
Hoje, finalmente, fui comprar 4 bilhetinhos destes aqui de cima, para mim, para o Caricas e respectivas mais-que-tudo. Já tinha deixado passar dois fins-de-semana de oportunidades, mas à terceira foi de vez. Quem se nos quiser juntar, é favor de se despachar, e como diz a canção: tragam outro amigo também. Eu da minha parte já levo três.
É com grande expectativa que vou a este espectáculo. Vai ser como revisitar uma parte da minha infância. Ou pelo menos, espero que assim seja.
Tenho algumas imagens associadas ao Zeca, que estão bem marcadas na minha memória, das quais vou destacar aqui duas. E atenção que estamos a falar de recordações com mais de 20 anos, daquelas que nos intrigam sobre quais os mecanismos cerebrais que as fazem perdurar, quando outras da mesma época, e de intensidade maior (seriam?), se esfumaram nas brumas da memória.

Uma é a do último concerto do Zeca, em 1983, no Coliseu dos Recreios, tinha eu então 11 anos. Não posso dizer que me lembre de todo o concerto em si, porque infelizmente não tenho neste campo capacidades paquidérmicas, e para isso há o vídeo RTP (para quando o DVD caros senhores? Se calhar, agora era uma boa altura, digo eu…). Recordo-me, quais flashes fotográficos mentais, de uma cadeira que teve que vir para o palco para que o Zeca, já visivelmente debilitado, pudesse descansar, recordo-me também de uma Balada do Outono cantada e sentida de uma forma estranha por todos os presentes, mas cujo significado eu só perceberia anos mais tarde ao ouvir o disco, e recordo-me sobretudo de no final cantar, de pé, e a plenos pulmões, a Grândola Vila Morena, juntamente com um Coliseu totalmente cheio de emoções.
Sem comentários:
Enviar um comentário