foi, para mim, um dos melhores álbuns nacionais de 2007. Destaque ainda para a simpatia dos rapazes e para mais um CD autografado para a colecção. Com novo álbum já gravado e a caminho das bancas fica o veredicto: a repetir brevemente.



PS1 - Já sabem que videos de qualidade não é aqui. É na porta ao lado.

PS2 - Rita: bem hajas pelo mail de aviso.

domingo, 22 de março de 2009

Volver


Realização: Pedro Almodóvar
Elenco: Penélope Cruz, Carmen Maura, Lola Dueñas, Blanca Portillo
Ano: 2006
Título em português: Volver

sexta-feira, 20 de março de 2009

Impressionismo hiper-realista

Pai e filha sobre ponte
(trabalho a quatro mãos)

- Ó pai, eu não tenho franja!!!

quinta-feira, 19 de março de 2009

quarta-feira, 18 de março de 2009

Este é mesmo em Março

Sean Rilley and the Slowriders
Semana da Juventude de Azambuja
MOJAVI - Associação de Jovens de Vila Nova de S. Pedro
21/03/2009 - 22:00 horas



Mais informação sobre a banda aqui

terça-feira, 17 de março de 2009

Quem sai aos seus...

Relatividade


- Filha, olha ali o Beethoven! Chama-o!
- Beethovenzinho! Anda cá pequenino!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Outra vez não!!!

JP Simões, Couple Coffee e Sérgio Godinho, no Musicbox, a 16/04/2009.
Repito, 16 de Abril. A-B-R-I-L! Não M-A-R-Ç-O!
Para fixar de uma vez: Março, mês 3; Abril, mês 4.
Eu sei que sou capaz!

PS - E quem comentar este post também não é sexy.

domingo, 15 de março de 2009

quinta-feira, 12 de março de 2009

Os Parricidas, de Luís Novais

Vals Im Bashir


Realização: Ari Folman
Elenco: Ron Ben-Yishai, Ronny Dayag, Ari Folman, Dror Harazi (vozes)
Ano: 2008
Título em português: A Valsa com Bashir

De formação

What did you learn today? (I learned nothin')
What did you do today? (I did nothin')

terça-feira, 10 de março de 2009

Clic

Self Titled

segunda-feira, 9 de março de 2009

O dia de hoje merece!

Hoje acordei assim...

[Natalie Portman]

... com o cabelo muito mais curto que o da Ana.

domingo, 8 de março de 2009

Carregar baterias, eliminar toxinas

A (tentar) não perder, em Abril



Infelizmente, é quase certo que ele não tocará esta, caso contrário o título do post não tinha o "tentar" entre parentesis. Ainda assim, fica como wishlist. Pode ser que o David passe por aqui e atenda o pedido.



David Byrne - Songs of David Byrne and Brian Eno
Coliseu dos Recreios - Lisboa
28/04/2009 - 21:30
Bilhetes: de 20€ a 40€

sexta-feira, 6 de março de 2009

A não perder, em Abril

The Cinematic Orchestra
Aula Magna - Lisboa
02/04/2009 - 22:00
Bilhetes: 25€ (plateia) 30€ (doutorais)



SA: Era esta a música de que te falava, se bem que já a deves conhecer daqui



JP Simões, Couple Coffee e Sérgio Godinho
Musicbox - Lisboa
16/04/2009 - 23:00
Bilhetes: a indicar brevemente



Luanda: Não podes adiantar nada sobre este concerto? Permitir uma espreitadela rápida para lá do pano, para ficarmos com (ainda mais) água na boca?

Quem comentar este post não é sexy

Eu: "Olhe, desculpe. Podia dizer-me onde é que são as festas Ávinho?"
Alguém prestes a divertir-se bastante: "Aqui mesmo, no sítio onde você está."
Eu: "Mas não era para haver um concerto dos Deolinda?"
Alguém a tentar controlar o riso com todas as forças: "É sim, aqui mesmo à frente de onde tem o carro... mas daqui a exactamente um mês!"

The Curious Case of Benjamin Button


Realização: David Fincher
Elenco: Brad Pitt, Cate Blanchett, Taraji P. Henson, Tilda Swinton
Ano: 2008
Título em português: O Curioso Caso de Benjamin Button

quarta-feira, 4 de março de 2009

268

Vai-se por ali abaixo e aquilo parece a lista de notas de um aluno exemplar, ou então, os resultados de uma prova de tiro com arco de um campeão da modalidade. Eritrócitos: na mouche; Hemoglobina: na mouche; Leucócitos: na mouche; Glicemia: na mouche; Tudo na mouche! Até a Gama Glutamiltransferase (o parâmetro fetiche do pessoal que, como eu, gosta de uma boa pinga) está na mouche! Chega o colesterol, esse estafermo, e pumba: 268mg/dl – risco elevado. Filho de uma grande… nota de vinte! É melhor ir ao médico, diz o papelinho. Para quê!? Já sei o que vou ouvir! Que os lanchinhos com os colegas à base de chouriço, paio, morcela, queijo e outros eteceteras são para esquecer, que o meu lema “One icecream a day keeps the doctor away” tem uma pequena imprecisão, que as minhas feijoadas, essas obras primas da poesia gastronómica, me entopem as veias. É claro que eu sei disso, eu tenho net em casa! “Ah e tal... há uns comprimidos que se calhar tens de tomar.” Nem pensar! Mal por mal, começo com a dieta (só a palavra assusta-me). Ó meus deuses, ao que eu cheguei! Bom, mas parece que tem mesmo de ser, tenho de acabar com esse bandido do colesterol, tenho de tratar-lhe da saúde. Seja, os dias dele estão contados.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Estes gajos e a mania da publicidade!

A ideia era isto ficar em segredo absoluto, na esperança que a falta de divulgação tivesse como resultado a total ausência de assistência. Depois aparecia eu a convencer a banda que o concerto tinha sido deslocalizado uns quilometrozinhos, para um local que por coincidência era a minha casa. Era uma boa ideia, não era? Acontece que com cartazes na rua e informações no MySpace, a ideia foi “prus béléléu”. Ora como "perdido por cem, perdido por mil", fica a nota de agenda para quem quiser aparecer. Se quiserem, vão comigo que eu vou lá ter.

Deolinda nas festas Ávinho
Aveiras de Cima
4/4/2009 – Quarta-Feira – 22:00 horas

Momento twitter

Levantar-me da cama doeu tanto, mas tanto, que estive para pedir uma epidural.
Agora vou trabalhar mas parto com dor.

B10

- E o que fazes com o biodiesel?
- Bem, faço uma cena muita maluca! Nem tás bem a ver!
- O quê?
- Ponho-o no depósito do carro! E mais! Depois dou à chave, ponho o motor a trabalhar e ando!!!
- Estás a brincar! Ganda maluco!

Pois é! O pópó já anda a B10 (biodiesel a 10%). Se continuar com esta proporção, os 80 litros já produzidos darão para sensivelmente 6 meses e representarão cerca de 1400km percorridos à conta das batatas fritas de um punhado de gente. É uma brincadeira é certo, e algo para além disto é totalmente inviável, mas é engraçado – o estudo do processo, a implementação do processo produtivo e o convívio com os colegas – e sabe bem saber que se dá um destino melhor a um resíduo altamente poluente que, neste caso, iria parar a um qualquer aterro ou, pior ainda, ao esgoto. E o destino que era (e em alguns casos ainda é) habitual para os óleos vegetais usados é realmente algo que não me sai da cabeça, desde que me debrucei nesta coisa do biodiesel. Como foi possível? Anos e anos a poluir o meio ambiente e ao mesmo tempo a desperdiçar um resíduo tão valioso, ou melhor, tão facilmente valorizável? Realmente… Haja petróleo… Felizmente começam a aparecer os oleões e ao nível empresarial a recolha já é legalmente obrigatória. Que estas medidas sejam acompanhados de civismo e bom senso é o que se deseja.
Por aqui, neste momento, preparo-me já para a segunda fase: o que fazer com a glicerina?

Para os cépticos que (ainda) não acreditam…